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	<title>tratamento Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>tratamento Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Desinformação sobre HIV dificulta tratamento e aumenta preconceito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 19:24:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A falha em combater o estigma social em torno do HIV pode causar cerca de 440 mil mortes evitáveis nesta década, segundo projeção de uma pesquisa internacional de opinião pública realizada pela iniciativa não governamental Tackle HIV.  “Esse estigma traz impactos enormes para a sociedade em geral: seja o medo de fazer o teste, o medo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A falha em combater o estigma social em torno do HIV pode causar cerca de 440 mil mortes evitáveis nesta década, segundo projeção de uma pesquisa internacional de opinião pública realizada pela iniciativa não governamental Tackle HIV. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Desinformacao-sobre-HIV-dificulta-tratamento-e-aumenta-preconceito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Esse estigma traz impactos enormes para a sociedade em geral: seja o medo de fazer o teste, o medo de tomar os medicamentos ou o medo criado pelo preconceito de conviver com pessoas que vivem com HIV”, conta o representante e um dos idealizadores do projeto, Gareth Thomas. </p>
<p>Segundo a plataforma, os avanços científicos são históricos, porém, o medo afasta as pessoas da testagem e do início do tratamento. Embora novas infecções por HIV e mortes relacionadas à Aids tenham atingido os menores níveis globais em 2025, para 21 países em três regiões, entre eles o Brasil, o número de casos aumentou. </p>
<p>De acordo com informações do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, que coleta dados do ano anterior, foram notificados 39.216 casos de infecção pelo HIV no país. A maioria, 38,4%, na região sudeste.</p>
<p>O Thomas acredita que a pesquisa é um trabalho importante para entender como diferentes lugares respondem a uma situação semelhante, e, a partir disso, pensar soluções para demandas locais.</p>
<p>“Toda vez que vamos a um novo país ou a uma nova região, fazemos uma pesquisa com os moradores locais para entender o trabalho que precisamos realizar ali, seja focado em uma determinada característica ou em um grupo específico”, conta ele, após desembarcar no Rio de Janeiro para a 26ª Conferência Internacional de Aids, maior evento global sobre a doença, sediado pela primeira vez no Brasil. </p>
<h2>Desinformação</h2>
<p>A pesquisa aponta que, para 36% dos brasileiros entrevistados, homens héteros não correm risco de contrair o HIV, crença que se repete para 37% do grupo em relação a mulheres heterossexuais. Responderam a questionários online 2.006 adultos brasileiros.</p>
<p>Apenas 48% dos entrevistados, um pouco menos da metade, já haviam feito o teste de HIV. Entre 40% que cogitaram fazer, a maioria rejeitou a ideia alegando que “não se consideram em risco”.</p>
<p>Outra constatação foi que19% ainda acreditam que quem vive com HIV não pode manter uma vida sexual ativa, enquanto apenas 29% sabiam que pessoas sob tratamento eficaz e com carga viral indetectável não transmitem o HIV em relações sexuais. </p>
<h2>Unaids 2030</h2>
<p>Alinhado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, o Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids prevê uma série de metas para os países visando a erradicação da Aids como ameaça de saúde pública.</p>
<p>Entre as etapas, estão as metas “95-95-95”, já alcançadas por países como Botsuana, Ruanda, República Unida da Tanzânia e Zimbábue. Isso significa que, nesses países, 95% das pessoas que vivem com HIV conhecem seu status sorológico; 95% das pessoas que sabem que vivem com HIV estão em tratamento antirretroviral; e 95% das pessoas em tratamento estão com a carga viral suprimida.</p>
<p>O Brasil alcançou em 2020 a primeira meta 95, com 95% das pessoas vivendo com HIV conhecendo seu diagnóstico. Em 2024, atingiu a terceira meta 95, referente à supressão da carga viral em 95% das pessoas em tratamento. </p>
<p>Na última terça-feira (28), o Governo Federal demonstrou interesse na profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses, e estuda a possibilidade de incluir o método de prevenção ao SUS. </p>
<h2>Trackle HIV</h2>
<p>A Tackle HIV é uma campanha global de conscientização que visa combater o estigma, o preconceito e a desinformação em relação ao vírus, idealizada pelo ex-jogador de rugby galês Gareth Thomas em parceria com a ViiV Healthcare e organizações filantrópicas como a Terrence Higgins Trust.</p>
<p>O atleta, que defendeu a seleção do País de Gales, foi o primeiro jogador profissional de rugby em atividade a se declarar homossexual, em 2009. Dez anos depois, compartilhou publicamente seu diagnóstico de HIV positivo e desde então segue como uma voz ativa no combate a discriminação. </p>
<p>“É fundamental passar a mensagem importante de que receber um teste positivo, com todos os avanços da ciência e da medicina, não é mais uma sentença de morte. Testar positivo significa que você pode começar o tratamento assim que receber o diagnóstico e viver uma vida normal, feliz e saudável, sem limitações mentais ou físicas causadas pelo vírus”, finalizou.</p>
<p><em>*Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire. </em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/desinformacao-sobre-hiv-dificulta-tratamento-e-aumenta-preconceito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Dor crônica pode influenciar no tratamento da depressão</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dor-cronica-pode-influenciar-no-tratamento-da-depressao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:52:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo publicado na revista Nature Mental Health nesta terça-feira (28) argumenta que parte dos pacientes classificados com depressão resistente ao tratamento pode não ter uma doença refratária a remédio, mas sim uma dor crônica que nunca foi medida. A dor crônica é comum em quem tem depressão e reduz a resposta aos antidepressivos. Ainda assim, ela não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo publicado na revista Nature Mental Health nesta terça-feira (28) argumenta que parte dos pacientes classificados com depressão resistente ao tratamento pode não ter uma doença refratária a remédio, mas sim uma dor crônica que nunca foi medida.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dor-cronica-pode-influenciar-no-tratamento-da-depressao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A dor crônica é comum em quem tem depressão e reduz a resposta aos antidepressivos. Ainda assim, ela não entra na definição de depressão resistente, não aparece nos questionários mais usados na prática clínica e costuma ser excluída dos ensaios que orientam diretrizes.</p>
