Política
Minoria na CMM, oposição expõe as mazelas de Manaus e cobra Renato Júnior

Buracos, infraestrutura precária, risco de morte para a população. A oposição na Câmara Municipal de Manaus (CMM) é minoria entre os 41 vereadores, mas as redes sociais são uma janela aberta para as mazelas de Manaus. Vereadores expõe os problemas da cidade e cobram o prefeito Renato Júnior (Avante), herdeiro político de David Almeida (Avante).
RUAS X AR CONDICIONADO
Esta semana o prefeito “acusou o golpe”. Sugeriu ao petista José Ricardo que saísse do ar condicionado e fosse para as ruas. A reação do vereador foi imediata. Mostrou suas caminhadas pelos bairros e fez um “react” a respeito da fala do prefeito.
“Vejo de perto a situação dos alagamentos, dos buracos, da falta de infraestrutura e das dificuldades enfrentadas pelas famílias”.
FLAGRANTE DE ABANDONO
Já o vereador Rodrigo Guedes (Republicanos), encontrou uma situação de precariedade e abandono na Avenida Laguna. As famosas alagações comprovam a falta de drenagem, galerias e cuidado com a cidade. Lama na rua, reclamação dos moradores e vídeo de cobranças ao prefeito.
“Assistam ao vídeo todo e vejam a humilhação que estão fazendo as pessoas passarem. E, ah, antes que alguém fale: aí não é culpa de lixo, não, tá?! Aí simplesmente NÃO TEM REDE DE DRENAGEM!”, escreveu.
HUMOR E SOFRIMENTO
Enquanto isso, o vereador Sargento Salazar (PL), usou a ironia para denunciar o abandono das ruas do Oswaldo Frota. Levou uma placa do prefeito Renato Júnior para uma rua coberta por buracos. “Segundo os moradores, há mais de um ano que essa rua não vê o asfalto”.
CMM SUBSERVIENTE?
Em meio aos “gatos pingados” que fazem oposição, sobra dentro do plenário da Câmara Municipal de Manaus denúncias de subserviência dos vereadores à Prefeitura de Manaus.
Presidida por David Reis (Avante), aliado político do ex-prefeito David Almeida e do atual, Renato Júnior, a casa que paga o maior salário de vereador do Brasil é confrontada pela relação de muitos custos e pouca independência.
E o vereador que tem a responsabilidade de tocar os trabalhos, é o centro do debate entre apoio político e a obrigação de fiscalizar a Prefeitura, sob pena de contrariar a vontade popular.
Esta semana, por exemplo, A CMM aprovou, em regime de urgência, um PL que mudou a legislação sobre empréstimos, facilitando um financiamento de R$ 620 milhões que a Prefeitura esperar ter acesso, e que travou por conta da Secretaria do Tesouro Nacional apontar possíveis irregularidades.
Em meio ao jogo de interesses, fica sempre a pergunta: em qual prateleira fica as obrigações dos vereadores e os interesses da população de Manaus?
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