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	<title>vida Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>vida Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Novas regras do Minha Casa, Minha Vida começam a valer nesta quarta</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/novas-regras-do-minha-casa-minha-vida-comecam-a-valer-nesta-quarta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 13:58:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As novas regras para financiamento de imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida começam a valer a partir desta quarta-feira (22). Com as mudanças, os limites de renda passam a ser R$ 3,2 mil na faixa 1; R$ 5 mil na faixa 2; R$ 9,6 mil na faixa 3; e R$ 13 mil [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As novas regras para financiamento de imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida começam a valer a partir desta quarta-feira (22). Com as mudanças, os limites de renda passam a ser R$ 3,2 mil na faixa 1; R$ 5 mil na faixa 2; R$ 9,6 mil na faixa 3; e R$ 13 mil na faixa 4.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novas-regras-do-Minha-Casa-Minha-Vida-comecam-a-valer.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O valor máximo dos imóveis também foi atualizado – para a faixa 3, passa a ser R$ 400 mil e, para a faixa 4, R$ 600 mil.</p>
<p>As mudanças foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ampliação contará com recursos do Fundo Social, com cerca de R$ 31 bilhões destinados ao programa.</p>
<p>Segundo o governo, as mudanças devem ampliar o acesso ao programa, totalizando 87,5 mil famílias com juros menores; 31,3 mil novas famílias na faixa 3; e 8,2 mil famílias incluídas na faixa 4. A equipe técnica estima impacto de R$ 500 milhões em subsídios e de R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-04/novas-regras-do-minha-casa-minha-vida-comecam-valer-nesta-quarta" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Estilo de vida pode aumentar risco cardíaco em jovens; veja como prevenir</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/estilo-de-vida-pode-aumentar-risco-cardiaco-em-jovens-veja-como-prevenir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 19:52:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A hipertensão e o colesterol alto deixaram de ser problemas exclusivos de homens na meia-idade. Dados do National Health and Nutrition Examination Survey mostram que 7,3% dos adultos entre 18 e 39 anos já têm hipertensão, enquanto 8,8% apresentam colesterol elevado. No Brasil, o cenário também preocupa. Segundo a Rede Brasil AVC, os casos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A hipertensão e o colesterol alto deixaram de ser problemas exclusivos de homens na meia-idade. Dados do National Health and Nutrition Examination Survey mostram que 7,3% dos adultos entre 18 e 39 anos já têm hipertensão, enquanto 8,8% apresentam colesterol elevado.</p>
<p>No Brasil, o cenário também preocupa. Segundo a Rede Brasil AVC, os casos de Acidente Vascular Cerebral cresceram 20% nos últimos cinco anos entre pessoas de 18 a 45 anos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Hábitos modernos impulsionam risco</h2>
<p>O avanço desses quadros está diretamente ligado ao estilo de vida. Sedentarismo, consumo de alimentos ultraprocessados, excesso de sódio, privação de sono e estresse crônico aparecem entre os principais fatores.</p>
<p>O médico da família Leonardo Abreu, da Amparo Saúde, do Grupo Sabin, destaca outros agravantes.</p>
<p>“Obesidade abdominal, uso de álcool, energéticos e anabolizantes também contribuem para esse quadro. Um ponto importante é que as diretrizes atuais são mais rigorosas na definição de hipertensão, o que aumenta a identificação de casos em fases mais precoces”, explica.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Fatores além do estilo de vida</h2>
<p>Embora os hábitos sejam determinantes, eles não são os únicos fatores. Aspectos genéticos, alterações hormonais, qualidade do sono e até fatores ambientais, como a poluição, também influenciam.</p>
<p>“A medicina vem estudando ainda o papel da microbiota intestinal, que é o conjunto de microrganismos que habitam o trato digestivo, e da inflamação no desenvolvimento precoce dessas doenças”, diz o médico.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Doenças silenciosas atrasam diagnóstico</h2>
<p>A hipertensão e o colesterol alto costumam evoluir de forma silenciosa. Quando surgem sintomas, como dor de cabeça, cansaço ou tontura, eles são inespecíficos e muitas vezes ignorados.</p>
<p>Esse cenário, aliado à baixa percepção de risco, dificulta o diagnóstico precoce. “Homens jovens procuram menos serviços de saúde. Quando essas condições não causam sintomas claros, a tendência é que não façam acompanhamento de saúde”, afirma Abreu.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Prevenção deve começar cedo</h2>
<p>A avaliação cardiovascular básica inclui aferição da pressão arterial, exames de colesterol e glicemia, além da medição do peso e da circunferência abdominal. Esses exames ajudam a identificar precocemente fatores de risco, como hipertensão, diabetes e alterações nos lipídios.</p>
<p>De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), níveis de pressão acima de 130/80 mmHg já exigem atenção.</p>
<p>O acompanhamento deve começar entre os 18 e 20 anos. A frequência varia conforme o perfil: anual para quem apresenta fatores de risco ou a cada três a cinco anos para pessoas saudáveis.</p>
<p>“Identificar hipertensão ou colesterol alto aos 25 anos permite intervenções simples, como mudança de hábitos e, quando necessário, uso de medicação, que podem evitar infartos e acidentes vasculares cerebrais décadas à frente”, orienta o médico.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mudanças simples reduzem riscos</h2>
<p>Adotar hábitos saudáveis é essencial para prevenir doenças cardiovasculares. Entre as principais recomendações estão manter uma alimentação equilibrada, com menos sal, açúcar e ultraprocessados, além de praticar atividades físicas regularmente.</p>
<p>Também é fundamental evitar o tabagismo, reduzir o consumo de álcool e manter o peso sob controle. Essas medidas, quando adotadas precocemente, reduzem significativamente os riscos à saúde do coração.</p>
<p>Leia mais: </p>
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		<title>Mulheres empreendem em bioeconomia e mudam de vida no Sudeste do Pará</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-sudeste-do-para/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:02:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda. Essas mulheres [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudeste.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Essas mulheres vivem próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro a céu aberto do mundo. E é ali que elas vêm coletando materiais para suas produções e conquistando também sua independência financeira, além de um papel de protagonismo na comunidade.</p>
<p>Uma dessas iniciativas impulsionadas por mulheres é a Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). A associação existe há cerca de dez anos e trabalha tanto com mel proveniente da apicultura, com as abelhas mais conhecidas, quanto da meliponicultura, que consiste na criação de abelhas sem ferrão, que são resgatadas de zonas de supressão.</p>
<p>O incentivo à criação de abelhas contribui não só para a preservação da natureza como também oferece alternativas de geração de renda para essas mulheres.</p>
<p>“A gente só sabia passar e cozinhar”, contou Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da associação. “Mas, quando colocaram essa ideia nas nossas cabeças, de que a gente podia fazer outras coisas fora de casa, abraçamos. Isso foi nos transformando. Até saímos para estudar&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará 19/04/2026 - Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<p>A fundadora conta que voltou a estudar com 51 anos e que muitas dessas mulheres eram analfabetas.</p>
<p>&#8220;Saímos de dentro da cozinha, de dentro daquela vida que era só a mesma, e hoje estamos empreendendo e, para nós, isso é muito gratificante”, ressaltou.</p>
<p>Agora, diz Ana Alice, elas já não têm mais tempo para cuidar dos afazeres domésticos. “Mudou tudinho. A gente não tem mais muito tempo para cozinhar, não. Nem para organizar a casa”.</p>
<p>A AFMA é composta atualmente por 23 famílias, reunindo tanto mulheres quanto homens. À semelhança das colmeias, as fêmeas cuidam dos principais afazeres desse trabalho, como cuidar das finanças e de envasar, rotular e colocar o preço no produto.</p>
