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	<title>social Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/genero-raca-e-origem-familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 03:08:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Atlas da Mobilidade Social, divulgado nesta sexta-feira (31), mostra que gênero, raça e origem familiar são os principais condicionantes para a baixa mobilidade social no Brasil. O Atlas é uma plataforma pública desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab. De acordo com o levantamento, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Atlas da Mobilidade Social, divulgado nesta sexta-feira (31), mostra que gênero, raça e origem familiar são os principais condicionantes para a baixa mobilidade social no Brasil. O Atlas é uma plataforma pública desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Genero-raca-e-origem-familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>De acordo com o levantamento, entre jovens brancos que nasceram em famílias situadas entre os 25% mais pobres da distribuição de renda, 36,3% permanecem nesse mesmo grupo quando adultos. Entre os não brancos, essa probabilidade sobe para 51,6%, indicando que a questão racial é ainda mais determinante para esse grupo.</p>
<p>Segundo os dados do Atlas, o gênero também altera significativamente as possibilidades de mobilidade social. Entre os filhos de pais que estavam entre os 25% mais pobres da população, cerca de um terço dos homens (32,9%) permanece nesse mesmo estrato de renda na vida adulta. Entre as mulheres, a proporção chega a 65,1%. </p>
<p>Essa disparidade aparece também no recorte racial: enquanto 69% das mulheres não brancas continuam entre os 25% mais pobres quando adultas, entre as mulheres brancas esse percentual é menor, de 52,9%.</p>
<h2>Origem familiar</h2>
<p>O estudo mostra ainda que filhos de pais que estavam entre os 25% mais pobres da população têm 48% de chance de permanecer nesse mesmo grupo quando atingem a idade adulta. As possibilidades de romper esse ciclo são reduzidas: apenas 8,32% conseguem alcançar o grupo dos 25% mais ricos e somente 1,28% chegam ao estrato dos 10% com maior renda do país.</p>
<p>Já a situação para quem nasce em famílias de maior renda é bastante diferente. Jovens cujos pais pertenciam à faixa intermediária da distribuição de renda (entre os 26% e os 75% dos mais ricos) têm 17,5% de probabilidade de alcançar o grupo dos 25% mais ricos na vida adulta. Entre os filhos das famílias que pertenciam aos 25% mais ricos, 56,5% permanecem nesse mesmo estrato quando adultos e 30,8% chegam ao grupo dos 10% mais ricos. </p>
<h2>Gerações</h2>
<p>A hierarquia de oportunidades, de acordo com o Atlas, mostra-se resiliente ao longo do tempo. Ao comparar duas gerações, nascidas de 1983 a 1987 e de 1988 a 1990, os dados mostram que, embora tenha havido um pequeno aumento na mobilidade social entre os dois grupos analisados, a possibilidade de ascensão social dos filhos permanece similar à dos pais.</p>
<p>Filhos de pais que pertenciam aos 25% mais pobres da população e nasceram entre 1983 e 1987 tinham 7,9% de probabilidade de ascender aos 25% mais ricos quando adultos. Entre os nascidos de 1988 a 1990, essa probabilidade subiu para 8,8%. </p>
<p>O cenário se repete entre os filhos de famílias de renda média: a chance de ascender aos 25% mais ricos passou de 16,6% para 18,6%, uma variação pequena que reforça a persistência da baixa mobilidade social.</p>
<h2>Regiões</h2>
<p>O Atlas analisou as chances de ascensão social de jovens oriundos de famílias de baixa renda nas diferentes regiões do país. As maiores probabilidades de mobilidade concentram-se nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste. Já grande parte do Norte e do Nordeste apresenta as menores taxas de mobilidade, revelando territórios onde a pobreza tende a ser mais persistente entre gerações.</p>
<p>A reprodução das desvantagens sociais, em que filhos de famílias de renda mais baixa têm maior chance de permanecer no mesmo grupo da distribuição, se mostra mais intensa em municípios das regiões Norte e Nordeste.</p>
<p>Os contrastes entre os municípios brasileiros ilustram a magnitude das desigualdades de oportunidades. Em Assis Brasil (AC), 84,4% dos jovens oriundos de famílias que pertenciam aos 25% mais pobres permanecem nesse mesmo grupo de renda quando adultos, um dos piores resultados do país. Já em Ponte Serrada (SC), apenas 2,13% dos jovens permanecem nesse estrato de renda, evidenciando um ambiente muito mais favorável à ascensão socioeconômica.</p>
<h2>Educação</h2>
<p>Entre os indicadores socioeconômicos incorporados ao Atlas, a educação apareceu como a dimensão mais associada à mobilidade social. Municípios com melhores indicadores educacionais, como maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e menor distorção idade-série, tendem a apresentar maiores chances de mobilidade ascendente.</p>
<p>&#8220;A mobilidade social depende da capacidade de reduzir as desigualdades de origem. O Atlas mostra que políticas educacionais são fundamentais, mas precisam ser acompanhadas de estratégias econômicas capazes de ampliar oportunidades ao longo da vida. Nosso objetivo é oferecer evidências que ajudem gestores públicos a desenhar políticas mais eficazes para promover a ascensão social&#8221;, destacou o presidente do Imds, Paulo Tafner.</p>
<p>Segundo o Atlas, os números apresentados no mapeamento têm como base os dados e a metodologia desenvolvidos no artigo acadêmico Intergenerational Mobility in the Land of Inequality (Britto et al., 2025). </p>
