Cidades
Borracheiro discutiu com agiota horas antes de ser executado em oficina de Manaus
Um borracheiro identificado como Fabrício da Silva Brandão, de 32 anos, foi executado após receber quatro tiros na cabeça dentro da oficina onde trabalhava e morava, na madrugada desta sexta-feira (19), na rua Belo Horizonte, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.
Além da violência do crime, um detalhe chamou a atenção da família. Segundo a esposa da vítima, Fabrício discutiu com um agiota poucas horas antes de morrer. No entanto, ela afirmou que desconhece o valor da dívida e não sabe se o desentendimento tem relação com o assassinato.
Discussão aconteceu na véspera
De acordo com Raquel, o marido discutiu com um homem que cobrava uma dívida durante a véspera do crime.
Apesar disso, ela disse não conhecer detalhes sobre o débito. Dessa forma, a Polícia Civil deverá investigar se o episódio tem ligação com a execução.
Até o momento, os investigadores não divulgaram informações sobre a motivação do homicídio. Ainda assim, a polícia não descarta nenhuma linha de investigação.
Homem recebia ameaças
Além da suposta dívida, Raquel revelou que Fabrício recebia ameaças há algum tempo.
Segundo ela, os conflitos envolviam o terreno onde a família mora há mais de oito anos. Por causa da disputa, o caso chegou à Justiça.
“Meu marido era trabalhador, todo mundo conhece ele aqui. Há muito tempo ele recebeu ameaças por causa desse terreno. A gente estava na Justiça por causa disso”, afirmou.
Esposa encontrou corpo ao amanhecer
Durante a madrugada, Raquel ouviu entre quatro e cinco disparos. Em seguida, ela saiu para verificar o que havia acontecido.
Como não encontrou nenhuma movimentação suspeita na rua, decidiu voltar para casa. Além disso, ela acreditava que o marido não estava na oficina naquele momento.
Por isso, chegou a enviar uma mensagem para Fabrício após ouvir os tiros. Somente horas depois, ao amanhecer, entrou no local e encontrou o borracheiro morto.
Posteriormente, equipes removeram o corpo para o Instituto Médico Legal (IML). Enquanto isso, policiais iniciaram as diligências para identificar os responsáveis pelo crime.
Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito havia sido localizado. Por fim, a Polícia Civil segue investigando o caso.
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