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	<title>respeito Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>respeito Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Luana Piovani sai em defesa de Virginia após vaias: &#8216;Merece respeito&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 15:33:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A atriz Luana Piovani saiu em defesa de Virginia Fonseca após a influenciadora ser alvo de vaias e xingamentos durante um jogo da Seleção Brasileira no Maracanã. O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e levou Virginia a relatar que se sentiu “acuada” diante das hostilizações. As manifestações aconteceram nas arquibancadas durante a partida da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A atriz Luana Piovani saiu em defesa de Virginia Fonseca após a influenciadora ser alvo de vaias e xingamentos durante um jogo da Seleção Brasileira no Maracanã. O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e levou Virginia a relatar que se sentiu “acuada” diante das hostilizações.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As manifestações aconteceram nas arquibancadas durante a partida da Seleção. Após o caso viralizar, Virginia comentou o impacto da situação em suas redes sociais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Diante da repercussão, Luana Piovani usou seus perfis para condenar o comportamento dos torcedores e pedir respeito à influenciadora.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Que cena bizarra, horrorosa, agressiva. Não gosta dela? Não segue. Mas, antes de ser influencer, ela é uma mulher e merece respeito”, afirmou a atriz.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Luana critica hostilizações</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Ao comentar o episódio, Luana disse que as ofensas ultrapassaram os limites da crítica e atingiram não apenas Virginia, mas também outras mulheres.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“É desrespeitoso com todas as mulheres”, declarou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a atriz relembrou experiências pessoais para contextualizar seu posicionamento e reforçou que atitudes desse tipo não devem ser normalizadas.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Impacto na família</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Luana também demonstrou preocupação com os efeitos da situação sobre os familiares da influenciadora, especialmente os filhos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Vocês não só desrespeitaram uma mulher e uma mãe, como também fizeram isso com os filhos dela. Pensei muito nela e nas crianças”, concluiu.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O caso segue repercutindo nas redes sociais e dividindo opiniões entre internautas sobre os limites das críticas a figuras públicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Veja vídeo: </p>
<p lang="pt" dir="ltr">Luana Piovani sai em defesa de Virgínia após xingamentos no Maracanã “é uma mulher e ela merece respeito” pic.twitter.com/EiwDdTsMth</p>
<p>— Portal Em Tempo (@portalemtempo) June 2, 2026 </p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais: </p>
<p class="wp-block-paragraph">Euphoria não terá 4ª temporada; HBO confirma fim da série após morte de personagem central</p>
<p>                    <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<title>Vini Jr. pede respeito a Virginia após xingamentos no Maracanã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A influenciadora Virginia Fonseca foi alvo de xingamentos por parte da torcida presente no Maracanã durante a partida entre Brasil e Panamá, no último domingo (31). As ofensas começaram logo após o gol marcado por Vini Jr., o que levou o atacante da Seleção Brasileira a se manifestar publicamente em defesa da ex-namorada. Vídeos que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A influenciadora Virginia Fonseca foi alvo de xingamentos por parte da torcida presente no Maracanã durante a partida entre Brasil e Panamá, no último domingo (31). As ofensas começaram logo após o gol marcado por Vini Jr., o que levou o atacante da Seleção Brasileira a se manifestar publicamente em defesa da ex-namorada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Vídeos que circulam nas redes sociais mostram torcedores entoando um coro ofensivo contra Virginia logo após a abertura do placar: “Ei, Virginia, vai tomar no c*”, gritaram.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Após a vitória da Seleção, Vini Jr. usou os stories do Instagram para pedir respeito à ex-companheira. O jogador compartilhou uma foto de Virginia e destacou que ambos mantêm uma relação amigável mesmo após o fim do namoro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O ambiente foi mágico hoje no Maraca. Mas queria pedir, com todo o carinho, para não ofenderem a Virginia. Tivemos uma relação muito bonita e gostaria que a apoiassem, porque entre a gente está tudo bem. O respeito e o carinho seguem. Vamos juntos pelo hexa”, escreveu o atacante.</p>
<p>Foto: Foto: Reprodução / Redes Sociais</p>
<p class="wp-block-paragraph">A publicação foi repostada por Virginia, que agradeceu o gesto: “Obrigada”, escreveu a influenciadora, acompanhando a mensagem com um emoji de mãos unidas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Virginia e Vini Jr. viveram um relacionamento de cerca de sete meses. O término foi anunciado pela própria influenciadora no dia 15 de maio, quando afirmou que a decisão foi motivada por “valores inegociáveis”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Veja vídeo: </p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Brasil goleia Panamá por 6 a 2 antes da Copa do Mundo</p>
<p class="wp-block-paragraph">Após vídeo beijando macaco, Virginia fala sobre ataques racistas envolvendo Vini Jr.</p>
