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Política

Hapvida suspende plano de Saúde da Seduc e servidores cobram Cidade: ’empurrando para debaixo do tapete’

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Hapvida suspende plano de Saúde da Seduc e servidores cobram Cidade: 'empurrando para debaixo do tapete'

O governador Roberto Cidade (UB) tem mais uma bomba em forma de calote para destravar. Desta vez é o plano de Saúde dos educadores, que está suspenso por falta de pagamento que chega à casa dos R$ 52 milhões.

Nas redes sociai do  Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom), a representante dos servidores afirma que a situação é grave e vem se repetindo desde a gestão Wilson Lima (UB).

A Hapvida Assistência Médica presta serviço para a Secretaria de Educação do Amazonas e atende cerca de 30 mil pessoas. Pelo acordo entre as partes, a Hapvida apresenta ao Governo os atendimentos, o Governo analisa e em seguida paga mais de R$ 7 milhões por mês, modelo que estaria atrasando pagamentos desde 2019 e gerando suspensão do plano.

Para que se tenha uma ideia, dos R$ 44 milhões pagos este ano, apenas o mês de janeiro refere-se a serviços prestados em 2026. A coordenadora geral da Asprom Sindical, Alessandra Souza, é enfática. “Infelizmente essa prática tem sido recorrente”.

A categoria se mobiliza para realizar ato público na segunda-feira (10), em frente à sede do Governo do Estado. Até o momento, nem a Seduc, nem Roberto Cidade e nem a Comunicação do Estado emitiram nota sobre o que pretende fazer para que o plano volte a atender os educadores e para que isso não ocorra mais uma vez.

“O atual governo continua agindo como o que nós tínhamos anteriormente, ignorando os problemas e empurrando para debaixo do tapete”, afirma a coordenadora.

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Da mesma forma que a Asprom, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) também aponta as falhas do Governo do Amazonas com o plano de Saúde da categoria.

“Esta é a quinta suspensão dos atendimentos desde 2019. Não estamos falando de um benefício qualquer. Estamos falando do direito à assistência à saúde de trabalhadores que já enfrentam sobrecarga, adoecimento e condições cada vez mais difíceis de trabalho. Muitos dependem do plano para dar continuidade aos seus tratamentos e não podem viver a incerteza de saber se terão atendimento quando precisarem”, afirma a presidente, Ana Cristina Rodrigues.