<p>As estimativas de mobilidade intergeracional de renda foram calculadas utilizando métodos contemporâneos de mensuração da mobilidade social e dados administrativos da Receita Federal, dos Ministérios do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social, além de pesquisas domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>O estudo completo pode ser consultado em: https://atlasmobilidadesocial.org.br/</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Thaisa Cidade destaca missão social como primeira-dama do AM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 17:13:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Natural de Manaus, Thaisa Cidade é a personificação da mulher amazonense que sempre buscou equilibrar múltiplos papéis com maestria. Mãe, empresária e educadora, ela está desde os 18 anos à frente do Centro Educacional Aruanã, instituição que há 34 anos teve um importante papel na formação de gerações da capital, pautada em responsabilidade e compromisso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Natural de Manaus, Thaisa Cidade é a personificação da mulher amazonense que sempre buscou equilibrar múltiplos papéis com maestria. Mãe, empresária e educadora, ela está desde os 18 anos à frente do Centro Educacional Aruanã, instituição que há 34 anos teve um importante papel na formação de gerações da capital, pautada em responsabilidade e compromisso com a educação.</p>
<p>Sua trajetória é marcada por uma liderança que nunca abriu mão da sensibilidade social: Thaisa é defensora ferrenha do empreendedorismo feminino, do cuidado com jovens e idosos e da inclusão de pessoas neuroatípicas.</p>
<p>Agora, ao assumir o posto de primeira-dama do Estado, ela expande sua vocação de educadora para a gestão social, defendendo a dignidade e o fortalecimento das famílias amazonenses. Nesta entrevista exclusiva de Dia das Mães, Thaisa fala sobre o conceito de “filhos sociais” e como pretende transformar o acolhimento em política pública ao lado do governador Roberto Cidade.</p>
<p>Em Tempo: A senhora agora é oficialmente a primeira-dama do estado, mas antes disso já desenvolvia um papel à frente de questões sociais. Como vê a importância de estender o seu instinto materno para além da sua família, cuidando da população vulnerável como se fossem seus próprios “filhos sociais”?</p>
<p>Thaisa Cidade: Assumir oficialmente a condição de primeira-dama do Amazonas representa, para mim, uma missão ainda maior de cuidado, acolhimento e atenção às pessoas que mais precisam. Esse trabalho social já faz parte da minha vida e agora, por determinação do governador Roberto Cidade, que tem sido um parceiro incansável, será intensificado. Como mãe, aprendi que cuidar é estar presente, ouvir e agir com amor. É esse sentimento que levo para além da minha família, olhando para cada criança e idoso em situação de vulnerabilidade com sensibilidade e compromisso. Nosso objetivo é fortalecer ações e iniciativas sociais que transformem vidas e levem dignidade para quem mais precisa em todo o Amazonas</p>
<p>Em Tempo: Assumir o cargo de Primeira-Dama traz uma responsabilidade institucional de peso. Como a senhora equilibra a sensibilidade social com o rigor e a liderança que o cargo exige?</p>
<p>Thaisa Cidade: Estar como primeira-dama amplia a responsabilidade que já carrego na área social. Sinto o dever de atuar com liderança e sensibilidade, mas também com rigor na condução de projetos. O cuidado social exige acolhimento, mas também planejamento e resultados concretos. Como mãe e mulher, compreendo a importância da escuta, mas liderar é tomar decisões para garantir que a ajuda chegue a quem necessita. Sei que muitas mães exercem esse papel de liderança em suas comunidades e espero ser uma referência positiva. Tenho o apoio total do governador Roberto Cidade, o que fortalece nossa determinação de trabalhar por um estado mais humano e justo.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="494" data-id="465135" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778346804_444_Thaisa-Cidade-destaca-missao-social-como-primeira-dama-do-AM.jpeg?resize=740%2C494&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-465135"  /></p>
<p>Em Tempo: Analisando o cronograma de 2026, quais são as metas prioritárias para o fortalecimento do interior do estado, ao lado do governador Roberto Cidade?</p>
<p>Thaisa Cidade: Ao lado do governador, pretendo apoiar iniciativas que fortaleçam a assistência social e a proteção às famílias, especialmente no interior. Nosso compromisso é fazer com que os serviços cheguem de forma eficiente aos municípios, garantindo acolhimento. Mais do que executar projetos, queremos estar próximos das pessoas, ouvindo suas necessidades e buscando soluções reais para melhorar a qualidade de vida da população amazonense.</p>
<p>Em Tempo: Recentemente, a senhora recebeu a Medalha de Honra ao Mérito à Mulher pelo TCE-AM. Como enxerga a representatividade feminina na gestão pública e o que pretende realizar para proteger mulheres e mães?</p>
<p>Thaisa Cidade: Receber essa medalha foi um momento de profunda emoção e responsabilidade. A presença feminina na gestão pública é fundamental porque trazemos um olhar de cuidado e eficiência para decisões que impactam as famílias. Ainda temos desafios, como o combate à violência contra a mulher e o fortalecimento da autonomia feminina. Ao lado do governador, quero continuar apoiando a rede de proteção para que mães, filhas e esposas possam viver com segurança, respeito e independência.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="465137" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778346804_429_Thaisa-Cidade-destaca-missao-social-como-primeira-dama-do-AM.jpeg?resize=683%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-465137"  /></p>
<p>Em Tempo: Neste Dia das Mães, qual mensagem a senhora deixa para as mulheres que dividem seu tempo entre os filhos, o trabalho e a missão de transformar a realidade de outras pessoas?</p>