<p>“Os homens vão para o apiário, mas quem administra são as mulheres”, disse Ana Alice, que já foi presidente da associação. “A gente vai organizando todo mundo e fazendo o que é melhor para produzir e para aumentar essa produção, assim como as abelhas fazem”, destacou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776687239_646_Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará -  19/04/2026 - Criação de abelhas da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Criação de abelhas da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Mulheres empreendedoras</h2>
<p>Só no ano passado, mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no Brasil foram liderados por mulheres. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal.</p>
<p>Segundo esse levantamento, quatro entre cada dez pequenos negócios abertos no país em 2025 foram criados por mulheres, superando em mais de 320 mil o verificado no ano anterior.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da Unidade de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae no Pará, Renata Batista,  destacou que o número de mulheres donas de negócios passou de 8,2 milhões, em 2015, para 10,4 milhões, em 2025 ─ um crescimento de 27% em dez anos, acima do avanço observado entre os homens.</p>
<p>“Isso acontece por uma combinação de fatores: maior escolarização feminina, a busca por autonomia financeira, a necessidade de geração de renda e a ampliação do acesso à formalização, especialmente via MEI [microempreendedor individual]. Ao mesmo tempo, o empreendedorismo tem sido uma porta de entrada para as mulheres transformarem o conhecimento, o talento e o vínculo com o território e o negócio”, acrescentou.</p>
<p>Apesar desse crescimento, as mulheres ainda não representam nem metade dos novos pequenos empreendimentos abertos no país. No estado do Pará, por exemplo, apenas 37,6% das pequenas empresas criadas em 2025 eram lideradas por mulheres.</p>
<p>Mesmo com dificuldades, essas mulheres vêm buscando abrir espaços nesse mercado, contando com apoio do Poder Público ou de empresas privadas.</p>
<p>Diretora de soluções baseadas na natureza da mineradora Vale, Patricia Daros, afirma que os negócios tocados por mulheres extrapolam a questão da geração de renda, levantando também a questão de empoderamento feminino que começa a ser mais percebido. Na mineradora, 30% dos 50 projetos de bioeconomia apoiados recentemente são liderados por mulheres.</p>
<p>“A gente começou a perceber, desde quando a gente começou esse trabalho [de fomento], uma mudança do ponto de vista desse perfil de quem está à frente desses negócios, e as mulheres começaram, de fato, a aparecer um pouco mais ultimamente, principalmente em negócios relacionados à bioeconomia”, destacou.</p>
<h2>Preciosidades da Amazônia</h2>
<p>Emancipado em 10 de maio de 1988, após plebiscito que o desmembrou de Marabá, o município de Parauapebas tem nome de origem tupi, que significa “rio de águas rasas”. Sua formação populacional é resultado de intenso fluxo migratório, impulsionado pela descoberta e exploração de minérios na Serra dos Carajás, a partir da década de 1960.</p>
<p>Hoje, a mineração responde por boa parte da economia, com destaque para o minério de ferro, mas também cobre, manganês, níquel e ouro.</p>
<p>Apesar da mineração, têm crescido na cidade projetos de bioeconomia, como o que transforma mais de 100 tipos de sementes em biojoias que misturam arte e sustentabilidade.</p>
<p>Secretária da Associação Preciosidades da Amazônia e futura presidente da Cooperativa de Trabalho Artesanal da Amazônia, Luciene Padilha, contou que a associação impacta não só a vida financeira, mas também a parte social, econômica e emocional das 12 mulheres participantes.</p>
<p>“Quando fizemos o curso, éramos mulheres em situação de vulnerabilidade, mulheres que não saíam de casa porque tinham medo. Seus provedores diziam: ‘você não sabe, você não pode’. Hoje elas já se posicionam, já se sentem mais fortalecidas e trabalham com empreendedorismo feminino”, comemorou.</p>
<p>A Associação Preciosidades da Amazônia tem apoio da prefeitura, da Vale, do Sebrae e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Tesoureira do grupo, Sandra Brasil explicou que é da natureza que elas extraem as sementes e também sua renda.</p>
<p>“Nós trabalhamos com materiais vegetais e tudo o que a natureza nos permite usar. Nós estamos com um tesouro na mão. Não é só ouro e prata que são tesouros. Nós aprendemos a reconhecer a natureza como o verdadeiro tesouro da humanidade”, destacou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776687239_712_Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará 19/04/2026 -  Biojoias produzidas pela Associação Preciosidades da Amazônia. Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Biojoias produzidas pela Associação Preciosidades da Amazônia. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<p>Após terem aprendido a confeccionar suas peças, essas artesãs agora têm sido mentoras de novas gerações de empreendedoras. “Quando nós saímos da sala de aula, já saímos com conhecimento suficiente para repassar [para outras pessoas]. Hoje em dia, todas nós vamos para a sala de aula. Já demos até oficinas”, ressaltou.</p>
<p>As biojoias produzidas por essas artesãs têm fortalecido a economia local e contribuído para o sustento de muitas famílias. Mais do que contar histórias, essas peças têm fortalecido laços e também ajudado a preservar a Amazônia.</p>
<p>Para Renata Batista, projetos desse tipo são estratégicos porque mostram, na prática, que é possível gerar renda com a floresta preservada, agregando valor à biodiversidade, ao conhecimento local e a cultura brasileira.</p>
<p>&#8220;No caso das biojoias, ainda há um componente muito forte de identidade e diferenciação. O Sebrae aponta que esse mercado vem ganhando espaço porque une materiais naturais, processo artesanal e valorização de histórias, crenças e tradições do país”.</p>
<h2>Mulheres de barro</h2>
<p>Já o grupo Mulheres de Barro, formado por ceramistas de Parauapebas, surgiu durante a implantação do projeto Salobo, maior projeto de exploração de minério de cobre do país, tocado pela Vale no interior da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri (Flonata), em Marabá.</p>
<p>Durante o projeto Salobo, foram encontrados artefatos arqueológicos presentes na floresta e que datam de 6 mil anos atrás. E foi a partir dos trabalhos de prospecção e de salvamento arqueológico desses artefatos, conduzidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pela Vale, que o grupo se formou. Em oficinas de educação patrimonial, essas mulheres conheceram a história local e tiveram acesso a ensinamentos sobre a cerâmica, o que permitiu que criassem peças inspiradas nesse passado.</p>
<p>Nessas oficinas, elas aprenderam que a cerâmica produzida pelos povos que habitavam as proximidades do Rio Itacaiúnas e seus afluentes eram utilizadas para rituais ou como objetos de uso cotidiano. Desde então, a partir dessa memória, essas artesãs começaram a produzir novas histórias e a moldar peças contemporâneas com referências arqueológicas.</p>
<p>As formas e grafismos dessas novas peças são inspiradas nos vestígios recuperados nesses sítios arqueológicos da Serra dos Carajás. Já a base da pintura são pigmentos provenientes de minerais da região, como minério de ferro, manganês e argilas coloridas.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776687239_739_Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará 19/04/2026 - Cerâmicas produzidas pelo grupo Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Cerâmicas produzidas pelo grupo Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<p>Presidente do Centro Mulheres de Barro, Sandra dos Santos Silva contou que, depois de 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) incluiu no processo de licenciamento das pesquisas arqueológicas uma obrigação de fazer educação patrimonial para informar a comunidade do entorno sobre os resultados.</p>
<p>&#8220;E foi aí que eu digo que o universo conspirou a nosso favor, porque a gente estava buscando isso: participamos dessa formação durante seis anos. A gente não sabia fazer cerâmica, aprendemos do zero”, contou ela, que lidera uma cooperativa formada por 18 mulheres e quatro homens, que não só fabricam peças como também ministram cursos e oficinas.</p>
<p>Agora, essas mulheres ajudam a preservar a memória ancestral da região e também a floresta onde esses vestígios de cerâmicas foram encontrados. Para isso, elas deixam de coletar a argila diretamente da natureza, o que seria um processo degradante, para utilizar sobras de construções para a produção de suas peças.</p>
