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	<title>visibilidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>visibilidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Governo lança campanha de visibilidade e defesa dos direitos LGBTQIA+</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/governo-lanca-campanha-de-visibilidade-e-defesa-dos-direitos-lgbtqia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 20:36:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania lançou nesta quinta-feira (4), na capital paulista, a campanha O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas. A iniciativa tem o objetivo de dar transparência e apresentar os resultados sobre as ações que o governo federal tem desenvolvido para a garantia de direitos à população [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania lançou nesta quinta-feira (4), na capital paulista, a campanha O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Governo-lanca-campanha-de-visibilidade-e-defesa-dos-direitos-LGBTQIA.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A iniciativa tem o objetivo de dar transparência e apresentar os resultados sobre as ações que o governo federal tem desenvolvido para a garantia de direitos à população LGBTQIA+, além de impulsionar o alcance das políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>O lançamento ocorreu durante a 25ª edição da Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, evento que é promovido pela Parada do Orgulho LGBT+, organizada pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).</p>
<p>Desde 2023, segundo o ministério, foram investidos mais de R$ 61 milhões em ações voltadas para promoção e defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+ no Brasil. De acordo com a pasta, o investimento permitiu que mais de 330 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social fossem atendidas pelo Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+ (Acolher+).</p>
<p>Além disso, a Estratégia Nacional de Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda para Pessoas LGBTQIA+ (Empodera+) possibilitou a capacitação de mais de 5 mil pessoas por meio de programas e iniciativas que promovem autonomia econômica, geração de renda e ampliação de oportunidades.</p>
<p>Para a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, este foi o maior orçamento da história.</p>
<p>“A gente está aqui no corpo a corpo mostrando para as pessoas o que nós conseguimos fazer mesmo com o apagão que tivemos [no governo anterior], com o desmonte que tivemos.”</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil a secretária destacou que o investimento do governo federal foi destinado principalmente para ações de empregabilidade, trabalho digno e acolhimento das pessoas LGBT+ em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>“Tem ações de bem-viver, porque queremos chegar nos territórios. A gente não quer falar só com [a população] LGBT+, que é a mais que vem numa migração forçada da sua cidade para os grandes centros urbanos. Então, fomos para o território de fronteira e para as aldeias indígenas e produziu muito diálogo, com acesso a direitos e redes protetivas.”</p>
<h2>A Feira</h2>
<p>A Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+ ocorre nesta quinta-feira (4), no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. É um festival gratuito que reúne cultura, empreendedorismo e cidadania, reunindo mais de 180 artistas e 100 expositores.</p>
<p>Segundo Heitor Werneck, coordenador artístico da feira, o espaço foi concebido para fortalecer pequenos negócios, gerar oportunidades comerciais e ampliar a visibilidade de empreendedores LGBTQIA+, incentivando a geração de renda e o desenvolvimento econômico da comunidade.</p>
<p>“TTemos aqui um espaço para falar sobre sexualidade. Além disso, somos o único evento do Brasil que é 100% inclusivo. Damos espaço para LGBTs que são cadeirantes, por exemplo. Aqui tem espaço para eles. E eles estão aqui se apresentando, cantando ou frequentando o espaço”, afirmou Werneck.</p>
<p>Uma das pessoas que esteve visitando o local na tarde de hoje foi o jovem Fabrício Florencio, 23 anos, que vive em São Paulo. “Acho a feira muito importante. Não só por eventos como a Parada, mas também por ter um momento em que podemos encontrar semelhantes aos nossos e que estão aqui lutando pela mesma coisa, o direito de existir”, disse à reportagem.</p>
<p>Durante todo o dia, a feira está oferecendo uma ampla programação cultural e formativa, com exibições de cinema, intervenções artísticas e rodas de conversa voltadas a temas de interesse da comunidade LGBTQIA+ e da sociedade em geral, como saúde mental, redução de danos, direitos humanos, combate à discriminação, inclusão social, diversidade e fortalecimento das políticas públicas.</p>
<p>A  programação também está homenageando artistas e personalidades que contribuíram para a construção da história da comunidade LGBTQIA+ no paísl, reforçando a importância da arte como instrumento de transformação social e resistência cultural.</p>
<p>O encerramento do evento ficará por conta da cantora MC Trans, uma voz importante da representatividade trans no país e que cedeu o seu cachê, já que a ParadaSP deste ano tem enfrentado dificuldades na adesão de patrocínio.</p>
<p>Segundo Werneck, as empresas e o Poder Público vêm diminuindo orçamentos destinados para causas LGBT+, o que tem trazido dificuldades, não só para manter eventos como a Feira da Diversidade e a ParadaSP, como também os projetos sociais e culturais que são mantidos ao longo do ano.</p>
