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	<title>relatam Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>relatam Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>VÍDEO: Terremoto na Venezuela é sentido em Manaus e moradores relatam tremores em prédios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 22:54:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a Venezuela nesta sexta-feira (24) foi sentido em Manaus. Moradores de prédios nos bairros Adrianópolis e Ponta Negra relataram tremores durante o evento sísmico. Informações preliminares apontam que residentes do condomínio Portal da Villa, no bairro Adrianópolis, chegaram a evacuar o prédio após perceberem o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Manaus (AM) – O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a Venezuela nesta sexta-feira (24) foi sentido em Manaus. Moradores de prédios nos bairros Adrianópolis e Ponta Negra relataram tremores durante o evento sísmico.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Informações preliminares apontam que residentes do condomínio Portal da Villa, no bairro Adrianópolis, chegaram a evacuar o prédio após perceberem o abalo. Segundo relatos, lustres de apartamentos começaram a balançar, causando preocupação entre os moradores.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Tremor</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O abalo sísmico ocorreu na Venezuela e teve profundidade de 21 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro foi registrado na cidade de Morón.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O tremor também foi sentido na capital Caracas e gerou alerta de tsunami em áreas costeiras.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Alerta</h2>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o sistema de alerta dos Estados Unidos, há possibilidade de ondas de tsunami perigosas em regiões situadas em até 300 km do epicentro, incluindo Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em Manaus, apesar do susto, não há registro de danos estruturais até o momento.</p>
<p><video height="576" style="aspect-ratio: 1024 / 576;" width="1024" controls="" src="https://emtempo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Video-2026-06-24-at-18.22.35-1.mp4"/></p>
<p class="wp-block-paragraph">LEIA MAIS:</p>
<p class="wp-block-paragraph">VÍDEO: Terremoto de magnitude 7,8 deixa mortos, feridos e destruição nas Filipinas</p>
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		<title>Brasileiras muçulmanas relatam preconceito na internet e nas ruas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/brasileiras-muculmanas-relatam-preconceito-na-internet-e-nas-ruas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 01:25:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Brasil, oito em cada dez mulheres muçulmanas sofrem ataques motivados por islamofobia, ou seja, intolerância e ódio contra sua religião. É o que conclui a 3ª edição do Relatório de Islamofobia do Brasil, produção científica do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes (Gracias), da Universidade de São Paulo (USP).  Os pesquisadores analisaram os relatos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, oito em cada dez mulheres muçulmanas sofrem ataques motivados por islamofobia, ou seja, intolerância e ódio contra sua religião. É o que conclui a 3ª edição do Relatório de Islamofobia do Brasil, produção científica do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes (Gracias), da Universidade de São Paulo (USP). </p>
<p>Os pesquisadores analisaram os relatos de 328 mulheres, tanto da vertente sunita como da xiita. Elas foram divididas em quatro grupos: brasileiras que nasceram no seio de uma família de tradição islâmica, brasileiras que se reverteram, estrangeiras nascidas muçulmanas e estrangeiras revertidas. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Brasileiras-muculmanas-relatam-preconceito-na-internet-e-nas-ruas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A equipe constatou que 84,5% das vítimas de islamofobia são brasileiras revertidas. Os pesquisadores acreditam que um dos fatores é sua intensa articulação coletiva. </p>
<p>A porcentagem cai para 80,4% no caso das brasileiras que já descendem de uma família seguidora do islamismo e, entre estrangeiras revertidas e estrangeiras nascidas muçulmanas, para 75% e 60%, respectivamente, conforme o relatório divulgado no último sábado (20). </p>
<h2>Violência nas ruas, internet e trabalho</h2>