<p>Thaisa Cidade: Quero deixar meu abraço carinhoso a todas as mulheres que dedicam suas vidas ao amor e à transformação do mundo. Ser mãe é uma missão que exige força, coragem e fé. Tenho uma profunda admiração pelas mães que dividem o seu tempo entre os filhos, o trabalho, o empreendedorismo e as ações sociais, sem nunca perder a capacidade de amar e cuidar. Cada gesto de dedicação, cada renúncia e cada palavra de incentivo plantam esperança e transformam realidades. Que nenhuma mãe esqueça da sua importância e da força que carrega dentro de si. Nosso exemplo ensina que o amor não se guarda, se doa. E nossa força, ainda que silenciosa, move o Amazonas. Que Deus abençoe todas as mães do nosso imenso estado com saúde e sabedoria.</p>
<p><em>*Com informações da assessoria</em></p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Governador Roberto Cidade antecipa pagamento do Auxílio Estadual </p>
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		<title>Leis de proteção à mulher: transformação social pode demorar gerações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 12:51:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialistas que estudam a violência de gênero apontam que a legislação brasileira para o enfrentamento desses casos é uma das mais avançadas no mundo. A Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, por exemplo, são consideradas marcos legais no combate à violência contra a mulher. A professora da Faculdade de Direito da Universidade de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Especialistas que estudam a violência de gênero apontam que a legislação brasileira para o enfrentamento desses casos é uma das mais avançadas no mundo. A Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, por exemplo, são consideradas marcos legais no combate à violência contra a mulher.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Leis-de-protecao-a-mulher-transformacao-social-pode-demorar-geracoes.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Janaína Penalva pondera, no entanto, que ainda é cedo para avaliar os impactos dessas leis na sociedade.</p>
<p>“Elas são importantes, extremamente importantes. A gente ainda não conhece, não viu na sociedade o impacto de uma legislação protetiva, porque ela é muito recente. Mas ela não é e nunca será suficiente”, afirma a professora, ela, que é especialista em gênero e direito.</p>
<p>Janaína destaca que a Lei Maria da Penha completou 20 anos e a do Feminicídio, dez. Com isso, segundo ela, os efeitos dessa legislação na sociedade vão demorar a ser sentidos.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_0_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello. Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal" title="Valeska Zanello/Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Pesquisadora Valeska Zanello acredita que transformações sociais decorrentes da legislação protetiva da mulher devem demorar de 30 a 50 anos &#8211; Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A pesquisadora Valeska Zanello acredita que a transformação real da sociedade provocada por essas leis deve levar ainda de 30 a 50 anos.</p>
<p>“Estudos transculturais mostram que são necessárias pelo menos três gerações para ter modificações nas configurações emocionais. Então, esse é o grande desafio para a nossa geração, para as futuras gerações.”</p>
<p>O arcabouço legal de proteção às mulheres teve avanços com a publicação de novas normas. Sancionada no dia 9 deste mês, a Lei 15.383/2026 estabelece o monitoramento eletrônico do agressor como medida protetiva de urgência, quando houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar. Além disso, a vítima poderá usar um dispositivo de segurança alertando sobre a aproximação do agressor.</p>
<p>A Lei nº 15.384/2026 tipifica o crime de vicaricídio, que é o assassinato de filhos e outros parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. A legislação prevê pena de 20 a 40 anos em regime fechado para casos de violência vicária.</p>
<p>A pena pode ser aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento, punição ou controle; contra criança ou adolescente ou pessoa idosa ou com deficiência; em descumprimento de medida protetiva de urgência.</p>
<p>Já leis como o Marco Civil da Internet, Carolina Dieckmann e a que criminaliza o <em>stalking </em>(perseguição insistente, física ou virtual), por sua vez, ajudam a combater a violência digital.</p>
<h2>Ouça na Radioagência Nacional</h2>
<p> </p>
<p>Para o psicólogo Flávio Urra, que trabalha com a ressocialização de autores de violência, foi o movimento de mulheres que pressionou para que a legislação fosse reforçada.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Leis-de-protecao-a-mulher-transformacao-social-pode-demorar-geracoes.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Psicólogo Flávio Urra. Foto: Flávio Urra/Arquivo pessoal" title="Flávio Urra/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Psicólogo Flávio Urra diz que pressão do movimento de mulheres resultou em mudanças na legislação protetiva &#8211; Foto: Flávio Urra/Arquivo pessoal</p>
<p>“Então, mudanças de teorias, mudanças de comportamentos. Foi o movimento de mulheres e alguns poucos homens que se engajaram e lutaram ao lado das mulheres nesse enfrentamento.”</p>
<p>Nos últimos anos, também aumentaram as denúncias. Em 2025, o Ligue 180 recebeu, entre janeiro e outubro, mais de 155 mil denúncias de violência contra a mulher, a maioria delas feita pelas próprias vítimas.</p>
<p>Flávio Urra avalia que hoje em dia a tolerância das mulheres com atitudes machistas é menor. “Muitos homens são denunciados por causa disso. E, como essa mudança não chegou para eles, não acreditam que aquilo que eles fizeram é um crime.”</p>
<p>O consultor de empresas Felipe Requião trabalha com o engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra as mulheres. Na avaliação dele, apesar do arcabouço legal reconhecido, os atos de violência ainda são minimizados culturalmente, assim como a responsabilização dos homens.</p>
