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		<title>MPAM quer revogar prisão domiciliar de grávida após morte de investigador do Denarc</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 02:20:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão que concedeu prisão domiciliar à irmã de Mayara Silva da Silva, investigada pela morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. Com o recurso, o órgão pede que a mulher deixe a prisão domiciliar e cumpra a prisão preventiva em uma unidade prisional. Na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão que concedeu prisão domiciliar à irmã de Mayara Silva da Silva, investigada pela morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. Com o recurso, o órgão pede que a mulher deixe a prisão domiciliar e cumpra a prisão preventiva em uma unidade prisional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na audiência de custódia realizada neste sábado (25), a Justiça homologou as prisões em flagrante e decretou a prisão preventiva dos quatro investigados. No entanto, o juiz substituiu a prisão preventiva da irmã de Mayara por prisão domiciliar, já que ela está grávida. Além disso, determinou o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Agora, o MPAM tenta reverter essa decisão no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).</p>
<h2 class="wp-block-heading">MP aponta gravidade do caso</h2>
<p class="wp-block-paragraph">No recurso, o Ministério Público afirma que o caso foge da regra geral de substituição da prisão preventiva por domiciliar. Segundo o órgão, há indícios de que a investigada integra uma organização criminosa de alta periculosidade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os promotores destacam a apreensão de 829 tabletes de maconha, com 862,6 quilos, e outros 10 tabletes de cocaína, que totalizam 11,2 quilos. A operação também apreendeu coletes balísticos, munições de calibre restrito, uma máquina de contar cédulas e uma seladora a vácuo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o MPAM, a investigada “não é uma traficante eventual ou de varejo”. Por isso, o órgão sustenta que a prisão domiciliar não protege a ordem pública e pede que a Justiça restabeleça o cumprimento da prisão preventiva no presídio.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Caso envolve morte de investigador do Denarc</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O recurso faz parte das investigações sobre a morte do investigador do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O policial morreu durante um confronto com suspeitos no bairro Alvorada, na zona Centro-Oeste de Manaus, enquanto participava de uma operação contra o tráfico de drogas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Depois do crime, a Polícia Civil divulgou cartazes à procura de Mayara Silva da Silva e Rafael Pereira Freitas. Conforme a corporação, os dois participaram do confronto que terminou com a morte do investigador.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As equipes localizaram Mayara na sexta-feira (24), no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. A Justiça manteve a prisão preventiva dela.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Já Rafael foi encontrado na manhã deste sábado (25), em Novo Remanso, distrito de Itacoatiara. Segundo a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem, entrou em confronto com policiais do Denarc e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e morreu durante a ação.</p>
<h2 class="wp-block-heading">PM também é investigado</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Outro preso no caso é o cabo da Polícia Militar Bruno Everson Pinto dos Santos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Civil afirma que um vídeo mostra o militar trocando a placa de um carro que passou a integrar as investigações. Agora, os investigadores analisam quando ocorreu a adulteração e qual era a relação do veículo com os suspeitos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, um áudio atribuído ao cabo também entrou na investigação. Na gravação, ele afirma que colocaram drogas dentro do carro dele. A Polícia Civil apura a veracidade da declaração e busca identificar a origem dos entorpecentes, quem utilizava o veículo e qual foi a participação de cada investigado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, a Polícia Militar instaurou uma sindicância para apurar a conduta do cabo. A corporação informou ainda que adotará as medidas administrativas cabíveis conforme o avanço das investigações.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Defesa</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A reportagem tentou contato com a defesa do cabo Bruno Everson Pinto dos Santos para solicitar um posicionamento. No entanto, não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Vídeo mostra PM preso trocando placa de carro ligado à morte de investigador do Denarc</p>