<p>Quase todas as participantes brasileiras revertidas (96,7%), por exemplo, afirmam que a mulher muçulmana é discriminada no país.</p>
<p>As fiéis do islamismo são vitimadas nas ruas (36,4%), na internet (30,9%) e no trabalho (19,7%). Para os integrantes do Gracias, a islamofobia está mais presente em espaços de maior exposição pública e convívio diário. </p>
<p>Para algumas das entrevistadas, a discriminação tem acarretado danos imensos, com depressão e transtorno de ansiedade.</p>
<p>&#8220;Fui obrigada a migrar de carreira após a reversão, não consegui mais atuar na área&#8221;, disse uma delas.</p>
<p>Associá-las ao terrorismo é outra forma de menosprezo comum. &#8220;No trabalho, fui chamada de mulher bomba por um médico&#8221;, conta uma das vítimas de ofensas do gênero. </p>
<p>Uma terceira narra como foi demitida de uma empresa. &#8220;Eu era recepcionista num conjunto de salas. O contador veio muito simpático e falso perguntar sobre a minha religião e vestimenta e depois disse para meu chefe que não era bom que eu trabalhasse na recepção, pois causava má impressão aos clientes dele. Fui demitida.&#8221;</p>
<p>&#8220;A mídia não tem interesse em dar espaço ao Islam, aos muçulmanos, não tem interesse em aprender que usar o véu não retira o pensamento, não transforma mulheres em seres ignorantes, nem tudo é sobre opressão, pode ser também liberdade, escolha e principalmente devoção. A imprensa é colonizada, há domínios de agências de notícias&#8221;, afirma a coordenadora do Gracias, a professora Francirosy Campos Barbosa.</p>
<p>Apenas 6% das brasileiras revertidas registram boletim de ocorrência na polícia, taxa inferior à de brasileiras nascidas, de 8,7%. Elas não acreditam que a denúncia será investigada. </p>
<p>No Brasil, não se tem o quantitativo exato da comunidade islâmica, pois o Censo Demográfico não o informa de modo desagregado. A quantidade de pessoas que se declaram muçulmanas está reunida com as de outras religiões com menos seguidores.</p>
<h2>Ambiente virtual</h2>
<p>Ainda segundo o Gracias, o Instagram é a rede social que mais concentra casos de agressões, com um total de 120 (74,5%).</p>
<p>O Facebook, também controlado pela Meta, juntamente com o Whatsapp, responde por 55 (34,2%). O TikTok e o X são mencionados 27 (16,8%) e 12 (7,5%) vezes, respectivamente. </p>
<p>Os pesquisadores argumentam que, no Instagram, o que favorece a marginalização é a exposição da aparência, do cotidiano e das práticas ligadas à religião, enquanto no Facebook é a polarização propiciada pela formação de comunidades.</p>
<p>A colaboração do TikTok, por sua vez, consiste em possibilitar a replicação de vídeos muito rapidamente e entre públicos distintos.</p>
<p>Em seu site, o Instagram declara ter como objetivo &#8220;prevenir possíveis casos de violência no meio físico que possam estar relacionados ao conteúdo em nossas plataformas.&#8221;</p>
<p>&#8220;Embora entendamos que as pessoas geralmente expressam desdém ou desacordo por meio de ameaças ou incitação à violência de maneiras casuais e sem seriedade, removemos palavras que incitem ou facilitem a violência e ameaças plausíveis ​​à segurança pública ou pessoal.&#8221;</p>
<p>Para a professora Francirosy Campos Barbosa, a política implementada nesses termos minimiza a gravidade das ameaças e incitações à violência.</p>
<p>Procurada pela reportagem, a Meta afirmou não permitir &#8220;conteúdo que promova ataques contra pessoas com base em características protegidas, conforme estabelecido em seus Padrões da Comunidade, como raça, etnia, nacionalidade, deficiência, religião, casta, orientação sexual, sexo, identidade de gênero e doença grave.</p>
<p>&#8220;Removemos esse tipo de conteúdo sempre que identificamos violações e aplicamos as medidas previstas em nossas diretrizes. Também incentivamos as pessoas a denunciarem qualquer publicação que considerem violar nossas diretrizes.&#8221;</p>
