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Muvuca de sementes impulsiona reflorestamento no Amazonas

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Comunidade ribeirinha aplica técnica de muvuca de sementes em área de reflorestamento no Amazonas

A técnica de muvuca de sementes vem sendo aplicada no Amazonas como estratégia de reflorestamento em áreas degradadas da Floresta Nacional de Tefé. A iniciativa integra o projeto Floresta Olímpica do Brasil, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e executado pelo Instituto Mamirauá.

Além disso, o método combina saberes tradicionais e ciência para acelerar a recuperação da vegetação nativa.

Técnica ancestral alia conhecimento tradicional e ciência

A muvuca de sementes consiste na mistura de diferentes espécies lançadas diretamente no solo para promover a regeneração da floresta.

Dessa forma, a técnica reproduz a dinâmica natural do ecossistema amazônico e permite que cada planta germine em seu tempo.

Segundo os técnicos do projeto, o método tem apresentado resultados mais eficientes do que o plantio convencional por mudas.

Projeto restaura áreas degradadas em comunidade de Tefé

A ação ocorre na Comunidade Bom Jesus da Ponta da Castanha, localizada na Floresta Nacional de Tefé, a cerca de 30 quilômetros do município de Tefé.

O projeto prevê a restauração de 6,3 hectares até 2030.

Além disso, desde janeiro de 2026, já foram plantados 256 quilos de sementes em quatro hectares de áreas degradadas.

Mistura inclui espécies de curto, médio e longo prazo

A composição da muvuca de sementes reúne espécies com diferentes funções ecológicas.

Entre elas estão plantas de crescimento rápido, como:

  • feijão de porco
  • feijão guandu
  • gergelim
  • abóbora
  • Além disso, a técnica incorpora espécies intermediárias e árvores de longo prazo.

    Entre as espécies arbóreas plantadas estão:

  • jatobá
  • ipê amarelo
  • açaí
  • angelim
  • bacuri
  • buriti
  • Técnica reduz custos e facilita logística na Amazônia

    Segundo o Instituto Mamirauá, a muvuca de sementes apresenta vantagens operacionais importantes para a realidade amazônica.

    As sementes ocupam menos espaço, facilitam o transporte e reduzem perdas logísticas.

    Além disso, o método exige menos mão de obra e menor quantidade de insumos.

    Por isso, a técnica se adapta melhor às condições geográficas da região.

    Projeto busca gerar renda e segurança alimentar

    Além da recuperação ambiental, a iniciativa pretende gerar benefícios econômicos para os moradores da comunidade.

    Com o crescimento das espécies frutíferas, a expectativa é ampliar:

  • produção de alimentos
  • geração de renda
  • segurança alimentar
  • uso sustentável do território
  • Dessa maneira, o projeto conecta restauração ambiental e desenvolvimento comunitário.

    Comunidade poderá replicar método em outras áreas

    Com a capacitação recebida, os moradores passam a dominar a técnica e poderão aplicá-la em novos locais degradados.

    Assim, a muvuca de sementes tende a ampliar seu impacto no território ao longo dos próximos anos.

    Instituto Mamirauá lidera ações sustentáveis na Amazônia

    O Instituto Mamirauá atua em pesquisa, manejo de recursos naturais e desenvolvimento social na Amazônia.

    Além disso, a instituição trabalha em parceria com comunidades tradicionais para promover conservação ambiental e uso sustentável da biodiversidade.

    Dessa forma, o projeto reforça o protagonismo amazônico em soluções inovadoras de restauração florestal.

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