<p>“Existem, ainda, muitos discursos que legitimam a violência, em muitos campos, no campo político, no campo educacional, dentro das organizações, principalmente no campo social.&#8221;</p>
<p>Na visão de Requião, faltam ações preventivas que sejam eficazes e que interrompam o ciclo de violência.</p>
<p>“Então, se existe um ciclo, é porque ele é contínuo. E, se a gente trabalhasse na prevenção, esse ciclo seria interrompido nas primeiras denúncias de atos violentos. A gente atua depois que a violência aconteceu. Não é à toa que é amplamente divulgado pelos institutos de defesa da mulher sobre o ciclo da violência”, diz Requião.</p>
<p>Para ele, não se trata de um problema de falta de leis, mas de um cenário que requer transformação cultural.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_867_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Jornalista e pesquisador em masculinidades Ismael dos Anjos. Foto: Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal" title="Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Pesquisador em masculinidades, Ismael dos Anjos diz que existem limites, inclusive legais, que dificultam o papel dos homens no cuidado &#8211; Foto: Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal</p>
<p>O jornalista e pesquisador em masculinidades Ismael dos Anjos acredita que os homens precisam se engajar e lutar por mudanças. Segundo ele, existem limites, inclusive legais, que dificultam o papel dos homens no cuidado, por exemplo.</p>
<p>Como embaixador da CoPai, coalizão pela licença-paternidade, o jornalista cita o aumento gradual da licença-paternidade de cinco dias para 20 dias, ao final desta década. A ampliação está prevista na Lei n° 15.371, sancionada no fim de março deste ano. Apesar de considerar o aumento uma vitória, Ismael dos Anjos diz que 20 dias ainda não são suficientes para um pai cuidar de um filho recém-nascido.</p>
<p>Ele entende que as estruturas culturais, econômicas e institucionais só vão mudar quando homens fizerem sua parte nas micropolíticas de mudança de comportamento. “Só passa a ter trocador no banheiro masculino quando homens suficientes perguntarem &#8216;onde eu posso trocar a fralda do meu filho?&#8217;”</p>
<p>Para o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, além de um sistema de Justiça que responsabilize, criminalize, julgue e conceda a pena, são necessárias mais políticas públicas transformadoras.</p>
<p>“Política pública significa a gente ter investimento público na promoção de saúde, na prevenção,  na construção de práticas educativas, de mensagens que são colocadas, de ensinar os profissionais de saúde, de educação, que estão em contato com esses meninos e como construir boas conversas nesse aspecto&#8221;, defende.</p>
<p>Em 2025, foram sancionadas 19 leis de proteção social à mulher. Além disso, tramitam no Congresso Nacional vários outros projetos sobre o tema. Um deles equipara a misoginia a crimes de discriminação, como o racismo, tornando condutas de ódio contra mulheres inafiançáveis e imprescritíveis.</p>
<p><em>*Colaborou Luciene Cruz</em></p>
<h2>+ Ouça também:</h2>
<p>Educação familiar é essencial na redução do machismo e feminicídios</p>
<p>Escola, espaço de enfrentamento ao machismo e não de risco às meninas</p>
<p>Crescem discursos misóginos e machistas nas redes sociais</p>
<p>Iniciativas engajam homens no combate à violência contra a mulher</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/leis-de-protecao-mulher-transformacao-social-pode-demorar-geracoes" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Fenapred atende mais de 550 pessoas em ação social na Zona Leste</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fenapred-atende-mais-de-550-pessoas-em-acao-social-na-zona-leste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 20:16:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, ao Suicídio e às Drogas (Fenapred) e a Comissão de Esporte, Lazer e Relações Internacionais da Assembleia Legislativa do Amazonas atenderam mais de 550 pessoas nesta sexta-feira (10), durante ação social realizada na rua Castelo Branco, no bairro Ouro Verde, Zona Leste de Manaus. Ação levou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, ao Suicídio e às Drogas (Fenapred) e a Comissão de Esporte, Lazer e Relações Internacionais da Assembleia Legislativa do Amazonas atenderam mais de 550 pessoas nesta sexta-feira (10), durante ação social realizada na rua Castelo Branco, no bairro Ouro Verde, Zona Leste de Manaus.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Ação levou serviços de cidadania à população</h3>
<p>A 11ª edição do projeto “Fenapred + Cidadania Aleam” ofereceu serviços como cadastro para inserção de jovens no mercado de trabalho, emissão de documentos e orientações sociais.</p>
<p>Entre os atendimentos realizados estiveram:</p>
<li>emissão da Carteira da Pessoa com Deficiência</li>
<li>emissão da Ciptea (Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista)</li>
<li>encaminhamento para segunda via de registro de nascimento</li>
<li>orientações para idosos</li>
<li>serviços de cidadania</li>
<li>atividades de fisioterapia e práticas físicas</li>
<h3 class="wp-block-heading">Parlamentar destaca aproximação com a população</h3>
<p>Presidente da Fenapred e da Comissão de Esporte da Aleam, o deputado estadual João Luiz afirmou que a ação busca facilitar o acesso da população a serviços públicos.</p>
<p>“Estamos ofertando mais uma ação da Fenapred à população da capital amazonense. Os serviços disponibilizados são de extrema importância para quem, muitas vezes, não tem condições financeiras ou físicas de se deslocar até um órgão estadual. Isso é aproximar a população das ações do parlamento do Amazonas”, afirmou o deputado.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Moradores relatam atendimentos</h3>
