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		<title>Ufam leva formação digital a jovens ribeirinhos e indígenas do Tupé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 21:39:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) deu início ao projeto “Ribeirinhos Cientistas”, que forma jovens ribeirinhos e indígenas em ciência e tecnologia na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, na zona rural de Manaus. Além disso, a iniciativa busca capacitar estudantes e professores da Comunidade São João do Tupé em competências digitais e científicas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) deu início ao projeto “Ribeirinhos Cientistas”, que forma jovens ribeirinhos e indígenas em ciência e tecnologia na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, na zona rural de Manaus.</p>
<p>Além disso, a iniciativa busca capacitar estudantes e professores da Comunidade São João do Tupé em competências digitais e científicas. O projeto ocorre entre abril e maio e atende adolescentes de 11 a 14 anos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Projeto une ciência, tecnologia e saberes tradicionais</h2>
<p>O “Ribeirinhos Cientistas” integra o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM) da Ufam. Além disso, conta com financiamento da Capes/Ministério da Educação e apoio da Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED).</p>
<p>Ao todo, 18 alunos ribeirinhos e indígenas participam das atividades na RDS do Tupé, que fica a cerca de 30 quilômetros de Manaus e só pode ser acessada por barco ou lancha.</p>
<p>A reserva possui 11.930 hectares protegidos e reúne seis comunidades: Livramento, Julião, Agrovila, Colônia Central, São João do Tupé e Tatu. Além disso, abriga povos indígenas como Tatuyo, Tuyuka e Dessana.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Jovens passam a ser protagonistas na produção de conhecimento</h2>
<p>Segundo a coordenadora do projeto, professora Dra. Thais Castro, a proposta estimula o protagonismo dos estudantes e valoriza o conhecimento local.</p>
<p>“O projeto destaca o papel dos jovens cidadãos em formação como futuros cientistas. O objetivo é que, ao final, os alunos tenham uma iniciação científica sólida, valorizem os conhecimentos tradicionais e percebam que também podem ser autores e cientistas. Nos encontros, trabalhamos conceitos básicos de ciência e matemática para estimular a curiosidade e o pensamento crítico. Os estudantes já produzem fotos e vídeos para redes sociais, mostrando que estão prontos para assumir o protagonismo em suas comunidades”, explica.</p>
<p>Além disso, o projeto incentiva os alunos a utilizarem redes sociais de forma crítica e criativa. Dessa forma, eles deixam de ser apenas consumidores de conteúdo e passam a registrar e interpretar a realidade da Amazônia.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Estudantes relatam desafios e experiências na comunidade</h2>
<p>Entre os participantes está Luna Blankenhorn, de 14 anos, estudante do 9º ano e pertencente à etnia Dessana. Ela destaca a importância do projeto para dar visibilidade à realidade local.</p>
<p>“Considero o projeto muito importante porque nos permite mostrar a realidade da nossa comunidade, como os grafismos indígenas e o ambiente onde estudamos, próximo ao rio e à natureza. Aqui, um dos maiores desafios é o transporte: muitos alunos dependem do barco escolar, mas às vezes ele não funciona, o que atrapalha bastante nossa rotina. Por isso, acredito que deveria haver mais cuidado com essa questão.”</p>
<p>Além disso, a secretária da Escola Municipal São João, Ila Oliveira, reforça os desafios enfrentados pela comunidade.</p>
<p>Ela destaca que problemas como transporte precário, falta de energia elétrica e dificuldades no acesso à saúde ainda fazem parte da rotina local. No entanto, iniciativas educacionais fortalecem o vínculo entre escola e moradores.</p>
<p>“Projetos como o ‘Ribeirinhos Cientistas’ são fundamentais para dar visibilidade às realidades locais e promover melhorias”, afirma.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Programação inclui produção científica e registros digitais</h2>
<p>As atividades seguem um cronograma definido. Em 16 de abril, os alunos elaboraram sínteses sobre as experiências e discutiram o uso de barcos de propulsão.</p>
<p>Em seguida, no dia 6 de maio, o grupo vai propor soluções e sugestões para os desafios observados. Já em 29 de maio, está prevista a construção e o lançamento de um barco com propulsão, com registro audiovisual feito pelos próprios estudantes.</p>