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		<title>Governo decide revogar decreto sobre hidrovias na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 22:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo federal anunciou nesta segunda-feira (23) que vai revogar o Decreto 12.600, editado no ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que previa estudos para a concessão à iniciativa privada da hidrovia do Rio Tapajós e de outros dois rios amazônicos – o Madeira e o Tocantins. A decisão foi comunicada pelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O governo federal anunciou nesta segunda-feira (23) que vai revogar o Decreto 12.600, editado no ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que previa estudos para a concessão à iniciativa privada da hidrovia do Rio Tapajós e de outros dois rios amazônicos – o Madeira e o Tocantins.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Governo-decide-revogar-decreto-sobre-hidrovias-na-Amazonia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A decisão foi comunicada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, após reunião no Palácio do Planalto, em Brasília.</p>
<p>A revogação da norma era a principal reivindicação de povos indígenas, especialmente das comunidades que vivem na região do Baixo Tapajós, próximo a Santarém, no Oeste do Pará.</p>
<p>Há mais de um mês, os indígenas organizam protestos contra o Decreto. Eles chegaram a ocupar o escritório da multinacional do agronegócio Cargill no Porto de Santarém, às margens do Tapajós, e lideravam protestos também em São Paulo e na capital federal, com um grupo de indígenas acampado em Brasília. </p>
<p>&#8220;Os povos indígenas vêm de uma manifestação de mais de 30 dias questionando o decreto, apontando os efeitos que poderiam ter para suas comunidades, também para quilombolas e ribeirinhos. A Secretaria-Geral da Presidência e o Ministério dos Povos Indígenas têm feito o diálogo nesse período e, após um processo de discussão dentro do governo, que ouviu várias posições, hoje se firmou a decisão pela revogação do Decreto 12.600&#8221;, disse Boulos.</p>
<p>&#8220;Esse é um governo que tem compromisso com a escuta do povo, com a escuta dos trabalhadores, com a escuta dos povos indígenas. Esse é um governo, inclusive, que leva a escuta ao ponto de recuar de uma decisão própria, por entender, compreender a posição desses povos. Esse não é o governo que passa a boiada, esse não é o governo que passa por cima da floresta, que passa por cima dos povos originários&#8221;, disse em declaração a jornalistas.</p>
<h2>Comemoração</h2>
<p>Nas redes sociais, as organizações indígenas que lideravam os protestos comemoraram a decisão. <br /> </p>
<h2>Hidrovias</h2>
<p>O modal aquaviário é considerado um importante corredor logístico para escoar produtos do agronegócio, especialmente oriundos do Mato Grosso e que usam portos do Pará para a exportação. O modelo, no entanto, enfrenta resistência das comunidades instaladas nas áreas ribeirinhas.</p>
<p>Estima-se que cerca de 7 mil indígenas de 14 etnias diferentes vivam no Baixo Tapajós, segundo o Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA), que representa os povos da região.</p>
<h2>Histórico</h2>
<p>No ano passado, após o protesto de indígenas Muduruku que interditou a entrada da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, o governo chegou a se comprometer com a realização da consulta prévia aos povos do Rio Tapajós sobre o projeto de hidrovia na região, seguindo uma determinação da Convenção nº 169 da Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>&#8220;Para nós, é considerar o direito à consulta, livre, plena e informada, o direito de escuta, como foi anunciado em novembro na COP30, em diálogo com eles. Então, aqui, hoje, a gente vem reafirmar esse nosso compromisso com o respeito à Convenção 169 e o direito de escuta dos povos&#8221;, afirmou a ministra Sônia Guajajara.</p>
<p>No início de fevereiro, o governo já havia decidido suspender o processo de contratação de uma empresa para realizar a dragagem do leito do Rio Tapajós, obra que permitira a passagem de embarcações mesmo em períodos de maior seca do rio.</p>
<p>As entidades indígenas da região criticam a falta de estudos ambientais adequados e o impacto da concessão da hidrovia e da dragagem do rio sobre territórios tradicionais, modos de vida e espiritualidade do povos. </p>
<p>Eles também alertam para riscos ambientais e sociais associados à pesca, erosão das margens, ressuspensão de substâncias contaminantes depositadas no fundo do rio e danos que podem ser irreversíveis em um dos principais corredores ecológicos da Amazônia.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-02/governo-decide-revogar-decreto-sobre-hidrovias-na-amazonia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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