<p>“Com essa ideia de sustentabilidade, observamos que sempre há sobra [de argila] em todas as construções na cidade. Era uma quantidade imensa de argila descartada. A gente usa esse descarte das obras para fazer um processo de peneiramento da argila: a gente dilui, peneira, bate numa betoneira, dilui muito bem, coloca para decantar e aí vai tirando a água até ela ficar na consistência de um açaí do grosso. Daí, coloca para desidratar até chegar ao ponto de modelagem”, explicou Sandra.</p>
<p>Por meio desses trabalhos, o Centro Mulheres de Barro vem mudando a vida de várias mulheres de Parauapebas. E esse conhecimento ancestral, que chegou às fundadoras do Mulheres de Barro, agora começa também a ser repassado para as novas gerações.</p>
<p>“Eu nunca tinha mexido com barro. Mas agora me sinto muito feliz”, contou Maria do Socorro Assunção Teixeira, 62 anos, uma das fundadoras do grupo. “Agora eu me vejo como multiplicadora de conhecimento. Nós passamos [esse conhecimento] para outras pessoas”, ressaltou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776687240_442_Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará19/04/2026 - Maria do Socorro Assunção Teixeira, fundadora do Centro Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Maria do Socorro Assunção Teixeira, fundadora do Centro Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Bioeconomia</h2>
<p>Essas pequenas iniciativas lideradas por mulheres no Pará são exemplos de projetos de bioeconomia, um modelo econômico baseado no uso sustentável de recursos naturais.</p>
<p>“Quando uma mulher lidera um negócio de economia no território amazônico, ela não está apenas vendendo um produto, mas ela está ajudando a construir uma economia mais enraizada no território, com mais identidade, mais valor agregado e mais capacidade de distribuir renda localmente”, destacou a gerente do Sebrae no Pará.</p>
<p>“Negócios como biojoias, artesanato de base sustentável, cosméticos naturais e outros produtos da sociobiodiversidade mostram que a Amazônia pode ser também o espaço de inovação econômica baseada em ativos da floresta e não só em atividade de baixo valor local”, acrescentou.</p>
<p>Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio têm atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.</p>
<p>Todos os projetos citados nesta matéria, por exemplo, receberam apoio do Fundo Vale, associação sem fins lucrativos mantida pela mineradora e que busca acelerar negócios de impacto que valorizam a floresta em pé e o uso sustentável da terra.</p>
<p>“Quando a Vale lançou o Fundo Vale, nós olhamos numa perspectiva de pensar essa economia da floresta numa lógica mais justa e de desenvolvimento territorial. Já aportamos mais de R$ 430 milhões em mais de 146 iniciativas na região”, destacou Patricia Daros.</p>
<p>A cada ano, essa bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões no estado do Pará, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar. No entanto, esses negócios ligados à biodiversidade, principalmente os tocados por mulheres, ainda enfrentam algumas dificuldades para se manterem em pé.</p>
<p>“Há desafios que são comuns a qualquer empreendedor, como acesso ao mercado, gestão financeira, capital de giro, planejamento e competitividade. Mas, no caso das mulheres, existem ainda barreiras adicionais. O Sebrae destaca que, logo que elas abrem os negócios em proporções semelhantes às dos homens, mesmo elas sendo em média mais escolarizadas, esses empreendimentos tendem a faturar menos”, disse Renata Batista.</p>
<p>Além disso, ressaltou ela, as mulheres tendem a ter mais dificuldade de acesso ao crédito e enfrentam sobrecarga no trabalho, pois tendem a acumular outras atividades relacionadas a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, o que afeta o tempo disponível para qualificação, gestão, capacitação e expansão do negócio.</p>
<p>Por isso, o Sebrae destaca que, para que um negócio relacionado à sociobiodiversidade possa dar bons frutos, é necessário não só produzir bem, mas também estruturar bem a cadeia, a comercialização do produto e o financiamento para o projeto ─ que deve ser compatível com a realidade no campo.</p>
<p>Para fortalecer esses projetos de bioeconomia, o governo federal apresentou recentemente o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). Um dos eixos desse plano é voltado para projetos relacionados à sociobioeconomia e os ativos ambientais.</p>
<p><em>*A repórter viajou a convite da Vale.</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-sudeste-do-para" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mulheres empreendem em bioeconomia e mudam de vida no Sudoeste do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 12:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[empreendem]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda. Essas mulheres [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Essas mulheres vivem próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro a céu aberto do mundo. E é ali que elas vêm coletando materiais para suas produções e conquistando também sua independência financeira, além de um papel de protagonismo na comunidade.</p>
<p>Uma dessas iniciativas impulsionadas por mulheres é a Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). A associação existe há cerca de dez anos e trabalha tanto com mel proveniente da apicultura, com as abelhas mais conhecidas, quanto da meliponicultura, que consiste na criação de abelhas sem ferrão, que são resgatadas de zonas de supressão.</p>
<p>O incentivo à criação de abelhas contribui não só para a preservação da natureza como também oferece alternativas de geração de renda para essas mulheres.</p>
<p>“A gente só sabia passar e cozinhar”, contou Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da associação. “Mas, quando colocaram essa ideia nas nossas cabeças, de que a gente podia fazer outras coisas fora de casa, abraçamos. Isso foi nos transformando. Até saímos para estudar&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará 19/04/2026 - Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<p>A fundadora conta que voltou a estudar com 51 anos e que muitas dessas mulheres eram analfabetas.</p>
<p>&#8220;Saímos de dentro da cozinha, de dentro daquela vida que era só a mesma, e hoje estamos empreendendo e, para nós, isso é muito gratificante”, ressaltou.</p>
<p>Agora, diz Ana Alice, elas já não têm mais tempo para cuidar dos afazeres domésticos. “Mudou tudinho. A gente não tem mais muito tempo para cozinhar, não. Nem para organizar a casa”.</p>
<p>A AFMA é composta atualmente por 23 famílias, reunindo tanto mulheres quanto homens. À semelhança das colmeias, as fêmeas cuidam dos principais afazeres desse trabalho, como cuidar das finanças e de envasar, rotular e colocar o preço no produto.</p>
<p>“Os homens vão para o apiário, mas quem administra são as mulheres”, disse Ana Alice, que já foi presidente da associação. “A gente vai organizando todo mundo e fazendo o que é melhor para produzir e para aumentar essa produção, assim como as abelhas fazem”, destacou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776687239_646_Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará -  19/04/2026 - Criação de abelhas da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Criação de abelhas da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Mulheres empreendedoras</h2>
<p>Só no ano passado, mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no Brasil foram liderados por mulheres. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal.</p>
<p>Segundo esse levantamento, quatro entre cada dez pequenos negócios abertos no país em 2025 foram criados por mulheres, superando em mais de 320 mil o verificado no ano anterior.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da Unidade de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae no Pará, Renata Batista,  destacou que o número de mulheres donas de negócios passou de 8,2 milhões, em 2015, para 10,4 milhões, em 2025 ─ um crescimento de 27% em dez anos, acima do avanço observado entre os homens.</p>
<p>“Isso acontece por uma combinação de fatores: maior escolarização feminina, a busca por autonomia financeira, a necessidade de geração de renda e a ampliação do acesso à formalização, especialmente via MEI [microempreendedor individual]. Ao mesmo tempo, o empreendedorismo tem sido uma porta de entrada para as mulheres transformarem o conhecimento, o talento e o vínculo com o território e o negócio”, acrescentou.</p>
<p>Apesar desse crescimento, as mulheres ainda não representam nem metade dos novos pequenos empreendimentos abertos no país. No estado do Pará, por exemplo, apenas 37,6% das pequenas empresas criadas em 2025 eram lideradas por mulheres.</p>
<p>Mesmo com dificuldades, essas mulheres vêm buscando abrir espaços nesse mercado, contando com apoio do Poder Público ou de empresas privadas.</p>