<p>Além disso, o projeto prevê a produção de um livro digital com os trabalhos, a criação de um site com registros fotográficos e a gravação de vídeos apresentados pelos alunos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Ciência valoriza saberes da floresta</h2>
<p>Para a professora Stephane Ladislau, o projeto reforça que os estudantes já produzem conhecimento científico a partir do cotidiano.</p>
<p>“Eles possuem conhecimento, e ciência é justamente isso: um conjunto de saberes. Conhecer sobre plantas, o rio ou os pássaros também é ciência. Eles já compartilharam um pouco sobre o céu do Tupé, que, para eles, é muito mais estrelado do que na zona urbana de Manaus, com direito a ‘estrelas cadentes’. Acredito que os alunos podem usar esse conhecimento para mostrar a realidade da comunidade, suas experiências e vivências. Muitas vezes eles pensam que isso não é importante, mas é. Conhecer a realidade deles é fundamental para todos nós. É uma troca”, detalha.</p>
<p>Além disso, a professora Letícia Gabriela integra tecnologia e educação científica nas atividades do projeto.</p>
<p>Ela destaca que os estudantes utilizam recursos digitais para registrar o ambiente e transformar o conhecimento local em aprendizado interativo.</p>
<p>“Levamos os alunos para a área externa da escola, onde exploraram curiosidades locais, como o rio e grafismos indígenas. A partir das fotografias que tiraram, planejamos criar quizzes que serão apresentados em uma mostra cultural para a comunidade e também enviados para o público externo em Manaus. Por exemplo, um grafismo da tribo Tuyuka pode parecer apenas um desenho, mas, na explicação dos alunos, ele representa a folha do tucumã. Transformar esse conhecimento em quizzes torna o aprendizado divertido e significativo.”</p>
<p>Leia mais:</p>
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		<title>Ufam abre exposição com histórias de mulheres que venceram a violência</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cotidiano/ufam-abre-exposicao-com-historias-de-mulheres-que-venceram-a-violencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 21:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Universidade Federal do Amazonas abre, a partir desta quarta-feira (22), a exposição “Sem Medo de Viver”. Além disso, a mostra apresenta histórias de mulheres que enfrentaram situações de violência e reconstruíram suas trajetórias com apoio da Defensoria Pública do Estado do Amazonas. A abertura ocorre às 16h, no Centro de Convivência do campus universitário, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade Federal do Amazonas abre, a partir desta quarta-feira (22), a exposição “Sem Medo de Viver”. Além disso, a mostra apresenta histórias de mulheres que enfrentaram situações de violência e reconstruíram suas trajetórias com apoio da Defensoria Pública do Estado do Amazonas. A abertura ocorre às 16h, no Centro de Convivência do campus universitário, no setor Norte.</p>
<p>A iniciativa segue até o dia 22 de maio e, ao mesmo tempo, oferece visitação gratuita ao público. Dessa forma, a proposta busca reforçar a importância da informação e do acesso à justiça como ferramentas de transformação social.</p>
<p>Além disso, a mostra é promovida pela Pró-Reitoria de Extensão da Ufam, por meio da Escola Estadual de Socioeducação do Amazonas (EES-AM), em parceria com a Defensoria Pública, através do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem).</p>
<h2 class="wp-block-heading">Relatos mostram reconstrução de vidas</h2>
<p>A exposição reúne depoimentos de mulheres que romperam o ciclo de violência. Entre elas estão Rebeca Louise, Andréia Batista, Neuza Farias, Luciane Lopes, Darling Bessa, Simone Sousa, Vanderuth Sena, Elizabeth Sousa, Brenda Oliveira, Nadia Macedo e Maria Mônica.</p>
<p>Essas histórias, por sua vez, mostram como o apoio institucional e o acesso à rede de proteção contribuíram para a reconstrução de novas trajetórias de vida.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Defensoria reforça importância da denúncia</h2>
<p>Para o defensor público-geral Rafael Barbosa, a parceria fortalece o enfrentamento à violência e, consequentemente, incentiva a denúncia.</p>
<p>“Queremos fortalecer um ambiente de acolhimento, em que a mulher se sinta segura para relatar a violência sofrida e, a partir desse passo, iniciar um novo ciclo de vida, com acesso à proteção e aos seus direitos”, afirma Rafael Barbosa.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mostra amplia alcance na capital</h2>
