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Política

No Amazonas, políticos mantêm disputa Lula x Bolsonaro nas ruas, nas redes e nos parlamentos

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No Amazonas, políticos mantêm disputa Lula x Bolsonaro nas ruas, nas redes e nos parlamentos

A vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no Amazonas, não encerra uma disputa que parece infinita: esquerda e direita replicam no estado os embates nacionais entre os dois lados polarizados, uma corrida sem fim que prossegue após o pleito. Políticos amazonenses disputam o controle da narrativa e comprovam: com, ou sem eleição, os dois lados não darão trégua.

E não precisa ter mandato. Após coordenar a campanha de Lula no Amazonas, o ex-deputado federal Marcelo Ramos tem sido uma das vozes de liderança do lulismo no Estado.

Marcelo ainda somou à vitória de Lula a eleição do senador Omar Aziz (PSD) ao Governo do Estado. Altamente cotado para o secretariado da futura gestão, abrir mão da candidatura ao Senado por conta de uma estratégia do PT não tirou dele o protagonismo.

Elevador

Outra figura da esquerda que contabilizou sucesso nas urnas, herdando do culto a Lula grande parte do seu quinhão eleitoral, é o vereador Zé Ricardo. O petista vai pegar o elevador e subir de andar em 2027. Foi o deputado estadual mais votado do Amazoans.

Desbancou da cadeira Sinésio Campos, que acumulava sete mandatos. Zé Ricardo, que um dia trocou o próprio nome para Lula no painel de votação, furou a bolha do Parlamento estadual em grande estilo. Comprovou, dessa forma, que Lula continua sendo um excelente cabo eleitoral no Amazonas.

À direita

A derrota de Flávio Bolsonaro para Lula e a fuga do senador para os EUA nem de longe esfriou o fogo da direita no Amazonas. A deputada estadual Débora Menezes (PL) é um dos melhores exemplos da resistência. Foi a segunda mais votada do pleito, e já avisou: a luta continua.

O primeiro discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) não deixou dúvidas.

Estilhaços

Para além da derrota de Flávio, e da derrota de Maria do Carmo Seffair para Omar Aziz, a direita precisa se reorganizar no Amazonas.

Durante a campanha, nomes ligados ao bolsonarismo como o deputado estadual Delegado Péricles não emprestaram seus esforços e prestígio à disputa majoritária ao Governo do Amazonas, o que enfraqueceu o grupo e mostrou que o ditado “a união faz a força” não está na paisagem, quando se olha a janela da direita bolsonarista no Amazonas.

Prova de que, além de lutar nas trincheiras contra o grupo oponente, essa guerra também deixa feridas entre os próprios aliados.

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