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	<title>religiosa Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>religiosa Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Eventos em Porto Alegre se manifestam contra a intolerância religiosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 13:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A luta contra a intolerância religiosa volta às ruas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, neste sábado (15), com a Marcha dos Quimbandeiros e o Encontro Internacional de Quimbandeiros. Os dois eventos terão à frente o presidente da Sociedade Beneficente Cultural Oxum e Oxalá, Pai Ricardo de Oxum, babalorixá de destaque nas religiões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A luta contra a intolerância religiosa volta às ruas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, neste sábado (15), com a Marcha dos Quimbandeiros e o Encontro Internacional de Quimbandeiros.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Eventos-em-Porto-Alegre-se-manifestam-contra-a-intolerancia-religiosa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dois eventos terão à frente o presidente da Sociedade Beneficente Cultural Oxum e Oxalá, Pai Ricardo de Oxum, babalorixá de destaque nas religiões de matriz africana, que ao lado da Família Yecari do terreiro de batuque da instituição, idealizador da marcha. </p>
<p>A marcha, em sua 3ª edição, marcada para as 14h, e o Encontro, na 19ª edição, a partir das 20h, pretendem transformar a cidade em referência nacional e internacional para sacerdotes e praticantes da Quimbanda no Brasil, no Uruguai e na Argentina.</p>
<p>Pai Ricardo de Oxum lembra que o encontro surgiu justamente por causa do preconceito no Rio Grande do Sul, que é o estado com maior número de adeptos das religiões de matriz africana, mas também um dos estados com mais casos de intolerância religiosa.</p>
<p>“Há 19 anos surgiu o Encontro de Quimbandeiros por causa do preconceito de não se poder andar caracterizado na rua, nem manifestar sua fé nas encruzilhadas. Se acendessem uma vela na esquina, já vinham e te tratavam com racismo e preconceito”, disse à Agência Brasil.</p>
<p>Dados do Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o Rio Grande do Sul tem o maior percentual de seguidores da umbanda e do candomblé em relação ao total da sua população (3,19%), seguido do Rio de Janeiro (2,58%), São Paulo (1,47%), Bahia (1%) e Distrito Federal (0,85%).</p>
<p>O sacerdote disse que o encontro evoluiu ao longo dos anos a ponto de ser descoberto internacionalmente pela Argentina, pelo Uruguai e pelo Chile, onde já foi realizado.</p>
<p>De acordo com Pai Ricardo de Oxum, a resistência é bem forte na Argentina. “Lá, o preconceito é descarado. Nos dias de hoje os terreiros quando estão manifestando o seu tambor e um vizinho denuncia que está alto, a polícia chega e tira o tambor e acaba. Não tem discussão”, relatou.</p>
<p>“No Uruguai também há intolerância e no Chile a religião é mais fraca. Ela não predomina com tanta força, justamente porque não consegue evoluir por causa dos preconceitos”, avalia.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, além da umbanda, do candomblé e do batuque, a Quimbanda é uma das mais importantes expressões da espiritualidade afro e tem lugar especial entre as correntes religiosas de matriz africana com fundamentos ancestrais ligados à história da população negra no estado.</p>
<p>“Existe o batuqueiro de batuque que veste branco e o quimbandeiro que veste preto com vermelho, que se chamam os Exu e Pomba-Gira. Essas entidades predominam muito em homossexuais e na comunidade LGBTQIA+ e aí surgiu um preconceito decorrente disso”, revelou.</p>
<p>“Há um preconceito com os Exus e Pomba-Giras nas manifestações dos terreiros, onde os homens, que eram maioria, recebiam Pomba-Giras e se vestiam de saia e as mulheres calças quando eram incorporadas por Exu”, explicou.</p>
<p>A intenção de realizar a marcha é para demonstrar que são entidades que fazem o bem e não escolhem o sexo porque podem se manifestar em qualquer pessoa, explica Pai Ricardo. </p>
<p>No ano passado a marcha reuniu cerca de 2 mil pessoas.</p>
<p>“É um manifesto na rua com trio elétrico e cantos de pontos de Exu e Pomba-Gira. O pessoal acompanha, muitos com cartazes refutando a intolerância religiosa. Vem gente de vários municípios relatando preconceitos das suas cidades e nos seus terreiros. É um momento de explanar. É para isso que existe”, explicou Pai Ricardo.</p>
<p>Pai Ricardo de Oxum acrescentou que as entidades nada mais são do que mensageiros que passaram pela Terra, cada um dentro da sua origem. O malandro da Lapa, as Marias, as prostitutas, os trabalhadores, os médicos, hoje se manifestam com os nomes de Exu e Pomba-Gira que trabalham em um campo astral. Tem Exu que trabalha para o amor, outros para a família. Não tem quem trabalhe para o mal. O mal está na cabeça do ser humano”, esclarece.</p>
