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	<title>Urbano Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Urbano Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Quilombo urbano na zona sul do Rio guarda lições de resistência</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/quilombo-urbano-na-zona-sul-do-rio-guarda-licoes-de-resistencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 14:51:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É em um quintal com coqueiro, goiabeira, bananeiras, uma paineira-rosa e um raro pé de abiu que vivem as 14 famílias do Quilombo Urbano Ferreira Diniz. A comunidade fica na Glória, na zona sul do Rio de Janeiro, e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O local se tornou ponto de encontro dos amantes da tradicional [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É em um quintal com coqueiro, goiabeira, bananeiras, uma paineira-rosa e um raro pé de abiu que vivem as 14 famílias do Quilombo Urbano Ferreira Diniz. A comunidade fica na Glória, na zona sul do Rio de Janeiro, e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Quilombo-urbano-na-zona-sul-do-Rio-guarda-licoes-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O local se tornou ponto de encontro dos amantes da tradicional feijoada da Tia Cida e também representa a resistência comunitária em meio à especulação imobiliária no bairro.</p>
<p>O tombamento cobre toda a área do terreno, na Rua Cândido Mendes, e incluiu o quintal e os casarões, referências culturais e espaços de uso comunitário.</p>
<p>Como uma das ações de salvaguarda, o Iphan pretende fazer um inventário de referências e manifestações culturais do quilombo como desdobramento da proteção.</p>
<p>Uma das atividades que mais atrai pessoas à comunidade é a Feijoada da Tia Cida, como é carinhosamente chamada Maria Aparecida Ferreira. Às sextas-feiras, desde cedo, ela é encontrada entre as panelas de feijoada. O prato é servido aos visitantes no quintal, ponto de encontro e polo gastronômico.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Quilombo-urbano-na-zona-sul-do-Rio-guarda-licoes-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2026 – O Quilombo Ferreira Diniz, na Glória, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">O Quilombo Ferreira Diniz, na Glória, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>História</h2>
<p>As famílias do quilombo, Ferreira e Diniz, estão desde a década de 1950 no terreno, quando a matriarca Maria Isabel Ferreira, descendente de africanos escravizados de Minas Gerais, se mudou para o casarão principal, ao se casar com o zelador do prédio, Antônio Dias Pessanha. O imóvel funcionava como uma antiga hospedagem.</p>
<p>A família ampliada e os casarões ─ abandonados pelos antigos donos ─ resistiram aos anos. Os Ferreira e os Diniz, ambos grupos com raízes em Minas, cresceram e, em 2023, por se manterem em comunidade e laços que refletem o passado colonial, foram reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares como quilombolas. Naquela época, o quintal já recebia clientes da Tia Cida, que, após a pandemia, fez do espaço um restaurante como forma de sobrevivência e de visibilidade à causa.</p>
<p>Cida é uma conhecida cozinheira de mão cheia na cidade. Trabalhou no comércio e vendeu marmitas, até que a fama do quintal atraiu produtores de conteúdo sobre gastronomia em redes sociais e a demanda aumentou. Tradição recente no bairro, a feijoada conta com outros quilombolas, que fazem o atendimento. O evento remunera as famílias e também mobiliza para ações na comunidade.</p>
<p>“Eu me sinto muito honrada em fazer essa feijoada, lembro da minha mãe, das minhas mais velhas”, disse Tia Cida. Ela conta que o primeiro feijão que cozinhou na vida “foi uma catástrofe”, quando ela decidiu que iria “fazer o melhor feijão do mundo”.</p>
<p>“Hoje, quando cozinho, eu me concentro para passar para as pessoas que comam da minha comida, saúde e força, para que saiam daqui do quintal alegres.”</p>
<h2> </h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1790520694_838_Quilombo-urbano-na-zona-sul-do-Rio-guarda-licoes-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2026 – Aparecida de Fátima Ferreira, a Tia Cida, prepara feijoada no Quilombo Ferreira Diniz, na Glória, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Maria Aparecida de Fátima Ferreira, a Tia Cida, prepara feijoada no Quilombo Ferreira Diniz. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Ponto de resistência</h2>
