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Fumaça de incêndio sufoca Manaus e deixa ar entre os piores do mundo nesta quarta
O ar de Manaus atingiu o nível crítico de 215.3 µg/m³, ultrapassando em mais de 14 vezes o limite seguro recomendado pela OMS e superando marcas de poluição de metrópoles como Pequim e Nova Deli. A crise ambiental começou com um incêndio florestal durante a tarde em Iranduba, mas o vento empurrou a nuvem tóxica para a capital no período da noite. Por causa disso, moradores da Zona Oeste precisaram abandonar suas casas para conseguir respirar.
No bairro São Jorge, por exemplo, a fumaça invadiu residências e espalhou o pavor na comunidade.
“A fumaça entranhou e invadiu a casa toda. Não tinha mais como conseguir respirar lá dentro. Tive que colocar meus pais idosos dentro do carro e sair para dar voltas pela cidade. A situação está horrível e muito sinistra”, relatou uma moradora do bairro.
Fogo começou à tarde em área de floresta
Toda essa poluição foi provocada por um grande incêndio florestal. As chamas começaram à tarde, entre os km 3 e 4 da rodovia AM-070, no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba. No entanto, a fumaça atravessou a Ponte Rio Negro e atingiu a capital em cheio durante a noite.
Qualidade do ar atinge nível crítico
Além disso, dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva/UEA) confirmam a gravidade da situação. O índice de poluição na Zona Oeste ultrapassou 215.3 µg/m³ e chegou a 234.5 µg/m³ no bairro Compensa. Portanto, a qualidade do ar é classificada como péssima.
Crime ambiental em investigação
Ao todo, 24 bombeiros e 10 viaturas atuaram no combate ao fogo na floresta. Contudo, a corporação encontrou árvores previamente cortadas e secas na área atingida. Por essa razão, a principal suspeita é de queimada intencional.
Vale destacar que este é o segundo incêndio na região em menos de uma semana. Afinal, há seis dias, outro fogo destruiu cerca de 700 hectares de floresta no mesmo local.
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