<p>A aposentada Osmarina de Almeida, de 74 anos, realizou um exame de vista durante a ação e conseguiu a receita para confecção de óculos.</p>
<p>“Por conta da dificuldade para enxergar, não consigo sair de casa para resolver meu problema de visão. Graças a esta ação social ofertada pelo deputado estadual João Luiz, já vou sair com minha receita para mandar confeccionar meus óculos novos”, disse.</p>
<p>Outra beneficiada foi Michelle Machado, de 42 anos, que conseguiu emitir a segunda via da certidão de nascimento do sogro.</p>
<p>“Muitas vezes, as ações sociais resolvem problemas que não conseguimos solucionar nos órgãos públicos. Por isso, agradeço à ação da Fenapred, que vem aos bairros e resolve as demandas da população”, afirmou.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Abaixo-assinado pela BR-319</h3>
<p>Durante a ação, a Frente Parlamentar de Cidades Inteligentes e Sustentáveis da Aleam, também presidida por João Luiz (Republicanos), realizou um mutirão de coleta de assinaturas em apoio à revitalização da BR-319, rodovia que liga o Amazonas a Rondônia.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Atuação da Fenapred no Amazonas</h3>
<p>Instalada em 2023, a Fenapred atua na formulação de políticas públicas de prevenção à depressão, ao suicídio e ao uso de drogas.</p>
<p>A frente parlamentar foi criada pela Resolução Legislativa nº 859, de 8 de abril de 2022, e também promove ações de atenção psicossocial voltadas à saúde mental da população.</p>
<p>Em 2025, quase 12 mil pessoas foram atendidas pelas ações da Fenapred e do programa “Fenapred + Cidadania”.</p>
<p>As atividades ocorrem em escolas, universidades, praças, órgãos públicos e instituições privadas, tanto em Manaus quanto em municípios da Região Metropolitana.</p>
<p><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
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		<title>Governo muda prazo de cadastro biométrico para manter programa social</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/governo-muda-prazo-de-cadastro-biometrico-para-manter-programa-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 19:40:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As pessoas que ainda não têm nenhum cadastro biométrico terão novo prazo para emiti-lo gratuitamente por meio da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para concessão ou renovação de benefícios sociais. O prazo que terminaria em 30 de abril foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano, conforme a portaria nº 2.907/2026, publicada no Diário Oficial da União de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas que ainda não têm nenhum cadastro biométrico terão novo prazo para emiti-lo gratuitamente por meio da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para concessão ou renovação de benefícios sociais.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Governo-muda-prazo-de-cadastro-biometrico-para-manter-programa-social.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O prazo que terminaria em 30 de abril foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano, conforme a portaria nº 2.907/2026, publicada no Diário Oficial da União de hoje.</p>
<h2>Cadastro biométrico</h2>
<p>O cadastro biométrico da carteira de Identidade é o registro da impressão digital dos dedos das duas mãos e da foto do rosto do cidadão em uma base de dados do governo federal. O objetivo da biometria é confirmar a identidade do beneficiário e evitar que terceiros recebam seus valores indevidamente.</p>
<p>A CIN possui número único nacional e estará disponível em formato físico ou digital.</p>
<h2>Prazo para outras biometrias existentes</h2>
<p>O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos estabeleceu que os cadastros biométricos existentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou de passaportes serão aceitos para concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais até 31 de dezembro de 2027, desde que estes tenham sido realizados até 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>Também serão considerados válidos os nomes de quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>De acordo com o novo cronograma, após essa data, ou seja, a partir de 1º de janeiro de 2028, apenas a biometria da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) será aceita para as finalidades mencionadas.</p>
<h2>Como emitir</h2>
<p>O primeiro passo para a emissão é acessar o site da Carteira de Identidade Nacional, entrar no link de agendamento no estado onde mora e escolher a data disponível para a coleta da biometria.</p>
<p>A primeira emissão em papel da CIN é gratuita.</p>
<p>No dia marcado, é necessário levar ao posto de identificação a certidão de nascimento ou de casamento. Caso seja do interesse, a versão digital da CIN também possibilita a inclusão de outros documentos, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor.</p>
<h2>Quem está dispensado</h2>
<p>Quem já tem a Carteira de Identidade Nacional (CIN) antes da concessão do benefício social, não precisará repetir o processo de emissão do documento.</p>
<p>A base biométrica da CIN é única e definitiva na identificação dos brasileiros. Por isso, o documento é aceito a qualquer momento para concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais.</p>
<p>Na prática, a nova portaria unifica as regras para quem já é beneficiário e para os novos, disse em nota o Ministério da Gestão.  </p>
<h2>Verificação biométrica</h2>
<p>A nova portaria também trata do Serviço de Verificação Biométrica, que será disponibilizado aos órgãos gestores dos benefícios da seguridade social até 31 de dezembro.</p>
<p>A tecnologia permite confirmar a identidade de uma pessoa por meio de características físicas únicas (como digitais e/ou reconhecimento facial).</p>
<p>A infraestrutura pública digital usará tanto a base da carteira CIN, que conta com 49,8 milhões de brasileiros, quanto a identidade digital da plataforma Gov.br, com mais de 175 milhões de usuários.</p>