<p>Um dos 13 quilombos urbanos do estado do Rio, de um total de 54, segundo a Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro, o Ferreira Diniz atrai cariocas e turistas. Muitos vêm, pela feijoada, mas a história também interessa, comenta a psicóloga Brenda Pimentel Torres. Ela reuniu a família para um almoço no local e disse que estar em um espaço de resistência é um diferencial.</p>
<p>&#8220;Há um apagamento da história dos negros [no Brasil] e essas pessoas aqui estão resistindo, sobrevivendo, inclusive, ao racismo&#8221;, disse Brenda. Ela comemorou o tombamento da área pelo Iphan, e lembrou que a escravidão, no Brasil, foi um processo recente. &#8220;A sociedade ainda precisa conhecer melhor o que aconteceu e como essas pessoas resistiram e resistem, como aqui no quilombo&#8221;, disse.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1790520695_416_Quilombo-urbano-na-zona-sul-do-Rio-guarda-licoes-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2026 – Sandra Pimentel com a neta Aurora, a filha Brenda Pimentel e Thamara Cristina Barbosa dos Santos no Quilombo Ferreira Diniz, na Glória, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Sandra Pimentel com a neta Aurora, a filha Brenda Pimentel e Thamara Cristina Barbosa dos Santos no Quilombo Ferreira Diniz. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Localizado no bairro da Glória, o quilombo foi o primeiro do estado a ser tombado pelo Iphan, que reconheceu a importância histórica e cultural da comunidade, assim como as pressões enfrentadas por seus moradores, como o alto custo de vida.</p>
<p>O endereço, afirma o órgão, é uma “espécie de ilha verde” em meio a prédios altos e que “resiste à lógica individualizada dos apartamentos ao redor” e à gentrificação.</p>
<p>“O tombamento cumpre múltiplas funções”, explicou Patricia Corrêa, superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, na reunião que oficializou a decisão.</p>
<p>“Jurídica, ao estabelecer restrições de demolição, descaracterização e intervenções incompatíveis com o valor cultural reconhecido; territorial, ao consolidar o reconhecimento do espaço como um bem cultural coletivo e não como mera mercadoria imobiliária; simbólica, ao afirmar publicamente a relevância histórica e social da presença negra naquele território urbano; e reparatória, ao enfrentar o apagamento e expulsão das comunidades negras das áreas centrais e valorizadas das cidades”.</p>
<h2>O quilombo</h2>
<p>O quintal, tratado pelo Iphan como polo gastronômico e cultural, além de servir a feijoada que custeia ainda a manutenção do casarão, é o coração da comunidade. Crianças jogam bola, moradores organizam festas, algumas religiosas, como Folia de Reis e São Jorge, celebram aniversários e organizam rodas de capoeira, entre outras atividades.</p>
<p>Já o principal casarão, de estilo neoclássico, um exemplar de moradias de luxo construídas no bairro no início do Século 20, é onde estão subdivididas as moradias das famílias, que fizeram dos amplos cômodos da antiga hospedagem seus apartamentos. O prédio necessita de reforma para oferecer melhores condições aos habitantes.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1790520695_857_Quilombo-urbano-na-zona-sul-do-Rio-guarda-licoes-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2026 – O Quilombo Ferreira Diniz, na Glória, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">O Quilombo Ferreira Diniz, na Glória, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A expectativa da presidenta da Associação da Comunidade do Ferreira Diniz, Érida Ferreira, é que o tombamento impulsione o reconhecimento da posse coletiva do imóvel pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Procurado pela Agência Brasil, o instituto respondeu que acompanha o processo, que ainda está em fase inicial.</p>
<p>Com a escritura em mãos, a comunidade espera acessar programas de reforma do casarão. A regularização fundiária também protege a comunidade de desapropriações e da eventual venda fracionada do terreno por herdeiros do grupo.</p>
<p>Érida e a família celebraram o tombamento e anunciaram uma festa com roda de samba no sábado (26). Historiadora formada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), ela explicou que o diferencial da medida do Iphan é que incluiu a comunidade como parte do bem tombado. </p>
