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	<title>tireoide Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Nova diretriz muda tratamento da tireoide na gestação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 11:50:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO) e com o funcionamento normal da tireoide não devem mais usar medicamento hormonal. Três grandes estudos recentes comprovaram que o tratamento preventivo, nesses casos, não reduz riscos de abortamento ou parto prematuro. A partir dessas informações, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Federação Brasileira das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO) e com o funcionamento normal da tireoide não devem mais usar medicamento hormonal. Três grandes estudos recentes comprovaram que o tratamento preventivo, nesses casos, não reduz riscos de abortamento ou parto prematuro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Nova-diretriz-muda-tratamento-da-tireoide-na-gestacao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A partir dessas informações, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia mudaram as recomendações aos médicos para diagnóstico, tratamento e cuidados de alterações da tireoide na gestação.</p>
<p>As novas orientações têm como base a diretriz publicada pela Associação Americana da Tireoide, em junho deste ano, quase uma década desde a publicação das diretrizes anteriores, em 2017.</p>
<p>No Brasil, a comunicação sobre alterações foi feita nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, durante o 37º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, no painel &#8220;Disfunção tireoidiana na gestação: o manejo que evita danos irreversíveis&#8221;.</p>
<h2>Detalhes do tratamento</h2>
<p>Pelo novo posicionamento brasileiro, gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (Anti-TPO) não devem receber o hormônio na versão sintética (levotiroxina), como tratamento preventivo, se a glândula da tireoide estiver funcionando com regularidade, ou seja, com níveis normais de T4, que é um dos hormônios que atuam como reguladores do ritmo metabólico do corpo humano.</p>
<p>Apesar desta instrução, de não usar o medicamento hormonal em caso de anti-TPO positivado e com o funcionamento normal da tireoide da gestante, a atividade da glândula continuará sendo monitorada, pois estudos clínicos indicam que existe maior risco para o desenvolvimento do hipotireoidismo ao longo da gestação.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Nova-diretriz-muda-tratamento-da-tireoide-na-gestacao.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Tratamento de alterações da tireoide na gestação. Dr. Cleo Mesa Júnior, subcoordenador do Departamento de Tireoide da SBEM. Foto: Cleo Mesa Júnior/Arquivo Pessoal" title="Cleo Mesa Júnior/Arquivo Pessoal"/></p>
<p>Subcoordenador do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira, Cleo Mesa Júnior. Arquivo Pessoal</p>
<p>O subcoordenador do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Cleo Mesa Júnior, explica que o anticorpo positivo detectado por exame mostra que existe apenas uma predisposição a desenvolver a alteração da tireoide. </p>
<p>“Se os [hormônios] TSH e o T4 livre estão normais, a mulher é considerada eutireoidiana e não há benefício comprovado em usar levotiroxina, apenas pela gestante ter o anticorpo positivo.”</p>
<p>Para aquelas mulheres que já tinham hipotireoidismo antes de engravidar, a orientação continua sendo aumentar em cerca de 30% a dose habitual do hormônio assim que ela engravida.</p>
<h2>Rastreamento precoce</h2>
<p>O Brasil manterá a estratégia de rastreamento precoce de todas as gestantes, desde o início da gravidez, para identificar quem realmente precisa de tratamento.</p>
<p>A decisão é diferente da nova diretriz da ATA que sugere o rastreamento seletivo apenas em mulheres que tenham fatores de risco, que nos critérios anteriores eram a idade materna, a obesidade e o número de gestações anteriores.</p>
<p>O especialista em endocrinologia admite que a recomendação internacionalmente, baseada em fatores de risco, é controversa porque não existem provas científicas definitivas de que testar apenas quem tem risco seja melhor do que testar todas as gestantes. </p>
<p>“O rastreamento seletivo pode deixar de identificar algumas mulheres que apresentam alteração da tireoide, mas não possuem os fatores de risco considerados na triagem.”</p>
<p>A medida brasileira, além de não perder a oportunidade de diagnosticar a doença, busca maior individualização dos casos para tratar quem realmente precisa e para evitar o excesso de medicação desnecessária.</p>