<p>O TikTok não respondeu o questionamento da Agência Brasil. A reportagem não conseguiu contato com o X até o momento. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/brasileiras-muculmanas-relatam-preconceito-na-internet-e-nas-ruas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Obras no Cacau Pirêra avançam e moradores relatam fim de alagamentos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/obras-no-cacau-pirera-avancam-e-moradores-relatam-fim-de-alagamentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 19:28:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O senador Eduardo Braga voltou ao distrito do Cacau Pirêra, em Iranduba, nesta quinta-feira (1º), para fiscalizar o andamento das obras de infraestrutura na região. Esta foi a terceira visita do parlamentar ao local em 2026, reforçando o acompanhamento dos serviços e a cobrança pela conclusão das melhorias. As intervenções avançam com foco na solução [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O senador Eduardo Braga voltou ao distrito do Cacau Pirêra, em Iranduba, nesta quinta-feira (1º), para fiscalizar o andamento das obras de infraestrutura na região. Esta foi a terceira visita do parlamentar ao local em 2026, reforçando o acompanhamento dos serviços e a cobrança pela conclusão das melhorias.</p>
<p>As intervenções avançam com foco na solução de um dos principais problemas históricos do distrito: os alagamentos causados pela deficiência no sistema de drenagem.</p>
<p>Durante anos, moradores conviveram com ruas tomadas pela lama e dificuldades de circulação, principalmente no período chuvoso. Agora, porém, os primeiros resultados começam a aparecer.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Moradores relatam melhorias após intervenções</h2>
<p>Segundo moradores, áreas que antes ficavam completamente alagadas já não registraram novos pontos de inundação durante a última chuva.</p>
<p>O comerciante William de Lima relatou a mudança na rotina da comunidade e os impactos positivos para o comércio local.</p>
<p>“Antes a gente estava numa situação delicada, muita lama, alagava tudo. Era muito difícil. Hoje a gente só tem a agradecer. Melhorou assim em questão de duas semanas, foi uma mudança muito grande. A gente saiu da lama. Agora está muito melhor, parou de alagar e a gente está vendo a obra avançar cada vez mais”, relatou.</p>
<p>Ele também destacou o reflexo direto na atividade comercial.</p>
<p>“Quando chovia e dava lama, eu perdi mais de 70% dos meus clientes. Agora, com essa melhoria, a expectativa é recuperar tudo de novo. Só tenho a agradecer.”</p>
<h2 class="wp-block-heading">Drenagem profunda e pavimento em concreto integram obra</h2>
<p>As equipes iniciaram a intervenção com a implantação da rede de drenagem profunda. Nesta fase, os trabalhadores fizeram escavações e instalaram tubulações ao longo das vias para corrigir os alagamentos históricos.</p>
<p>Na sequência, os serviços avançaram para a terraplanagem, construção da base estrutural e aplicação do pavimento em concreto rígido.</p>
<p>Diferentemente do asfalto, o concreto oferece maior durabilidade e resistência ao tráfego. Além disso, o material apresenta melhor desempenho em áreas com grande incidência de água, como o Cacau Pirêra.</p>
<p>Após a pavimentação, as equipes executam meio-fio, sarjetas e bocas de lobo, o que complementa o sistema de drenagem superficial.</p>
<p>Atualmente, cinco frentes de trabalho atuam simultaneamente no distrito. Até agora, cerca de um quilômetro de obras já foi executado entre drenagem, pavimentação e infraestrutura complementar.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Eduardo Braga destaca avanço e reforça compromisso</h2>
<p>Durante a visita, Eduardo Braga destacou o avanço das obras e reafirmou o compromisso com a população do distrito.</p>
<p>“Estamos aqui acompanhando essa obra que já tem mais uma etapa concluída. Corrigimos a rede de drenagem, que era o principal problema, e estamos avançando com a pavimentação em concreto. Palavra dada é palavra cumprida. Estamos caminhando e melhorando a vida da população”, afirmou o senador.</p>
<p>Além disso, o parlamentar afirmou que seguirá acompanhando cada etapa até a conclusão dos serviços e garantiu a continuidade de investimentos para ampliar as melhorias no distrito.</p>
<p>A expectativa é que novas ruas sejam entregues nas próximas semanas. Com isso, moradores aguardam a consolidação de uma mudança esperada há anos, principalmente no combate à lama e aos alagamentos.</p>