<p>“É o tombamento de cultura, de patrimônio vivo, da comunidade de nossa história, que está enraizada na Glória”, completou ela. &#8220;Dar condições de permanência à comunidade é garantir um futuro com mais diversidade”, acrescentou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1790520695_307_Quilombo-urbano-na-zona-sul-do-Rio-guarda-licoes-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2026 – Área interna do casarão residencial do Quilombo Ferreira Diniz, na Glória, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Érida Ferreira em frente à pintura da matriarca Maria Isabel Ferreira no Quilombo Ferreira Diniz, no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Para que a comunidade seja reconhecida pelo Incra, é necessário vencer uma série de etapas. A primeira delas é a elaboração de um estudo técnico, a cargo da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF).</p>
<p>A professora Ana Carmen Amorim Jara Casco é responsável por levantar o histórico das famílias e relatar o seu modo de vida no terreno, em documento que será entregue pela comunidade ao Incra até o final de 2026. Ela observa a comunidade nos últimos três anos e diz que a comunidade tem muitas lições a dar sobre o passado e sobre a formação do Brasil, mas também para o futuro da humanidade.</p>
<p>“No quilombo, uma criança, por exemplo, não é filha do ‘fulano’, mas filha de todo mundo, todo mundo cuida dela, se preocupa com ela, se ela vai para escola, se tem lanche, se almoçou, se está doente, é um modo de vida coletivo completamente diferente do que a gente vê num prédio ou em condomínio fechado”, pontuou.</p>
<p>Conhecer a formação dos quilombos e da própria população negra brasileira, acrescentou a estudiosa, é “reconhecer o papel inestimável deles na construção do país, do que nós somos hoje; o Brasil não é o Brasil sem a contribuição dessas pessoas”, lembrou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1790520697_385_Quilombo-urbano-na-zona-sul-do-Rio-guarda-licoes-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 25/09/2026 - Mapa do quilombo. Foto: Arte/Agência Brasil" title="Arte/Agência Brasil"/></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-09/quilombo-urbano-na-zona-sul-do-rio-guarda-licoes-de-resistencia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Rio terá política de ordenamento urbano nas praias da zona sul</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/rio-tera-politica-de-ordenamento-urbano-nas-praias-da-zona-sul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:33:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova política permanente de ordenamento urbano foi anunciada nessa terça-feira (7) pela prefeitura do Rio e será implantada na orla das praias do Leme, de Copacabana, Ipanema e do Leblon, com ações diárias para recuperar os espaços públicos, combater atividades sem autorização, proteger quem trabalha dentro da lei e impedir a reocupação das áreas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova política permanente de ordenamento urbano foi anunciada nessa terça-feira (7) pela prefeitura do Rio e será implantada na orla das praias do Leme, de Copacabana, Ipanema e do Leblon, com ações diárias para recuperar os espaços públicos, combater atividades sem autorização, proteger quem trabalha dentro da lei e impedir a reocupação das áreas fiscalizadas. A ação terá início no próximo dia 16.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Rio-tera-politica-de-ordenamento-urbano-nas-praias-da-zona.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento de origem criminosa é crime. O recado é para que, a partir do início dessa operação, essas pessoas não ocupem esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.</p>
<p>O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior , disse que “além da permanência territorial, haverá diversas ações de inteligência com a Polícia Civil e a Polícia Militar. Somando Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, já identificamos mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente. Teremos fiscalizações diárias com patrulhamento ostensivo, apreensões de mercadorias irregulares e combate aos depósitos clandestinos”, explicou.</p>
<h2>Ações</h2>
<p>O programa terá 69 pontos estratégicos de fiscalização e contará com 160 agentes por turno, em jornadas de 12 horas, totalizando 320 agentes mobilizados diariamente. Drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência da prefeitura do Rio serão utilizados para ampliar o monitoramento e apoiar as equipes em campo.</p>
<p>O secretário estadual de Segurança Pública do Rio, Victor Santos participou do lançamento e reforçou a importância do programa no combate ao crime organizado.</p>
<p>“Esse programa vem em boa hora, porque nós não podemos admitir que o crime organizado explore pessoas para que exerçam atividades comerciais de forma ilegal”, afirmou Victor Santos.</p>
<h2> Investigação</h2>
<p>A prefeitura já identificou 22 depósitos irregulares que podem estar ligados à estrutura de armazenamento, abastecimento e arrecadação do comércio não autorizado. </p>