<p>Lançada em agosto de 2025, no Casarão da Inovação Cassina, a exposição também percorreu shoppings como Grande Circular e ViaNorte, além da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.</p>
<p>De acordo com a defensora pública Caroline Braz, a circulação ampliou o alcance da mensagem e, assim, aproximou o público da iniciativa.</p>
<p>“Após a temporada itinerante, a exposição ocupou a recepção do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública. Queremos com essa iniciativa inspirar mulheres que hoje estão no meio do furacão, passando por toda a dor da violência e que, muitas vezes, não conseguem enxergar uma saída, não conseguem enxergar uma vida sem violência”, destaca.</p>
<p>Ela também reforça o impacto da chegada à Ufam.</p>
<p>“Agora chegamos até a Ufam para mostrar que o ciclo da violência pode ser ser rompido, mas que é preciso ajuda. A mostra traz mulheres que foram assistidas pela Defensoria Pública, que entraram na rede de proteção e conseguiram romper o ciclo a partir de um momento de escuta, de um atendimento, de acolhimento, e hoje elas são inspiração”, pontua.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atendimento especializado e humanizado</h2>
<p>O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) atua com equipe 100% feminina, formada por defensoras públicas, psicólogas e assistentes sociais.</p>
<p>Além disso, o núcleo funciona na avenida André Araújo, nº 7, bairro Adrianópolis, e atende mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Também oferece orientação jurídica, acompanhamento processual, solicitação de medidas protetivas e suporte integrado com serviços de saúde, assistência social e segurança pública.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="493" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776805221_725_Ufam-abre-exposicao-com-historias-de-mulheres-que-venceram-a.jpeg?resize=740%2C493&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-461214"  /></p>
<p>Leia mais: </p>
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		<item>
		<title>Indígena aprovada no Sisu antes de concluir ensino médio garante vaga na Ufam</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/indigena-aprovada-no-sisu-antes-de-concluir-ensino-medio-garante-vaga-na-ufam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 16:27:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há exatos 40 dias, a jovem indígena Emanuelle Õkapa deu início à realização de um sonho de infância: estudar para se tornar uma bióloga. Essa conquista só foi possível graças a uma atuação conjunta da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e da Defensoria Pública da União (DPU). Isso porque a estudante, da etnia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há exatos 40 dias, a jovem indígena Emanuelle Õkapa deu início à realização de um sonho de infância: estudar para se tornar uma bióloga. Essa conquista só foi possível graças a uma atuação conjunta da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e da Defensoria Pública da União (DPU).</p>
<p>Isso porque a estudante, da etnia Apurinã, nascida e criada em Tapauá, foi aprovada pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para cursar o bacharelado em Ciências Biológicas em Manaus antes de concluir o Ensino Médio.</p>
<p>Dado o curto prazo para a matrícula e o fato de ela ainda não ter completado os 18 anos, a família buscou a ajuda da Defensoria Pública para recorrer ao Judiciário a fim de garantir a vaga e a realização de um exame final extraordinário que permitiu a conclusão antecipada do 3º ano na escola, o que possibilitou que ela iniciasse a graduação.</p>
<p>O caso de Emanuelle chegou à DPE-AM por meio da unidade da Defensoria em Tapauá no início do ano. A mãe da jovem, Isa Santarém, conta que procurou a instituição por orientação do diretor da escola onde a primogênita estudava.</p>
<p>“Fui no mesmo dia até a Defensoria e já me informei sobre quais documentos seriam necessários e tudo mais”, recorda a mãe. Ela lembra que o prazo, entre a publicação da lista de aprovados e a data final para a realização da matrícula, era de apenas cinco dias.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Articulação institucional</h2>
<p>Diante da urgência, o defensor público Renato Fernandes ressaltou que a situação exigiu articulação institucional e a atuação coordenada.</p>