<p>Diretora de soluções baseadas na natureza da mineradora Vale, Patricia Daros, afirma que os negócios tocados por mulheres extrapolam a questão da geração de renda, levantando também a questão de empoderamento feminino que começa a ser mais percebido. Na mineradora, 30% dos 50 projetos de bioeconomia apoiados recentemente são liderados por mulheres.</p>
<p>“A gente começou a perceber, desde quando a gente começou esse trabalho [de fomento], uma mudança do ponto de vista desse perfil de quem está à frente desses negócios, e as mulheres começaram, de fato, a aparecer um pouco mais ultimamente, principalmente em negócios relacionados à bioeconomia”, destacou.</p>
<h2>Preciosidades da Amazônia</h2>
<p>Emancipado em 10 de maio de 1988, após plebiscito que o desmembrou de Marabá, o município de Parauapebas tem nome de origem tupi, que significa “rio de águas rasas”. Sua formação populacional é resultado de intenso fluxo migratório, impulsionado pela descoberta e exploração de minérios na Serra dos Carajás, a partir da década de 1960.</p>
<p>Hoje, a mineração responde por boa parte da economia, com destaque para o minério de ferro, mas também cobre, manganês, níquel e ouro.</p>
<p>Apesar da mineração, têm crescido na cidade projetos de bioeconomia, como o que transforma mais de 100 tipos de sementes em biojoias que misturam arte e sustentabilidade.</p>
<p>Secretária da Associação Preciosidades da Amazônia e futura presidente da Cooperativa de Trabalho Artesanal da Amazônia, Luciene Padilha, contou que a associação impacta não só a vida financeira, mas também a parte social, econômica e emocional das 12 mulheres participantes.</p>
<p>“Quando fizemos o curso, éramos mulheres em situação de vulnerabilidade, mulheres que não saíam de casa porque tinham medo. Seus provedores diziam: ‘você não sabe, você não pode’. Hoje elas já se posicionam, já se sentem mais fortalecidas e trabalham com empreendedorismo feminino”, comemorou.</p>
<p>A Associação Preciosidades da Amazônia tem apoio da prefeitura, da Vale, do Sebrae e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Tesoureira do grupo, Sandra Brasil explicou que é da natureza que elas extraem as sementes e também sua renda.</p>
<p>“Nós trabalhamos com materiais vegetais e tudo o que a natureza nos permite usar. Nós estamos com um tesouro na mão. Não é só ouro e prata que são tesouros. Nós aprendemos a reconhecer a natureza como o verdadeiro tesouro da humanidade”, destacou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776687239_712_Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará 19/04/2026 -  Biojoias produzidas pela Associação Preciosidades da Amazônia. Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Biojoias produzidas pela Associação Preciosidades da Amazônia. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<p>Após terem aprendido a confeccionar suas peças, essas artesãs agora têm sido mentoras de novas gerações de empreendedoras. “Quando nós saímos da sala de aula, já saímos com conhecimento suficiente para repassar [para outras pessoas]. Hoje em dia, todas nós vamos para a sala de aula. Já demos até oficinas”, ressaltou.</p>
<p>As biojoias produzidas por essas artesãs têm fortalecido a economia local e contribuído para o sustento de muitas famílias. Mais do que contar histórias, essas peças têm fortalecido laços e também ajudado a preservar a Amazônia.</p>
<p>Para Renata Batista, projetos desse tipo são estratégicos porque mostram, na prática, que é possível gerar renda com a floresta preservada, agregando valor à biodiversidade, ao conhecimento local e a cultura brasileira.</p>
<p>&#8220;No caso das biojoias, ainda há um componente muito forte de identidade e diferenciação. O Sebrae aponta que esse mercado vem ganhando espaço porque une materiais naturais, processo artesanal e valorização de histórias, crenças e tradições do país”.</p>
<h2>Mulheres de barro</h2>
<p>Já o grupo Mulheres de Barro, formado por ceramistas de Parauapebas, surgiu durante a implantação do projeto Salobo, maior projeto de exploração de minério de cobre do país, tocado pela Vale no interior da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri (Flonata), em Marabá.</p>
<p>Durante o projeto Salobo, foram encontrados artefatos arqueológicos presentes na floresta e que datam de 6 mil anos atrás. E foi a partir dos trabalhos de prospecção e de salvamento arqueológico desses artefatos, conduzidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pela Vale, que o grupo se formou. Em oficinas de educação patrimonial, essas mulheres conheceram a história local e tiveram acesso a ensinamentos sobre a cerâmica, o que permitiu que criassem peças inspiradas nesse passado.</p>
<p>Nessas oficinas, elas aprenderam que a cerâmica produzida pelos povos que habitavam as proximidades do Rio Itacaiúnas e seus afluentes eram utilizadas para rituais ou como objetos de uso cotidiano. Desde então, a partir dessa memória, essas artesãs começaram a produzir novas histórias e a moldar peças contemporâneas com referências arqueológicas.</p>
<p>As formas e grafismos dessas novas peças são inspiradas nos vestígios recuperados nesses sítios arqueológicos da Serra dos Carajás. Já a base da pintura são pigmentos provenientes de minerais da região, como minério de ferro, manganês e argilas coloridas.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776687239_739_Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará 19/04/2026 - Cerâmicas produzidas pelo grupo Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Cerâmicas produzidas pelo grupo Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<p>Presidente do Centro Mulheres de Barro, Sandra dos Santos Silva contou que, depois de 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) incluiu no processo de licenciamento das pesquisas arqueológicas uma obrigação de fazer educação patrimonial para informar a comunidade do entorno sobre os resultados.</p>
<p>&#8220;E foi aí que eu digo que o universo conspirou a nosso favor, porque a gente estava buscando isso: participamos dessa formação durante seis anos. A gente não sabia fazer cerâmica, aprendemos do zero”, contou ela, que lidera uma cooperativa formada por 18 mulheres e quatro homens, que não só fabricam peças como também ministram cursos e oficinas.</p>
<p>Agora, essas mulheres ajudam a preservar a memória ancestral da região e também a floresta onde esses vestígios de cerâmicas foram encontrados. Para isso, elas deixam de coletar a argila diretamente da natureza, o que seria um processo degradante, para utilizar sobras de construções para a produção de suas peças.</p>
<p>“Com essa ideia de sustentabilidade, observamos que sempre há sobra [de argila] em todas as construções na cidade. Era uma quantidade imensa de argila descartada. A gente usa esse descarte das obras para fazer um processo de peneiramento da argila: a gente dilui, peneira, bate numa betoneira, dilui muito bem, coloca para decantar e aí vai tirando a água até ela ficar na consistência de um açaí do grosso. Daí, coloca para desidratar até chegar ao ponto de modelagem”, explicou Sandra.</p>
<p>Por meio desses trabalhos, o Centro Mulheres de Barro vem mudando a vida de várias mulheres de Parauapebas. E esse conhecimento ancestral, que chegou às fundadoras do Mulheres de Barro, agora começa também a ser repassado para as novas gerações.</p>
<p>“Eu nunca tinha mexido com barro. Mas agora me sinto muito feliz”, contou Maria do Socorro Assunção Teixeira, 62 anos, uma das fundadoras do grupo. “Agora eu me vejo como multiplicadora de conhecimento. Nós passamos [esse conhecimento] para outras pessoas”, ressaltou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776687240_442_Mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-Sudoeste.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Paraupebas - Pará19/04/2026 - Maria do Socorro Assunção Teixeira, fundadora do Centro Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Ligth Press" title="Washington Alves/ Ligth Press"/></p>
<p><h6 class="meta">Maria do Socorro Assunção Teixeira, fundadora do Centro Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Bioeconomia</h2>
<p>Essas pequenas iniciativas lideradas por mulheres no Pará são exemplos de projetos de bioeconomia, um modelo econômico baseado no uso sustentável de recursos naturais.</p>
<p>“Quando uma mulher lidera um negócio de economia no território amazônico, ela não está apenas vendendo um produto, mas ela está ajudando a construir uma economia mais enraizada no território, com mais identidade, mais valor agregado e mais capacidade de distribuir renda localmente”, destacou a gerente do Sebrae no Pará.</p>
<p>“Negócios como biojoias, artesanato de base sustentável, cosméticos naturais e outros produtos da sociobiodiversidade mostram que a Amazônia pode ser também o espaço de inovação econômica baseada em ativos da floresta e não só em atividade de baixo valor local”, acrescentou.</p>