<p>A portaria obriga ainda os órgãos gestores de benefícios a publicarem suas próprias regras explicando como o cidadão deve incluir sua biometria nos atendimentos. Os órgãos terão que orientar a população sobre como esse novo fluxo vai funcionar na prática.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/governo-muda-prazo-de-cadastro-biometrico-para-manter-programa-social" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Quadrinhos vira ferramenta de conscientização social na EJA</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/quadrinhos-vira-ferramenta-de-conscientizacao-social-na-eja/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 13:26:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[EJA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao buscar uma maneira de debater o assédio moral e a violência de gênero no ambiente de trabalho, um grupo de pedagogos da Universidade do Estado de São Paulo (USP) incluiu, na sua apostila de aprendizado da Educação de Jovens e Adultos (EJA), uma forma divertida de conscientização. Em 2026, a partir da apostila Práticas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao buscar uma maneira de debater o assédio moral e a violência de gênero no ambiente de trabalho, um grupo de pedagogos da Universidade do Estado de São Paulo (USP) incluiu, na sua apostila de aprendizado da <em>Educação de Jovens e Adultos (EJA)</em>, uma forma divertida de conscientização.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Quadrinhos-vira-ferramenta-de-conscientizacao-social-na-EJA.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em 2026, a partir da apostila <em>Práticas de Alfabetização e de Matemática – anos iniciais do ensino fundamental</em>, alunos da EJA puderam conhecer a Engenheira Eugênia, uma personagem criada em 2013 pelo coletivo de mulheres da Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge). Ela surgiu para dar voz às mulheres da profissão e suas lutas por direitos trabalhistas.</p>
<p>Para a diretora do coletivo de mulheres da Fisenge, uma das cocriadoras do projeto, Simone Baía, a demanda era necessária.</p>
<p>“Em uma categoria que até então, hoje em dia tem mudado um pouco, mas naquela época ainda era muito masculina, era um massacre, a quantidade de homens era muito maior do que agora. Nós tínhamos que ter um instrumento, uma maneira fácil de transmitir a coisa”, diz.</p>
<p>A maneira foi criar uma série de tirinhas em quadrinhos publicadas no site da federação, explorando temas como assédio moral, violência contra a mulher, instalação de banheiro feminino em canteiros de obras e no campo, combate ao racismo e à LGBTQIAPNfobia.</p>
<p>Segundo Simone Baía, é papel dos sindicatos criar pontes de diálogo com a sociedade, e a educação é uma ferramenta essencial para essa transformação. E parte desse trabalho chegou até a EJA, pensando na conscientização dos alunos sobre violência de gênero no ambiente de trabalho.</p>
<h2>Educação</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Quadrinhos-vira-ferramenta-de-conscientizacao-social-na-EJA.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 31/03/2026 - História em quadrinhos vira ferramenta de conscientização social na EJA. Tirinhas da Engenheira Eugênia fazem parte do material de apoio pedagógico. Foto: Fisenge/Divulgação" title="Fisenge/Divulgação"/></p>
<p>Brasília (DF), 31/03/2026 &#8211; História em quadrinhos vira ferramenta de conscientização social na EJA. Tirinhas da Engenheira Eugênia fazem parte do material de apoio pedagógico. Foto: Fisenge/Divulgação &#8211; Fisenge/Divulgação</p>
<p>No quadrinho escolhido, a Engenheira Eugênia sofre assédio moral do seu chefe durante o trabalho e é desqualificada por ele por ser mulher. A proposta da atividade vai além do conteúdo: convida estudantes a reconhecerem essas situações e a refletirem, por meio do diálogo, sobre respeito, igualdade e direitos no ambiente profissional.</p>
<p>E não é a única interação entre o projeto do coletivo e propostas em sala de aula. A iniciativa Viaduto literário apresentou os quadrinhos para crianças do Morro da Providência, na região central do Rio de Janeiro, buscando conscientizar as crianças sobre oportunidades e representatividade.</p>
<p>“As professoras mostraram e aí perguntaram, o que é um engenheiro? O que é uma engenheira? Eles disseram que era uma profissão de gente rica, que não era para eles”, ressaltou Simone.</p>
<p>Nos quadrinhos, a personagem principal é uma mulher negra, engenheira com 15 anos de profissão, mãe de dois filhos e divorciada.</p>
<p>Para o coletivo, era importante trabalhar a representatividade desde o início, quebrando estereótipos ligados à área da engenharia e gerando identificação com a realidade das mulheres que fazem a “jornada dupla”, conciliando o emprego remunerado com as atividades domésticas.</p>
<p>“Tira essa coisa de que a engenharia é só uma profissão de gente rica e que não se preocupa com os pobres. Você traz para a questão realmente social, que é a nossa preocupação enquanto sindicato de federação”, destacou.</p>
<h2>Conquistas </h2>
<p>A personagem Engenheira Eugênia já foi traduzida para o inglês, apresentada pelo coletivo em fóruns sindicais internacionais, virou animação e também ganhou espaço em tirinhas de marca página. Em 2016 a iniciativa ganhou o Prêmio Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho) de Direitos Humanos na categoria cidadã em comunicação sindical.</p>
<p>“A gente mantém esse trabalho porque nós entendemos que é uma forma importante de comunicação, de discussão, e a gente quer uma sociedade melhor. Então entendemos que ela pode contribuir com isso também. Discutir é o primeiro passo para mudar alguma coisa”, disse Simone Baía.</p>