<p>A exploração irregular do espaço público envolve práticas como a cobrança ilegal pela utilização de pontos de venda, a exploração financeira de ambulantes, a venda e o aluguel clandestino de pontos, barracas, depósitos e equipamentos, além da comercialização de mercadorias sem origem comprovada e da manutenção de uma logística própria de abastecimento.</p>
<p>Segundo a prefeitura, a estrutura irregular reúne cerca de mil ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano apenas com a locação clandestina de pontos, depósitos e equipamentos. O enfrentamento visa desarticular as estruturas que sustentam a exploração irregular do espaço público e interromper fontes de financiamento e cadeias logísticas associadas ao crime organizado.</p>
<h2>Ambulantes</h2>
<p>O Programa Tolerância Zero também tem como prioridade proteger os comerciantes regularmente autorizados, que poderão continuar trabalhando de acordo com as regras municipais. Antes do início das ações, a Secretaria de Ordem Pública expedirá Termo de Orientação aos ambulantes e demais responsáveis por atividades econômicas na área, com informações sobre as normas municipais e as restrições de uso do espaço público.</p>
<p>A prefeitura garantirá espaços adequados para as atividades legalizadas, como a Feira Noturna e a Feirarte de Copacabana, além de dois imóveis destinados à implantação de depósitos legalizados na região.</p>
<h2>Emprego</h2>
<p>Os trabalhadores que desejarem deixar a informalidade poderão ser encaminhados ao Oportunidades Cariocas, portal da prefeitura que oferece orientação, qualificação profissional, inclusão produtiva, vagas de emprego e acesso a outros programas da prefeitura.</p>
<p>A iniciativa busca ampliar as possibilidades de trabalho dentro da lei, reduzir a informalidade e oferecer alternativas de geração de renda. Nos últimos cinco anos, foram criados 393,4 mil empregos formais na cidade, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-07/rio-tera-politica-de-ordenamento-urbano-nas-praias-da-zona-sul" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Implurb registra alta de 27% em atendimentos no licenciamento urbano em Manaus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 19:57:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema de licenciamento urbano em Manaus registrou crescimento de 27,3% nos atendimentos realizados pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) durante o mês de abril. Segundo a Prefeitura de Manaus, o órgão contabilizou 6.676 atendimentos no período. Além disso, o levantamento aponta que o Implurb recebeu 2.998 e-mails, 720 ligações telefônicas e formalizou 658 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de licenciamento urbano em Manaus registrou crescimento de 27,3% nos atendimentos realizados pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) durante o mês de abril. Segundo a Prefeitura de Manaus, o órgão contabilizou 6.676 atendimentos no período.</p>
<p>Além disso, o levantamento aponta que o Implurb recebeu 2.998 e-mails, 720 ligações telefônicas e formalizou 658 processos ao longo do mês. Desde janeiro de 2021 até abril de 2026, a gestão municipal já soma mais de 233 mil registros de atendimento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Implurb destaca avanço na estrutura de atendimento</h2>
<p>De acordo com o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Antonio Peixoto, os números refletem o fortalecimento da estrutura administrativa e do planejamento urbano da capital amazonense.</p>
<p>“Estamos ampliando nossa capacidade de atendimento, oferecendo melhores condições de trabalho e fortalecendo a execução das políticas urbanas. É uma estrutura pensada para dar mais eficiência, qualidade e acompanhar o crescimento de Manaus”, afirmou.</p>
<p>Além disso, o órgão reforçou que todos os serviços passam pela Gerência de Atendimento (Geat), responsável pelo recebimento de processos, orientações técnicas, despachos e envio de documentação.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Serviços do licenciamento urbano funcionam por meio eletrônico</h2>
<p>Os serviços relacionados ao licenciamento urbano em Manaus funcionam principalmente por meio eletrônico. Entre eles estão:</p>
<li>Certidão de Informação Técnica (CIT)</li>
<li>Alvará de construção</li>
<li>Certidão de Habite-se</li>
<li>Desmembramentos</li>
<li>Regularizações e outros serviços urbanísticos</li>
<p>Dessa forma, os requerentes devem encaminhar as solicitações para o e-mail:<br />[email protected]</p>
