Connect with us

Cidades

Denúncia na escola bota na cadeia abusadores de irmãs no interior do AM

Published

on

Denúncia na escola bota na cadeia abusadores de irmãs no interior do AM

Uma denúncia feita no ambiente escolar quebrou um ciclo de violência que durava 11 anos e colocou na cadeia dois homens, de 56 e 82 anos, no município de Amaturá (a 909 quilômetros de Manaus). Um dos presos é o avô materno das vítimas, uma criança de 8 anos e uma adolescente de 15 anos, enquanto o idoso é um parente da família que também participava dos abusos. As prisões preventivas foram cumpridas na tarde de quinta-feira (28).

O caso começou a ser desvendado quando a adolescente de 15 anos percebeu que sua irmã caçula, de apenas 8 anos, havia se tornado o novo alvo dos ataques do avô. Revoltada e decidida a proteger a menor, a jovem procurou a direção e os professores da escola onde estuda para relatar o horror que vivia em casa. O colégio acionou imediatamente o Conselho Tutelar e a Polícia Civil do Amazonas.

Durante a investigação conduzida pela 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), a adolescente revelou que sofria os abusos sexuais do próprio avô desde 2015, quando tinha somente quatro anos de idade. O primeiro estupro ocorreu em uma residência localizada em uma área de mata isolada. Ela detalhou ainda que o segundo investigado, de 82 anos, também cometia os crimes contra ela aproveitando-se do vínculo familiar.

De acordo com o delegado Felipe Carvalho, titular da 49ª DIP, a equipe policial realizou a escuta especializada da criança de 8 anos, que confirmou ter começado a sofrer as mesmas agressões físicas recentemente. Diante dos depoimentos contundentes e do risco imediato às vítimas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva da dupla, medida que foi aceita e expedida pela Justiça.

Os policiais civis localizaram e capturaram ambos os suspeitos em via pública na área central de Amaturá. Os dois homens foram indiciados formalmente pelo crime de estupro de vulnerável. Após passarem por exames de corpo de delito, eles foram transferidos para a unidade prisional do município, onde permanecem trancados à disposição do Poder Judiciário.

Leia mais:

Estagiário do MP é demitido após oferecer defesa a acusado em troca de academia grátis