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Bombeiros revelam o que causou vazamento de gás tóxico no Distrito Industrial de Manaus; entenda
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) explicou nesta quarta-feira (15) como ocorreu o vazamento de gás tóxico registrado em uma indústria do Distrito Industrial de Manaus. Segundo a tenente Valdenize, o problema começou após uma reação química envolvendo o monômero de estireno armazenado em um tanque da empresa.
De acordo com a oficial, o líquido passou por uma expansão dentro do reservatório, o que provocou a liberação do gás pelo sistema de segurança do equipamento.
“Existe esse líquido que sofreu um supercrescimento, por isso houve a extrapolação do gás do tanque”, explicou a tenente Valdenize.
Ainda conforme o Corpo de Bombeiros, o tanque não sofreu rompimento e nenhum equipamento apresentou quebra. A liberação aconteceu pela válvula de segurança instalada no próprio reservatório.
“Não tem nada quebrado, não tem nenhum registro quebrado. É só a válvula de segurança do próprio tanque”, afirmou.
A ocorrência mobilizou equipes de emergência após o forte odor do produto se espalhar pela região do Distrito Industrial e ser percebido por moradores de diferentes áreas de Manaus. Como medida preventiva, trabalhadores da empresa envolvida e de estabelecimentos próximos deixaram os locais enquanto os órgãos acompanhavam a situação.
Segundo a tenente, os bombeiros atuam no resfriamento do tanque para controlar o processo químico e evitar uma nova liberação do produto.
“A gente está resfriando com o próprio canhão de segurança e com a água da reserva de incêndio daqui da empresa”, disse.
A equipe aguarda uma reação química que deve transformar o material líquido em sólido. Com isso, a saída do gás deve ser interrompida completamente.
“Está sob controle. A gente só está aguardando esse fenômeno químico que transforma o óleo em sólido para que não haja mais vazamento de gás”, explicou Valdenize.
Sem vítimas e com monitoramento
Durante a atuação, o Corpo de Bombeiros informou que não houve registro de vítimas. A corporação permanece no local acompanhando a evolução da ocorrência até a conclusão dos procedimentos de segurança.
A tenente também comentou sobre o odor sentido pela população. Segundo ela, o cheiro é uma característica do produto, semelhante ao de solvente, tinta ou verniz.
“O cheiro que provavelmente a população esteja sentindo é um cheiro de dissolvente, de tinta, de verniz. É característico desse gás”, afirmou.
Apesar disso, a orientação é que pessoas que apresentem sintomas como tontura, dor de cabeça ou enjoo procurem atendimento médico.
“Se por acaso a população sentir tontura, dor de cabeça, enjoo, a gente orienta que procure um médico”, disse.
Ainda não há previsão para encerramento
Questionada sobre o tempo necessário para finalizar a operação, a tenente informou que ainda não existe uma previsão.
Segundo ela, a quantidade de material armazenada exige acompanhamento cuidadoso das equipes.
“É um tanque, então é grande quantidade de material que está lá dentro. A gente está aguardando resfriar para que não haja vazamento”, explicou.
Enquanto isso, a Prefeitura de Manaus mantém o Gabinete de Crise e os órgãos envolvidos continuam monitorando a área para garantir a segurança da população.
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