<p><em>*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-04/quadrinhos-vira-ferramenta-de-conscientizacao-social-na-eja" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Festa em Recife celebra 30 mil alfabetizados em programa social</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/festa-em-recife-celebra-30-mil-alfabetizados-em-programa-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2026 23:46:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Delegações de 11 estados do Nordeste e do Sudeste celebraram na tarde deste sábado (28), no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, no Recife (PE), a formatura de 30 mil educandos e educandas no programa Jornada de Alfabetização, que faz parte do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos do Ministério da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Delegações de 11 estados do Nordeste e do Sudeste celebraram na tarde deste sábado (28), no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, no Recife (PE), a formatura de 30 mil educandos e educandas no programa Jornada de Alfabetização, que faz parte do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação (MEC).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Festa-em-Recife-celebra-30-mil-alfabetizados-em-programa-social.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Cerca de 7 mil pessoas acompanharam o evento de formatura dos alunos que ingressaram no programa no primeiro semestre de 2025 nas áreas de Reforma Agrária e nas periferias do país.</p>
<p>Este programa do MEC é feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e Projeto Mãos Solidárias.</p>
<p>“É com muita alegria que estamos aqui para celebrar esse primeiro ciclo desse processo de alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma agrária e nas periferias”, disse Maria de Jesus, da coordenação do MST do Ceará.</p>
<p>A festa de formatura contou também com a presença de Zara Figueiredo, secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI); de João Pedro Stedile, coordenador nacional do MST; Clarice dos Santos, da Coordenação Nacional do Pronera e de José Ubiratan, Diretor de Desenvolvimento do INCRA.</p>
<p>“Hoje, esse ato aqui é um momento histórico na luta pelo direito à alfabetização. Na luta para transformar nossos assentamentos e acampamentos, as nossas periferias em territórios livres do analfabetismo”, completou Maria de Jesus.</p>
<p>Durante o evento houve também o lançamento do Cadastro Único da EJA, o CadEJA, ferramenta do Governo Federal que ajudará no levantamento de demanda para a oferta de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/festa-em-recife-celebra-30-mil-alfabetizados-em-programa-social" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Quilombo Lajeado (TO) tem terras consideradas de interesse social</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/quilombo-lajeado-to-tem-terras-consideradas-de-interesse-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 12:26:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Decreto publicado nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União declara de interesse social, para fins de desapropriação, os mais de 2.355 do território abrangido pelo Quilombo de Lajeado, município de Dianópolis, Tocantins. O texto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoriza o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a proceder [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Decreto publicado nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União declara de interesse social, para fins de desapropriação, os mais de 2.355 do território abrangido pelo Quilombo de Lajeado, município de Dianópolis, Tocantins.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Quilombo-Lajeado-TO-tem-terras-consideradas-de-interesse-social.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O texto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoriza o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a proceder à desapropriação em prol da comunidade quilombola.</p>
<p>A comunidade, basicamente cercada por fazendas, carecia de decretos de interesse social para a desapropriação de imóveis de domínio privado. </p>
<p>A comunidade fica a 350 quilômetros da capital Palmas, o nome Lajeado está relacionado ao córrego de mesmo nome que passa dentro da comunidade. Vivem no local, de acordo com dados 2016, pelo menos 14 famílias.</p>
<p>O decreto n° 12.899/2026 entra em vigor nesta sexta-feira (26).<br /> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/quilombo-lajeado-tem-terras-consideradas-de-interesse-social" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>VÍDEO: Assistente social comemora última quimioterapia e recebe buzinaço de apoio em Manaus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 14:38:23 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A assistente social Gleiciane Salvador, que enfrenta um câncer de mama, comemorou o fim do tratamento de quimioterapia de uma forma diferente nas ruas de Manaus. A caminho da última sessão, ela escreveu na porta e vidro traseiro do carro a frase: “Minha última quimio. Buzine”.</p>
<p>O gesto chamou a atenção de motoristas que passavam pelo carro, que responderam com buzinas, acenos e gestos de apoio. O momento foi registrado em vídeo e viralizou nas redes sociais.</p>
<p>Nas imagens, é possível ver vários motoristas buzinando enquanto passam pelo veículo, em uma demonstração espontânea de solidariedade.</p>
<p>Em agradecimento, Gleiciane destacou que concluir a última sessão de quimioterapia representa mais do que o fim de um procedimento médico. Para ela, o momento simboliza o encerramento de uma fase marcada por desafios físicos e emocionais.</p>
<p>Veja vídeo:</p>
<p lang="pt" dir="ltr">Assistente social comemora última quimioterapia e recebe buzinaço de apoio em Manaus pic.twitter.com/LxZRfckoX0</p>
<p>— Portal Em Tempo (@portalemtempo) March 16, 2026 </p>