<p>Além disso, o requerimento padrão e os documentos necessários precisam ser enviados em formato PDF e reunidos em um único arquivo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Implurb disponibiliza atendimento presencial e online</h2>
<p>O Implurb também disponibiliza canais de atendimento para orientar os usuários sobre processos e documentação.</p>
<p>O atendimento presencial da Gerência de Atendimento funciona das 8h às 14h, sem intervalo, de segunda a sexta-feira, exceto feriados e pontos facultativos.</p>
<p>Enquanto isso, os contatos disponíveis são:</p>
<li>Telefone: (92) 3625-2947</li>
<li>WhatsApp: (92) 98842-1031</li>
<li>WhatsApp: (92) 98420-6589</li>
<p>Além disso, os usuários podem acessar mais informações no site oficial:<br />implurb.manaus.am.gov.br</p>
<p>Na aba “Fale Conosco”, o cidadão encontra os números atualizados, orientações e tutoriais para envio correto da documentação.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Órgão reforça exclusividade dos canais</h2>
<p>Por fim, o Implurb destacou que os canais informados atendem exclusivamente demandas relacionadas a processos e serviços do instituto. Assim, o órgão busca garantir mais agilidade, organização e eficiência no atendimento ao público.</p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Canais de atendimento para licenciamento urbano em Manaus são atualizados</p>
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		<title>Manaus lidera crescimento de favelas e desafia planejamento urbano</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 17:56:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O crescimento acelerado de Manaus nas últimas décadas trouxe consigo uma série de desafios urbanos que hoje se refletem em problemas estruturais como déficit habitacional, mobilidade precária, ocupações em áreas de risco e pressão sobre o meio ambiente. Dados recentes indicam que a expansão da capital amazonense ocorreu em ritmo superior à capacidade de planejamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento acelerado de Manaus nas últimas décadas trouxe consigo uma série de desafios urbanos que hoje se refletem em problemas estruturais como déficit habitacional, mobilidade precária, ocupações em áreas de risco e pressão sobre o meio ambiente. Dados recentes indicam que a expansão da capital amazonense ocorreu em ritmo superior à capacidade de planejamento da cidade.</p>
<p>Levantamento divulgado em 2026 pelo MapBiomas aponta que Manaus é a cidade brasileira onde as áreas de favelas mais cresceram em extensão territorial desde 1985. No período, essas áreas aumentaram 2,6 vezes, mantendo a capital na liderança nacional nesse indicador. Atualmente, a Região Metropolitana de Manaus reúne a segunda maior área urbanizada em favelas do país, com cerca de 11,4 mil hectares, atrás apenas de São Paulo.</p>
<p>Os dados dialogam com o crescimento populacional registrado pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em pouco mais de uma década, a população da capital passou de 1.802.014 habitantes, em 2010, para 2.063.547 em 2022 – um aumento de 14,5%, o maior entre as capitais brasileiras no período. O acréscimo de mais de 261 mil moradores destaca o papel da cidade como principal polo urbano da Amazônia.</p>
<p>Para o professor Marcos Castro, especialista em geografia urbana da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o crescimento da cidade ocorreu de forma intensa, especialmente a partir das décadas de 1970 e 1980, sem que houvesse políticas públicas estruturadas capazes de acompanhar essa expansão.</p>
<p>Segundo ele, bairros como Cidade Nova e São José Operário funcionaram como vetores de expansão urbana, estimulando a ocupação de novas áreas.</p>
<p>“A Cidade Nova foi um projeto mais estruturado do Estado, enquanto o São José surgiu como um loteamento popular. A partir desses dois eixos, surgiram diversos bairros, muitos deles por meio de ocupações irregulares”, explicou.</p>
<p>Esse processo, de acordo com o professor, ocorreu porque a oferta de moradia não acompanhou o crescimento populacional.</p>
<p>“Chegava muita gente e não havia uma política habitacional adequada. Essas pessoas passaram a ocupar áreas de forma espontânea, sem planejamento urbanístico. Hoje, cerca de metade da cidade é resultado dessas ocupações”, afirmou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Ocupações irregulares e áreas de risco</h2>
<p>Foto: Defesa Civil</p>
<p>A expansão urbana sem planejamento também ampliou o número de moradores em áreas vulneráveis. Mapeamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que mais de 112 mil pessoas vivem em setores classificados como de risco alto ou muito alto em Manaus, sujeitos a deslizamentos, erosões, enxurradas e inundações.</p>
