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Adolescente engravida após ser estuprada por parentes no interior do AM

Novo Aripuanã (AM) – Dois homens, de 28 e 54 anos, foram presos pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta quarta-feira (6), acusados de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos. Os suspeitos são o tio e o tio-avô da vítima. O crime, ocorrido em 2024 no município de Novo Aripuanã, só foi descoberto após a menina dar à luz a um bebê fruto da violência.
A prisão foi realizada pela 73ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), após os mandados de prisão preventiva serem expedidos pela Justiça.
Gravidez e descoberta do crime
De acordo com o delegado Filipe Nascimento, titular da unidade policial, o caso veio à tona em março deste ano. A família da adolescente havia se mudado para o município de Manicoré, onde a menina deu entrada em uma unidade hospitalar para o parto. O Conselho Tutelar daquela região foi acionado e formalizou a denúncia, dando início às investigações.
Durante a escuta especializada, a adolescente revelou que foi vítima de dois abusadores diferentes em um curto espaço de tempo.
Detalhes dos abusos: Tio e Tio-avô
O primeiro crime foi cometido pelo tio, de 28 anos. Ele abordou a sobrinha enquanto ela caminhava para a escola, puxando-a pela alça da mochila para dentro do banheiro de um estabelecimento comercial, onde praticou atos libidinosos.
Cerca de um mês depois, o tio-avô, de 54 anos, aproveitou que a adolescente estava sozinha em casa para invadir a residência. Mediante uso de força física, ele consumou o ato de conjunção carnal. Segundo as investigações, a gravidez foi consequência de um desses episódios de violência.
Prisão na zona rural
Com base nos relatos e nas provas colhidas, o delegado representou pela prisão preventiva dos envolvidos. “Os mandados foram cumpridos na zona rural de Novo Aripuanã, e os indivíduos foram capturados e encaminhados à sede da delegacia”, informou Nascimento.
Procedimentos
Os dois homens responderão pelo crime de estupro de vulnerável. Eles passarão por audiência de custódia e permanecerão presos, à disposição da Justiça.
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