<p>Segundo o artigo, quando a depressão não responde ao tratamento, médicos se perguntam se a medicação falhou e raramente questionam se a dor crônica foi em algum momento medida.</p>
<p>Os autores destacam que a dor explica toda e qualquer depressão resistente ao tratamento. O argumento deles é que ao falhar em medir a dor pode influenciar no tratamento. Eles ressaltam que os pacientes não devem mudar ou parar a medicação com base no artigo.</p>
<p>Um dos autores do estudo, Nilson Mendes Neto, médico e pesquisador na Harvard Medical School, com trabalho voltado à interface entre dor crônica e saúde, diz que existe uma diferença importante entre o médico saber que o paciente sente dor e a dor ser medida e incorporada de maneira estruturada à avaliação da depressão resistente.</p>
<p>“Hoje, a classificação da depressão resistente ao tratamento se baseia principalmente na falha de tratamentos antidepressivos realizados em dose e duração adequadas. A presença, intensidade e impacto funcional da dor não fazem parte formal dessa definição. Além disso, instrumentos amplamente utilizados para avaliar depressão, como o PHQ-9 e a escala de Hamilton, não avaliam diretamente a carga de dor”, afirma o pesquisador.</p>
<p>Portanto, diz Nilson, mesmo quando o médico sabe que a dor existe, muitas vezes não há uma medida padronizada que permita determinar quanto ela pode estar contribuindo para a persistência dos sintomas ou para a aparente falha do tratamento</p>
<p> “Esse é justamente o ponto que levantamos: não estamos dizendo que os médicos simplesmente ignoram a dor. Estamos mostrando que a arquitetura usada para medir e classificar a depressão resistente não exige que ela seja sistematicamente considerada.”</p>
<p>Os autores argumentam que parte dos pacientes classificados como tendo depressão resistente pode, na realidade, ter um problema de dor não identificado. “Não estamos afirmando que a maioria dos casos de depressão resistente seja explicada pela dor, nem que pacientes com dor não tenham uma depressão verdadeiramente resistente”, explica Nilson.</p>
<p>O que eles argumentam é que, em alguns pacientes, uma condição dolorosa não medida pode estar contribuindo para a aparente resistência ao tratamento. A dor pode tanto modificar a resposta ao antidepressivo quanto interferir na maneira como interpretamos a persistência dos sintomas.</p>
<p>“Não sabemos qual proporção dos pacientes pode estar nessa situação. E ninguém consegue responder adequadamente a essa pergunta hoje justamente porque a dor não é medida de maneira sistemática”, completa o pesquisador.</p>
<p>SUS</p>
<p>Sobre o contexto brasileiro e o Sistema Único de Saúde (SUS), o médico vê algumas implicações importantes. A primeira é que o problema discutido não exige necessariamente uma tecnologia cara para começar a ser enfrentado.</p>
<p>Na atenção primária, nos ambulatórios de saúde mental e nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS), uma avaliação estruturada sobre presença, duração e impacto da dor poderia ajudar a identificar pacientes em que esse componente merece ser investigado antes de concluir que a depressão é realmente resistente ao tratamento.</p>
<p>“Isso é especialmente relevante para o SUS, porque muitos pacientes com depressão também convivem com condições dolorosas crônicas, como lombalgia, osteoartrite, fibromialgia e neuropatias. Muitas vezes esses problemas são acompanhados em serviços diferentes, embora o paciente seja o mesmo. Nosso argumento reforça a importância de integrar melhor saúde mental e cuidado da dor”, pondera Nilson.</p>
<p>Segundo ele, há também uma questão de eficiência. Antes de escalar para tratamentos progressivamente mais especializados e mais caros, faz sentido garantir que fatores clínicos potencialmente modificáveis tenham sido avaliados de maneira sistemática. Isso não significa atrasar ou negar tratamentos eficazes para depressão resistente. Significa aumentar a precisão da classificação para que o tratamento certo seja oferecido ao paciente certo.</p>
<p>Ainda de acordo com o pesquisador, no Brasil isso poderia começar de maneira relativamente simples: incluir rastreio de dor na avaliação de pacientes cuja depressão não responde ao tratamento, registrar essa informação de forma padronizada e fortalecer a integração entre atenção primária, psiquiatria e cuidado da dor.</p>
<p>“Em resumo, a implicação para o SUS é bastante concreta: antes de tornar o tratamento mais complexo, precisamos ter certeza de que a avaliação não deixou de medir algo importante e potencialmente tratável.”</p>
<p>Também assinam o artigo Brendon Stubbs do King’s College London e Jessika Mendes (NeuroPsy).</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/dor-cronica-pode-influenciar-no-tratamento-da-depressao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Fissura labiopalatina demanda tratamento precoce e multidisciplinar</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fissura-labiopalatina-demanda-tratamento-precoce-e-multidisciplinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 18:03:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dados do Ministério da Saúde revelam que aproximadamente 5 mil crianças nascem todos os anos com fissura labiopalatina no Brasil, o equivalente a cerca de um caso para cada 650 nascimentos. Trata-se da malformação craniofacial congênita mais frequente no país e uma das principais causas de necessidade de acompanhamento especializado desde os primeiros meses de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dados do Ministério da Saúde revelam que aproximadamente 5 mil crianças nascem todos os anos com fissura labiopalatina no Brasil, o equivalente a cerca de um caso para cada 650 nascimentos. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Fissura-labiopalatina-demanda-tratamento-precoce-e-multidisciplinar.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Trata-se da malformação craniofacial congênita mais frequente no país e uma das principais causas de necessidade de acompanhamento especializado desde os primeiros meses de vida. </p>
<p>O dia 24 de junho é lembrado como o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, com o objetivo de combater o estigma e destacar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar.</p>
<p>A condição, que na maior parte das vezes não tem uma causa genética, provoca o desenvolvimento incompleto do lábio, do céu da boca (ou de ambos), durante a gestação, fazendo com que o palato não se una completamente ao céu da boca. Isso resulta em uma abertura que pode variar de tamanho, afetando o lábio, o nariz ou o céu da boca, gerando impactos que vão além da aparência física.</p>