<p>Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio têm atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.</p>
<p>Todos os projetos citados nesta matéria, por exemplo, receberam apoio do Fundo Vale, associação sem fins lucrativos mantida pela mineradora e que busca acelerar negócios de impacto que valorizam a floresta em pé e o uso sustentável da terra.</p>
<p>“Quando a Vale lançou o Fundo Vale, nós olhamos numa perspectiva de pensar essa economia da floresta numa lógica mais justa e de desenvolvimento territorial. Já aportamos mais de R$ 430 milhões em mais de 146 iniciativas na região”, destacou Patricia Daros.</p>
<p>A cada ano, essa bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões no estado do Pará, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar. No entanto, esses negócios ligados à biodiversidade, principalmente os tocados por mulheres, ainda enfrentam algumas dificuldades para se manterem em pé.</p>
<p>“Há desafios que são comuns a qualquer empreendedor, como acesso ao mercado, gestão financeira, capital de giro, planejamento e competitividade. Mas, no caso das mulheres, existem ainda barreiras adicionais. O Sebrae destaca que, logo que elas abrem os negócios em proporções semelhantes às dos homens, mesmo elas sendo em média mais escolarizadas, esses empreendimentos tendem a faturar menos”, disse Renata Batista.</p>
<p>Além disso, ressaltou ela, as mulheres tendem a ter mais dificuldade de acesso ao crédito e enfrentam sobrecarga no trabalho, pois tendem a acumular outras atividades relacionadas a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, o que afeta o tempo disponível para qualificação, gestão, capacitação e expansão do negócio.</p>
<p>Por isso, o Sebrae destaca que, para que um negócio relacionado à sociobiodiversidade possa dar bons frutos, é necessário não só produzir bem, mas também estruturar bem a cadeia, a comercialização do produto e o financiamento para o projeto ─ que deve ser compatível com a realidade no campo.</p>
<p>Para fortalecer esses projetos de bioeconomia, o governo federal apresentou recentemente o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). Um dos eixos desse plano é voltado para projetos relacionados à sociobioeconomia e os ativos ambientais.</p>
<p><em>*A repórter viajou a convite da Vale.</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-sudoeste-do-para" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-sudoeste-do-para/">Mulheres empreendem em bioeconomia e mudam de vida no Sudoeste do Pará</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Saiba como se inscrever no Minha Casa, Minha Vida em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/saiba-como-se-inscrever-no-minha-casa-minha-vida-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 22:02:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – A Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf) orienta a população sobre como se inscrever no programa “Minha Casa, Minha Vida”. O objetivo é ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa e média renda na capital. Quem pode se inscrever no programa Para participar, é necessário atender aos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Manaus (AM) – A Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf) orienta a população sobre como se inscrever no programa “Minha Casa, Minha Vida”. O objetivo é ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa e média renda na capital.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Quem pode se inscrever no programa</h2>
<p>Para participar, é necessário atender aos critérios estabelecidos pelo programa. Entre eles estão:</p>
<li>Estar inscrito no CadÚnico</li>
<li>Ter renda familiar dentro das faixas do programa</li>
<li>Ser maior de 18 anos</li>
<p>As inscrições são gratuitas e seguem abertas até o dia 29 de maio.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Como fazer a inscrição online</h2>
<p>O cadastro pode ser feito de forma simples pela internet, por meio do site oficial da Semhaf:</p>
<p>👉 https://simhab.manaus.am.gov.br</p>
<p>O sistema permite que o interessado realize todo o processo de inscrição online, de forma rápida e gratuita.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atendimento presencial em Manaus</h2>
<p>Quem preferir atendimento presencial pode procurar a sede da Semhaf, localizada na avenida Constantino Nery, em Manaus. No local, equipes estão disponíveis para orientar e auxiliar os interessados durante o cadastro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Investimentos e obras habitacionais</h2>
<p>Segundo a Prefeitura de Manaus, o programa já movimenta mais de R$ 1 bilhão em investimentos na capital. Estão previstas entregas de unidades habitacionais, incluindo 576 moradias no Parque das Tribos e outras 576 com mais de 50% das obras concluídas no conjunto Rapidão.</p>
<p>Ao todo, a gestão municipal prevê a entrega de mais de 4.700 unidades habitacionais ao longo do ano.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sobre o programa habitacional</h2>
<p>O “Minha Casa, Minha Vida” é o principal programa habitacional do país, relançado em 2023 pelo governo federal. Em Manaus, ele integra a política municipal de habitação, organizada pela criação da Semhaf para estruturar o cadastro e acelerar a entrega de moradias.</p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Minha Casa, Minha Vida amplia renda e teto de imóveis</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/saiba-como-se-inscrever-no-minha-casa-minha-vida-em-manaus/">Saiba como se inscrever no Minha Casa, Minha Vida em Manaus</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<item>
		<title>Dia Mundial da Saúde: veja quais vacinas você deve tomar em cada fase da vida</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dia-mundial-da-saude-veja-quais-vacinas-voce-deve-tomar-em-cada-fase-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 17:33:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Mundial da Saúde, comemorado nesta terça-feira (07/04), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) reforça junto à comunidade a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. A imunização é um dos pilares da saúde pública e integra as estratégias de prevenção e controle de doenças imunopreveníveis, especialmente, em um cenário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Mundial da Saúde, comemorado nesta terça-feira (07/04), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) reforça junto à comunidade a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. A imunização é um dos pilares da saúde pública e integra as estratégias de prevenção e controle de doenças imunopreveníveis, especialmente, em um cenário que exige vigilância constante e respostas oportunas, fortalecendo a proteção coletiva.</p>
<p>Calendário de vacinação de rotina</p>
<p>Como orientação principal, a gerente de imunização da FVS-RCP, Angela Desirée Carepa, destaca que as vacinas estão disponíveis de forma contínua na rede pública. “É uma oportunidade de revisar a caderneta, atualizar doses e ampliar a proteção em todas as fases da vida, com segurança e eficácia”, explica.</p>
<p>A FVS-RCP reforça que todo dia é dia de vacina e destaca a importância da atualização por grupo prioritário, respeitando as necessidades de cada fase da vida e ampliando a proteção coletiva.</p>
<p>Crianças: incluem vacinas desde o nascimento, como BCG e Hepatite B, além de proteção para bebês prematuros com nirsevimabe. Ao longo dos primeiros anos, o calendário contempla Pentavalente, Poliomielite, Pneumocócica e Rotavírus, além da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), Varicela e Hepatite A. Também fazem parte as vacinas contra Influenza e Covid-19 (anuais), Febre Amarela, Meningocócica C e ACWY, DTP e HPV, conforme a faixa etária.</p>
<p>Adolescentes: o esquema inclui HPV, Meningocócica ACWY e reforço da dT (difteria e tétano), além da atualização da tríplice viral. Também são indicadas vacinas contra Dengue, Hepatite B e Febre Amarela, conforme avaliação do histórico vacinal.</p>
<p>Gestantes: devem receber dT e dTpa (difteria, tétano e coqueluche), além de Hepatite B. As vacinas contra Influenza e Covid-19 são recomendadas anualmente, e a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é indicada entre a 28ª e a 36ª semana de gestação.</p>
<p>Adultos: incluem o reforço da dT a cada 10 anos, além de Hepatite B, Febre Amarela (quando indicada) e tríplice viral em situações específicas, conforme histórico vacinal.</p>
<p>Idosos: o calendário contempla vacinas anuais contra Influenza e Covid-19, além da Pneumocócica, reforço da dT e Hepatite B para quem ainda não foi vacinado.</p>