<p>“A adolescente já havia sido convocada para matrícula, mas ainda precisava cursar o terceiro ano do Ensino Médio. Se nada fosse feito, ela perderia a vaga. Nós estruturamos o mandado de segurança pedindo a aplicação de uma prova para aferição de conhecimento e a reserva da vaga na universidade até a emissão do certificado”, detalha o defensor.</p>
<p>Como o processo, além da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), envolvia a Ufam, cuja competência jurisdicional é da Justiça Federal, a DPU precisou ser acionada.</p>
<p>Por meio da atuação do defensor público federal João Thomas Luchsinger, a DPU formalizou a petição na Justiça Federal com base na minuta elaborada pela DPE-AM.</p>
<p>Emanuelle diz que os momentos entre a aprovação no Sisu e a efetivação da matrícula foram de aflição.</p>
<p>“Eu tive muito medo de perder a vaga, mas minha mãe me deu muita força, dizendo que iriamos conseguir por meio da Defensoria. Foi muito legal ver a maneira como asseguraram os meus direitos para eu poder estar aqui hoje”, ressalta a jovem universitária.</p>
<p>Isa Santarém afirma que sempre teve fé que a filha conseguiria realizar o sonho, mas que ainda assim se surpreendeu com o trabalho da Defensoria Pública.</p>
<p>“Tenho muita gratidão ao trabalho do defensor Renato Fernandes. Eu falo para todo mundo que foi algo extraordinário, que ele é um profissional de alta competência, porque o tempo era muito pequeno”, ressalta, ao lembrar que pessoas próximas, preocupadas com a situação, tentavam reduzir as expectativas das duas em relação ao processo, observando que algumas decisões judiciais demoram para sair.</p>
<p>“Mas, não. A decisão saiu em um dia e, no dia seguinte, a Ufam deferiu a matrícula dela”, enfatiza.</p>
<p>Ao descrever o atendimento da DPE-AM, a mãe afirma que viu “empenho e uma vontade muito grande de ajudar”.</p>
<p>“Teve ocasiões em que o doutor Renato me mandou mensagem à noite pedindo documentos. Então, isso alegrava muito o meu coração, de saber que tinha alguém se importando que tudo desse certo, que estava trabalhando até fora do seu horário de trabalho regular. Por isso sou muito grata”, relembra.</p>
<p>Após a decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Emanuelle fez a prova, foi aprovada e pôde dar sequência aos procedimentos para iniciar a graduação em Manaus.</p>
<p>Do despertar para a biologia à aprovação para a Ufam</p>
<p>Emanuelle Õkapa conta que, por ser indígena e por ter crescido no interior, sempre teve muito contato com a natureza e sempre foi curiosa. “Era um hobby meu pesquisar sobre a vida no geral, a vida humana, animal e as plantas também”, recorda.</p>
<p>“No interior, eu sempre perguntava para a minha vó qual o curso que a gente estuda isso. Um dia resolvemos assistir a um programa de TV e aí vimos biólogos falando. Ali nasceu uma semente, mas eu fui crescendo e vendo outros cursos também”, acrescenta.</p>
<p>A jovem sempre estudou em escolas públicas e não teve condições de pagar cursinhos pré-vestibulares. “Eu estudava sozinha em casa. Lia, corria para o YouTube e fiz o Enem. Quando eu vi minha nota, lembrei da biologia, e apliquei no Sisu para ver, vi que tinha chances. Fui olhar a grade do curso e me reencontrei com o sonho de infância. Então, me inscrevi”, relata.</p>
<p>A aprovação do Sisu, ressalta Emanuelle, foi um dos momentos mais felizes da vida. “Foram noites estudando, renunciando a muita coisa porque tinha esse objetivo de passar. Quando vi que fui aprovada, corri para contar para minha mãe. Foi muita alegria”, finaliza.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Conquista coletiva</h2>
<p>Isa Santarém diz que, além de uma vitória pessoal da família, a conquista da filha ingressar na Ufam é simbólica para os povos do interior, especialmente de Tapauá, município da calha do Purus que fica a dois dias de viagem de barco de Manaus.</p>
<p>“Sempre fiz de tudo para meus filhos alcançarem coisas que eu não alcancei, para pisarem lugares que eu não pisei. Eu me sinto realizada através da vida da minha filha. Tenho 42 anos e agora que eu estou terminando a minha primeira graduação, mas ela está entrando para faculdade com 17. Então, isso significa muita coisa. Ela vai ser referência para os outros jovens da família e da nossa comunidade”, afirma.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Estratégia jurídica</h2>
<p>Estudantes aprovados em universidades antes da conclusão do Ensino Médio costumam recorrer ao exame supletivo para obter certificação antecipada. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vedou a emissão de certificado por meio de supletivo para jovens com menos de 18 anos, o que inviabilizou essa alternativa para Emanuelle.</p>