<p>A data escolhida para conscientizar a população é a mesma do dia da fundação, em 1967, na cidade de Bauru, no interior de São Paulo, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), conhecido como Centrinho. O local é um centro de excelência e referência nacional e mundial no tratamento dessa anomalia.</p>
<p>O diferencial do hospital é a oferta de um tratamento integral, que acompanha o paciente desde as primeiras cirurgias até o restabelecimento completo das funções odontológicas e fonoaudiológicas, garantindo a reabilitação e a inserção social dessas crianças.</p>
<h2>Causas e tratamentos</h2>
<p>Segundo o cirurgião craniofacial Cristiano Tonello, responsável pelo Departamento de Atenção às Fissuras Labiopalatinas e Anomalias Craniofaciais do Centrinho, ainda não há uma causa estabelecida para a malformação. </p>
<p>“Podem ocorrer casos associados a síndromes ou mesmo à hereditariedade. Ou seja, às vezes é transmitida por meio do pai ou da mãe ou de outro membro da família”.</p>
<p>Entre as principais consequências estão dificuldades na alimentação, na fala, na audição, no desenvolvimento dentário e na respiração, além de repercussões emocionais e sociais que podem acompanhar o paciente ao longo da vida. </p>
<p>O tratamento envolve diferentes especialidades e costuma acompanhar o paciente por muitos anos. Fazem parte dessa jornada de reabilitação cirurgias reparadoras, acompanhamento fonoaudiológico, odontológico, psicológico, pediátrico e otorrinolaringológico.</p>
<p>“O diagnóstico, em grande parte das vezes, é visível. E muitas vezes pode ser diagnosticado ainda no período pré-natal por meio de ultrassonografia. Hoje em dia, os tratamentos garantem uma excelente qualidade de vida, desde que esses pacientes sejam acompanhados por equipes especializadas e dentro do período adequado, ao longo do crescimento”, explicou Tonello.</p>
<p>Além dos desafios clínicos, a condição impacta diretamente as famílias, resultando em insegurança e preocupação com o tratamento. De acordo com o médico, o acesso ao tratamento é facilitado em algumas regiões do país, como Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</p>
<p>“Mas, em áreas do Norte e do Nordeste, o acesso é bastante limitado. O Centrinho é uma instituição que tem mais de 100 mil pacientes tratados ao longo de quase 60 anos de história. E ele se destaca nacional e internacionalmente por dar um tratamento integral a esses pacientes”, afirmou Tonello.</p>
<h2>Jornada na reabilitação</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Fissura-labiopalatina-demanda-tratamento-precoce-e-multidisciplinar.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fissura labiopalatina. Thyago Cézar. Foto: Thyago Cézar/Arquivo Pessoal" title="Thyago Cézar/Arquivo Pessoal"/></p>
<p>Thyago formou-se em Direito e, em 2010, recebeu alta do tratamento Foto: Thyago Cézar/Arquivo Pessoal</p>
<p>No dia em que nasceu, em janeiro de 1986, na cidade de São Paulo, o clima de celebração do primeiro filho foi substituído pela angústia e pela incerteza. Logo após o parto, os médicos sumiram com o bebê. Diante do desespero dos pais, uma psicóloga do hospital trouxe uma notícia devastadora, dita de forma brutal: “O seu filho não veio, porque ele nasceu sem rosto”. </p>
<p>Após horas, os pais de Thyago Cézar o receberam em seus braços, junto com a afirmação dos médicos de que ele jamais falaria ou se relacionaria.</p>
<p>A reviravolta começou graças à indicação de um amigo da família, cuja irmã trabalhava próximo ao Centrinho. Com apenas oito dias de vida, Thyago foi colocado no carro por seus pais para buscar tratamento especializado. </p>
<p>“Bauru nos acolheu imediatamente. E, quando meus pais viram aquela quantidade enorme de crianças iguais a mim, eles se acalmaram e perceberam que o melhor caminho era morarmos em Bauru para facilitar o tratamento”, contou Thyago, que atualmente tem 40 anos e é advogado.</p>
<p>O tratamento de Thyago no Centrinho durou exatos 25 anos e três meses. Ao todo, foram 10 cirurgias e 12 anos de uso de aparelho ortodôntico, além de idas intermitentes ao dentista e acompanhamento com fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais. </p>
<p>Embora a cirurgia primária para fechar o lábio ocorra geralmente aos três meses e a do céu da boca, por volta de um ano, Thyago enfatizou que o processo está longe de ser simples.</p>
<p>“As pessoas acham que é só costurar a boquinha, mas é muito mais do que isso. É um tratamento que vai durar praticamente até a vida adulta dessa pessoa. E tem o preconceito, os apelidos na escola. Para mim, toda a questão estética era prejudicada. Mas eu tive a sorte de ter pais que eram melhores do que quaisquer psicólogos e me incentivaram a enfrentar os desafios de cabeça erguida”, disse.</p>
<h2>Atuação</h2>
<p>Thyago formou-se em Direito e, em 2010, recebeu alta do tratamento. Em 2015, foi convidado pelo serviço social do Centrinho para participar de uma audiência pública com o objetivo de criar o Dia Municipal da Conscientização da Fissura Labiopalatina.</p>
<p>Sua atuação chamou a atenção e, no ano seguinte, ele foi convidado a se juntar à Rede Profis Brasil (Rede Nacional de Associações de Pais e Pessoas com Fissura Labiopalatina), uma organização sem fins lucrativos que integra associações de apoio a pessoas com fissura labiopalatina e suas famílias em todo o Brasil.</p>
<p>A rede promove o acesso à reabilitação multidisciplinar, ao acolhimento e à defesa de direitos.</p>
<p>Com base em sua formação jurídica e em sua vivência, Thyago passou a lutar para garantir direitos em âmbito nacional. Ele passou a sugerir projetos de lei para equiparar as pessoas com fissura labiopalatina às pessoas com deficiência.</p>
<p>A proposta já foi apresentada em 20 estados brasileiros. Em dez foi aprovada e em nove está em tramitação. No estado de São Paulo, o projeto foi vetado pelo governador Tarcísio de Freitas, após ter sido aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa. O mesmo projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados.</p>
<p>Ao olhar para sua trajetória, Thyago recusa o rótulo de vitorioso.</p>
<p>“Eu diria que sou alguém que teve acesso. Eu tive o privilégio de poder morar perto de um hospital de referência mundial, de ter tido condições financeiras para o pós-operatório e de ter tido a oportunidade de estudar. Muitas famílias enfrentam barreiras geográficas e financeiras intransponíveis para acompanhar os filhos nas consultas semanais”.</p>
<p>Thyago destaca pontos cruciais como a conscientização, ou seja, informar as famílias sobre a existência do tratamento, evitando que crianças cresçam sem realizar as cirurgias primárias por desconhecimento dos pais, e o acesso efetivo com a garantia de transporte e alimentação para que os pacientes consigam chegar aos centros de reabilitação.</p>