<p>As zonas Norte e Leste concentram a maior parte dessas áreas. Bairros como Jorge Teixeira, Cidade Nova, Gilberto Mestrinho, Alvorada, Mauazinho e Nova Cidade somam mais de 13 mil domicílios em áreas consideradas críticas.</p>
<p>O professor Marcos Castro destaca ainda que os impactos desse processo não são apenas urbanísticos, mas também ambientais.</p>
<p>“O crescimento desordenado teve um custo ambiental muito grande. Igarapés foram poluídos, houve retirada abrupta da cobertura vegetal e loteamento de áreas onde o planejamento é precário ou não existe”, disse.</p>
<p>Para o especialista, é importante frisar que a responsabilidade não deve ser atribuída à população mais vulnerável.</p>
<p>“Não se pode culpar o pobre. O problema é a ausência de uma política estrutural de moradia e a desigualdade social, que impede essas pessoas de acessar o mercado formal de habitação”, pontuou.</p>
<p>O número de ocupações irregulares, popularmente chamadas de “invasões”, também continua crescendo na capital. Levantamento do Fórum Amazonense de Reforma Urbana, em parceria com o núcleo estadual da Campanha Despejo Zero e a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), aponta que o número desses assentamentos passou de 40 em 2022 para ao menos 68 em 2024.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="603" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano.jpeg?resize=740%2C603&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-453109"/>Foto: Maxwell Oliveira / Implurb</p>
<p>Ao mesmo tempo em que as ocupações se multiplicam, o custo da moradia na capital também tem aumentado. De acordo com o Índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado residencial em Manaus chegou a R$ 7.189 em 2025, acima dos R$ 6,5 mil registrados em 2024. Apesar do aumento, o valor ainda permanece abaixo da média nacional, que atingiu R$ 9.611 por metro quadrado no mesmo período.</p>
<p>O levantamento aponta ainda que comprar um imóvel residencial no Brasil ficou mais caro em 2025. A alta foi uma das maiores dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas do avanço registrado em 2024, quando os preços subiram 7,73%.</p>
<p>Como alternativas para reduzir o déficit habitacional em Manaus e no interior do Amazonas, as três esferas do Poder Executivo têm apostado em programas de habitação popular e regularização fundiária.</p>
<p>Em nível local, o Executivo Municipal atua em iniciativas como o Minha Casa, Minha Vida, em parceria com o governo federal, e no programa Manaus Minha Terra, que prevê a entrega de moradias populares e lotes urbanizados no novo bairro Nova Manaus – antiga ocupação Monte Horebe, na zona Norte.</p>
<p>As inscrições são feitas pelo Sistema Municipal de Habitação (Simhab), e os lotes podem ser pagos por meio de parcelas sociais voltadas para famílias de baixa renda.</p>
<p>Outro programa é o Casa Manauara, que oferece subsídio de até 90% para reformas em residências de famílias em situação de vulnerabilidade social. Já o Manaus Legal, programa de regularização fundiária, é considerado o maior da região Norte e tem como objetivo garantir títulos definitivos de propriedade registrados em cartório, proporcionando segurança jurídica aos moradores. A meta é entregar milhares de registros até 2027.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Desigualdade urbana</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="711" height="400" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773511015_105_Manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano.jpg?resize=711%2C400&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-453110" style="aspect-ratio:1.7775998124853505;width:839px;height:auto"  />Foto: Reprodução</p>
<p>Para o sociólogo e professor da Ufam Luiz Antônio Nascimento, as diferenças entre as regiões da cidade evidenciam a desigualdade urbana.</p>
<p>“Em bairros como Parque das Laranjeiras ou Ponta Negra, a infraestrutura é completa. Mas basta se deslocar para áreas populares que encontramos ausência de equipamentos públicos, ruas precárias e serviços insuficientes”, afirmou.</p>
<p>Segundo ele, as políticas públicas precisam priorizar as regiões mais vulneráveis.</p>
<p>“O Estado precisa oferecer mais para quem tem menos. Moradia, segurança, infraestrutura e serviços públicos devem ser direcionados prioritariamente à população que não tem acesso a esses direitos”, defendeu.</p>
<p>A mobilidade urbana também reflete os efeitos do crescimento acelerado da capital. De acordo com o Censo 2022, Manaus apresenta um dos maiores tempos médios de deslocamento para o trabalho no país.</p>