<p>Leia mais</p>
<p>Edital do concurso da Guarda Municipal de Manaus é publicado com salário que pode passar de R$ 5 mil; confira</p>
<p>Golpe troca dados na hora de colar Pix e desvia dinheiro sem deixar rastro</p>
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		<title>Manaus conclui três residenciais com 576 moradias do Minha Casa, Minha Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:15:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – O prefeito de David Almeida apresentou, nesta segunda-feira (30), a conclusão das obras dos residenciais Morar Melhor 13, 14 e 15, no Parque das Tribos, bairro Tarumã-Açu, zona Oeste da capital. Os empreendimentos fazem parte da política habitacional executada em parceria com o governo federal, por meio do Minha Casa, Minha Vida, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Manaus (AM) – O prefeito de David Almeida apresentou, nesta segunda-feira (30), a conclusão das obras dos residenciais Morar Melhor 13, 14 e 15, no Parque das Tribos, bairro Tarumã-Açu, zona Oeste da capital.</p>
<p>Os empreendimentos fazem parte da política habitacional executada em parceria com o governo federal, por meio do Minha Casa, Minha Vida, com operacionalização da Caixa Econômica Federal.</p>
<p>A solenidade reuniu famílias selecionadas, autoridades, imprensa e moradores da comunidade, marcando a etapa final antes da entrega das unidades habitacionais.</p>
<p>576 unidades habitacionais</p>
<p>Os três residenciais somam 576 unidades, sendo 192 apartamentos em cada empreendimento. Os imóveis foram construídos pela construtora Etam e serão entregues semimobiliados.</p>
<p>As unidades contam com geladeira, fogão, televisão de 32 polegadas, cama box com colchão, roupeiro e ventilador, elevando o padrão de conforto e dignidade das famílias beneficiadas.</p>
<p>“Isso aqui é um direito fundamental, o direito à moradia e à dignidade. Estamos transformando sonhos em realidade”, afirmou o prefeito David Almeida.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Critérios de seleção</h2>
<p>A seleção das famílias foi realizada pela Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf), com base no cadastro habitacional do município.</p>
<p>O processo seguiu critérios do Ministério das Cidades, incluindo análise documental e validação final pela Caixa Econômica Federal, priorizando famílias em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>O subsecretário da Semhaf, Zuldy Bonates, destacou a agilidade na execução:</p>
<p>“O prazo era de 18 meses, mas concluímos em 10 meses, antecipando esse direito para quem mais precisa.”</p>
<p>Ampliação da política habitacional</p>
<p>A iniciativa integra o maior programa habitacional já estruturado pela Prefeitura de Manaus. Além das 576 unidades entregues, a gestão mantém mais de 4,7 mil moradias em execução.</p>
<p>Também está prevista a implantação de um bairro planejado com 3,6 mil lotes urbanizados, voltados principalmente para famílias que vivem em áreas de risco.</p>
<p>“Nosso papel é garantir alternativa digna para quem mais precisa”, reforçou o prefeito.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Homenagens</h2>
<p>Os residenciais receberam nomes em homenagem a Carlos Braga, Raimundo Irene Magalhães e Leonardo Fernandes Santos, reconhecendo suas contribuições à sociedade.</p>
<p>O vice-prefeito Renato Junior destacou o impacto social da entrega:</p>
<p>“Vocês não estão recebendo apenas um prédio, mas um novo lar e uma nova história.”</p>
<p>Já o desembargador Delcio Luiz, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), ressaltou o simbolismo da iniciativa e seu impacto na vida das famílias.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Investimento federal</h2>
<p>Relançado em 2023, o programa Minha Casa, Minha Vida é a principal política habitacional do país, voltada para famílias de baixa renda.</p>
<p>Em Manaus, os investimentos já superam R$ 1 bilhão, consolidando a capital como uma das principais beneficiadas pela retomada do programa.</p>
<p>A criação da Semhaf foi fundamental para organizar a demanda e acelerar a entrega de moradias, atendendo famílias que aguardavam há décadas.</p>
<p>A entrega dos residenciais Morar Melhor 13, 14 e 15 reforça a estratégia da Prefeitura de Manaus em ampliar o acesso à moradia digna, enfrentando um dos principais desafios estruturais da cidade: o déficit habitacional.</p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Manaus reabre inscrições para moradias do Minha Casa, Minha Vida</p>
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		<title>O silêncio que encurta a vida: Por que os homens vivem menos?</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/o-silencio-que-encurta-a-vida-por-que-os-homens-vivem-menos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 18:52:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A máxima de que “a saúde é o reflexo das nossas escolhas” nunca foi tão atual. No entanto, quando analisamos o recorte de gênero, os dados revelam uma disparidade alarmante: no Brasil, os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres. Esse abismo na longevidade não é uma fatalidade biológica inevitável, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A máxima de que “a saúde é o reflexo das nossas escolhas” nunca foi tão atual. No entanto, quando analisamos o recorte de gênero, os dados revelam uma disparidade alarmante: no Brasil, os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres. </p>
<p>Esse abismo na longevidade não é uma fatalidade biológica inevitável, mas sim o resultado de um padrão comportamental e cultural que negligencia o autocuidado masculino. </p>
<p>Enquanto as mulheres são educadas desde a adolescência a monitorar o próprio corpo, o homem médio ainda encara a ida ao médico como um sinal de fragilidade.</p>
<p>Essa resistência tem raízes profundas no mito do “super-homem”. Culturalmente, o homem é ensinado a ser o pilar inabalável, o provedor que não adoece e não reclama. Esse estereótipo de força invulnerável é, ironicamente, a sua maior fraqueza. </p>
<p>Ao ignorar pequenos sinais do corpo e adiar consultas preventivas, o público masculino permite que patologias silenciosas ganhem terreno. O resultado estatístico é cruel: quando o homem finalmente chega ao consultório, em mais da metade dos casos, a doença já se encontra em estágio avançado, reduzindo drasticamente as chances de cura ou controle eficaz. </p>
<p>No cotidiano do consultório urológico, essa realidade é palpável. É raridade o homem que marca sua consulta por iniciativa puramente espontânea e preventiva. Na vasta maioria das vezes, ele é “conduzido”, seja pela esposa, pelos filhos ou por uma irmã. </p>
<p>A figura feminina atua como a guardiã da saúde da família, mas o homem precisa assumir o protagonismo da sua própria biologia. Depender do incentivo de terceiros para cuidar de si é transferir a responsabilidade sobre a própria vida. </p>
<p>As causas da mortalidade precoce masculina são bem mapeadas. Além dos fatores externos, como acidentes de trânsito e violência, as doenças cardiovasculares e o infarto do miocárdio lideram as estatísticas. </p>
<p>uitas dessas mortes poderiam ser evitadas com um gerenciamento básico de riscos: controle da pressão arterial, monitoramento dos níveis de colesterol e glicemia, e exames de rotina que identificam precocemente problemas na próstata e no sistema urinário. </p>
<p>A direção para uma velhice com dignidade e autonomia é clara, mas exige uma mudança de rota nos hábitos diários. Não existe fórmula mágica: a prática de atividade física regular, uma alimentação balanceada e a redução drástica no consumo de bebidas alcoólicas são os pilares da prevenção. </p>
<p>No entanto, essas ações precisam estar aliadas à vigilância médica. É preciso desconstruir a ideia de que o médico só deve ser procurado quando a dor se torna insuportável. </p>
<p>A medicina mais eficiente é aquela que atua antes da doença aparecer. Reconhecer que o corpo precisa de manutenção não diminui a masculinidade de ninguém; pelo contrário, demonstra a inteligência de quem deseja estar presente para ver os filhos crescerem bem, para desfrutar da aposentadoria e para honrar a própria existência. Super-heróis não existem, mas homens conscientes que escolhem viver mais e melhor, sim.</p>
<p>Flavio Antunes – urologista </p>
<p>Leia mais: </p>