<p>“Também é fundamental a capacitação profissional, instruir profissionais de maternidades e unidades básicas de saúde para que saibam identificar a fissura e encaminhem os bebês para os locais corretos imediatamente. E também que o poder público injete recursos na reabilitação, pois, embora a fissura não cause a morte física direta, a falta de tratamento “mata a alma” e invisibiliza o indivíduo, impedindo-o de desenvolver todo o seu potencial”, finalizou Thyago.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1782324231_286_Fissura-labiopalatina-demanda-tratamento-precoce-e-multidisciplinar.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fissura labiopalatina. Thyago Cézar. Foto: Thyago Cézar/Arquivo Pessoal" title="Thyago Cézar/Arquivo Pessoal"/></p>
<p>Brasília (DF), 24/06/2026 &#8211; FOTO DE ARQUIVO &#8211; Fissura labiopalatina. Thyago Cézar. Foto: Thyago Cézar/Arquivo Pessoal &#8211; Thyago Cézar/Arquivo Pessoal</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/fissura-labiopalatina-demanda-tratamento-precoce-e-multidisciplinar" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Tratamento de Esgoto atenderá 270 mil moradores da Baixada Fluminense</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/tratamento-de-esgoto-atendera-270-mil-moradores-da-baixada-fluminense/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:05:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As cidades de Queimados, Japeri e parte de Nova Iguaçu, todas na Baixada Fluminense, receberam nessa segunda-feira (22) a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados. Construída pela concessionária Águas do Rio, a unidade tem capacidade para tratar até 51 milhões de litros de esgoto por dia.Nova Iguaçu A nova estrutura representa um marco para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As cidades de Queimados, Japeri e parte de Nova Iguaçu, todas na Baixada Fluminense, receberam nessa segunda-feira (22) a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados. Construída pela concessionária Águas do Rio, a unidade tem capacidade para tratar até 51 milhões de litros de esgoto por dia.Nova Iguaçu<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Tratamento-de-Esgoto-atendera-270-mil-moradores-da-Baixada-Fluminense.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A nova estrutura representa um marco para essas cidades, que não contavam com sistema de tratamento de esgoto e apresentam baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O serviço contribuirá para a qualidade de vida de cerca de 270 mil moradores.</p>
<p>A construção ocorreu por meio de financiamento do programa Saneamento para Todos, do Ministério das Cidades e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Instalada em uma área de 38,4 mil metros quadrados próxima ao Rio Guandu, a estação faz parte de um investimento total de R$ 640 milhões para ampliar a infraestrutura de saneamento da região.</p>
<h2>Meio ambiente</h2>
<p>Além disso, impactará de forma positiva o meio ambiente. Com a operação da estação, os efluentes que hoje são lançados in natura na Bacia do Guandu passarão a ser tratados, reduzindo a carga de poluição no manancial responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio.</p>
<p>Durante a inauguração, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, destacou que só é possível executar grandes obras de infraestrutura no país com a parceria entre governos e capital privado.</p>
<p>“É importante a parceria com estados, prefeituras e concessionária. Só é possível fazer isso aqui acontecer a quatro mãos.”</p>
<p>A nova estação integra um plano de expansão do saneamento conduzido pela Águas do Rio, que já investiu R$ 6,3 bilhões em quase cinco anos de operação e prevê chegar a R$ 24 bilhões em infraestrutura sanitária nos próximos anos.</p>
<p>“Essa entrega é um passo importante para a região. São investimentos que transformam a vida dos fluminenses com mais saúde e geração de emprego, ajudando também a recuperar os nossos mananciais”, destacou o diretor-presidente da Aegea (Águas do Rio), Radamés Casseb.</p>
<h2>Números</h2>
<p>Em 2024, o país registrou 336 mil internações por doenças relacionadas à água e cerca de 11,5 mil mortes associadas a esse tipo de enfermidade, além de um impacto estimado em R$ 174 milhões para o sistema público de saúde, segundo dados do Programa Trata Brasil. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/tratamento-de-esgoto-atendera-270-mil-moradores-da-baixada-fluminense" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Policiais penais denunciam tratamento diferenciado a Deolane na prisão</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/policiais-penais-denunciam-tratamento-diferenciado-a-deolane-na-prisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 20:30:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) revelou que a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, detida por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro com o Primeiro Comando da Capital (PCC), recebeu tratamento especial na Penitenciária Feminina de Santana, zona norte da capital. A denúncia foi apresentada à Direção-Geral da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) revelou que a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, detida por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro com o Primeiro Comando da Capital (PCC), recebeu tratamento especial na Penitenciária Feminina de Santana, zona norte da capital.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Policiais-penais-denunciam-tratamento-diferenciado-a-Deolane-na-prisao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A denúncia foi apresentada à Direção-Geral da Polícia Penal.</p>
<p>A entidade pediu a instauração de um processo administrativo e disciplinar para apurar o caso e punir os responsáveis pelas irregularidades. Segundo a denúncia, Deolane foi recebida pelo diretor da unidade prisional ao chegar, o que foge ao protocolo padrão.</p>
<p>Houve uma ordem para esvaziar uma sala de espera, que geralmente é utilizada para as prisioneiras aguardarem na fila do atendimento médico, para acomodar a advogada no local.</p>
<p>A influenciadora, acrescenta a instituição, consumiu refeições preparadas para os carcereiros e não as distribuídas às detentas. Além disso, pôde tomar banho quente, em chuveiro elétrico privativo e dormir em uma cama diferente das de concreto, disponibilizadas nas celas.</p>
<p>A investigada também teve direito a privacidade, já que o acesso de agentes penais à sala em que foi acomodada foi restringido, &#8220;comprometendo a fiscalização e segurança institucional&#8221;, conforme observa em nota. </p>
<p>&#8220;O Departamento Jurídico do Sinppenal sustenta que tais condutas violam frontalmente o artigo 3º da Lei de Execução Penal, que assegura igualdade de tratamento a todos os condenados e presos provisórios, salvo exceções legais, e o artigo 4º, que veda qualquer discriminação por condição social, econômica ou notoriedade pública&#8221;, disse o Sindicato. </p>