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		<title>Sete em cada dez mulheres relatam já terem sofrido assédio, diz estudo</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/sete-em-cada-dez-mulheres-relatam-ja-terem-sofrido-assedio-diz-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 23:15:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sete em cada dez mulheres dizem já ter sofrido assédio moral ou sexual, principalmente em ruas e espaços públicos. Os dados fazem parte da pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres, lançada nesta quinta-feira (5). O levantamento é de autoria do Instituto Cidades Sustentáveis e da Ipsos-Ipec, empresa especializada em pesquisa sociais e de mercado. Foram entrevistadas 3,5 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sete em cada dez mulheres dizem já ter sofrido assédio moral ou sexual, principalmente em ruas e espaços públicos. Os dados fazem parte da pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres, lançada nesta quinta-feira (5).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Sete-em-cada-dez-mulheres-relatam-ja-terem-sofrido-assedio.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O levantamento é de autoria do Instituto Cidades Sustentáveis e da Ipsos-Ipec, empresa especializada em pesquisa sociais e de mercado. Foram entrevistadas 3,5 mil pessoas, em dezembro de 2025, nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.</p>
<p>“A insegurança é uma regra na nossa vida, não é uma exceção. Há uma proporção alta de mulheres que seguem dizendo que já sofreram assédio”, alertou Patrícia Pavanelli, diretora de Opinião Pública e Política da Ipsos-Ipec, durante o lançamento da pesquisa, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.</p>
<p>Considerando o total de mulheres da amostra (2.066), 71% delas disseram já ter sofrido algum tipo de assédio em pelo menos um dos seis locais pesquisados: ruas e espaços públicos, transporte público, ambiente de trabalho, ambiente doméstico, bares/casas noturnas ou transporte particular.</p>
<p>“O espaço público e o transporte público se destacam como os lugares mais hostis para as mulheres, sendo esse um problema recorrente e que limita a nossa liberdade, o nosso direito à cidade”, ressaltou Patrícia.</p>
<h2>Proporção elevada</h2>
<p>Apesar da queda em relação a 2014, quando o índice ficou em 74%, e das variações de acordo com as capitais, as entidades realizadoras do estudo consideram que a proporção de mulheres que sofreram assédio permanece elevada e persistente nas dez cidades.</p>
<h2>Assédio nas ruas</h2>
<p>Ruas e espaços públicos – como praças, parques e praias – são os lugares onde mais ocorrem assédios, sendo citados por 54% das mulheres. Em seguida, aparece o transporte público (citado em 50% das respostas) e, em outro patamar, o ambiente de trabalho (citado por 36% mulheres).</p>
<p>Bares e casas noturnas foram citados por 32%; o ambiente familiar aparece em 26% das menções; e transporte particular como táxi e ou por aplicativo, em 19% das respostas.</p>
<p>A parcela de 5% das mulheres relatou que já sofreu assédio em todos os seis espaços mensurados na pesquisa. </p>
<p>“Embora pareça pouco, a gente está falando de mulheres que vivem em 10 capitais que [concentram] 33 milhões de habitantes, e 5% delas dizem que já sofreram algum tipo de assédio em todos os locais [mencionados]”, acrescentou.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/sete-em-cada-dez-mulheres-relatam-ja-terem-sofrido-assedio-diz-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Cresce percentual de mulheres que relatam medo de ser estupradas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cresce-percentual-de-mulheres-que-relatam-medo-de-ser-estupradas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 11:49:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, que teve novos dados antecipados com exclusividade nesta segunda-feira (2) à Agência Brasil. Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter &#8220;muito medo de ser vítimas de um estupro&#8221;. Esse percentual cresceu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, que teve novos dados antecipados com exclusividade nesta segunda-feira (2) à Agência Brasil.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Cresce-percentual-de-mulheres-que-relatam-medo-de-ser-estupradas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter &#8220;muito medo de ser vítimas de um estupro&#8221;. Esse percentual cresceu para 80%, em 2022, e chegou a 82% segundo os dados obtidos em 2025.</p>
<p>Além das que declararam ter muito medo, 15% disseram ter &#8220;um pouco de medo&#8221;, o que significa um total de 97% de mulheres que vivem com algum grau de temor da violência sexual.</p>
<p>Em dois grupos, a proporção das que sentem &#8220;muito medo&#8221; é ainda maior, chegando a 87% no caso das jovens, entre 16 e 24 anos, e 88% entre as mulheres negras.</p>
<p>A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, Marisa Sanematsu, ressalta que além de o medo ser constante, nenhum espaço é considerado, de fato, seguro. </p>
