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	<title>UFRJ Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>UFRJ Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>UFRJ homenageia vítimas da ditadura com diplomas póstumos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 10:31:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há 53 anos, o estudante de economia Fernando Augusto da Fonseca foi levado para uma dependência do Exército no Recife. Enquanto era torturado por 20 dias, a mulher grávida e o filho de 3 anos ficaram presos em um hotel. A família foi liberada depois do assassinato de Fernando e da entrega do corpo. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 53 anos, o estudante de economia Fernando Augusto da Fonseca foi levado para uma dependência do Exército no Recife. Enquanto era torturado por 20 dias, a mulher grávida e o filho de 3 anos ficaram presos em um hotel. A família foi liberada depois do assassinato de Fernando e da entrega do corpo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/UFRJ-homenageia-vitimas-da-ditadura-com-diplomas-postumos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A viagem para o Nordeste tinha ocorrido para fugir da repressão da ditadura militar. Por causa da militância estudantil, Fernando havia sido expulso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), teve de abandonar o emprego e a vida na capital carioca.</p>
<p>Nesta quinta-feira (9), ele foi um dos 23 estudantes homenageados com um diploma de conclusão de graduação pela UFRJ. Outros dois professores da instituição vítimas da ditadura também foram lembrados.</p>
<p>O filho de Fernando, o administrador André Luiz Araújo da Fonseca, de 56 anos, recebeu o diploma em nome do pai e disse que o documento simboliza a realização de um sonho interrompido pelo autoritarismo.</p>
<p>“Essa identidade como estudante de Economia era muito forte para ele. O diploma encerra um ciclo, é como se ele estivesse atingindo aquele objetivo lá do passado. De todas as homenagens que ele já tinha recebido, essa para mim é a que tem mais peso”, diz.</p>
<p>“Vou botar o diploma dele junto com o meu na parede”, complementa André, que se orgulha por ser hoje professor da mesma UFRJ.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/UFRJ-homenageia-vitimas-da-ditadura-com-diplomas-postumos.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 09/09/2026 - Cerimônia de diplomação póstuma de estudantes e professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ mortos e desaparecidos durante a Ditadura Militar no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil" title="Rovena Rosa/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Rio de Janeiro (RJ), 09/09/2026 &#8211; Cerimônia de diplomação póstuma de estudantes e professores da UFRJ mortos e desaparecidos durante a ditadura militar. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Memória e resistência</h2>
<p>Durante a cerimônia, o reitor da UFRJ, Roberto de Andrade Medronho, disse que a entrega dos diplomas representa um compromisso com a memória, a verdade e a justiça.</p>
<p>“O amanhã depende da nossa coragem de lembrar, da nossa disposição de lutar pelo que acreditamos e, sobretudo, da nossa determinação de defender a democracia todos os dias, para que ninguém se esqueça do que aconteceu”, disse Medronho.</p>
<p>O jornalista Franklin Martins, que era presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRJ em 1968, destacou o papel do movimento estudantil, dos jovens e dos professores na linha de frente da resistência contra a repressão estatal.</p>
<p>Isso significou, segundo ele, na recusa em aceitar a submissão, mesmo diante de ataques de cavalaria, invasões a universidades, tiros e agressões.</p>
<p>Franklin Martins disse que a recuperação dessa memória serve de exemplo para a melhoria das lutas sociais atuais.</p>
<p>“Eu espero que outras universidades façam a mesma coisa. Para que a memória fique, para que eles sejam lembrados e semeiem a luta pela democracia pelo país”, disse.</p>
<p>A atual coordenadora-geral do DCE Mário Prata da UFRJ, Malu Cerqueira, disse que a diplomação tem significado duplo: reparação às famílias dos desaparecidos e uma tomada de posição política voltada para o presente.</p>