<p>A denúncia também cita a Lei Orgânica da Polícia Penal de São Paulo que impõe aos servidores o dever de observar os princípios da impessoalidade, moralidade, legalidade e eficiência, além da obrigação de garantir a ordem nos estabelecimentos penais sem distinção arbitrária entre custodiados.</p>
<p>Balanço da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa que a penitenciária de Santana comporta 2.686 e registra um total de 2.822, o que configura superpopulação carcerária. Na penitenciária de Tupi Paulista, no oeste do estado, para onde a advogada foi transferida ontem (22), também se encontra na mesma condição, com limite de 714 vagas e 872 presas.</p>
<p>&#8220;Além da superlotação, a defasagem de policiais penais deixa a situação ainda mais complicada para os servidores. A penitenciária tem 1 mil celas. Segundo o relato de servidores, o acesso a medicamentos é limitado e atendimentos de maior complexidade frequentemente demoram por causa da longa espera pela escolta que, por vezes, nem chega&#8221;, critica o sindicato. </p>
<p>A SAP afirmou que Deolane &#8220;foi alocada de acordo com a determinação judicial, que reconheceu a existência de registro ativo da reeducanda como advogada&#8221;. &#8220;A atuação institucional da SAP limitou-se ao estrito cumprimento do dever legal e das ordens do Poder Judiciário&#8221;, informou a Secretaria. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/policiais-penais-denunciam-tratamento-diferenciado-deolane-na-prisao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Tratamento humanizado ainda é desafio na luta antimanicomial no país</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 23:49:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado nesta segunda-feira (18), especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que, embora o país tenha obtido avanços no cuidado de pessoas com transtornos mentais, ainda é preciso vencer barreiras para alcançar tratamentos verdadeiramente humanizados.  Em abril, a Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial, completou 25 anos. Entre os desafios apontados por especialistas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado nesta segunda-feira (18), especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que, embora o país tenha obtido avanços no cuidado de pessoas com transtornos mentais, ainda é preciso vencer barreiras para alcançar tratamentos verdadeiramente humanizados. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em abril, a Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial, completou 25 anos. Entre os desafios apontados por especialistas estão a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e de mais interlocução do governo federal com movimentos sociais e organizações atuantes na causa, assim como a ausência de um espaço de encaminhamento a pacientes com quadros como ansiedade e depressão.</p>
<p>A data foi instituída em 1987 – dois anos após a ditadura civil-militar-empresarial –, durante encontro de trabalhadores da saúde mental, realizado em Bauru (SP), considerado um marco na luta antimanicomial brasileira.</p>
<p>O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é uma das entidades que têm atuado em defesa da continuidade plena da reforma psiquiátrica, que pressupõe a troca de estruturas manicomiais pelo aprimoramento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).</p>
<p>A Raps abrange os centros de Atenção Psicossocial (Caps), onde pacientes têm acesso a medicamentos psicotrópicos e podem se envolver com artes e encontros em grupo ou em família, as unidades de Acolhimento (UAs), os serviços residenciais terapêuticos (SRTs), o Programa de Volta para Casa (PVC), estes dois últimos espaços para acolher pacientes que encerraram internações longas e não têm família ou saíram de hospitais psiquiátricos e de custódia. Também integram a rede as unidades de Pronto Atendimento (UPAs).</p>
<p>Já as comunidades terapêuticas, voltadas a pessoas com problemas com drogas psicoativas e uso abusivo de álcool, reproduzem as práticas dos manicômios, conforme apontam a presidenta da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Ana Paula Guljor, e outras autoridades da área. Não fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (Suas) nem do Sistema Único de Saúde (SUS) e ficam em um limbo legal, consequentemente, sem propósito bem definido na prática. Ana Paula ressalta que, apesar disso, recebem verba pública difícil de se rastrear, e, com frequência, têm sido denunciadas por violar direitos básicos dos pacientes atendidos.</p>
<p>&#8220;A RDC 29 [Recomendação 29/2011, do Ministério da Saúde] é muito genérica&#8221;, afirma a presidenta, ao mencionar dispositivo que trata dos requisitos básicos de segurança sanitária que servem como parâmetro às comunidades terapêuticas.</p>
<p>Em nota, a Abrasme argumenta que a maioria das comunidades terapêuticas tem caráter filantrópico e, por isso, o investimento público aplicado a elas consiste na &#8220;privatização dos serviços, distorção da finalidade pública e do marco regulatório do país&#8221;. Na esfera do cuidado, acrescenta, são fundamentais ações de redução de danos e reinserção social, não priorizadas por essas comunidades.</p>
<p>Recentemente, cinco conselhos nacionais assumiram posição semelhante: o de Saúde; o de Assistência Social; o dos Direitos Humanos; o dos Direitos da Criança e do Adolescente; e o de Política sobre Drogas, além do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.</p>
<p>Ana Paula Guljor afirma, ainda, que, embora sejam importantes, relatórios que documentam violações de direitos cometidos nas dependências das comunidades terapêuticas não dão conta de monitorá-las totalmente, tamanha a quantidade de ilegalidades. Um deles é elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF). O Conselho Federal de Enfermagem (Coren) é mais uma entidade que se opõe a elas.</p>
<p>O governo diz que, há três anos, pesquisadores e auditores, inclusive da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), têm conferido maior transparência ao que ocorre nas comunidades, e ao modo como o dinheiro da população está sendo utilizado. Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde informou que estava em estudo a revisão das diretrizes e normas de financiamento da Raps.</p>
<p>O punitivismo identificado na política de segurança, que enaltece ao aprisionamento de pessoas que cometem crimes de toda natureza, também dá forma às políticas de saúde mental e drogas.</p>
<p>&#8220;Em São Paulo, se propõe a instalação de câmeras nas antessalas, nos halls das instituições que atendem pessoas usuárias de drogas, você restringe o acesso&#8221;, reflete Ana Paula Guljor.</p>
<p>Representante da Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo, Moacyr Bertolino tem como lembrança de iniciativa bem-sucedida o Programa De Braços Abertos, capaz de tirar da vulnerabilidade usuários de drogas da área conhecida como Cracolândia. Foi lançado em 2014, pelo então prefeito da capital paulista, Fernando Haddad.</p>