<p>Diante disso, a Defensoria Pública adotou outra estratégia jurídica. O pedido apresentado não buscou supletivo, mas a aplicação de uma avaliação extraordinária pela própria rede estadual de ensino, nos moldes de avanço de série. Como se trata do último ano do Ensino Médio, a aprovação na prova resulta na certificação regular.</p>
<p>O desfecho favorável estabelece um parâmetro no Amazonas, que poderá ser aplicado em novos casos de alunos aprovados precocemente em universidades.</p>
<p>Segundo o defensor público Renato Fernandes, o processo foi considerado, desde o início, um caso complexo. Para que a Emanuelle conseguisse efetivar a matrícula no curso, a reunião da documentação necessária e a atuação da Defensoria foram uma corrida contra o tempo.</p>
<p>“Quando a matrícula na Ufam começou, a Emanuelle ainda não tinha concluído o Ensino Médio. Trabalhamos na orientação dela e da mãe para o preenchimento dos documentos corretos e corremos contra o tempo para acionar todas as instituições envolvidas. Era um caso que envolvia o sonho de uma adolescente e isso mexe muito com a gente, porque sabemos da importância do acesso ao Ensino Superior. Quando saiu a liminar, foi emocionante”, ressaltou.</p>
<p>A parceria com a DPU foi essencial para a resolução do processo, visto que a Ufam não é de competência do Estado. Para o defensor público da União João Thomas Luchsinger, a atuação conjunta teve um final feliz para todos os envolvidos.</p>
<p>“A sensação é de missão cumprida. Esse foi um caso emocionante, onde notamos essa falha da Universidade Federal do Amazonas em reconhecer a trajetória da nossa assistida, que estudou integralmente em uma escola pública a vida toda. Faltou uma atenção maior para o potencial da Emanuelle, que, sem a atuação conjunta das Defensorias, talvez não pudesse realizar o seu sonho de viver a ciência”, ressaltou.</p>
<p><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p>Leia Mais:</p>
<p>No Dia dos Povos Indígenas, organizações cobram demarcações e proteção</p>
<p>Últimos dias de inscrições para formação em Cultura Digital para índigenas</p>
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		<item>
		<title>Ufam abre vagas em mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ufam-abre-vagas-em-mestrado-e-doutorado-em-engenharia-eletrica/</link>
		
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		<pubDate>Tue, 27 May 2025 01:38:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) publicou o edital de seleção para ingresso no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE), com início no segundo semestre de 2025, com oportunidades para o mestrado e o doutorado. O programa concentra-se na área de Controle e Automação de Sistemas, com duas linhas de pesquisa: “Sistemas Inteligentes e [&#8230;]</p>
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<p>A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) publicou o edital de seleção para ingresso no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE), com início no segundo semestre de 2025, com oportunidades para o mestrado e o doutorado.</p>
<p>O programa concentra-se na área de Controle e Automação de Sistemas, com duas linhas de pesquisa: “Sistemas Inteligentes e Microeletrônica” e “Sistemas de Controle e Automação Modernos”.</p>
<p>No mestrado de Engenharia Elétrica da UFAM, são ofertadas 36 vagas, sendo 30 destinadas à ampla concorrência e seis reservadas para políticas de ações afirmativas.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cotidiano/comecam-inscricoes-para-concurso-da-pf-com-vagas-na-amazonia/">Começam inscrições para concurso da PF com vagas na Amazônia</a></strong></p>
<p>As inscrições para o Exame de Seleção do mestrado estarão abertas entre os dias 18 e 23 de junho de 2025, até as 23h59 do último dia, e devem ser realizadas por meio de formulário disponível no site oficial do programa: <strong><a href="http://ppgee.ufam.edu.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">http://ppgee.ufam.edu.br</a></strong>.</p>
<p>O edital do doutorado também foi divulgado e prevê 18 vagas para o doutorado, com inscrições de 16 a 23 de junho de 2025, pelo mesmo endereço eletrônico.</p>
<p>Para ambas as modalidades, os candidatos precisam encaminhar a documentação exigida e efetuar o pagamento de taxa de inscrição no valor de R$ 75.</p>
<p><a href="https://ppgee.ufam.edu.br/editais-de-selecao.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">CONFIRA OS EDITAIS!</a></p>
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