<p>Cerca de 32% dos trabalhadores levam entre 30 minutos e uma hora para chegar ao emprego, enquanto outros 20% gastam entre uma e duas horas no trajeto diário.</p>
<p>Segundo o engenheiro e especialista em mobilidade urbana Manoel Paiva, o modelo de transporte da cidade é um dos principais fatores para esse cenário.</p>
<p>“A nossa mobilidade é limitada, individual e excludente. O sistema viário é ocupado majoritariamente por veículos particulares, enquanto o transporte coletivo não oferece confiabilidade, conforto ou pontualidade suficientes”, explicou.</p>
<p>Atualmente, cerca de 93% das vias são ocupadas por automóveis e motocicletas, que transportam aproximadamente 40% das pessoas, enquanto 55% da população depende do transporte coletivo.</p>
<p>Para o especialista, o modelo atual gera insatisfação generalizada.</p>
<p>“A perda de tempo nos deslocamentos é desproporcional às distâncias envolvidas. O custo desse tempo perdido é enorme e o problema se agrava a cada dia. Manaus possui muitos problemas de transporte, e a origem deles é a falta de coragem para modernizar o sistema. Seguimos com um modelo pensado para um mundo muito diferente do contemporâneo. Assim, é natural que todos estejam insatisfeitos. Não existem pessoas alegres com o sistema de transporte de Manaus”, concluiu.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="419" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773511015_972_Manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano.jpg?resize=740%2C419&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-453118"/>Foto: CMM</p>
<p>Entre as soluções apontadas pelo especialista estão a implantação de corredores exclusivos de ônibus, ampliação da integração modal e investimentos em transporte de massa. Um dos projetos em discussão é a implantação de um sistema BRT elétrico, com cerca de 47,9 quilômetros de extensão, previsto para atender Manaus e parte da região metropolitana.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Geoansiedade </h2>
<p>Os impactos da urbanização desordenada são sentidos diariamente por moradores que vivem próximos a áreas de risco.</p>
<p>A costureira Maria Bentes, de 44 anos, mora desde 2014 no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, em uma casa localizada próxima ao igarapé do Núcleo 11. O imóvel foi adquirido pela família como realização do sonho da casa própria, mas acabou trazendo preocupações inesperadas.</p>
<p>“Quando compramos a casa achamos que seria ótimo. Mas um dia caiu uma chuva muito forte e a casa alagou. Ela fica perto do igarapé, em um beco sem saída, sem escoamento adequado e sem rede de esgoto”, contou.</p>
<p>Desde então, a família passou a viver em alerta durante períodos chuvosos. “Toda vez que chove forte a gente teme que aconteça de novo. Tivemos prejuízos com móveis e objetos da casa. Depois disso fizemos algumas adaptações, como aumentar o muro da varanda e colocar barreiras na entrada, para tentar evitar que a água entre novamente”, relatou.</p>
<p>O receio constante também afeta a tranquilidade da família. “Ficamos apreensivos porque sabemos que podemos perder tudo de novo. Só quem já passou por isso sabe o medo que dá quando começa uma chuva forte”, disse.</p>
<p>Segundo o professor Marcos Castro, situações como a vivida por Maria refletem um fenômeno cada vez mais comum nas grandes cidades: a chamada geoansiedade.</p>
<p>“Essa população tem medo da chuva, até mesmo de uma nuvem escura no horizonte. São pessoas que não dormem à noite com receio de que a casa desabe ou de perder o pouco que têm”, explicou.</p>
<p>De acordo com ele, o problema também está relacionado à infraestrutura urbana da capital.</p>
<p>“Manaus não possui um sistema de drenagem capaz de suportar grandes volumes de chuva. Em muitos casos, com dez minutos de precipitação o sistema já está saturado e as ruas ficam inundadas. Então temos uma parcela da população que vive esse medo diário, essa geoansiedade ligada à geografia de onde vivem, que é injusta e desigual”, concluiu.</p>
<p>Os desafios urbanos de Manaus exigem políticas públicas estruturais e planejamento de longo prazo. Entre as prioridades estão a ampliação da habitação popular, a regularização fundiária, investimentos em saneamento básico, melhorias na drenagem urbana e a modernização do sistema de mobilidade.</p>
<p>Sem essas medidas, avaliam os pesquisadores, o crescimento da capital amazonense tende a continuar ampliando as desigualdades e pressionando ainda mais a infraestrutura da cidade.</p>
<p>Leia mais</p>
<p>Vendas do comércio no Amazonas crescem 4,8% e Estado tem 3º maior alta do país</p>
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