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Política

Entre afagos e sorrisos, Omar deixa recado em letras garrafais para Cidade: ‘quero todas as informações’

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Entre afagos e sorrisos, Omar deixa recado em letras garrafais para Cidade: 'quero todas as informações'

O clima de cordialidade entre o governador Roberto Cidade (UB) e o governador eleito, Omar Aziz (PSD), não deixou passar desapercebido o tom da entrevista coletiva do senador sobre os planos para a transição. “Quero todas as informações”, sentenciou o futuro chefe do Executivo estadual.

Omar foi à sede do Governo e não usou meio termo. “Eu vou comanda a transição”. Durante o primeiro turno, Omar já havia deixado claro que estava de olho nas contas e gastos do Governo.

COLCHÕES

O episódio mais claro foi quando denunciou uma compra de colchões que ele mesmo chamou de superfaturada.

Na época, a denúncia gerou reação de Cidade, que anunciou o cancelamento da ata de preços.

RECEITA

Omar chega ao Governo do Amazonas com a maior votação da história, obteve mais de 60% dos votos, apoio de todos os prefeitos, e leva todo esse peso nas costas para carregar.

LEIA MAIS: Omar Aziz e Roberto Cidade alinham início da transição: ‘não escolhi nem um secretário ainda’

A projeção é que tenha receita de R$ 36,25 bilhões, mas despesas de R$ 37,05 bilhões em 2027, segundo a própria Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em junho de 2026,  

Aliados do governador eleito que deverão ter papel importante em sua gestão, já estão denunciando o rombo. Entre eles, está Marcelo Ramos (PT), que usou termos como “quadrilha” para falar sobre contas do Estado.

Entre as promessas que vão demandar muito dinheiro estão as construções de hospitais na capital e no interior, zerar a fila do Sisreg, aumentar o efetivo das Polícia Militar e Civil, pagar as datas base dos professores e manter a operação do Estado, que hoje enfrenta situações críticas como seca, fumaça e ainda dívidas bilionárias herdadas de empréstimos deixados pelo ex-governador Wilson Lima (União Brasil)

Não é à toa que Omar tomou duas excelentes deciões:

Comandar a equipe de transição e dar os afagos que deveriam ser dados no primeiro encontro com Cidade.