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		<title>Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/exposicao-no-rio-de-janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 12:51:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[debate]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma exposição no Rio de Janeiro reúne obras de pessoas egressas do sistema prisional e de seus familiares. Por meio de diferentes linguagens – como pintura, performance e vídeo –, os artistas propõem reflexões sobre encarceramento, desigualdades sociais e políticas públicas. Um dos participantes da mostra Coexistir Coabitar é o artista e biomédico Wallace Costa, de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma exposição no Rio de Janeiro reúne obras de pessoas egressas do sistema prisional e de seus familiares. Por meio de diferentes linguagens – como pintura, performance e vídeo –, os artistas propõem reflexões sobre encarceramento, desigualdades sociais e políticas públicas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Exposicao-no-Rio-de-Janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Um dos participantes da mostra <em>Coexistir Coabitar</em> é o artista e biomédico Wallace Costa, de 29 anos, que mora no bairro de Irajá, na zona norte. Ele apresenta a obra <em>Cadeias de Vidro</em>: três telas em resina que revisitam a trajetória do pai na prisão e como isso deixou marcas na família.</p>
<p>Para Wallace, a arte permite elaborar memórias e provocar reflexões sobre justiça, saúde mental e ressocialização. O pai dele foi detido mais de uma vez. Na penúltima prisão, permaneceu 11 anos encarcerado. Após cumprir pena, passou pelo regime semiaberto e voltou a ser preso em 2019, por um ano.</p>
<p>“Além dos rótulos que foram tatuados em mim, teve a época do regime semiaberto, em que tive que conviver com ele. Eu já era adolescente, e ele estava diferente. Nós tínhamos que ficar monitorando o aparelho da tornozeleira eletrônica que ele usava. Ele chegou a usar drogas dentro de casa. Tudo isso teve muito impacto na minha vida”, conta Wallace.</p>
<p>Na obra do artista, a placa central traz a réplica de um jornal que retratou o pai como instigador de uma rebelião ocorrida em abril de 2004. Nas laterais, fragmentos de vidro, adesivos e canudos encapsulados em resina representam a fragmentação e a anulação do sujeito encarcerado.</p>
<p>“O objetivo é tanto se ver na pele do outro quanto procurar se reconhecer em um reflexo distorcido de si mesmo. É uma maneira de ver além da notícia. Eu explorei a saúde mental de um egresso após a passagem pelo sistema prisional, a experiência do meu pai como detento”, explica.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Exposicao-no-Rio-de-Janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 02/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social. Obras de egressos e familiares refletem sobre saúde mental e ressocialização. Foto: Thiego Mattos/Divulgação" title="Foto: Thiego Mattos/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta"> Larissa Rolando fez uma escultura de coração empalado para a exposição &#8211; Foto: Thiego Mattos/Divulgação</h6>
</p>
<p>Detida entre fevereiro e maio do ano passado, a jovem Larissa Rolando, de 20 anos, moradora de Bangu, na zona oeste, diz que a experiência no sistema prisional foi “uma virada de chave” em sua vida. Ela transformou o período difícil em reflexão pessoal e arte.</p>
<p>Mulher trans, Larissa conta que já estava com os documentos retificados quando foi presa. A expectativa era cumprir pena em um presídio feminino, mas recebeu a informação de que ficaria em uma unidade masculina – o que provocou pânico.</p>
<p>“Eu fiquei com muito medo, muito medo. Um medo estratosférico mesmo, porque, na minha cabeça, eu ia ser estuprada e ia acontecer tudo de ruim. Mas a realidade foi bem diferente. Os homens eram muito respeitosos e muito solícitos comigo”, conta.</p>
<p>Apesar do tratamento, Larissa teve de lidar com condições precárias de higiene e alimentação no presídio. Ela diz que a experiência a tornou mais madura e a ajudou a rever amizades e prioridades. A mudança de perspectiva se refletiu também na produção artística. Ela decidiu investir na escultura como linguagem principal.</p>
<p>“Para a exposição, fiz a escultura de um coração empalado, com veias saindo de dentro dele e, na ponta dessas veias, há CDs. Quis trazer algo que falasse da minha experiência. E em todos os momentos da minha vida, desde que eu era criança, desde a minha transição de gênero, a música sempre esteve comigo. Nos momentos tristes e felizes”, explica Larissa.</p>
<h2>Exposição</h2>
<p>A exposição <em>Coexistir Coabitar </em>reúne obras de 27 artistas. Elas são resultado de uma residência artística realizada no Museu da Vida Fiocruz, voltada para egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e seus familiares. O processo articulou arte, saúde e justiça social, tratando a criação como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.</p>
<p>O curador Jean Carlos Azuos destaca que o ponto de partida são as histórias dos próprios participantes.</p>
<p>“As obras não partem de temas dados, mas de experiências reais. Arte, justiça social e saúde ampliada atravessam os processos de criação e se tornam matéria e linguagem”, diz Azuos.</p>
<p>Além da visitação, a programação inclui atividades educativas, como visitas mediadas, oficinas e rodas de conversa, ampliando o diálogo com o público.</p>
<h2>Serviço</h2>
<p>Exposição: <em>Coexistir Coabitar</em><br />Local: Largo das Artes – Rua Luís de Camões, 02, Centro (1º andar)<br />Visitação: até 25 de abril de 2026<br />Horário: terça a sábado, das 10h às 17h<br />Entrada: gratuita</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/exposicao-no-rio-de-janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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