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Política

Moraes manda colocar tornozeleira em Adail Pinheiro, mas cacique político convoca motociata pelas redes sociais

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Moraes manda colocar tornozeleira em Adail Pinheiro, mas cacique político convoca motociata pelas redes sociais

O prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), agora terá de usar tornozeleira, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após ter sido alvo da Operação Dinastia do Lago, que investiga supostas irregularidades no município. Apesar das restrições, nesta quarta-feira (23), ele convocou uma motociata a favor do filho, o deputado Adail Filho, que também é investigado na mesma operação, e também em apoio ao outro filho, Emanoel Pinheiro vice-prefeito licenciado para concorrer ao cargo de deputado estadual.

Moraes determina que Adail Pinheiro não ente na Prefeitura, não tenha contato com os investigados, e isso inclui o filho que está no card da motociata, que não deixe o País e que não tenha contato com servidores.

Afastado da Prefeitura, Adail segue nas redes sociais agindo politicamente. No lugar dele, no comando da Prefeitura de Coari, está a irmã, Jeany Pinheiro, o que mantém a família no controle do poder da cidade.

A OPERAÇÃO EM COARI

A Controladoria-Geral da União (CGU) participou de investigação que resultou na Operação Dinastia do Lago, realizada pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (16/9). A ação teve como objetivo apurar a possível atuação de uma organização criminosa em fraudes de licitação, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro na gestão municipal de Coari (AM).

O trabalho teve início após a apreensão de cerca de R$1,25 milhão em espécie, transportados por três empresários em voo entre Manaus (AM) e Brasília (DF), em maio de 2025.

A CGU contribuiu com o levantamento e a análise de informações relacionadas às pessoas físicas e jurídicas investigadas, como a participação em licitações e contratações públicas e a identificação da origem dos recursos empregados nos pagamentos examinados. As apurações identificaram uma possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros, com indícios de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras para pagamento de vantagens indevidas e para ocultação da origem e dos destinatários finais do dinheiro.

Foram apreendidos relógios, joias, carros de luxo, dinheiro em espécie que somam quase R$ 1 milhão, e até arma, entre outros itens.

Os fatos investigados podem caracterizar crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Manaus (AM) e Coari (AM), além de medidas de afastamento de servidores.

“A busca e apreensão hoje cumprida não significa que tenha ocorrido a formação de culpa ou o reconhecimento de que houve a prática de qualquer ato delituoso. Afinal, em um estado democrático de direito, todos estão sujeitos a investigações”, afirmam Adail Pinheiro e Adail Filho em nota.

“Merece destacar que Manoel Adail e Adail José não possuem relação com os fatos que deram origem a esse procedimento e, há um prazo razoável, já deram início ao trabalho defensivo com o objetivo de restabelecer a verdade”, dizem pai e filho.

“Por fim, reafirmam o compromisso de que confiam nas instituições de nossa República e esperam que a normalidade seja restabelecida o quanto antes”, encerram a nota.