<h2>Espaço exclusivo</h2>
<p>O Encontro em Porto Alegre será em um espaço doado pela prefeitura da cidade. </p>
<p>“Isso é um marco histórico nacional que se chama Rótulo da Quimbanda. É um espaço que a prefeitura doou para colocar o monumento de Exu, que é o primeiro em céu aberto no Brasil. Isso ocorreu há cinco anos”, disse.</p>
<p>Entre as principais lideranças do batuque gaúcho, uma das vertentes religiosas de matriz africana e bem representativo no Rio Grande do Sul, Pai Ricardo de Oxum se dedica há mais de três décadas à preservação das tradições afro-brasileiras.</p>
<p>Na visão do sacerdote do Terreiro de Batuque, a luta contra a intolerância se torna ainda mais urgente ao se analisar os números do Disque 100, que recebe e encaminha denúncias de desrespeito aos direitos humanos.</p>
<p>Conforme a instituição, um levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostrou que entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o canal registrou 2.774 denúncias de intolerância religiosa. Quando se trata dos casos com religião da vítima identificada, as de matriz africana estão em maiores números. Na Umbanda são 228 e no Candomblé, 161, o que demonstra racismo religioso estrutural.</p>
<p>Pai Ricardo de Oxum apontou a necessidade de desmistificar as figuras de Exu e Pomba-Gira, o que foi feito, por exemplo, no desfile de 2022 da escola de samba Grande Rio, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. </p>
<p>“Esse é o trabalho, botando o povo nas ruas mostrando as coisas que deram certo, relatando os seus milagres e as suas famílias unidas e mostrando que Exu não é diabo. Dentro do nosso panteão africano não existe a palavra diabo”, ressaltou.</p>
<h2>Representação de Exu</h2>
<p>Nesse desfile da Grande Rio, com o enredo Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, a figura de Exu foi interpretada pelo ator Demerson D&#8217;Alvaro e a vermelho, verde e branco de Duque de Caxias conquistou o primeiro título de sua história no Grupo Especial do Rio de Janeiro.</p>
<p>Para ele, o desfile e a dança ajudaram a desmistificar a figura de Exu, ainda visto por muitas pessoas contrárias às religiões de matriz africana, como um ser do mal.</p>
<p>“Muitas pessoas conheceram Exu em um desfile de escola de samba, quando se fez uma narrativa que Exu é o orixá mais próximo de nós humanos, por sua singularidade. Não é que só faz o mal ou só faz o bem, ele erra e também acerta. Isso elucida muito para o público quem é Exu”, disse à Agência Brasil.</p>
<p>A 3ª Marcha e o 19º Encontro ocorrem quatro meses depois que Pai Ricardo liderou um ato inter-religioso em homenagem a São Jorge, em parceria com a Igreja São Jorge de Porto Alegre.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/eventos-em-porto-alegre-se-manifestam-contra-intolerancia-religiosa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>VÍDEOS: PM apreende instrumentos de terreiro e caso gera denúncia de intolerância religiosa em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cidades/videos-pm-apreende-instrumentos-de-terreiro-e-caso-gera-denuncia-de-intolerancia-religiosa-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – A apreensão de instrumentos durante uma celebração de matriz africana realizada no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, provocou acusações de intolerância religiosa e levou a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) a instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos agentes envolvidos na ocorrência. O episódio ocorreu entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Manaus (AM) – A apreensão de instrumentos durante uma celebração de matriz africana realizada no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, provocou acusações de intolerância religiosa e levou a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) a instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos agentes envolvidos na ocorrência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O episódio ocorreu entre a noite de sábado (28) e a madrugada de domingo (29), no Centro Religioso Mina Jejê-Nagô Nossa Senhora da Conceição, durante os tradicionais Festejos de São João e do Turco Jatuarana. Segundo a PM, equipes foram acionadas após denúncias de perturbação do sossego.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No local, houve uma discussão entre o capitão Ângelo Alcolumbre e o responsável pelo terreiro, o sacerdote e advogado Heriberto Sena Júnior, sobre os procedimentos adotados durante a fiscalização.</p>
<p><video height="640" style="aspect-ratio: 360 / 640;" width="360" controls="" src="https://emtempo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Video-2026-06-29-at-12.23.18.mp4"/></p>