<p>“Estão diminuindo os números de políticas públicas para LGBT. Aí, fazemos um super evento e ttemos que ficar rastejando, tanto para a prefeitura quanto com os patrocinadores. É importante para as pessoas verem que mesmo sem patrocínio ser faz a feita&#8221;, afirmou à Agência Brasil. “E isso, porque estamos com 98% da rede hoteleira de São Paulo [ocupada para a ParadaSP). Só aqui na parada, a gente emprega diretamente 1,8 mil pessoas”.</p>
<h2>A ParadaSP</h2>
<p>A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo será realizada no próximo domingo (7), na Avenida Paulista.</p>
<p>Neste ano, o evento celebra 30 anos de existência e leva para as ruas o tema <em>30 anos da Parada SP: A rua convoca, a urna confirma</em>. A proposta é promover reflexões sobre cidadania, democracia, direitos conquistados e participação social.</p>
<p>“A gente sabe que precisa estar organizada nas ruas. Foi esse processo organizado que trouxe uma conquista, que é a própria secretaria (nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+). Se hoje eu estou secretária, é fruto dessa luta, é fruto dessa jornada. E a gente não pode deixar de sair nas ruas mesmo quando o discurso de ódio internacional tem se intensificado contra nós. Então,  continuamos firmes para seguir denunciando e a gente vai virar esse jogo”, disse secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/governo-lanca-campanha-de-visibilidade-e-defesa-dos-direitos-lgbtqia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:07:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[desaparecidos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível.  Mulheres ouvidas pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.</p>
<p>“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.</p>
<p>Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.</p>
<p>Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.</p>
<p>“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance <em>Um Defeito de Cor</em>, de Ana Maria Gonçalves.</p>
<p>Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em <em>Coração sem Medo,</em> de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).</p>
<p>Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.</p>
<p>Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.</p>
<p>“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.</p>
<p>O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.</p>
<p>“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.</p>
<p>Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_873_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<h2>Preconceito</h2>
<p>A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.</p>
<p>Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.</p>
<p>“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.</p>
<p>À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    </p>
<h2>Rede de apoio</h2>
<p>Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_296_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.</p>
<p>“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.</p>
<p>O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.</p>
<p>O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.</p>
<p>Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. </p>
<p>“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414842_746_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. </p>
<p>Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. </p>
<p>“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.</p>
<p>Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. </p>
<p>Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.</p>
<p>“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414843_547_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise na escadaria da Sé &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. </p>
<p>Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:</p>
<p>“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.</p>
<h2>Suporte</h2>
<p>Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. </p>
<p>A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. </p>
<p>“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.</p>
<p>“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.</p>
<p>Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro &#8211; acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.</p>
<p>Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.</p>
<p>“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. </p>
<h2>Choque de realidade</h2>
<p>Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414844_951_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.( Felipe filho de Lucineide) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). </p>
<p>Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.</p>
<p>Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. </p>
<p>Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414844_373_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. (  Lucineide na escadaria da Sé.). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém&#8221;.</p>
<p>A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.</p>
<p>“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.</p>
<p>Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.</p>
<p>Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.</p>
<p>No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.</p>
<p>Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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