<p>“Essa é a memória que a gente quer que essa universidade preserve. Não a memória de torturadores, mas a dos melhores filhos do povo, dos lutadores que enfrentam esse regime autoritário”, disse Malu.</p>
<h2>Homenageados</h2>
<p>Um primeiro nome já havia sido homenageado com um diploma póstumo em julho de 2026: o estudante de economia Stuart Angel Jones. Ele foi torturado e assassinado pelo regime em 1971.</p>
<p>O documento foi entregue pelo reitor Roberto Medronho diretamente à irmã de Stuart, a jornalista Hildegard Angel.</p>
<p>O levantamento dos outros nomes foi feito pela Comissão da Memória e da Verdade da UFRJ com base nos relatórios oficiais do país.</p>
<h2>&gt;&gt; Veja abaixo a lista dos 23 estudantes homenageados nesta quinta-feira:</h2>
<ul>
<li>Adriano Fonseca Fernandes Filho</li>
<li>Ana Maria Nacinovic</li>
<li>Antônio de Pádua Costa</li>
<li>Antônio Teodoro de Castro</li>
<li>Antônio Sérgio de Matos</li>
<li>Arildo Airton Valadão</li>
<li>Áurea Eliza Pereira Valadão</li>
<li>Ciro Flávio Salazar e Oliveira</li>
<li>Fernando Augusto da Fonseca</li>
<li>Flávio Carvalho Molina</li>
<li>Frederico Eduardo Mayr</li>
<li>Guilherme Gomes Lund</li>
<li>Hélio Luiz Navarro</li>
<li>Jana Moroni Barroso</li>
<li>José Roberto Spigner</li>
<li>Kleber Lemos da Silva</li>
<li>Luiz Alberto Andrade de Sá e Benevides</li>
<li>Maria Célia Corrêa</li>
<li>Maria Regina Lobo Leite Figueiredo</li>
<li>Mário de Souza Prata</li>
<li>Paulo Costa Ribeiro Bastos</li>
<li>Solange Lourenço Gomes</li>
<li>Sonia Maria Lopes de Moraes</li>
</ul>
<p>Outros dois homenageados da noite já eram formados ou atuavam como docentes na época da sua morte e receberam o reconhecimento de seus vínculos e legados institucionais. São eles:</p>
<ul>
<li>Lincoln Bicalho Roque, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais</li>
<li>Raul Amaro Nin, pesquisador da Faculdade de Engenharia</li>
</ul>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-09/ufrj-homenageia-vitimas-da-ditadura-com-diplomas-postumos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>UFRJ dá diploma 55 anos depois da morte de Stuart Angel</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ufrj-da-diploma-55-anos-depois-da-morte-de-stuart-angel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 22:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Angel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Stuart Angel, membro do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), que lutou contra a ditadura militar no Brasil e, por isso, foi sequestrado, preso, torturado, assassinado e dado como desaparecido político em 1971, aos 25 anos, finalmente, recebeu a conclusão do seu curso, 55 anos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Stuart Angel, membro do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), que lutou contra a ditadura militar no Brasil e, por isso, foi sequestrado, preso, torturado, assassinado e dado como desaparecido político em 1971, aos 25 anos, finalmente, recebeu a conclusão do seu curso, 55 anos após ter sua trajetória interrompida pelos seus torturadores.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/UFRJ-da-diploma-55-anos-depois-da-morte-de-Stuart.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Nesta terça-feira (7), a UFRJ, onde cursava economia, realizou uma cerimônia no Salão Dourado da universidade, na Avenida Pasteur, Praia Vermelha, zona sul do Rio, para conceder o diploma de bacharelado em ciências econômicas a Stuart Edgard Angel Jones.</p>
<p>Até chegar à diplomação póstuma foi um caminho longo que a jornalista Hildegard Angel, irmã de Stuart, e o economista formado no fim do ano passado, Lucas Duda, ex-membro e ex-diretor do Centro Acadêmico Stuart Angel (CASA), do Instituto de Economia da UFRJ, levaram à diante para entregar o pedido ao reitor Roberto Medronho.</p>
<p>Lucas contou que a história começou quando Hildegard e Samuel Reis, amigo de Stuart, procuraram o Centro Acadêmico para que fosse feita uma homenagem aos 54 anos de morte, o que ocorreu no dia 14 de maio do ano passado, na presença de amigos, alunos e pessoas da família.</p>
<p>Segundo Lucas, foi ali que fez a promessa de se empenhar para que a diplomação ocorresse, inclusive a outros companheiros de Stuart da época e de Sônia Moraes, mulher de Stuart, também torturada e morta na ditadura.</p>
<p>“Um tipo de reparação histórica do Estado que tirou a vida do Stuart e agora entrega uma profissão para ele entre aspas”,  falou à Agência Brasil.</p>
