A política habitacional no Amazonas ganhou projeção nos últimos anos ao concentrar ações voltadas à redução do déficit habitacional e à geração de quase 80 mil postos de trabalho. O resultado decorre de programas de acesso à moradia e de iniciativas ligadas à casa própria.
Esse movimento começou a se estruturar durante a gestão do ex-governador Wilson Lima, presidente estadual da Federação União Progressista, quando diferentes programas passaram a operar sob uma mesma lógica.
Execução técnica centraliza projetos em órgãos estaduais
A execução técnica ficou concentrada na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e na Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE). A condução, até o fim de março, foi do engenheiro civil Marcellus Campêlo, responsável por estruturar e executar projetos ao longo de mais de sete anos. Segundo vice-presidente estadual do União Brasil, Campêlo se desincompatibilizou do cargo para colocar o nome à disposição do partido como pré-candidato a deputado estadual.
Continuidade da política sob nova condução
A concepção e a implementação da política pública reorganizaram a forma de tratar a moradia no estado. Atualmente, a política segue em continuidade sob a condução do governador interino Roberto Cidade (União).
“Nosso compromisso é dar sequência a essa política de moradia, garantindo que as obras avancem e que mais famílias tenham acesso à casa própria. É um trabalho que não pode parar”, observa Roberto Cidade.
Integração com saneamento, mobilidade e regularização fundiária
A proposta ampliou o alcance da política habitacional ao conectar a entrega de moradias a obras de saneamento, mobilidade e regularização fundiária.
“Habitação é um ponto de partida para reorganizar o Estado. Quando oferecemos moradia digna, levamos junto infraestrutura, segurança jurídica e qualidade de vida”, afirma Wilson Lima, ao defender o modelo adotado durante seu governo, de 2019 a 2026.
Mudança de abordagem amplia escala dos projetos
Marcellus Campêlo destaca que a mudança de abordagem foi decisiva para ampliar a escala dos projetos.
“A gente passou a tratar moradia como algo que precisa estar inserido na cidade, com acesso a serviços, infraestrutura e condições reais de qualidade de vida. Não é só entregar casa, é garantir que aquela família tenha um lugar adequado para viver”, afirmou.
Programa Amazonas Meu Lar reúne iniciativas
A partir dessa diretriz, o governo reuniu iniciativas existentes e lançou, em 2023, o programa Amazonas Meu Lar. O programa passou a concentrar ações voltadas à habitação. Além disso, incorporou projetos como o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), na capital, e o Programa de Saneamento Integrado (Prosai), no interior, ampliando o alcance das intervenções.
Números mostram alcance das ações
Até março de 2026, mais de 31 mil famílias foram atendidas em todo o estado. Desse total, quase 22 mil receberam títulos definitivos de seus imóveis. Outras 9,2 mil famílias tiveram acesso a soluções de moradia, incluindo unidades habitacionais, indenizações e subsídios.
Reassentamento reduz risco em áreas vulneráveis
Na prática, no caso do Prosamin+, famílias deixaram áreas de risco, como margens de igarapés e regiões sujeitas a alagamentos, e passaram a viver em moradias com infraestrutura e acesso a serviços públicos. Em Manaus, o programa prevê o reassentamento de 2,5 mil famílias, com 1.735 já retiradas dessas áreas. Além disso, outras 1,3 mil famílias foram reassentadas da zona sul, na área da ligação viária Silves-Maués.
Geração de empregos impulsiona economia local
Outro efeito direto da política habitacional aparece na economia. As frentes de trabalho, distribuídas em diferentes regiões, movimentam a construção civil e serviços associados. Como resultado, ampliam a circulação de renda e fortalecem a economia local. Somados, os principais programas do estado voltados à habitação respondem pela geração de quase 80 mil postos de trabalho.
Projetos seguem em execução
Os projetos seguem em andamento sob a condução do governador interino Roberto Cidade, garantindo o avanço das entregas previstas e a continuidade dos empreendimentos.
Impacto social vai além dos números
Para o ex-governador Wilson Lima, o alcance da política habitacional vai além dos indicadores.
“Não é só sobre entregar casas. É sobre mudar a realidade de quem vivia em áreas precárias e hoje tem moradia, endereço e acesso a serviços básicos. Isso já aparece na vida das famílias e na própria cidade”, enfatiza.
(*) Com informações da assessoria