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		<title>Jogo mostra impactos do cuidado invisível na vida das mulheres</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/jogo-mostra-impactos-do-cuidado-invisivel-na-vida-das-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 13:16:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense (UFF) criaram um jogo que propõe reflexões sobre o trabalho de cuidado, muitas vezes invisível, e como ele afeta a vida das mulheres. O Jogo do Cuidado – Um Jogo sobre o Direito à Cidade das Mulheres pode ser baixado gratuitamente, e atua como material de apoio pedagógico para alunos do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense (UFF) criaram um jogo que propõe reflexões sobre o trabalho de cuidado, muitas vezes invisível, e como ele afeta a vida das mulheres. O Jogo do Cuidado – Um Jogo sobre o Direito à Cidade das Mulheres pode ser baixado gratuitamente, e atua como material de apoio pedagógico para alunos do ensino médio.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Jogo-mostra-impactos-do-cuidado-invisivel-na-vida-das-mulheres.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A proposta surgiu a partir de um projeto de pesquisa coordenado pela professora  Rossana Brandão Tavares, sobre direito à cidade e reprodução social. O trabalho investiga de que forma fatores como renda, gênero, raça e idade influenciam o acesso a oportunidades e à qualidade de vida nos espaços urbanos.</p>
<p>Segundo uma das bolsistas de iniciação científica do grupo de pesquisa, Beatriz Corbacho, a ideia surgiu a partir do tema da redação do Enem de 2023, que falava sobre a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado por mulheres no Brasil.</p>
<p>“A gente se sentiu muito motivada a criar uma ferramenta pedagógica para que isso pudesse ser debatido dentro de sala de aula, algo lúdico, algo que pudesse ilustrar o que a gente estuda na pesquisa. Que é a vida feminina dentro do direito à cidade”, conta em entrevista ao programa <em>Nacional Jovem,</em> da Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.</p>
<h2>O jogo</h2>
<p>No tabuleiro, os jogadores assumem diferentes personagens que representam grupos sociais diversos. Ao longo da partida, enfrentam desafios ligados ao trabalho, à renda e às responsabilidades de cuidado, percebendo, na prática, como essas questões impactam de forma desigual a vida de cada um.</p>
<p>“O mapa traz uma cartografia da área portuária do Rio de Janeiro, onde estão disponibilizados dez bairros, e são também dez personagens, e cada personagem fica disposto em um bairro. E aí, através da nossa pesquisa, a gente tem a separação dos bairros, de acordo com questões econômicas”, explica Mariana Pio, também bolsista da pesquisa.</p>
<p>“O nosso jogo tem duas formas de cédula de nota, que é o dinheiro do cuidado e o dinheiro do capital econômico. Sendo que o do cuidado é a principal moeda do jogo, onde quem tiver mais capital do cuidado ganha”, completa.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Jogo-mostra-impactos-do-cuidado-invisivel-na-vida-das-mulheres.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 20/03/2026 - Jogo do Cuidado. Foto: jogodocuidado.com.br/Reprodução" title="jogodocuidado.com.br/Reprodução"/></p>
<p><h6 class="meta"><em>Jogo do Cuidado &#8211;  Foto: jogodocuidado.com.br/Reprodução</em></h6>
</p>
<p>O jogo traz questões como rotina, mobilidade urbana, direitos coletivos e acessibilidade. Os personagens, de diferentes raças, gêneros e classes econômicas, servem para mostrar as como pessoas lidam com o mesmo espaço social de formas diferentes.</p>
<p>Em entrevista à Radioagência Nacional, a professora Rossana Brandão Tavares diz que a repercussão sobre o jogo foi tão positiva que decidiram disponibilizar a brincadeira em um <em>site</em> para quem quiser imprimir.</p>
<p>“A gente conseguiu imprimir poucas versões físicas do jogo e por essa razão, em função da repercussão, a gente acabou produzindo uma página eletrônica que é no www.jogodocuidado.com.br, onde qualquer um, qualquer instituição, qualquer escola, qualquer grupo, qualquer pessoa que tiver interessada pode imprimir em casa ou numa copiadora uma versão adaptada”, diz a professora.</p>
<h2>Repercussão</h2>
<p>O projeto é da Escola de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFF, feito a partir do edital do programa Jovem Cientista do Nosso Estado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).</p>
<p>O trabalho era criar algo para as escolas do estado do Rio de Janeiro e, com a boa repercussão, o jogo passou a ser disponibilizado gratuitamente na internet, como apontado por Rossana.</p>
<p>Além do tabuleiro, o conteúdo inclui um manual com orientações e sugestões de discussão para uso em sala de aula.</p>
<p><em>*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. </em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/jogo-mostra-impactos-do-cuidado-invisivel-na-vida-das-mulheres" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Famílias lutam para reconstruir a vida um mês depois de chuvas em MG</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/familias-lutam-para-reconstruir-a-vida-um-mes-depois-de-chuvas-em-mg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 14:57:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há um mês, a vida de milhares de famílias na Zona da Mata Mineira foi completamente impactada por enxurradas, deslizamentos de terra e enchentes. Chuvas fortes se concentraram, principalmente, na noite do dia 23 de fevereiro e provocaram 73 mortes: 65 em Juiz de Fora e 8 em Ubá.  As chuvas também deixaram um rastro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há um mês, a vida de milhares de famílias na Zona da Mata Mineira foi completamente impactada por enxurradas, deslizamentos de terra e enchentes. Chuvas fortes se concentraram, principalmente, na noite do dia 23 de fevereiro e provocaram 73 mortes: 65 em Juiz de Fora e 8 em Ubá. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Familias-lutam-para-reconstruir-a-vida-um-mes-depois-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As chuvas também deixaram um rastro de destruição que se estendeu por Matias Barbosa e municípios próximos.</p>
<p>No meio de tantas histórias, a de Claudia da Silva, de 71 anos, se destacou. Ela é moradora do Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora, e disse ter perdido 20 pessoas da família. A comunidade, que concentra pessoas de baixa renda, fica em uma encosta e teve o maior número de mortes na cidade (22).</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Familias-lutam-para-reconstruir-a-vida-um-mes-depois-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Juiz de Fora (MG), 27/02/2026 - A moradora do Jardim Burnier, Cláudia da Silva, fala sobre o luto de perder vários parentes no deslizamento de terra ocorrido durante a tempestade da segunda-feira, 22 de fevereiro, no bairro de Juiz de Fora. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil" title="Rovena Rosa/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Moradora do Jardim Burnier, Cláudia da Silva conta que perdeu 20 pessoas da família. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Quando conversou com a reportagem da Agência Brasil pela primeira vez, Claudia lidava com o luto, ao mesmo tempo em que ajudava as equipes de busca por desaparecidos. Com o passar das semanas, ela teve mais tempo para processar os acontecimentos. O cansaço e a desesperança ficaram mais profundos.</p>
<p>“Eu tive que procurar tratamento psicológico por conta própria. É muita coisa para a minha cabeça. Um sobrinho que sobreviveu está no CTI [centro de terapia intensiva]. Ele só tem 16 anos e teve que amputar uma perna. Estou só chorando, desesperada, sem conseguir comer direito”, disse.</p>
<p>A casa em que Claudia mora com a mãe de 85 anos foi interditada pela Defesa Civil, mas ela não quis deixar o local.</p>
<p>“Temos medo, não dormimos direito e nos sentimos abandonadas. Ninguém dos órgãos competentes veio aqui dar apoio, oferecer uma casa, pelo menos. Não significamos nada para eles, só durante as eleições”, lamenta.</p>
<h2>Idas e vindas</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774105052_767_Familias-lutam-para-reconstruir-a-vida-um-mes-depois-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 - Maria da Conceição Couto Almeida, moradora do Parque Jardim Burnier, um dos bairros mais atingidos pela chuva. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Maria da Conceição Couto Almeida, moradora do Parque Jardim Burnier, um dos bairros mais atingidos pela chuva. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
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<p>A aposentada Maria da Conceição Couto Almeida, de 62 anos, também é moradora da comunidade e disse viver uma rotina diária de deslocamentos. Durante a noite, ela se abriga na casa da filha, mas volta toda manhã para o imóvel interditado pela Defesa Civil para limpeza e manutenção.</p>
<p>“Você leva uma vida inteira para construir uma casa e, de repente, tem que sair assim, na correria, só com a roupa do corpo. Suspendemos tudo da nossa vida, mas não podemos abandonar a casa assim”, conta.</p>