<p>“Nosso compromisso geral é manter vivo o legado do Stuart para que nos próximos 55 anos, a gente continue lembrando da história dele e o que ele representa para a história do nosso país e tentar motivar as pessoas e os alunos, principalmente os calouros, os mais novos que estão entrando agora”, completou.</p>
<p>Hildegard Angel classificou a diplomação póstuma como pitada de vitória de todos que lutaram contra a ditadura. “São várias pitadas de vitórias e essa é uma pitada bem substancial ao longo desse ativismo para manter viva a memória brasileira dos nossos heróis da resistência, dos que lutaram, e ainda se dedicaram e dos que deram suas vidas pela liberdade de você poder falar, pensar e agir. Ter projetos para o nosso país e querer uma sociedade mais justa sem essas enormes agudas diferenças sociais”, disse em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>Hilde, como é chamada carinhosamente, disse que ninguém dá a sua vida sem uma forte motivação. “Essa motivação é tão importante e bonita que mesmo tantos anos depois ela me emociona, porque não é comum, não é usual, causa até estranhamento nos contemporâneos que não conseguem entender como um jovem e tantos outros jovens e também velhos se arriscaram e não se deixaram anular pelo medo”, analisou.</p>
<p>Ainda emocionada, a jornalista lembrou que a ditadura encerrou a vida de três pessoas da sua família. Além de Stuart, a mãe a estilista Zuzu Angel foi assassinada depois de fazer inúmeras denúncias sobre a morte e desaparecimento do filho, e ainda a cunhada Sônia.</p>
<p>“Outras famílias tiveram mais perdas. Isso tem que ser enaltecido porque um país sem heróis não existe. Precisa da motivação dos seus heróis mortos, precisa ter essas referências para ser grande no sentido de nação”, afirmou.</p>
<p>“Stuart Angel de certa forma representou para muitos e representa aquele período e aquele martírio como se ele tivesse se ofertado para a imolação. Isso é muito forte e não pode ser omitido da nossa história e apagado. Tem que ser mostrado com sua fisionomia verdadeira”, disse.</p>
<p>Para Hildegard, a diplomação é também representativa para a dedicação de sua mãe Zuzu Angel, que por anos buscou o corpo do filho ainda não encontrado.</p>
<p>“Ela [a diplomação] mostra a consistência da luta de Zuzu Angel. Resgata esse desejo maternal de proteção aos filhos. Ela foi a essência da missão da maternidade de exigir o corpo de seu filho, já que a morte era confirmada”, concluiu.</p>
<p>O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, disse que além de uma forma de reparação, a diplomação de Stuart, que entregou a sua juventude lutando pela liberdade democrática do Brasil, é uma parte de memória para os atuais 70 mil alunos de graduação e pós-graduação e serão a futura elite intelectual do país.</p>
<p>“É uma forma de lembrar que vivemos este tempo terrível, que não pode mais retornar. Os jovens têm a responsabilidade de não permitir que voltemos a um período tão obscuro da nossa sociedade”, explicou em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>De acordo com a UFRJ, o atestado de óbito de Stuart Angel foi retificado em 2019 pelo Estado brasileiro. “O documento passou a registrar oficialmente que sua morte foi violenta e causada pelo Estado, no contexto da perseguição sistemática a opositores da ditadura militar instaurada em 1964”.</p>
<h2>Outras diplomações</h2>
<p>Além de Stuart, a UFRJ vai homenagear 25 alunos desaparecidos ou mortos pela ditadura e que estudavam em diferentes escolas da universidade. A data da cerimônia ainda não foi marcada, mas o coordenador da Comissão de Memória e Verdade da UFRJ, professor emérito José Sérgio Leite Lopes, que está à frente do processo, acredita que pode ser em agosto, porque antes é preciso concluir os trâmites burocráticos da instituição.</p>
<p>O professor informou que três dos que estão na lista, já tinham diploma: Lincoln Bicalho Roque, era docente do IFCS (Ciências Sociais) da UFRJ quando foi morto; Raul Amaro Nin, já diplomado pela PUC-RJ, recém pesquisador na Engenharia da UFRJ; e Solange Loureiro Gomes, graduada na Medicina da UFRJ.</p>
<p>“Ela se suicidou por sequelas da prisão e das torturas que sofreu”, disse o professor, acrescentando que ainda está sendo definido, mas é possível que recebam uma medalha póstuma, porque já eram diplomados.</p>