<p>Os beneficiários tinham direito a morar em hotéis, a R$ 15 por dia, três refeições e curso de capacitação. Eles também conseguiam trabalhar a alguns metros de onde viviam, o que facilitava a melhora de seu estado médico e psicológico na tríade &#8220;trabalho, teto e tratamento&#8221;, recomendada por especialistas de todo o mundo.</p>
<p>Bertolino diz que, atualmente, os governantes não só deixam de cobrir custos da Raps, favorecendo a precarização de seus equipamentos, como colaboram para o crescimento de manicômios. Segundo ele, é um setor que acaba lucrando com a exploração do sofrimento alheio.</p>
<p>Para ele, um dos principais problemas das comunidades terapêuticas é o convencimento de que fórmulas mágicas de cura existem, discurso que não se sustenta na realidade, uma vez que cada paciente deve ter seu tratamento individualizado. Na própria Cracolândia, provou-se ineficaz a abordagem com foco na internação, pois muitos usuários consultados em levantamento declararam vê-la como uma medida transitória, não como uma solução.</p>
<p>Durante o governo Dilma Rousseff, avalia ele, foram &#8220;incontestáveis&#8221; as conquistas, seguidas de retrocesso no governo seguinte.  “Quando há conservadorismo e um retorno ao passado, os primeiros a sofrer são os mais vulneráveis, a população em situação de rua, os usuários de drogas, álcool&#8221;, diz</p>
<p>&#8220;O hospital psiquiátrico é o espaço central de um poder médico e psiquiátrico que historicamente foi construído em uma concepção de que a culpa pelo sofrimento é da pessoa. Às vezes, a pessoa está sofrendo justamente por ser alvo de diversas violências. E o que [os hospitais psiquiátricos e outros equipamentos similares] ofertam de cuidado é o isolamento&#8221;, sintetiza Bertolino.</p>
<h2>Passado sombrio</h2>
<p>O Rio de Janeiro abrigou a primeira instituição à qual se encaminhavam pessoas consideradas &#8220;fora do normal&#8221;, de quem a corte imperial queria se ver livre. O Hospício Pedro II passou a funcionar em 1852, vinculado à Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, local que até então exercia essa função. A substituição coincidiu com a criação, em 1829, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro e sua transformação, em 1835, em Academia Imperial de Medicina e inspeções da Comissão de Salubridade à Santa Casa.</p>
<p>Nessas visitas, a equipe constatou que os &#8220;loucos&#8221; viviam em condições degradantes e deviam ser submetidos a tratamentos em que a medicina fosse o centro. Começava aí o discurso a favor da medicalização de pacientes com transtornos mentais como principal recurso para sua melhora e o fortalecimento da classe médica como autoridade central no debate. </p>
<p>O &#8220;Palácio dos Loucos&#8221; comportava, inicialmente, até 140 pacientes e contou com o apoio não somente de políticos, mas de filantropos e intelectuais. Com uma reforma, poderia receber 400 pacientes e mudou um pouco de perfil apenas na virada do século 20, quando chegou à direção o médico baiano Juliano Moreira, um dos primeiros adeptos das ideias do pai da psicanálise, o austríaco Sigmund Freud. Sua implementação permitiu a eliminação das camisas de força e das grades de ferro das janelas.</p>
<p>No mesmo ano da abertura do &#8220;Palácio&#8221;, surgia, na famosa Rua São João, na capital paulista, o Hospital Provisório de Alienados, bem menor, com estrutura para nove pacientes. Inspirado pelo Congresso Internacional de Alienistas, realizado em 1889, em Paris, o médico Juliano Moreira, um dos primeiros psiquiatras brasileiros, designado para comandar o hospício paulista dois anos depois, encantou-se com a proposta de construir colônias agrícolas nos manicômios.</p>
<p>Assim, em 1898, era fundada, em Franco da Rocha (SP), a Colônia Agrícola de Alienados do Juquery, concebida para tratar 300 pacientes e que, em 30 anos, contava 2 mil, distribuídos em cinco pavilhões femininos, quatro masculinos e um para crianças, e com uma lista de espera de vagas. No século 19, houve uma multiplicação de hospícios: Hospício de Alienados de Olinda, em Pernambuco; Hospício Provisório de Alienados de Belém; Asilo de Alienados São João de Deus, em Salvador; Hospício de Alienados São Pedro, em Porto Alegre.</p>
<p>Estima-se que, ao todo, 120 mil pessoas tenham sido enclausuradas no Hospital Psiquiátrico do Juqueri, incluindo presos políticos da ditadura instaurada com o golpe de 1964. A Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté ficou igualmente conhecida, por ser considerado o berço do Primeiro Comando da Capital (PCC). A instituição foi constituída em 1911, e a facção, em 1993.</p>
<p>Outro local inserido no mapeamento da história da saúde mental no Brasil é o Hospital Colônia de Barbacena, no interior mineiro. Seu fechamento foi anunciado no mês passado, o que motivou o planejamento da remoção de 14 pacientes remanescentes, todos sem família. Na ocasião, o governo do estado confirmou a manutenção do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena e do Museu da Loucura, de preservação da memória das vítimas do antigo hospital.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mobilização cobra tratamento e direitos de pacientes com fibromialgia</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mobilizacao-cobra-tratamento-e-direitos-de-pacientes-com-fibromialgia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 19:54:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A fibromialgia foi tema de uma série de atividades em diferentes cidades neste domingo (17) para chamar a atenção sobre a natureza da síndrome e cobrar ações para a garantia de direitos e de tratamento adequado no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Brasília, o evento ocorreu no Parque da Cidade. Foram oferecidas sessões de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A fibromialgia foi tema de uma série de atividades em diferentes cidades neste domingo (17) para chamar a atenção sobre a natureza da síndrome e cobrar ações para a garantia de direitos e de tratamento adequado no Sistema Único de Saúde (SUS). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Mobilizacao-cobra-tratamento-e-direitos-de-pacientes-com-fibromialgia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em Brasília, o evento ocorreu no Parque da Cidade. Foram oferecidas sessões de acupuntura, liberação miofascial, orientações sobre fisioterapia, abordagem psicológica e conversas para conscientização sobre a síndrome.</p>
<p>A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores musculares e articulares difusas em várias partes do corpo, frequentemente acompanhadas de fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e alterações de humor. Embora não provoque inflamações visíveis ou deformações físicas, a condição afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e pode dificultar atividades cotidianas e desenvolvimento profissional.</p>
