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Alunos do CMPM VIII representam o Amazonas em competição nacional de foguetes
Três estudantes do Colégio Militar da Polícia Militar VIII (CMPM VIII), Escola Estadual Pedro Câmara, em Manaus, embarcaram no domingo (18) para representar o Amazonas na Jornada de Foguetes da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBAFOG). A competição nacional ocorre de 19 a 22 de outubro, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, com a participação de mais de 300 estudantes de diferentes regiões do país.
Dois dos três representantes da escola conquistaram medalhas de ouro na prova teórica da olimpíada. Agora, os alunos têm a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos durante a preparação dos protótipos de foguetes.
Olimpíada une teoria e prática
Para o professor Luís Pereira, responsável pelo acompanhamento dos estudantes, as olimpíadas científicas aproximam o conteúdo aprendido em sala de aula de situações práticas. Além disso, estimulam o interesse pela ciência.
“As olimpíadas não só testam o conhecimento teórico que o aluno tem durante o que aprende na sala de aula, mas também como ele aplica esse conhecimento”, explicou.
Segundo o professor, a OBAFOG também desenvolve habilidades relacionadas à matemática, à física e à compreensão espacial. Dessa forma, a experiência pode ampliar as perspectivas acadêmicas e profissionais dos participantes.
“É muito importante para o aluno compreender como realizar os lançamentos, como funcionam certas grandezas físicas e, principalmente, apreciar mais o que está fazendo na olimpíada”, destacou Luís Pereira.
Estudantes enfrentaram desafios na preparação
Durante a construção e os testes dos foguetes, os alunos precisaram observar aspectos técnicos para melhorar o desempenho dos protótipos. Josué Rique, de 13 anos, contou que enfrentou dificuldades com a aerodinâmica e identificou um vazamento na base do equipamento. O problema, porém, foi resolvido durante a preparação.
Apesar dos desafios, o estudante demonstrou entusiasmo com a viagem e a oportunidade de participar da competição nacional. A experiência representa mais uma etapa de aprendizado e superação.
Já Victor Gabriel da Mota, de 14 anos, destacou que a participação vai além da possibilidade de conquistar uma medalha. Ele espera conhecer outros jovens que também se dedicaram à preparação e trocar experiências com participantes de diferentes regiões do Brasil.
“Por mais que tenha a possibilidade de a gente não ganhar, acredito que vai ser uma experiência que vai valer para a vida toda”, afirmou.
O estudante também incentivou outros jovens a persistirem em seus objetivos. “O importante é nunca desistir, nunca deixar o seu sonho de lado, porque, por mais que possa demorar, uma hora ele acontece”, declarou.
João Inácio Brito, também de 14 anos, compartilha da expectativa de ampliar os conhecimentos durante a jornada. Além das atividades da competição, ele espera participar de experiências envolvendo robótica e propelentes de propulsão sólida.
“Vamos lá não só para competir, mas também para aprender”, ressaltou.
Famílias acompanham conquista dos estudantes
A participação na jornada também é motivo de orgulho para os familiares, que acompanham a dedicação dos adolescentes e reconhecem a importância da oportunidade para o futuro acadêmico deles.
Rafaela Mota, empresária e mãe de Victor Gabriel, destacou a emoção de ver o filho representar a escola e o Amazonas em uma competição nacional. Para ela, a viagem tem um significado especial por marcar uma nova etapa de autonomia na vida do adolescente.
“É um dos maiores orgulhos da minha vida ver o meu filho, que dá o melhor de si sempre, representar o Amazonas e a escola”, afirmou.
A mãe também ressaltou a conquista da medalha de ouro na prova escrita e a expectativa de acompanhar o crescimento do filho por meio de novas experiências.
Pedro Paulo Rique, advogado e pai de Josué, espera que a participação na olimpíada incentive o adolescente a continuar se dedicando aos estudos. Além disso, acredita que a experiência poderá contribuir para suas escolhas profissionais no futuro.
“Espero que ele continue se dedicando às atividades dele e que, futuramente, possa, a partir dessas experiências, escolher uma profissão de maneira melhor”, disse.
Ciência pode abrir caminhos profissionais
Para o professor Luís Pereira, competições como a OBAFOG podem despertar o interesse dos estudantes por diferentes áreas do conhecimento. Essas experiências também ajudam os jovens a conhecer possibilidades de carreira.
Ao representar o Amazonas na Jornada de Foguetes, os três estudantes levam o resultado da preparação e o apoio de suas famílias. A participação também oferece a oportunidade de aprofundar conhecimentos em astronomia, astronáutica e outras áreas da ciência.