<h2 class="wp-block-heading">Apreensão</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Imagens gravadas por frequentadores e divulgadas nas redes sociais mostram policiais militares recolhendo instrumentos utilizados no ritual religioso, entre eles três tambores batás e um xequerê.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante a ação, Heriberto Sena Júnior criticou a entrada dos policiais no espaço religioso e classificou a medida como uma violação à liberdade de culto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Ele está entrando dentro de um local sagrado. O Estado está invadindo um templo religioso para apreender instrumentos religiosos”, afirmou o sacerdote durante a ocorrência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Heriberto, a celebração acontece apenas uma vez por ano e não recebeu o mesmo tratamento dado a eventos religiosos de outras denominações realizados regularmente na região. “Eu só faço essa festa uma vez no ano. Isso se chama intolerância religiosa”, declarou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Após a apreensão dos instrumentos, participantes informaram que pretendiam continuar a celebração. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o oficial responsável pela ocorrência responde: “Bora ver se vai continuar”.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Denúncia</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os participantes da cerimônia registraram denúncia junto ao Ministério Público Federal (MPF), alegando a prática de racismo religioso, injúria racial e abuso de autoridade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Centro Religioso Mina Jejê-Nagô Nossa Senhora da Conceição, os instrumentos apreendidos foram posteriormente devolvidos e os responsáveis prestaram esclarecimentos à autoridade policial.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Após os acontecimentos de ontem, prestamos nossos esclarecimentos na delegacia e fomos liberados. Os instrumentos sagrados permaneceram conosco, e responderemos, dentro da legalidade, à denúncia apresentada, exercendo plenamente nosso direito de defesa”, informou a instituição, em nota.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Investigação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Em nota oficial, Em nota oficial, a Polícia Militar do Amazonas informou que tomou conhecimento das denúncias relacionadas à atuação dos policiais militares e ressaltou que não orienta nem admite qualquer ação contra manifestações religiosas realizadas dentro dos limites legais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A PMAM ressaltou que o respeito à liberdade de crença e ao livre exercício dos cultos é um princípio observado nas ações da instituição e destaca que a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da corporação instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da ocorrência, bem como a conduta dos policiais militares envolvidos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A Instituição reafirma que não tolera qualquer ato de discriminação, ofensa ou violência motivado por crença ou religião, e assegura que, caso sejam constatadas irregularidades, serão adotadas as medidas administrativas e legais cabíveis. A PMAM reitera seu compromisso com a legalidade, os direitos fundamentais, o respeito à diversidade religiosa e a transparência na apuração dos fatos”, finaliza a nota.</p>
<p><video height="850" style="aspect-ratio: 478 / 850;" width="478" controls="" src="https://emtempo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Video-2026-06-29-at-12.23.18-1.mp4"/></p>
<p class="wp-block-paragraph">LEIA MAIS:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Venezuela registra novo terremoto após tragédia que matou 1.500</p>
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		<item>
		<title>Uber terá que indenizar passageira vítima de intolerância religiosa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/uber-tera-que-indenizar-passageira-vitima-de-intolerancia-religiosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 22:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Justiça da Paraíba condenou a plataforma de transporte urbano Uber a pagar indenização de R$ 15 mil a uma líder religiosa por danos morais. O episódio que motivou o processo ocorreu no ano de 2024, em João Pessoa, cidade onde a mulher solicitou uma corrida pelo aplicativo e teve a viagem cancelada depois que o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Justiça da Paraíba condenou a plataforma de transporte urbano Uber a pagar indenização de R$ 15 mil a uma líder religiosa por danos morais.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Uber-tera-que-indenizar-passageira-vitima-de-intolerancia-religiosa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O episódio que motivou o processo ocorreu no ano de 2024, em João Pessoa, cidade onde a mulher solicitou uma corrida pelo aplicativo e teve a viagem cancelada depois que o motorista identificou o local de partida como sendo um terreno de candomblé. Na ocasião, ele teria dito pelo chat da plataforma:  “sangue de Cristo tem poder… quem vai é outro… tô fora”, recusando-se a realizar o transporte.</p>