<p>A servidora pública Ana Dantas, uma das organizadoras da atividade, explica que a mobilização nacional busca dar mais visibilidade para a doença e cobrar os direitos de quem convive com ela.</p>
<p>&#8220;É uma doença que não é visível, ela existe no nosso corpo, mas não ninguém vê&#8221;.</p>
<p>No Brasil, pessoas com fibromialgia passaram a contar, nos últimos anos, com maior reconhecimento do Estado. Isso porque uma lei federal de 2023 estabeleceu diretrizes para o SUS  no atendimento às pessoas com a doença. A legislação prevê atendimento multidisciplinar, incentivo à divulgação de informações sobre a doença e estímulo à capacitação de profissionais de saúde. Apesar disso, ainda não há acesso ao diagnóstico e tratamento especializado pelo SUS.</p>
<p>O enquadramento legal garante acesso aos mesmos direitos de Pessoa com Deficiência (PcD), mas exige a aprovação em avaliação biopsicossocial. Também prevê possibilidade de acessar auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença), aposentadoria por invalidez e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).</p>
<p>&#8220;A nossa mobilização é no intuito de buscar políticas públicas, adequar a demanda da comunidade fibriomiálgica no SUS&#8221;, acrescenta Ana Dantas.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Mobilizacao-cobra-tratamento-e-direitos-de-pacientes-com-fibromialgia.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 17/05/2026 - A servidora pública Ana Dantas participa do evento de Mobilização Nacional pela Fibromialgia, realizado no Parque da Cidade. Sara Kubitschek. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"/></p>
<p> A servidora pública Ana Dantas participa do evento de Mobilização Nacional pela Fibromialgia &#8211; Valter Campanato/Agência Brasil</p>
<p>A servidora pública de 45 anos descobriu a doença há pouco mais de um ano e relata as limitações impostas.</p>
<p>&#8220;Coisas que a gente fazia ali durante ali 20 minutos se gasta umas três ou quatro horas para poder finalizar. É tudo muito lento, tem a questão do esquecimento, a gente esquece as coisas fácil, além da dor que a dor é toda do corpo&#8221;, relata.</p>
<p>A fibromialgia é mais comum em mulheres entre 30 e 60 anos, mas pode atingir pessoas de qualquer idade e gênero. As causas exatas ainda não são totalmente conhecidas, porém especialistas apontam que a síndrome está relacionada a alterações no funcionamento do sistema nervoso central, que passa a amplificar a percepção da dor. Fatores como estresse prolongado, traumas físicos ou emocionais, ansiedade, depressão e predisposição genética podem contribuir para o surgimento da doença. </p>
<h2>Sintomas e tratamento</h2>
<p>Entre os principais sintomas estão dores persistentes por mais de três meses, sensibilidade ao toque, sensação constante de cansaço, sono não reparador, rigidez muscular e episódios de “névoa mental” — dificuldade de memória e atenção. Também podem ocorrer dores de cabeça, síndrome do intestino irritável e maior sensibilidade a ruídos, luzes e temperatura. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação médica e na exclusão de outras doenças com sintomas semelhantes.</p>
<p>O tratamento da fibromialgia costuma envolver uma combinação de medidas. Medicamentos podem ser usados para controlar a dor, melhorar o sono e tratar sintomas associados, como ansiedade e depressão. Além disso, exercícios físicos regulares — especialmente caminhadas, hidroginástica e alongamentos — são considerados fundamentais para reduzir os sintomas. Terapias psicológicas, fisioterapia, técnicas de relaxamento e mudanças no estilo de vida também fazem parte das estratégias mais recomendadas. Apesar de não ter cura definitiva, a fibromialgia pode ser controlada, permitindo que muitos pacientes mantenham rotina ativa e qualidade de vida.</p>
<p>&#8220;Nesse processo de abordagem da doença a gente desenvolve a consciência, é o que a gente chama de psicoeducação, sobre tudo o que envolve essa condição, as limitações. Porque afeta a autoestima de muitas mulheres, justamente porque elas ficam muito limitadas, então é muito importante saber como lidar e receber acolhimento&#8221;, aponta a psicóloga Mariana Avelar, que trabalhar com pacientes com fibromialgia.</p>
<p>A pouca visibilidade da doença também se expressa na escassez de dados sobre o número de pessoas com fibromialgia no país.  </p>
<p>&#8220;Na prática, apesar da lei, o acesso a benefícios e direitos ainda é muito burocrático. E muitos profissionais ainda não sabem inclusive dessa lei e como abordar o problema. A lei precisa pegar de verdade&#8221;, destaca a enfermeira Flávia Lacerda, que participou da atividade e também já trabalhou com pacientes nessa situação.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/mobilizacao-cobra-tratamento-e-direitos-de-pacientes-com-fibromialgia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>José Dirceu é diagnosticado com linfoma e inicia tratamento em SP</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/jose-dirceu-e-diagnosticado-com-linfoma-e-inicia-tratamento-em-sp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 20:49:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[diagnosticado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico. José Dirceu está internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele está [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Jose-Dirceu-e-diagnosticado-com-linfoma-e-inicia-tratamento-em.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>José Dirceu está internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele está sendo atendido pela equipe dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.</p>
<p>Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005, Dirceu já foi eleito três vezes deputado federal e presidiu o Partido dos Trabalhadores (PT) entre 1995 e 2002. </p>
<p>Atualmente, José Dirceu é pré-candidato a deputado federal.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/jose-dirceu-e-diagnosticado-com-linfoma-e-inicia-tratamento-em-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Fiocruz obtém patente para tratamento contra malária resistente</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fiocruz-obtem-patente-para-tratamento-contra-malaria-resistente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 00:05:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguiu a patente de um método de tratamento que utiliza um composto considerado promissor no tratamento da malária, especialmente em casos resistentes aos medicamentos tradicionais. A patente foi concedida pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO) e reúne inventores do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguiu a patente de um método de tratamento que utiliza um composto considerado promissor no tratamento da malária, especialmente em casos resistentes aos medicamentos tradicionais. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Fiocruz-obtem-patente-para-tratamento-contra-malaria-resistente.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A patente foi concedida pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO) e reúne inventores do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais.</p>
