Política
Professores acusam Roberto Cidade de repetir Wilson e manter crise na Seduc: ‘exatamente igual’

A saída do ex-governador Wilson Lima (UB) para a entrada do governador interino Roberto Cidade (UB), não mudou nada na relação entre os servidores e a gestão pública de Educação no Amazonas. Quem diz isso são os professores.
Esta semana os educadores foram às redes sociais protestar contra o governador interino. “No 3° Ato Público na sede do Governo pela Data-base da Seduc/Capital 2026, que buscava abertura de Mesa de Negociação pelo reajuste salarial do Magistério Estadual da Capital ( já são dois meses de atraso no pagamento)”, afirmam na página do Asprom Sindical, o sindicato da categoria.
Neste Dia do Trabalhador eles prometem ir às ruas, porém, de fato, o que os educadores dizem constatar é a continuidade dos problemas enfrentados na falta de valorização, pouca estrutura e rebaixamento à classe de servidores relegados ao segundo plano.
“O Governador Interino Roberto Cidade agiu exatamente igual ao seu líder político Wilson Lima e também não recebeu a Diretoria do Sindicato e a Comissão de Professores. Quando a Diretoria do AspromSindical buscou entrar na sede do Governo para tentar falar com o Governador, recebeu a informação da guarda policial de que o Governador não receberia ninguém para conversar”.
Neste sábado (2), o Sindicato convocou uma Assembleia Geral, em busca de decidir se colocará em prática o Estado de Greve aprovado na reunião anterior.
SECRETÁRIA CONTINUA NO CARGO
A crise na Seduc vem se acentuando com seguidas polêmicas e baixo indicadores de desempenho. Ainda sob comando de Wilson Lima (UB), a secretária de Estado de Educação, Arlete Ferreira Mendonça, foi alvo de uma recomendação de afastamento por parte do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
Professores na página da própria secretária cobram melhorias, porém, são ignorados.
Um contrato sem licitação de R$ 1,3 bilhão firmado pela Secretaria de Educação e Desporto Escolar com a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres Inovar), foi o estopim para o pedido, porém, até hoje, a secretária segue mantida no cargo.
Além disso, o conselheiro Ari Moutinho chegou a dizer que empresários estão luxando fora do Amazonas com dinheiro da Educação, enquanto crianças seguem sem merenda. Para além das acusações, ele ainda desafiou o conselheiro Luís Fabian, ex-secretário de Educação de Wilson Lima, a abrir seu sigilo bancário e sair da relatoria das contas da Pasta.
Como se já não bastasse, o Amazonas ainda ocupa o último lugar entre todos os estados do Brasil no ranking baseado nas menores notas do Enem (CLP/INEP) divulgadas em outubro de 2025.
Nem Roberto Cidade, nem a Seduc comentaram as reclamações dos educadores. Mas o espaço segue aberto para manifestações.
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