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		<title>Reunião entre Lula e Trump foi marcada por respeito mútuo, diz Durigan</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/reuniao-entre-lula-e-trump-foi-marcada-por-respeito-mutuo-diz-durigan/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 00:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada em Washington, foi descrito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como uma conversa marcada por “deferência” e respeito mútuo. A reunião, com 3 horas de duração, teve como principais eixos a relação comercial entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada em Washington, foi descrito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como uma conversa marcada por “deferência” e respeito mútuo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Reuniao-entre-Lula-e-Trump-foi-marcada-por-respeito-mutuo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A reunião, com 3 horas de duração, teve como principais eixos a relação comercial entre os dois países, o combate ao crime organizado internacional e a exploração de minerais estratégicos. </p>
<p>Em entrevista ao programa <em>Na Mesa com Datena</em>, na TV Brasil, transmitida nesta terça-feira (12), Durigan, que participou da reunião, disse que a conversa inicial teve tom informal e girou em torno das trajetórias pessoais dos dois presidentes.</p>
<p>Segundo Durigan, Trump demonstrou surpresa com relatos da infância de Lula, especialmente ao saber que o presidente brasileiro afirmou ter comido pão pela primeira vez aos 7 anos de idade. O republicano também teria se mostrado impressionado com o fato de Lula não ter diploma universitário e, ainda assim, ter ampliado a rede federal de universidades durante seus governos.</p>
<p>Outro tema abordado foi o período em que Lula ficou preso. Segundo Durigan, Trump reagiu com espanto ao ouvir que o presidente brasileiro recusou alternativas jurídicas como prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica para tentar provar inocência de forma integral.</p>
<p>De acordo com o ministro, tanto Lula como Trump ficaram emocionados após o presidente brasileiro relatar os cerca de dois anos na cadeia. </p>
<p>&#8220;A conversa foi muito franca e eu fiquei muito impressionado com o nível de deferência do presidente Trump ao presidente Lula&#8221;, revelou o ministro a Datena. </p>
<p>Durigan disse ter a impressão de que a admiração de Trump por Lula aumentou depois do encontro.</p>
<p>Ainda segundo o ministro, o encontro incluiu conversas descontraídas sobre temas pessoais e familiares, numa tentativa de estabelecer proximidade antes das negociações de Estado.</p>
<h2>Debate comercial</h2>
<p>A pauta econômica foi um dos principais pontos da reunião. O governo brasileiro contestou diretamente a narrativa de que os Estados Unidos teriam prejuízo comercial na relação com o Brasil.</p>
<p>“Os números da administração Trump mostraram que o déficit [comercial] brasileiro [com os Estados Unidos] foi de US$ 30 bilhões em 2025”, lembrou Durigan.</p>
<p>Mas, segundo o ministro, o Brasil argumentou que compra serviços, tecnologia e produtos americanos em volume elevado, o que favorece a economia dos Estados Unidos.</p>
<p>“O Brasil não merece ser punido [com tarifas], o nosso dólar está indo para os Estados Unidos”, declarou.</p>
<p>O argumento brasileiro foi de que o país não deveria sofrer medidas tarifárias semelhantes às impostas contra a China, já que a relação comercial seria favorável aos norte-americanos.</p>
<h2>Crime organizado</h2>
<p>Outro eixo central da conversa foi a segurança pública e o combate ao crime organizado transnacional.</p>
<p>Lula propôs ampliar a cooperação entre os dois países para rastrear recursos financeiros ligados a facções criminosas, especialmente operações de lavagem de dinheiro realizadas em paraísos fiscais e estruturas empresariais nos Estados Unidos, como no estado de Delaware.</p>
<p>“Empresas brasileiras devedoras estão botando dinheiro em Delaware, que é um paraíso fiscal”, afirmou Durigan.</p>
<p>O governo brasileiro também apresentou dados apontando que grande parte das armas ilegais apreendidas no Brasil teria origem em território norte-americano.</p>
<p>“A arma que é apreendida no Brasil tem como origem, na maioria dos casos, os Estados Unidos”, disse o ministro.</p>
<h2>Drogas sintéticas</h2>
<p>Segundo Durigan, o avanço das drogas sintéticas também entrou na pauta da reunião bilateral.</p>
<p>“Droga sintética vem dos Estados Unidos para o Brasil; nós queremos ajudar a evitar esse contrabando”, declarou.</p>
<p>Como resultado prático da reunião, ficou acertada uma integração entre a Receita Federal brasileira e a aduana americana para compartilhamento de inteligência e rastreamento financeiro.</p>
<p>“O que funciona é você asfixiar a engrenagem que financia o crime”, afirmou Durigan ao defender um modelo baseado em inteligência financeira e cooperação internacional.</p>
<h2>Minerais críticos</h2>
<p>A exploração de minerais estratégicos também esteve no centro das discussões. O governo brasileiro apresentou aos americanos sua estratégia para minerais considerados essenciais para a indústria tecnológica e de transição energética, como nióbio, grafeno e terras raras.</p>
<p>“No Brasil, a gente quer dar segurança jurídica para um negócio que interessa ao mundo: minerais críticos”, afirmou Durigan.</p>
<p>Segundo integrantes do governo, Lula deixou claro que o Brasil não pretende repetir um modelo histórico baseado apenas na exportação de matéria-prima.</p>
<p>“O primeiro pilar é soberania e o segundo é incentivar a industrialização local”, disse o ministro.</p>
<p>Durigan disse ainda que Lula relacionou a defesa da soberania econômica brasileira ao discurso nacionalista frequentemente adotado por Trump.</p>
<p>“Se você é ‘América em primeiro lugar’, eu estou aqui dizendo que o Brasil está em primeiro lugar”, relatou o ministro sobre a fala do presidente brasileiro.</p>
<p>Lula também afirmou que o país não quer repetir ciclos históricos de exploração econômica sem desenvolvimento interno.</p>
<p>“Não queremos repetir um padrão histórico, tira tudo daqui e depois eu compro a placa de aço industrializada. Eu quero incentivar a industrialização no Brasil”, acrescentou o presidente. </p>