<p>O método utiliza o composto conhecido como DAQ, que demonstrou capacidade de atuar contra cepas resistentes do <em>Plasmodium falciparum</em>, parasita responsável pelas formas mais graves da doença. Segundo os pesquisadores, o diferencial está na capacidade de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo microrganismo.</p>
<p>Embora o DAQ não seja uma molécula inédita, já que sua atividade antimalárica foi descrita ainda na década de 1960, o grupo da Fiocruz coordenado pela pesquisadora Antoniana Krettli retomou os estudos utilizando abordagens mais recentes da química e da biologia molecular.</p>
<p>“Essa molécula já tinha sido descrita como promissora, mas acabou sendo deixada de lado. O nosso grupo retomou esse estudo e mostrou um mecanismo único de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo parasita, ao identificar uma característica estrutural decisiva: a presença de uma ligação tripla na cadeia química”, explica Wilian Cortopassi, pesquisador colaborador da Fiocruz.</p>
<p>O composto atua de forma semelhante à cloroquina, interferindo em um processo essencial para a sobrevivência do parasita. Durante a digestão da hemoglobina humana, o microrganismo produz substâncias tóxicas que normalmente consegue neutralizar. O DAQ bloqueia esse mecanismo de defesa, levando à morte do parasita.</p>
<p>Os estudos indicaram ação rápida do composto nas fases iniciais da infecção e eficácia tanto contra cepas sensíveis quanto resistentes do Plasmodium falciparum. Os pesquisadores também identificaram resultados promissores contra o Plasmodium vivax, responsável pela maior parte dos casos de malária registrados no Brasil.</p>
<p>Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o baixo custo potencial da molécula, fator considerado estratégico para países de baixa e média renda, onde a malária permanece endêmica.</p>
<p>As pesquisas contaram com colaboração de instituições como a University of California San Francisco (UCSF), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Novos estudos seguem em andamento em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</p>
<p>Apesar dos resultados considerados promissores, o desenvolvimento do DAQ como medicamento ainda depende de novas etapas, como testes de toxicidade, definição de doses seguras e eficazes e desenvolvimento da formulação farmacêutica adequada.</p>
<p>Concedida em março deste ano, a patente tem validade até 5 de setembro de 2041. Para Antoniana Krettli, a estrutura da Fiocruz também pode acelerar futuras etapas de desenvolvimento do tratamento.</p>
<p>“A instituição tem forte atuação na Amazônia, com diagnóstico e acompanhamento de pacientes, além de experiência em testes clínicos. Isso facilita parcerias e o avanço de novos medicamentos”, afirma.</p>
<p>Os pesquisadores alertam que, apesar da existência atual de tratamentos eficazes, o parasita da malária continua evoluindo e desenvolvendo resistência. Por isso, defendem que o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas precisa ocorrer desde já, para evitar uma possível escassez de medicamentos eficazes no futuro.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/fiocruz-obtem-patente-para-tratamento-contra-malaria-resistente" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Iniciativa seleciona jovens para tratamento odontológico gratuito</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/iniciativa-seleciona-jovens-para-tratamento-odontologico-gratuito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:21:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Começa nesta terça-feira (28) uma triagem em várias cidades a fim de selecionar jovens de 11 a 17 anos para receberem acompanhamento odontológico completo até os 18 anos. A ação, chamada de Megatriagem Odontológica, ocorre em 156 municípios brasileiros. A iniciativa é da Turma do Bem, organização sem fins lucrativos que busca apoiar crianças e adolescentes em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Começa nesta terça-feira (28) uma triagem em várias cidades a fim de selecionar jovens de 11 a 17 anos para receberem acompanhamento odontológico completo até os 18 anos. A ação, chamada de Megatriagem Odontológica, ocorre em 156 municípios brasileiros.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Iniciativa-seleciona-jovens-para-tratamento-odontologico-gratuito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A iniciativa é da Turma do Bem, organização sem fins lucrativos que busca apoiar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social com tratamento dentário gratuito.</p>
<p>Os interessados devem comparecer aos postos de triagem com RG, comprovante de residência e um responsável. A expectativa é que mais de 5 mil novos pacientes sejam encaminhados para tratamento em consultórios particulares de dentistas voluntários de todo o país.</p>
<p>A triagem avaliará a condição clínica dos pacientes, por meio de um exame visual rápido e não invasivo, feito por um dentista voluntário. Além disso, também será contabilizado a carência socioeconômica da família para priorizar os casos mais graves.</p>
<p>“Essa mobilização nacional é para lembrarmos que a saúde bucal não pode ser um artigo de luxo. Nossa missão é garantir que a condição socioeconômica não seja um impedimento para que esses jovens sorriam, estudem e busquem oportunidades sem dor ou vergonha,&#8221; diz Fábio Bibancos, presidente voluntário e fundador da Turma do Bem.</p>
<p>A lista completa com os endereços e horários de cada ponto de triagem nas cidades confirmadas pode ser acessada no <em>site</em> oficial da ação megatriagem. Os jovens selecionados após a triagem receberão uma carta oficial da Turma do Bem com as orientações para o início do tratamento..</p>
<h2>Sobre a Turma do Bem</h2>
<p>A Turma do Bem trabalha em 12 países com mais de 19 mil dentistas voluntários. Nas últimas edições da Megatriagem, realizadas em 2024 e 2025, mais de 10 mil jovens foram selecionados para receber tratamento odontológico gratuito. A organização também tem parceria com a Colgate, que apoia a ação com atividades educativas e distribuição de kits de higiene bucal em diversas localidades.</p>
<p><em>*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/iniciativa-seleciona-jovens-para-tratamento-odontologico-gratuito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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