<p>A identificação dos alunos foi feita com base no volume 3 do relatório da Comissão Nacional da Verdade, que tem uma lista de mais de 400 mortos e desaparecidos de diversas atividades comprovados pela CNV, entre eles, trabalhadores rurais.</p>
<p class="rteindent1">“Nós nos baseamos nas minibiografias que estão na lista da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que por sua vez já aproveitou a pesquisa pela comissão de mortos e desaparecidos políticos que é uma comissão anterior desde os anos 90 e a CNV foi em 2014”, informou.</p>
<p>Lista de mortos e desaparecidos em ordem alfabética que também vão ser diplomados:</p>
<p>Adriano Fonseca Fernandes Filho,<br />Ana Maria Nacinovic,<br />Antônio de Pádua Costa,<br />Antônio Teodoro de Castro,<br />Antônio Sérgio de Matos,<br />Arildo Airton Valadão,<br />Áurea Eliza Pereira Valadão,<br />Ciro Flávio Salazar e Oliveira,<br />Fernando Augusto da Fonseca,<br />Flávio Carvalho Molina,<br />Frederico Eduardo Mayr,<br />Guilherme Gomes Lund,<br />Hélio Luiz Navarro,<br />Jana Moroni Barroso,<br />José Roberto Spiegner,<br />Kleber Lemos da Silva,<br />Lincoln Bicalho Roque,<br />Luiz Alberto Andrade de Sá e Benevides,<br />Maria Célia Corrêa,<br />Maria Regina Lobo Leite Figueiredo,<br />Mário de Souza Prata,<br />Paulo Costa Ribeiro Bastos,<br />Raul Amaro Nin Ferreira,<br />Solange Lourenço Gomes<br />Sonia Maria Lopes de Moraes</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/ufrj-da-diploma-55-anos-depois-da-morte-de-stuart-angel" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>UFRJ inaugura rádio FM no Grande Rio</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ufrj-inaugura-radio-fm-no-grande-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 21:04:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quase 40 anos depois de entrar no ar com um transmissor que cabia em uma caixa de sapatos, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou nesta sexta-feira (3) a Rádio UFRJ FM, na frequência 88,9 FM. A programação reúne música independente, conteúdos infantojuvenis, divulgação científica, notícias e esportes, além de blocos da Rádio MEC AM, gerenciada pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase 40 anos depois de entrar no ar com um transmissor que cabia em uma caixa de sapatos, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou nesta sexta-feira (3) a Rádio UFRJ FM, na frequência 88,9 FM.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/UFRJ-inaugura-radio-FM-no-Grande-Rio.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A programação reúne música independente, conteúdos infantojuvenis, divulgação científica, notícias e esportes, além de blocos da Rádio MEC AM, gerenciada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).</p>
<p>O diretor da UFRJ FM é o professor da Escola de Comunicação Marcelo Kischinhevsky (foto). Em junho de 1989, ele era um dos estudantes que se uniram para colocar no ar a então Rádio Livre, três anos depois rebatizada como Rádio Interferência.</p>
<p>A emissora livre transmitiu por duas décadas até ser fechada pela polícia quando conseguiu um transmissor mais potente, sob acusação de ser “pirata”. Somente em 2014, com mediação do Ministério Público Federal e reorganização do dial carioca, a UFRJ conseguiu um canal FM, em parceria com a EBC. </p>
<p>“A gente tinha 20 anos quando o Leonardo Pinheiro, estudante de engenharia, arrumou o transmissor e começamos a montar a rádio, que transmitia do centro acadêmico, com programação gravada em fita cassete&#8221;, recordou o docente.</p>
<p>“Depois, fruto do ativismo estudantil, a rádio ampliou a potência, foi criminalizada, acusada de interferir em aeroporto, mas isso abriu a discussão para que conseguíssemos um canal”, explicou.</p>
<p>Com a concessão do 88,9 FM, explica Marcelo, a universidade estruturou a rádio, contando, inclusive, com recursos de emendas parlamentares para a compra dos transmissores, driblando cortes no orçamento da instituição.</p>
<p>Em 2025, a UFRJ e a EBC obtiveram a licença para instalar os transmissores no Morro do Sumaré, no Parque Nacional da Tijuca, e, neste mês, iniciaram as transmissões experimentais para todo o Grande Rio. A expectativa é alcançar 10 milhões de ouvintes. Antes, desde 2019, a rádio funciona somente na internet e como laboratório. </p>