<p>&#8220;O medo assombra as mulheres brasileiras o tempo todo, desde pequenas e em todos os lugares: a casa é insegura, assim como sair e voltar, esperar o transporte, enfrentar a condução lotada ou pedir um carro por aplicativo&#8221;, disse.</p>
<p>&#8220;Esse medo constante faz com que elas desenvolvam suas próprias estratégias de proteção: evitam sair à noite ou usar alguns tipos de roupas e acessórios, procuram estar sempre acompanhadas e até escolhem trajetos mais longos para se sentirem um pouco mais seguras&#8221;.</p>
<h2>Violência dentro de casa</h2>
<p>Os institutos divulgam, nesta segunda-feira (2), a segunda onda de dados da pesquisa de 2025. A primeira onda, publicada em setembro de 2025, já havia mostrado que 15% das entrevistadas eram sobreviventes de estupro, e oito em cada dez vítimas sofreu a violência com 13 anos ou menos.</p>
<p>Os dados divulgados hoje acrescentam que, entre as vítimas com até 13 anos, 72% foram violentadas dentro da própria casa. Em metade dos casos, o abusador foi um familiar e, em um terço dos relatos, foi um amigo ou conhecido da família.</p>
<p>No total, 84% dos estupros foram cometidos por um homem do círculo social da vítima.</p>
<p>Essa porcentagem diminui no caso das mulheres violentadas com 14 anos ou mais, porém os conhecidos ou membros da família se mantêm como a maioria: 76% dos abusadores eram pessoas conhecidas, incluindo amigos, parceiros íntimos, familiares e ex-companheiros. Além disso, 59% sofreram a violência dentro de casa.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Cresce-percentual-de-mulheres-que-relatam-medo-de-ser-estupradas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Matéria sobre ABUSO EM CASA. Foto: Arte EBC" title="Arte EBC"/></p>
<h2>Apoio às vítimas</h2>
<p>A pesquisa <em>Percepções sobre direitos de meninas e mulheres grávidas pós-estupro</em> teve a participação de 1,2 mil pessoas, homens e mulheres, de todas as regiões do país.</p>
<p>Além de perguntar para as mulheres sobre suas próprias experiências com a violência sexual, as entrevistas também ouviram a percepção geral dos entrevistados sobre o assunto.</p>
<p>Nas respostas, foi praticamente unânime o entendimento de que as mulheres têm medo de estupro: 99% dos entrevistados concordam.</p>
<p>Apesar disso, 80% das pessoas acreditam que as vítimas nunca, ou quase nunca, revelam para outras pessoas a violência sofrida, principalmente por sofrer ameaças do agressor, por terem medo de não serem ouvidas ou por sentirem vergonha.</p>
<p>Os resultados gerais se assemelham ao que foi dito pelas entrevistadas que relataram ter sido vítimas, conforme a primeira divulgação da pesquisa.</p>
<p>Cerca de 60% das mulheres que foram vítimas antes dos 14 anos não contaram para ninguém sobre o abuso. Além disso, apenas 15% foram levadas a uma delegacia, e 9%, a uma unidade de saúde.</p>
<p>O apoio a políticas de apoio às vítimas também foi amplo: 93% concordam que o Estado deve fornecer acompanhamento psicológico imediato para meninas e mulheres vítimas de estupro, e a mesma porcentagem acredita que as prefeituras e governos devem aumentar a divulgação de serviços de saúde que atendem vítimas.</p>
<h2>Depoimentos</h2>
<p>Além dos percentuais obtidos com as respostas, os institutos também divulgam nesta segunda-feira depoimentos de mulheres que sofreram violência sexual.</p>
<p>Uma mulher parda, moradora do Sudeste, com idade entre 25 e 44 anos, contou:</p>
<p>“Comecei a ser abusada criança, com 6 anos, sem nem entender o que acontecia, e o abusador me fazia acreditar que eu era culpada e que, se eu contasse para alguém, ninguém acreditaria em mim. Meu abusador era o meu pai.”</p>
<p>Já outra vítima, uma mulher preta, moradora da região Sudeste, com 45 anos ou mais, até tentou pedir socorro mas não foi acolhida.</p>
<p>“Eu tinha apenas 11 anos, foi horrível, não entendia direito o que estava acontecendo. Tentei falar com a minha mãe, mas ela não acreditava em mim, dizia que eu queria acabar com o casamento dela. Ainda bem que minha avó percebeu algo estranho e me trouxe de volta pra casa dela&#8221;.</p>
<p>A gravidez e a falta de suporte para o abortamento adequado também aparecem nos depoimentos, como o de uma jovem parda, moradora da região Sudeste, com idade entre 16 e 24 anos.</p>
<p>“Eu sofri um abuso e engravidei por causa desse ato. Eu, com 13 anos, não poderia ser mãe e ia interromper minha vida, eu estava estudando, então, eu decidi não contar para os meus pais e pedir ajuda de uma amiga próxima minha. Então, ela me levou a um aborto clandestino e lá eu fiz o procedimento&#8221;.</p>
