Política
Renato Júnior culpa Governo do Amazonas por greve dos Rodoviários: ‘querem resolver na brincadeira’
O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), convocou a imprensa nesta terça-feira (21), e acusou diretamente o Governo do Amazonas pela greve instalada no sistema de transporte público em Manaus.
Segundo ele, o Executivo Estadual comandado por Roberto Cidade (UB) não repassou 40% do equivalente a parte do Estado ao Passe Livre Estudantil.
As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa no Centro de Cooperação da Cidade (CCC). O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), aponta dívida de R$ 90,1 milhões por parte do Governo do Estado.
“O Governo do Estado não mandou um repasse para o Passe Livre Estudantil. Pagou apenas 60% do valor e ainda deve 40%, referente ao ano passado. Eu desafio o governador Roberto Cidade a mostrar um comprovante de repasse do Passe Livre Estudantil de 2026. Ainda não passou nenhum centavo deste ano. Querem resolver tudo na brincadeira”, declarou.
“Não vou permitir que o governador Roberto Cidade continue a não cumprir com os alunos da rede pública estadual. A rede pública municipal vai continuar com a meia-passagem. Eu não vou permitir que o governador Roberto Cidade retire o Passe Livre Estudantil. É a continuação do Wilson Lima, não pagar. Temos um governo que está acabando com Manaus”, afirmou.
Em nota, o Governo do Amazonas informou que cumpriu as obrigações relacionadas ao Passe Livre Estudantil dos alunos da rede estadual em Manaus.
Segundo o Estado, o repasse de R$ 31.101.000,60 corresponde aos valores de 2025 destinados ao Sinetram.
Além disso, o governo informou que fez um depósito judicial no ano passado para liberar outros valores. No entanto, afirmou que o procedimento não avançou porque o sindicato patronal não assinou uma petição necessária para resolver a questão.
“O sistema pode colapsar caso essa dívida, que hoje é de R$ 90 milhões, não seja paga”, disse.
Ele também disse que não basta quitar os valores em atraso, sendo necessário garantir os repasses futuros para que as empresas consigam manter o Passe Livre Estudantil.