<p>Na quinta-feira (2), quando ouviu a Rádio UFRJ no ar, de um radinho de pilha, no Campus Praia Vermelha, o professor Marcelo confessou que “escorreu uma lágrima”, em uma <em>newsletter</em> à comunidade acadêmica e aos ouvintes.</p>
<p>“Mas, depois, veio uma onda de alegria”, disse. “Um outro professor me viu com o radinho na mão e sacou. Foi até o carro dele, abriu a mala e despejou potência no som. Celebramos a vitória da radiodifusão pública, educativa e universitária”, acrescentou, sobre a trajetória da emissora.</p>
<p>Para a professora de Comunicação Suzy dos Santos, referência em políticas de comunicação, a Rádio UFRJ traz mais pluralidade ao dial carioca.</p>
<p>“A radiodifusão comercial é concentrada, é manipulada pelo lucro e, muitas vezes, usada contra os interesses sociais”, analisou.</p>
<p>Ela criticou também o uso de canais abertos de rádio e tv, os únicos gratuitos, para fins religiosos e eleitoreiros dos administradores.</p>
<p>“A Rádio da UFRJ, ao contrário, tem uma importância imensurável [nesse cenário], porque é feita para pensar uma sociedade democrática e plural”, completou dos Santos.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/UFRJ-inaugura-radio-FM-no-Grande-Rio.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - A professora de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A professora de Comunicação da UFRJ Suzy dos Santos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Quem sintonizar, além dos programas, pode esperar um espaço de encontro da música independente, garante o estudante de jornalismo Davi Maia. Ele selecionou a lista de músicas que tocaram na inauguração, nesta sexta, e prometeu continuar a contribuir.</p>
<p>“Abrir a cabeça para o que está rolando na cena independente é muito difícil em uma rádio comercial”, avaliou. “Você acaba tendo que prestar contas, fazer parcerias com gravadoras, mas em uma rádio pública, como a da UFRJ, oferecemos uma curadoria diferenciada”, explicou o ex-bolsista, que tocou Luedji Luna, Marcelo D2 e Caxtrinho. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1783112690_487_UFRJ-inaugura-radio-FM-no-Grande-Rio.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - O aluno da UFRJ, Davi Maia,, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">O aluno da UFRJ, Davi Maia, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>“A rádio está sempre no nosso coração, a gente nunca sai da Rádio”, prometeu. “Comecei a fazer jornalismo musical na rádio e este hoje é o meu interesse profissional”.</p>
<p>A aposta em colaboradores como Maia tem uma razão. O público-alvo da emissora é o jovem e o adulto, informou o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.</p>
<p>“Nesse momento, de circulação de de desinformação com grande agilidade, precisamos de um veículo que acompanhe a população, especialmente, a juventude, para se conectar à ela”, afirmou. </p>
<p>Medronho lembrou que a democracia não é um regime político que está garantido. Ao contrário, avaliou, há ameaças permanentes, como a desinformação. “A minha geração lutou pela democracia, agora, a juventude precisa estar alerta”, frisou.</p>
<p>Para construir a grade de 2027, a Rádio UFRJ abriu uma seleção de programas por meio de edital. A chamada pública aceita propostas de dentro e de fora da comunidade acadêmica, desde que tenham adesão aos princípios da emissora. O documento para os interessados está disponível no site e no perfil da rádio nas redes sociais.</p>
<p>“Queremos trazer a sociedade para dentro da universidade e, mais do que falar, ouvir”, acrescentou Marcelo. Segundo ele, a ideia é fazer uma rádio que faça divulgação científica, tecnológica e cultural, tanto quanto proponha a construção de uma agenda pública de debates para o estado do Rio de Janeiro, explicou, sobre a nova FM.</p>