<p>A situação afeta diretamente a saúde da família. O marido faz tratamento cardíaco, enquanto Maria relata agravamento da ansiedade e dificuldades para manter cuidados com a diabetes. Apesar de cadastros iniciados por equipes da prefeitura, ela diz que ainda não recebeu apoio financeiro ou habitacional.</p>
<p>“Recebemos apenas cesta básica de doações voluntárias. Veio pessoal da prefeitura, cadastrou todo mundo e mandaram ir no Diga [centro municipal de atendimento], mas não fui ainda. Tem lugar que as pessoas demoram 10 horas na fila. Assim, é muito difícil”, reclama.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774105052_176_Familias-lutam-para-reconstruir-a-vida-um-mes-depois-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 - Milton Angelo de Gusmão, serralheiro, morador do Parque Jardim Burnier, um dos bairros mais atingidos pela chuva. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Nilton Gusmão relata dificuldade para pagar as contas Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
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<p>O serralheiro Nilton Angelo de Gusmão, de 60 anos, mora há mais de quatro décadas no Parque Jardim Burnier. Ele diz que ficou semanas sem trabalhar, perdeu contratos e enfrenta dificuldades para manter as contas em dia.</p>
<p>“Eu perdi dois serviços que iam me dar R$ 4 mil em duas semanas. Chegaram as contas de luz, de água, de telefone, e eu tenho que pagar. Precisamos de ajuda, de algum auxílio financeiro para conseguir tocar a vida”, diz Nilton.</p>
<h2>Juiz de Fora</h2>
<p>A Prefeitura de Juiz de Fora disse que o auxílio calamidade municipal será creditado na próxima segunda-feira (23) nas contas do Cadastro Único (CadÚnico) das famílias afetadas.</p>
<p>Também foi divulgado um levantamento sobre os principais impactos das chuvas na cidade e as ações em curso. Desde o dia 23 de fevereiro, a Defesa Civil já registrou 6.690 ocorrências no município.</p>
<p>Fevereiro de 2026 foi considerado o mais chuvoso da história do município, com 763,8 mm. A maior parte foi concentrada entre 22 e 28 de fevereiro, com 316,6 mm. O recorde anterior para o mês era de 1988, com 456 mm. A média histórica de pluviosidade de fevereiro é de 173 mm.</p>
<p>Mais de 8,5 mil pessoas ficaram desabrigadas. O município registrou 1.008 moradias completamente destruídas e oito imóveis demolidos. Até o dia 19 de março, 170 famílias estavam hospedadas em hotéis. Desse total, 36 famílias já haviam deixado a rede hoteleira. </p>
<p>Segundo a prefeitura, o acesso aos hotéis foi destinado às famílias desabrigadas que haviam sido encaminhadas inicialmente para os abrigos temporários.</p>
<p>A rede municipal já retomou as atividades em 101 unidades, e cinco escolas permanecem sem retorno até o momento: EM Adenilde Bispo, EM Clotilde Hargreaves, EM Antônio Faustino, EM Santa Catarina Labouré e EM Murilo Mendes.</p>
<p>A prefeitura diz que, no período entre 2021 e 2025, investiu R$ 26 milhões em obras de contenções e R$ 62 milhões em 16 quilômetros de redes de drenagem. Também afirma que aplicou R$ 230,6 milhões em manutenção preventiva.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774105052_762_Familias-lutam-para-reconstruir-a-vida-um-mes-depois-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 - Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta rtecenter">Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
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<h2>Ubá</h2>
<p>A Prefeitura de Ubá informou, em nota, que tem dado assistência integral aos moradores mais impactados pelas chuvas. Garante que há oferta de abrigo, alimentação e acompanhamento psicológico.</p>
<p>E que todas as pessoas afetadas pela inundação e deslizamentos de terra estão sendo cadastradas para acesso a auxílios e benefícios dos governos federal e estadual.</p>
<p>Diz também que as vistorias nos imóveis atingidos pela inundação foram tratadas como prioridade. Edificações tidas como seguras estão sendo liberadas para reocupação. Imóveis que apresentam riscos estruturais permanecem interditados.</p>
<p>Os números da prefeitura indicam que a inundação atingiu uma área de aproximadamente 47,4 km², o que representa cerca de 11,6% do território do município. O número total de imóveis afetados ainda está em fase de consolidação.</p>
<p>Desde fevereiro, foram registradas cerca de 1.188 famílias desalojadas e 4.790 pessoas diretamente atingidas pela inundação. Atualmente, há duas famílias desabrigadas acolhidas em abrigo mantido pelo município.</p>
<p>O município informou que já foram solicitados mais de R$ 55 milhões ao governo federal para ações de recuperação e restabelecimento das áreas afetadas.</p>
<h2>Matias Barbosa</h2>
<p>A Prefeitura de Matias Barbosa diz que, apesar dos transtornos causados pelas chuvas, não houve registro de perdas estruturais graves, como queda de pontes, desabamentos de residências ou paralisação de serviços essenciais.</p>
<p>Segundo a administração municipal, foi elaborado um projeto de lei que institui auxílio financeiro municipal para moradores e comerciantes atingidos.</p>
<p>Os valores e critérios estão sendo definidos em conjunto entre os poderes Executivo e Legislativo. Mais de 300 famílias foram impactadas, além de cerca de 80% do comércio local.</p>
<p>Em visitas técnicas realizadas com representantes do Ministério das Cidades, foram identificadas necessidades de obras de contenção de encostas e medidas para prevenção de alagamentos.</p>
<p>Houve danos estruturais em uma Unidade Básica de Saúde, no bairro Nossa Senhora da Penha. Uma unidade móvel na praça do bairro foi montada para atendimento à população. Outra unidade móvel do município tem focado na vacinação de pessoas que tiveram contato com as águas das enchentes.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774105053_965_Familias-lutam-para-reconstruir-a-vida-um-mes-depois-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 - Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta rtecenter">Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
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<h2>Governo federal</h2>
<p>O governo federal afirma ter mobilizado um conjunto de ações para atender a população e iniciar a reconstrução das áreas afetadas. Ao todo, os recursos destinados e previstos chegam a quase R$ 2 bilhões, incluindo investimentos diretos, crédito e programas habitacionais.</p>
<p>Uma das principais medidas é o Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 7,3 mil por família atingida. O benefício ainda está em fase de cadastro e validação pelas prefeituras. </p>
<p>Outra frente é a modalidade Compra Assistida do Minha Casa Minha Vida, voltada a famílias que perderam completamente suas casas. O programa prevê subsídio integral para aquisição de imóveis, podendo chegar a R$ 200 mil por unidade.</p>
<p>O pacote de medidas do governo federal inclui ações emergenciais para trabalhadores como a antecipação do abono salarial para 92,2 mil pessoas e pagamento de parcelas extras do seguro-desemprego. Também foi liberado o saque calamidade do FGTS. </p>
<p>Até 19 de março, os saques somavam mais de R$ 165 milhões em Juiz de Fora e R$ 38 milhões em Ubá.</p>
<p>Por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, foram aprovados mais de R$ 55 milhões para ações emergenciais e de reconstrução, incluindo limpeza urbana, recuperação de vias, contenção de encostas e restabelecimento de serviços essenciais.</p>
<p>Na área da saúde, foram destinados R$ 14,9 milhões para reforçar o atendimento, com envio de medicamentos, unidades móveis e apoio psicossocial às famílias.</p>
<p>Para educação e assistência social foram repassados R$ 4,56 milhões para recuperação emergencial de 126 escolas atingidas e R$ 770 mil para manutenção de abrigos e apoio direto às famílias.</p>
<p>Além disso, foram abertas linhas de crédito com condições facilitadas. Uma medida provisória liberou R$ 1,3 bilhão em crédito extraordinário, além de até R$ 500 milhões em financiamentos com recursos do Fundo Social.</p>
<p>Segundo o governo, as próximas etapas incluem a aprovação de novos planos pela Defesa Civil, execução de obras de infraestrutura e ampliação das políticas de habitação e assistência social.</p>
<h2>Governo estadual</h2>
<p>O Governo do Estado de Minas Gerais não respondeu aos pedidos da reportagem da Agência Brasil para informar ações e investimentos direcionados às famílias afetadas pelas chuvas na Zona da Mata Mineira.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/familias-lutam-para-reconstruir-vida-um-mes-depois-de-chuvas-em-mg" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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