Política
Lula e Trump se encontram no G7 e trocam declarações pesadas após conversa: ‘não se meta’
Lula e Trump tiveram um encontro reservado no G7, mas a conversa não serviu para amenizar os ânimos. Na verdade, após o diálogo, vieram as farpas públicas de ambos os lados, envolvendo a questão política e a família Bolsonaro.
“Ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, disse Lula.
A tarifas, as eleições e o clima de desentendimento tem esquentado entre os lados. “Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil”.
TRUMP DIZ QUE VAI JOGAR PESADO
Já Trump falou em jogo duro. E citou a situação da família Bolsonaro. “Tem sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele”, falou, ao confundir os filhos do ex-presidente.
“Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos”, ameaçou.
Lula disse, ainda, que vai ensinar Trump como o Brasil comanda seu processo eleitoral. “”Se tem alguém que tem que aprender com eleições civilizadas no Brasil é o meu amigo Trump. Na próxima vez [que encontrar Trump], vou levar a urna eletrônica para mostrar como ela funciona”, disse Lula.
A cúpula do G7 na França foi tensa o tempo todo.


