Cidades
Falsa biomédica é presa novamente após pacientes denunciarem deformidades em Manaus
A Polícia Civil voltou a prender Hozana Carneiro Ximenes, de 35 anos, na manhã desta quinta-feira (2), durante uma operação em Manaus. Segundo as investigações, Hozana se passava por biomédica para realizar procedimentos estéticos. Além disso, novas denúncias de pacientes que relataram deformidades e complicações após os atendimentos levaram a Justiça a decretar outra prisão.
Os policiais cumpriram os mandados de prisão e de busca e apreensão em uma clínica na zona Norte da capital. Em seguida, os agentes conduziram Hozana ao 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Segundo o delegado Mauro Duarte, a Justiça condenou Hozana a mais de sete anos de prisão por causa das investigações iniciadas em 2022, quando o caso ganhou repercussão em Manaus.
Além disso, o delegado explicou que, depois da primeira operação, outras pessoas procuraram a polícia para denunciar complicações após procedimentos estéticos realizados por Hozana.
Ainda segundo Mauro Duarte, os novos relatos reforçaram o padrão identificado durante a primeira investigação.
“Mesmo após aquele episódio, outras pessoas registraram boletins de ocorrência relatando a mesma situação, ficando com deformidades e precisando de procedimentos reparadores”, afirmou.
Diante das novas denúncias, a Polícia Civil aprofundou as investigações. Depois disso, os agentes cumpriram os mandados nesta quinta-feira.
Investigada nega irregularidades
Em entrevista à imprensa, Hozana contestou a prisão e afirmou que possui formação e documentação para atuar na área da estética. Além disso, disse que desconhece os motivos do mandado e classificou a ação como injusta.
“Tenho toda a formação e toda a documentação. Minha clínica é registrada e vou buscar todos os meios legais para provar minha inocência”, declarou.
Por outro lado, Hozana afirmou que parte das denúncias surgiu por causa da insatisfação de clientes com os resultados dos procedimentos. Além disso, atribuiu outra parte das acusações a conflitos entre profissionais da área.
Relembre o caso
Hozana ganhou notoriedade em 2022. Naquele ano, a Polícia Civil a prendeu por suspeita de se apresentar como biomédica sem possuir registro profissional.
Na época, os investigadores informaram que Hozana tinha formação em Matemática. Além disso, afirmaram que ela realizava procedimentos estéticos sem habilitação reconhecida pelo Conselho Regional de Biomedicina.
Depois disso, pacientes denunciaram sequelas, deformidades e reações adversas. Com isso, a Polícia Civil iniciou as investigações. Segundo os investigadores, Hozana se apresentava como biomédica e atendia pacientes em uma clínica da qual era sócia.
Além disso, durante a operação desta quinta-feira, os policiais apreenderam materiais, equipamentos e insumos usados nos procedimentos estéticos. Agora, a perícia analisará os itens. Em seguida, a Polícia Civil incorporará o material ao inquérito. Por fim, os investigadores utilizarão o resultado da perícia para dar continuidade às apurações.
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