<p>A Rádio UFRJ conta com um Conselho Curador formado por representantes de diversos setores da sociedade e integra a cadeia de emissoras públicas gerenciada pela EBC, a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A rede conta com 168 afiliadas de rádio e 165 TVs por todo o país.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-07/ufrj-inaugura-radio-fm-no-grande-rio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>UFRJ terá novo centro de tratamento e pesquisa sobre doenças raras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 21:34:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense, receberá uma nova unidade para o tratamento e a pesquisa sobre doenças raras, o Centro de Saúde Pública de Precisão.  O serviço deve ser inaugurado no mês de agosto e vai atender exclusivamente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma doença [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense, receberá uma nova unidade para o tratamento e a pesquisa sobre doenças raras, o Centro de Saúde Pública de Precisão. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/UFRJ-tera-novo-centro-de-tratamento-e-pesquisa-sobre-doencas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O serviço deve ser inaugurado no mês de agosto e vai atender exclusivamente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Uma doença é considerada rara quando atinge até 65 indivíduos a cada 100 mil pessoas. A maioria dessas condições já descobertas tem origem genética, mas algumas também podem ser causadas por agentes infecciosos ou fatores ambientais.</p>
<p>O Ministério da Saúde estima que cerca de 13 milhões de brasileiros têm alguma das 7 mil doenças raras catalogadas, e muitas dessas enfermidades podem ser incapacitantes. </p>
<h2>Diagnóstico complexo</h2>
<p>A chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica do Complexo Hospitalar, Soniza Vieira Alves-Leon, explica que essas condições ainda desafiam a medicina, porque acometem um número pequeno de pessoas, o que dificulta a realização de estudos a seu respeito.</p>
<p>&#8220;Algumas nem foram totalmente descritas, então, a ciência ainda não entende todos os sintomas, as causas&#8221;, complementa. </p>
<p>Soniza acrescenta que o diagnóstico correto é outro grande desafio, porque nem todos os profissionais têm preparo para identificar corretamente essas condições.</p>
<p>Além disso, a confirmação definitiva do diagnóstico, muitas vezes, depende de exames com preço elevado e que não são de fácil acesso. Algumas doenças raras são identificadas pelo teste do pezinho, mas mesmo esses casos demandam confirmação com exames mais específicos. </p>
<h2>Sequenciamento genético</h2>
<p>No mês passado, o Governo Federal anunciou a inclusão no SUS do principal teste disponível para doenças raras, o Sequenciamento Completo do Exoma (WES).</p>
<p>Esse exame analisa a região do DNA em que se concentra a maioria das mutações genéticas que causam as doenças raras, a partir de amostras de sangue ou saliva. Por sua complexidade, ele está disponível em poucos laboratórios brasileiros.</p>
<p>No SUS, por enquanto, apenas um laboratório faz o processamento das amostras coletadas em diversos estados, e outro prestará o serviço a partir de maio. </p>
<p>A expectativa é que isso reduza para seis meses o tempo de espera pelo diagnóstico no país, que, hoje, é de, em média, sete anos. Esse é um dos exames de alta tecnologia que serão oferecidos pelo Centro de Saúde Pública de Precisão, da UFRJ. </p>
<p>O complexo hospitalar da UFRJ, gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, recebeu investimentos de mais de R$ 19 milhões para a montagem no novo centro.</p>
<p>A quantia foi destinada, principalmente, à adequação de um espaço dentro do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e à aquisição dos equipamentos para a realização dos exames. </p>
<h2>Qualidade de vida</h2>
<p>Além dos testes genéticos, serão oferecidos no novo centro os exames de biomarcadores, que identificam alterações celulares, bioquímicas ou moleculares relacionadas a determinadas doenças.</p>
<p>Soniza Vieira Alves-Leon ressalta que acelerar o diagnóstico correto aumenta as chances de que o paciente possa receber intervenções que melhorem sua qualidade de vida. </p>
<p>Além disso, ela diz que o novo centro vai ampliar as pesquisas em genética e medicina de precisão, contribuindo para o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento para doenças raras e câncer.</p>
<p>&#8220;Com essa estrutura será possível diagnosticar mais cedo, acompanhar melhor os pacientes e desenvolver novas terapias”, complementa. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/ufrj-tera-novo-centro-de-tratamento-e-pesquisa-sobre-doencas-raras" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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