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	<title>visibilidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>visibilidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:07:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível.  Mulheres ouvidas pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.</p>
<p>“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.</p>
<p>Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.</p>
<p>Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.</p>
<p>“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance <em>Um Defeito de Cor</em>, de Ana Maria Gonçalves.</p>
<p>Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em <em>Coração sem Medo,</em> de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).</p>
<p>Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.</p>
<p>Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.</p>
<p>“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.</p>
<p>O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.</p>
<p>“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.</p>
<p>Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_873_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<h2>Preconceito</h2>
<p>A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.</p>
<p>Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.</p>
<p>“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.</p>
<p>À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    </p>
<h2>Rede de apoio</h2>
<p>Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_296_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.</p>
<p>“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.</p>
<p>O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.</p>
<p>O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.</p>
<p>Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. </p>
<p>“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414842_746_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. </p>
<p>Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. </p>
<p>“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.</p>
<p>Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. </p>
<p>Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.</p>
<p>“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414843_547_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise na escadaria da Sé &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. </p>
<p>Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:</p>
<p>“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.</p>
<h2>Suporte</h2>
<p>Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. </p>
<p>A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. </p>
<p>“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.</p>
<p>“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.</p>
<p>Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro &#8211; acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.</p>
<p>Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.</p>
<p>“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. </p>
<h2>Choque de realidade</h2>
<p>Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.</p>
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<p><h6 class="meta">Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). </p>
<p>Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.</p>
<p>Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. </p>
<p>Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.</p>
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<p><h6 class="meta">Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém&#8221;.</p>
<p>A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.</p>
<p>“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.</p>
<p>Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.</p>
<p>Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.</p>
<p>No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.</p>
<p>Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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