Cotidiano
Projeto leva oficinas de circo a escolas e abrigos de Manaus
Aproximar crianças e adolescentes da arte circense e transformar o circo em ferramenta de aprendizagem. Esses são os principais objetivos do projeto Funâmbulos da Amazônia, criado pela companhia amazonense Circo Caboclo.
Desde o início de 2025, a iniciativa leva oficinas gratuitas de tecido acrobático, bambolê e acrobacia de solo para instituições de ensino de Manaus. Neste mês de junho, a ação chegou à Casa Mamãe Margarida, que atua como abrigo e unidade educacional na capital amazonense.
Formação artística gratuita e acessível
O fundador da Circo Caboclo, artista, educador e produtor cultural Jean Winder, explica que as oficinas ocorrem semanalmente. Além disso, atendem participantes de diferentes níveis, do básico ao avançado.
As turmas oferecem até 20 vagas. Para participar, os interessados realizam a inscrição com apoio das instituições parceiras.
“A ideia do ‘Funâmbulos da Amazônia’ é proporcionar uma formação artística livre, em formato de oficinas de técnicas circenses. Nós já desenvolvemos o projeto nas Escolas Municipais Rodolpho Valle, Mário Lago e Rui Barbosa Lima e agora estamos atuando na Casa Mamãe Margarida, com atividades às segundas e sextas”, detalha.
Projeto amplia acesso à cultura
O projeto conquistou apoio por meio do Edital de Chamamento Público nº 007/2024, vinculado à Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
O Governo do Amazonas executa a iniciativa por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Conselho Estadual de Cultura. Além disso, o projeto conta com recursos do Ministério da Cultura.
Dessa forma, a proposta fortalece o compromisso da Circo Caboclo com a democratização do acesso às artes performáticas e com a inclusão social.
Segundo Jean Winder, o Funâmbulos da Amazônia amplia ações desenvolvidas pela companhia desde 2017.
“Esse projeto é uma ampliação do que já temos feito desde a criação da companhia, em 2017, a exemplo do ‘Viveiro Acrobático’, que leva oficinas de técnicas circenses para escolas públicas localizadas em zonas de vulnerabilidade social. O grande diferencial do ‘Funâmbulos da Amazônia’ é que agora conseguimos ter mais tempo para desenvolver uma formação aprofundada junto aos alunos, permitindo que eles tenham mais contato com as técnicas apresentados, em virtude das aulas mais regulares”, observa.
Equipe reúne profissionais especializados


Jean Winder coordena o projeto. O artista possui formação pela Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro e pela Universidad Nacional de San Martín, na Argentina.
Enquanto isso, uma equipe multidisciplinar conduz as oficinas. Integram o grupo a bailarina e acrobata Fernanda Bezerra, graduada em Dança pela UEA; a artista circense Ayla Taynã, formada em Educação Física pela UFAM, em Artes Circenses pela Escola Nacional de Circo e mestre em Ensino das Artes pela UEA; e a atriz, coreógrafa e artista circense Laísa Silva, professora de ballet e estudante de Fisioterapia na UFAM.
Circo como ferramenta de aprendizagem integral
Além do desenvolvimento artístico, o projeto estimula habilidades importantes para a formação dos participantes.
De acordo com Jean Winder, o contato com as técnicas circenses fortalece a concentração, a criatividade, a colaboração e a autoconfiança. Além disso, amplia a capacidade de adaptação e convivência em grupo.
“No ‘Funâmbulos da Amazônia’, a arte circense entra em sala como ferramenta de aprendizagem integral: desenvolve o foco, amplia a percepção, estimula a escuta e a colaboração. O aluno que pratica circo aprende a cair e levantar, a rir dos erros e a persistir com leveza, porque o palco da vida também exige equilíbrio. Ao integrar o circo ao contexto escolar, reafirmamos que educar também é encantar”, finaliza.
Cultura, inclusão e transformação social
Ao ocupar escolas e instituições sociais de Manaus, o Funâmbulos da Amazônia amplia o acesso à cultura. Além disso, cria oportunidades para que crianças e jovens descubram novas formas de expressão artística.
Por meio da linguagem circense, o projeto amplia horizontes, incentiva a inclusão e contribui para o desenvolvimento integral dos participantes. Assim, reafirma o papel da arte como instrumento de transformação social.
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