Conecte-se conosco

Política

TRE-AM abre urnas eletrônicas em Manaus e destaca segurança do voto: ’30 anos sem fraudes’

Publicado

em

TRE-AM abre urnas eletrônicas em Manaus e destaca segurança do voto: '30 anos sem fraudes'

Uma série de vídeos produzida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite ao eleitor conhecer o equipamento por dentro e entender, de forma simples, como o voto é protegido em todas as etapas. O conteúdo está disponível no canal da instituição no Youtube.  O TRE-AM também fez sua parte.

Ao aproximar a população do funcionamento do sistema eletrônico de votação, por meio de conteúdo acessível, a Justiça Eleitoral garante o sigilo, a agilidade e a integridade do voto há 30 anos, sem nenhum indício de fraude.

Os vídeos foram lançados durante a 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, iniciativa do TSE voltada ao esclarecimento de dúvidas da população e ao combate à desinformação sobre as eleições. 

Entre os destaques está uma apresentação inédita em que o técnico Rafael Azevedo, coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, desmonta uma urna eletrônica ao vivo, revelando seus componentes internos e explicando, passo a passo, como o equipamento opera, como, por exemplo, a transmissão dos dados para contabilização dos votos. 

A urna eletrônica não possui qualquer conexão com a Internet, Wi-Fi ou Bluetooth. As informações são gravadas de forma criptografada em um cartão de mídia, retirado ao final da votação, e transportado para um centro de transmissão próprio dos Tribunais Regionais Eleitorais. Ao chegar à central, o sistema verifica a assinatura digital da mídia, que é feita em uma cerimônia pública com entes fiscalizadores como partidos políticos, Ministério Público e imprensa.

Se a assinatura digital for válida, está garantido que aquele resultado foi gerado pela urna eletrônica que foi preparada para aquela seção eleitoral, ou seja, garante-se a integridade e a autenticidade do resultado.

A transmissão não acontece pela rede mundial de computadores comum, mas por uma estrutura de comunicação própria, fornecida pelas operadoras de telefonia. Em locais de difícil acesso, onde isso não é possível, são usados computadores com acesso à internet via satélite, por meio de uma rede privada virtual (VPN). 

Composição e segurança

Outro ponto apresentado na série de vídeos é a composição da urna eletrônica que envolve o terminal do eleitor, o terminal do mesário, utilizado para identificação biométrica quando disponível, e por um conjunto de componentes eletrônicos desenvolvidos especificamente para o processo eleitoral. As gravações apresentam desde a estrutura física do equipamento até os sistemas responsáveis por receber, registrar e armazenar os votos.

O funcionamento interno da placa mãe e da memória da urna utiliza programas previamente assinados digitalmente e somente softwares autenticados. Caso qualquer arquivo seja alterado, o sistema identifica a inconsistência e impede o funcionamento da urna. 

O conteúdo explica ainda como a urna é preparada antes da abertura da seção eleitoral. No início da votação é emitida a zerésima, documento que comprova que não há votos registrados para nenhum candidato.

Ao término da votação, a urna imprime o Boletim de Urna (BU), relatório com a votação daquela seção eleitoral. O documento é entregue aos fiscais dos partidos e afixado no local de votação, permitindo que qualquer cidadão acompanhe e confira os resultados da seção. 

Todo o processo eletrônico de votação pode ser auditado em várias oportunidades – antes, durante e após as eleições –, por diversas entidades. 

A playlist com os vídeos pode ser acessada na playlist “Como funciona a urna eletrônica”: https://youtube.com/playlist?list=PLI70QTm3lLt0&si=5NxnN2Ubyy6qUwBR 

Mais informações sobre o sistema eletrônico de votação estão disponíveis no Portal da urna eletrônica no TSE: https://www.justicaeleitoral.jus.br/urna-eletronica/  

URNA ABERTA

“Trinta anos sem qualquer fraude comprovada.” A afirmação marcou a abertura da 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação no Amazonas, realizada nesta segunda-feira (03/08), no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Ao destacar a trajetória da urna eletrônica brasileira, o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal, Kleber Merklein, afirmou que o histórico de três décadas sem fraude comprovada, aliado ao constante aprimoramento tecnológico do sistema, é a maior evidência de sua segurança e confiabilidade.

Promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação mobiliza todos os tribunais eleitorais do país para ampliar o conhecimento da população sobre a transparência, a auditabilidade e os mecanismos que asseguram a integridade do sistema eletrônico de votação. 

No TRE-AM, a programação contou com a abertura da urna eletrônica. Durante a atividade, Merklein apresentou os principais componentes internos do equipamento, explicou como funciona a tecnologia utilizada nas eleições brasileiras e mostrou, na prática, alguns dos mecanismos físicos e tecnológicos que protegem a urna contra tentativas de violação.

Ao retirar a placa-mãe — considerada o principal componente da urna eletrônica —, o secretário explicou que, embora o equipamento tenha arquitetura semelhante à de um computador convencional, ele possui mecanismos exclusivos de proteção. “A placa-mãe é o cérebro da urna eletrônica e é muito semelhante à de um computador comum. A diferença é que a comunicação entre os principais componentes é criptografada. Existe um ‘contrato’ de segurança entre eles, de modo que essa comunicação não pode ser interpretada nem alterada. É como se esses componentes fossem blindados, justamente para impedir que alguém conecte qualquer dispositivo e tente interferir no funcionamento da urna”, explicou.

Segundo Merklein, a proteção da urna também está na forma como seus componentes internos se comunicam, utilizando tecnologias que impedem qualquer alteração indevida no sistema. “A urna possui outros processadores que se comunicam por meio de conexões criptografadas. Essa comunicação não pode ser decifrada nem alterada e existe justamente para impedir que alguém conecte qualquer dispositivo e tente burlar o sistema. É uma arquitetura muito diferente da de um computador convencional, desenvolvida para garantir a integridade de todo o processo de votação”, disse.