<h2>Hipotireoidismo subclínico</h2>
<p>Outra mudança no posicionamento diz respeito ao hipotireoidismo subclínico, situação em que o TSH fica elevado, mas o hormônio tireoidiano (T4 livre) permanece normal.</p>
<p>A partir de agora, o início do tratamento para TSH (hormônio que estimula a tireoide a trabalhar) entre 4,0 e 10 mUI/L fica focado no primeiro trimestre da gestação. </p>
<p>Especialistas defendem que, até a 12ª semana de gravidez, é o momento em que o desenvolvimento do feto depende mais do hormônio tireoidiano materno.</p>
<p>Se o problema for identificado apenas no segundo ou terceiro trimestre, a orientação é apenas acompanhar a função tireoidiana sem iniciar a levotiroxina, salvo se o TSH for superior a 10 mUI/L), neste período. </p>
<p>O representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia esclarece que não há evidência científica clara de benefício em iniciar o tratamento hormonal de rotina.</p>
<p>“Isso não significa deixar de tratar o hipotireoidismo fraco ou alterações importantes. A decisão deve considerar o nível do TSH, o T4 livre, e o momento da gestação”, disse o dr. Cleo Mesa Júnior.</p>
<p>Antes da diretriz norte-americana, quando o problema era detectado durante a gestação, a reposição do hormônio poderia ser considerada, independentemente do tempo da gestação.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Nova-diretriz-muda-tratamento-da-tireoide-na-gestacao.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/05/2025 - Dia Internacional da Tireoide: distúrbios podem afetar fertilidade.&#13;&#10;Foto: stefamerpik/Freepik" title="stefamerpik/Freepik"/></p>
<p>Produzidos pela tireoide, glândula em formato de borboleta na parte anterior do pescoço, os hormônios T3 e T4 regulam o metabolismo. Foto: stefamerpik/Freepik</p>
<h2>Repetição de exame</h2>
<p>O posicionamento internacional também recomenda repetir o exame de detectação do nível do hormônio TSH somente após o período de uma a três semanas antes de decidir tratar a gestante. Isso porque, em determinadas situações, algumas alterações leves podem ser transitórias na gestação.</p>
<p>No Brasil, as sociedades médicas recomendam não aguardar este período para repetir a coleta de sangue antes, para só então decidir iniciar a terapia na gestante, como defende o dr. Cleo Mesa Júnior. </p>
<p>“[No Brasil], em um sistema em que nem sempre é possível garantir retorno rápido, esperar pode significar perder a janela de oportunidade para o tratamento.”</p>
<p>Atualização dos fatores de risco</p>
<p>Quando não houver condições para testar todas as gestantes, a nova diretriz prioriza o rastreamento de alterações na tireoide em gestantes com maior risco.</p>
<p>A estratégia busca o rastreamento de risco mais específico. Permanecem no grupo de risco as mulheres que tenham:</p>
<ul>
<li>histórico de hipo ou hipertireoidismo;</li>
<li>cirurgia ou tratamento prévio da tireoide;</li>
<li>doenças autoimunes como diabetes tipo 1;</li>
<li>histórico familiar de doença tireoidiana;</li>
<li>infertilidade;</li>
<li>dois ou mais abortamentos;</li>
<li>uso de medicamentos que interfiram na glândula.</li>
</ul>
<p>Deixam de ser considerados fatores de risco, a idade materna, a obesidade e o número de gestações anteriores.</p>
<p>A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia afirma que, isoladamente, os critérios anteriores não identificavam de maneira precisa quem realmente apresenta disfunção tireoidiana. </p>
<p>“São características muito frequentes na população e, portanto, têm baixo poder para selecionar adequadamente quem deve ser investigada”</p>
<h2>Iodo</h2>
<p>Outra recomendação envolve o iodo, o micronutriente é necessário para que a tireoide produza seus hormônios.</p>
<p>A necessidade aumenta na gestação e na amamentação, e o novo texto da ATA orienta garantir ingestão adequada por meio da suplementação já antes da concepção.</p>
<p>No Brasil, porém, a atualização do posicionamento não recomenda que todas as gestantes recebam suplemento de iodo. A suplementação deve ser individualizada, principalmente, para mulheres com maior risco de ingestão insuficiente. </p>
<p>“[Em gestantes] com dietas muito restritivas, veganas, baixo consumo ou ausência de sal iodado ou situações de má absorção, pode-se considerar suplementação de 100 a 150 µg de iodo por dia.”</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/nova-diretriz-muda-tratamento-da-tireoide-na-gestacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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