<p>“Não queremos repetir um padrão histórico que a gente viu com o ouro ou a cana-de-açúcar.”</p>
<h2>Guerra global</h2>
<p>A guerra no Oriente Médio e os riscos econômicos globais também entraram na conversa entre os dois presidentes.</p>
<p>Segundo Durigan, Lula demonstrou preocupação com os impactos geopolíticos e econômicos dos conflitos internacionais sobre o Brasil.</p>
<p>“O tema de como a gente se prepara e protege o Brasil da guerra é o tema que mais me importa”, afirmou o ministro ao relatar a posição do presidente.</p>
<h2>Clima descontraído</h2>
<p>Apesar das discussões estratégicas, integrantes da comitiva relataram momentos de descontração durante o encontro.</p>
<p>Segundo Durigan, durante o almoço oficial, Trump chegou a reclamar com garçons sobre a presença de frutas na salada servida no encontro.</p>
<p>“Ele disse: ‘Eu não gosto de fruta na minha salada’, e teve que reposicionar os pratos”, contou o ministro.</p>
<p>O governo brasileiro avaliou que o ambiente cordial ajudou a abrir espaço para futuras negociações comerciais, diplomáticas e estratégicas entre os dois países.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/reuniao-entre-lula-e-trump-foi-marcada-por-respeito-mutuo-diz-durigan" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/reuniao-entre-lula-e-trump-foi-marcada-por-respeito-mutuo-diz-durigan/">Reunião entre Lula e Trump foi marcada por respeito mútuo, diz Durigan</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:07:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível.  Mulheres ouvidas pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.</p>
<p>“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.</p>
<p>Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.</p>
<p>Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.</p>
<p>“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance <em>Um Defeito de Cor</em>, de Ana Maria Gonçalves.</p>
<p>Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em <em>Coração sem Medo,</em> de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).</p>
<p>Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.</p>
<p>Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.</p>
<p>“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.</p>
<p>O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.</p>
<p>“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.</p>
<p>Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_873_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<h2>Preconceito</h2>
<p>A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.</p>
<p>Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.</p>
<p>“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.</p>
<p>À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    </p>
<h2>Rede de apoio</h2>
<p>Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_296_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
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<p>A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.</p>
<p>“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.</p>
<p>O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.</p>
<p>O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.</p>
<p>Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. </p>
<p>“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. </p>
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<p><h6 class="meta">Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
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<p>Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. </p>
<p>Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. </p>
<p>“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.</p>
<p>Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. </p>
<p>Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.</p>
<p>“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. </p>
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<p><h6 class="meta">Ivanise na escadaria da Sé &#8211; Arquivo pessoal</h6>
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<p>A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. </p>
<p>Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:</p>
<p>“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.</p>
<h2>Suporte</h2>
<p>Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. </p>
<p>A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. </p>
<p>“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.</p>
<p>“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.</p>
<p>Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro &#8211; acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.</p>
<p>Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.</p>
<p>“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. </p>
<h2>Choque de realidade</h2>
<p>Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.</p>
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<p><h6 class="meta">Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 &#8211; Arquivo pessoal</h6>
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<p>O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). </p>
<p>Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.</p>
<p>Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. </p>
<p>Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.</p>
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<p><h6 class="meta">Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal &#8211; Arquivo pessoal</h6>
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<p>Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém&#8221;.</p>
<p>A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.</p>
<p>“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.</p>
<p>Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.</p>
<p>Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.</p>
<p>No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.</p>
<p>Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.</p>
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<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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