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tio revela última noite de técnico em camarote com grupo e after em lancha antes da morte na Praia da Lua

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tio revela última noite de técnico em camarote com grupo e after em lancha antes da morte na Praia da Lua

A família do técnico de enfermagem Ruan Silveira Ferreira, de 31 anos, fez a primeira manifestação pública neste domingo (12) sobre a morte do jovem na Praia da Lua, em Manaus.

Ruan morreu na manhã de sábado (11), após um afogamento no balneário. Segundo o tio da vítima, André Felipe, a última noite do técnico começou em um camarote de uma casa noturna localizada na Avenida Efigênio Salles, conhecida como V8, e terminou em um after em uma lancha na Praia da Lua com o mesmo grupo que estava na festa.

A família afirma que busca entender como ocorreu o deslocamento do jovem até o local, quem estava com ele e o que aconteceu antes do afogamento.

“Ele não foi sozinho para lá, ele não chegou até dentro daquela lancha sozinho, sem conhecimento de nada. Ele não entrou ali como um intruso, ele foi convidado”, declarou André.

Ruan foi sepultado neste domingo (12), no cemitério Nossa Senhora Aparecida, localizado na Avenida do Turismo, zona Oeste de Manaus.

Tio revela detalhes da última noite de Ruan

Durante entrevista ao portal CM7, André afirmou que a família quer que a investigação esclareça toda a sequência dos acontecimentos.

Segundo o tio, entre os pontos que precisam ser apurados estão a saída do camarote, o deslocamento até a marina, a chegada à embarcação e o que ocorreu nos momentos antes do afogamento.

Família questiona relatos apresentados à polícia

André afirmou que a família ficou abalada após ouvir versões diferentes sobre o que teria acontecido antes e depois da morte de Ruan.

Segundo o familiar, alguns relatos apresentados à polícia indicariam que pessoas que estavam na lancha disseram não conhecer o técnico de enfermagem.

Por outro lado, a família afirma que busca entender qual era a relação entre Ruan e o grupo que estava com ele naquela noite.

Além disso, o tio defendeu a análise de imagens de câmeras da Marina para identificar como o jovem chegou ao local e quem o acompanhava.

“Se tem culpado, se não tem culpado, se foi uma omissão de socorro, se foi verdadeiramente uma tragédia, a gente só precisa saber o que realmente aconteceu”, afirmou.

Ruan Silveira avisou a mãe antes da morte na Praia da Lua

Segundo André Felipe, Ruan conversou com a mãe por mensagem por volta das 8h05 de sábado (11).

Na conversa, o técnico informou que estava bem, em uma lancha, e que retornaria para casa.

Ainda conforme o tio, esse foi um dos últimos contatos da família com Ruan.

Pouco depois, por volta das 9h30, a irmã tentou falar com o técnico, mas não conseguiu mais contato.

Em seguida, familiares receberam a informação de que o jovem havia sofrido um afogamento na Praia da Lua.

Ainda segundo André, pessoas que estavam no local perceberam a ausência de Ruan e ajudaram nas buscas.

Grupo diz à PM que não conhecia Ruan antes de passeio de lancha

Conforme o registro da ocorrência feito pela Polícia Militar, pessoas que estavam com Ruan em uma lancha relataram aos policiais que não conheciam o técnico de enfermagem.

Ainda de acordo com o documento, o grupo participou de uma festa durante a noite de sexta-feira (10). Depois disso, durante a madrugada de sábado (11), decidiu alugar uma lancha para seguir até a Praia da Lua.

Segundo o relato registrado pela PM, Ruan teria chegado ao local bastante alcoolizado e entrou no Rio Negro para mergulhar.

O grupo informou que o técnico desapareceu por alguns minutos durante o mergulho.

Na sequência, pessoas que estavam na praia conseguiram retirar Ruan da água. No entanto, ele já estava sem vida.

Testemunha relata que grupo continuou bebendo após morte

O caso também ganhou repercussão após uma testemunha publicar um relato nas redes sociais sobre o comportamento das pessoas que estavam no local depois do afogamento.

Segundo a publicação, pessoas que acompanhavam Ruan teriam continuado bebendo e permanecido na Praia da Lua após a morte do técnico.

Além disso, a testemunha questionou uma possível omissão de socorro.

No entanto, até o momento, a Polícia Civil não confirmou se houve crime ou responsabilidade de terceiros.

As pessoas citadas no relato ainda não se manifestaram publicamente sobre a situação.

DEHS investiga morte na Praia da Lua

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) acompanha o caso e investiga as circunstâncias da morte de Ruan Silveira.

A investigação deve reunir depoimentos, imagens e outros elementos.

Com isso, a polícia busca esclarecer a dinâmica do afogamento, desde a saída da festa até os momentos finais antes do desaparecimento do técnico.

O Portal Em Tempo procurou a Polícia Civil do Amazonas para saber se houve novas atualizações no caso e se a investigação apura possível omissão de socorro.

Até a publicação desta reportagem, a corporação não havia enviado resposta.

Quem era Ruan Silveira

Ruan Silveira Ferreira trabalhava como técnico de enfermagem intensivista adulto e cursava Ciências Biológicas no Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

Nas redes sociais, o profissional compartilhava momentos da rotina, corridas, eventos e registros ligados à cultura amazônica.

Apaixonado pelo Boi Garantido, Ruan participava de eventos do Festival de Parintins e era conhecido pela presença nas celebrações do boi vermelho e branco.

Após a confirmação da morte, amigos, colegas de trabalho e pacientes fizeram homenagens ao técnico de enfermagem.

O Complexo Hospitalar Sul publicou uma nota de pesar e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.

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