<h2> </h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1772452151_632_Cresce-percentual-de-mulheres-que-relatam-medo-de-ser-estupradas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo - Ato Por Todas Elas reúne mulheres no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, para mais um protesto contra o estupro  (Rovena Rosa/Agência Brasil) " title="Rovena Rosa/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Ato Por Todas Elas reúne mulheres no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, para mais um protesto contra o estupro Foto de arquivo: Rovena Rosa/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Acolhimento é garantido em lei</h2>
<p>A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão explica que o atendimento imediato e integral às vítimas de violência sexual em todos os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), sem exigência de boletim de ocorrência, é garantido por lei no Brasil desde 2013.</p>
<p>&#8220;É fundamental que o Estado, em todos os níveis de governo, invista na divulgação de informações sobre os direitos da vítima de estupro e de como ela pode acessá-los para proteger sua saúde física e mental, para que essas meninas e mulheres possam retomar suas vidas após o trauma da violência&#8221;, complementa Marisa Sanematsu.</p>
<p>A ampla maioria também foi favorável aos serviços que realizam a interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, como o estupro. Nove em cada dez entrevistados concordam que todas as vítimas devem ser informadas, nas delegacias ou serviços médicos, sobre os protocolos para evitar infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.</p>
<p>Além disso, 86% acreditam que devem existir serviços públicos em todas as cidades para a interrupção da gestação em casos de estupro. No entanto, apenas metade dos entrevistados conhece algum serviço que promova esse atendimento.</p>
<p>De acordo com a diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, María Saruê Machado, a pesquisa evidencia a necessidade de ampliar e preparar melhor os serviços de acolhimento.</p>
<p>&#8220;Existe amplo apoio da população para que vítimas de estupro tenham acesso aos direitos garantidos por lei, mas essas informações ainda não chegam a quem mais precisa&#8221;.</p>
<p>&#8220;O estupro é uma violência próxima da realidade da maioria das mulheres, e romper o silêncio por meio da informação é um passo fundamental para garantir proteção e acesso a direitos a todas as mulheres”, defendeu.</p>
<h2>Direitos em constante ameaça</h2>
<p>De acordo com a comunicadora social e ativista Angela Freitas, co-diretora da campanha &#8220;Nem Presa Nem Morta&#8221;, o cumprimento da legislação que prevê atendimento e proteção das vítimas ainda depende da disposição de gestores políticos.</p>
<p>&#8220;A maior parte dos municípios não dispõe desse serviço, as pessoas têm que viajar longas distâncias e nem todo mundo pode fazer isso. É uma carência muito grande. O Brasil passou por um processo de democratização, fez a sua Constituinte, criou o Sistema Único de Saúde, o Sistema Único de Assistência Social, criou políticas públicas, mas todos esses avanços vivem ameaças constantes de retrocesso. Eles ainda não se consolidaram como direitos que são dados e que ninguém contesta&#8221;.</p>
<p>Angela Freitas também foi uma das articuladoras da campanha &#8220;Criança não é mãe&#8221;, contra o projeto de lei que pretendia equiparar o aborto ao crime de homicídio, mesmo nos casos previstos por lei. Ela acrescenta que essas carências são particularmente danosas para as crianças e adolescentes que engravidam após a violência</p>
<p>&#8220;Em grande parte, esses episódios não são revelados de imediato. Até porque elas não são preparadas para entender que o corpo delas deve ser respeitado, inclusive por pessoas da convivência familiar e comunitária. Há uma falta de diálogo e de informação e uma condescendência muito grande com essas situações&#8221;.</p>
<p>&#8220;Com isso, muitas vezes, a gravidez não é percebida pela criança nem pelos familiares que estão em volta. Ela só vai ser percebida muito tarde e, quando essas meninas chegam ao serviço de saúde para buscar atendimento, e o direito de interromper aquela gravidez, elas encontram dificuldades dentro do próprio sistema&#8221;.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-02/cresce-percentual-de-mulheres-que-relatam-medo-de-ser-estupradas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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