<p>O pedido de indenização da mulher foi negado em primeira instância e ela recorreu. Na decisão proferida nesta quinta-feira (5), o juiz José Ferreira Ramos Júnior, relator do processo, considerou que a plataforma falhou em garantir a segurança e o respeito &#8220;inerentes à sua atividade econômica&#8221;.  </p>
<h2>Responsabilidade solidária</h2>
<p>A Uber foi considerada responsável pela conduta do motorista por assumir os riscos inerentes à atividade que desempenha, respondendo &#8220;solidariamente&#8221; pelos atos praticados pelos condutores que usam a plataforma.</p>
<p>Conforme o magistrado, não se tratou de apenas um cancelamento de corrida mas, antes, um ato de real intolerância religiosa.</p>
<p>Na decisão foi destacada ainda a &#8220;lógica histórica de segregação&#8221; reforçada pelo episódio, lógica segundo a qual espaços sagrados afro-brasileiros são tratados como &#8220;indesejáveis ou moralmente inferiores&#8221;.</p>
<p>O magistrado acrescenta que as práticas persistem em ações como invasões, destruição de terreiros, ameaças para forçar conversão religiosa, demonização pública de religiões de matriz africana, entre outras atitudes.</p>
<p>&#8220;Condutas dessa natureza reforçam estereótipos discriminatórios, naturalizam a exclusão de pessoas negras e praticantes dessas religiões do pleno exercício de sua fé e contribuem para a perpetuação de desigualdades estruturais&#8221;, resumiu o juiz Antônio Silveira Neto, que acompanhou o voto do relator pelo pagamento da indenização.</p>
<h2>Plataforma</h2>
<p>Frente à condenação, a Uber reafirmou em nota o compromisso de &#8220;promover o respeito, igualdade e inclusão para todas as pessoas que utilizam o aplicativo&#8221;.  </p>
<p>A plataforma diz enviar constantemente materiais educativos e de conscientização para motoristas parceiros sobre racismo e discriminação. Entre as ações que afirma implementar a respeito do tema estão um episódio de um podcast que promove e &#8220;pílulas educativas regulares na Rádio Uber&#8221;, programa diário que mantém em uma rádio comercial.</p>
<p>Não é a primeira vez que a Uber é condenada por intolerância religiosa por parte de um de seus motoristas. No ano passado, por exemplo, a Justiça do Paraná se debruçou sobre o caso de uma consumidora do Estado que, ao sair de um terreiro da umbanda, solicitou uma corrida pelo aplicativo que, da mesma forma, foi cancelada. A justificativa: “macumbeiro não anda no meu carro”.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-03/uber-tera-que-indenizar-passageira-vitima-de-intolerancia-religiosa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>X retira postagem de intolerância religiosa após ação da AGU</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/x-retira-postagem-de-intolerancia-religiosa-apos-acao-da-agu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 22:52:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[AGU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, nesta quinta-feira (19), em Brasília, que a rede social X (antigo Twitter) removeu uma postagem com conteúdo de intolerância religiosa contra judeus e mulçumanos. A postagem foi retirada após a AGU acionar a plataforma extrajudicialmente e comunicar a disseminação de conteúdo ilegal. A mensagem foi motivada por uma reportagem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, nesta quinta-feira (19), em Brasília, que a rede social X (antigo Twitter) removeu uma postagem com conteúdo de intolerância religiosa contra judeus e mulçumanos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/X-retira-postagem-de-intolerancia-religiosa-apos-acao-da-AGU.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A postagem foi retirada após a AGU acionar a plataforma extrajudicialmente e comunicar a disseminação de conteúdo ilegal.</p>
<p>A mensagem foi motivada por uma reportagem jornalística que tratava do crime de injúria racial cometido contra uma pessoa muçulmana em Barueri (SP).</p>
<h2>Limites de liberdade de expressão</h2>
<p>O usuário denunciado escreveu que &#8220;temos de cortar o mal pela raiz, seja judeu ou muçulmano”.</p>
<p>Pelo entendimento da AGU, a mensagem extrapolou os limites de liberdade de expressão e não pode servir de salvaguarda para a prática criminosa.</p>
<p>No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as plataformas que operam as redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários. A responsabilização ocorrerá se as empresas não retirarem do ar o conteúdo ilegal após receberem uma notificação extrajudicial dos envolvidos. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-02/x-retira-postagem-de-intolerancia-religiosa-apos-acao-da-agu" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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