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		<title>STJ relativiza estupro de vulnerável e mantém absolvição de acusado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 20:56:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[absolvição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (9) manter a absolvição de um homem de 18 anos que foi acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. Por unanimidade, os ministros entenderam que atualmente o homem forma “um núcleo familiar” com a vítima e decidiram manter as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (9) manter a absolvição de um homem de 18 anos que foi acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/STJ-relativiza-estupro-de-vulneravel-e-mantem-absolvicao-de-acusado.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Por unanimidade, os ministros entenderam que atualmente o homem forma “um núcleo familiar” com a vítima e decidiram manter as decisões de primeira e segunda instâncias que também absolveram o acusado. O recurso foi protocolado no STJ pelo Ministério Público do Paraná. </p>
<p>O processo está em segredo de Justiça, e os detalhes do crime não foram divulgados. </p>
<p>Conforme o Código Penal, o estupro de vulnerável é caracterizado pela prática de conjunção carnal ou outro ato libidinoso com menor de 14 anos. A pena varia entre oito e 15 anos de prisão.</p>
<h2>Votos </h2>
<p>O placar unânime foi obtido a partir do voto do relator, ministro Messod Azulay Neto.</p>
<p>O ministro disse que o Tema 918 do STJ fixou que o consentimento da vítima, sua eventual experiência sexual anterior ou relacionamento amoroso com o agressor não afastam a ocorrência do crime de estupro de vulnerável. </p>
<p>Além disso, o ministro também ressaltou que a Lei 15.353, sancionada em março deste ano, impede a relativização do crime. </p>
<p>Contudo, o relator ponderou que o caso concreto é excepcional em função do “núcleo familiar” mantido atualmente.</p>
<p>Segundo Messod, a condenação do acusado poderia “desfazer o núcleo familiar”, “tirar o pai do convívio dos filhos” e transformar o caso em uma “tragédia maior”.</p>
<p>&#8220;O réu sempre trabalhou como carregador do Ceasa e servente de pedreiro, não tem anotações na certidão [criminal]. O mais importante de tudo isso é que eles formam um núcleo familiar. Eles têm apenas cinco anos de diferença, não há violência, não há abuso, há uma relação estável”, afirmou.</p>
<p>Em seguida, a ministra Marluce Caldas disse que tem preocupação com os casos de estupros de vulneráveis e ressaltou que, de cada dez processos que chegam o tribunal, oito envolvem estupros contra menores. </p>
<p>&#8220;Somos capazes de transformar culturas. Nós temos que transformar essa cultura. Nossas adolescentes, quando se tornam mocinhas, não estão aptas a perderem seu projeto de vida, a sofrerem esses constrangimentos&#8221;, comentou.</p>
<p>No entanto, a ministra disse que o caso concreto envolve uma &#8220;família estabelecida&#8221; e que houve absolvição em outras instâncias da Justiça. </p>
<p>&#8220;Nós estamos somente reforçando e estabelecendo o que já foi decidido nas instâncias inferiores”, afirmou.</p>
<p>Ribeiro Dantas também acompanhou o relator e disse que o caso concreto é excepcional. </p>
<p>&#8220;Não podemos sacrificar todo um núcleo familiar, que, neste caso, está funcional, caminhando normalmente. É o que se gostaria que a maioria das crianças e adolescentes tivessem, um grupo familiar capaz de dar-lhe suporte. Nós vamos, em nome de uma inflexibilidade, de um punitivismo, retirar isso e buscar somente a sanção?”, indagou.</p>
<p>Último a votar, o ministro Joel Paciornik afirmou que o caso concreto envolve &#8220;diferença de idade reduzida&#8221;, &#8220;anuência familiar&#8221; e &#8220;relacionamento amoroso estável&#8221;.</p>
<p>&#8220;O relator traz diversos precedentes e uma série de outros casos de outras turmas, onde o tribunal tem feito as ressalvas em casos específicos&#8221;, completou.</p>
<h2>Proibição </h2>
<p>Em março deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.353, que proíbe a relativização do crime de estupro de vulnerável.</p>
<p>A norma definiu a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima, ou seja, nenhuma circunstância pode ser levada em conta pela Justiça, como ocorreu no STJ, para impedir a punição dos agressores. </p>
<p>A sanção ocorreu após a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) absolver um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/stj-relativiza-estupro-de-vulneravel-e-mantem-absolvicao-de-acusado" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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