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Política

Serafim anuncia pagamento de R$ 18 milhões ao Sinetram e nega que Governo seja responsável por greve

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Serafim anuncia pagamento de R$ 18 milhões ao Sinetram e nega que Governo seja responsável por greve

Coube ao vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa (PSB), anunciar nesta terça-feira (21) o pagamento urgente de R$ 18 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que de acordo com ele refere-se a uma dívida reconhecida pelo Estado, dinheiro que o Governo entende seja suficiente para acabar com a greve dos rodoviários.

“Para ajudar a encerrar esse impasse e contribuir para a solução do problema, autorizamos a Seduc e a Sefaz a adotarem as providências necessárias para que, nas próximas 24 horas, seja feito o depósito de R$ 18 milhões. Esse é o valor que o Governo do Estado entende como devido”.

Serafim jogou para a Prefeitura de Manaus o ônus de uma dívida de R$ 190 milhões, segundo ele que consta em um processo na Justiça, valor alegado tanto pelo Sinetram, quanto pelo Sindicato dos Rodoviários.

“Na ação protocolada na Justiça do Trabalho, os trabalhadores afirmam isso e o próprio Sinetram reconhece ser credor de aproximadamente R$ 190 milhões da Prefeitura de Manaus. Portanto, segundo o que consta nessa ação, a greve não foi causada pelo Governo do Estado”, disse.

Durante a coletiva, o vice-governador apontou ainda uma determinação da Justiça, de que o Estado pague R$ 3 milhões mensaisa o Sinetram

“Estamos cumprindo rigorosamente a decisão judicial. Com isso, entendemos que estamos fazendo a nossa parte para contribuir com a solução desse impasse”, disse.

“O Sinetram faz um cálculo diferente e entende que deve receber um valor maior, mas o Governo do Estado não considera essa quantia devida. Como temos responsabilidade com o dinheiro público, não vamos pagar por um serviço além do que entendemos corresponder à efetiva prestação do serviço”, disse.

Por fim, Serafim negou as acusações do prefeito Renato Júnior. “A greve de ontem não foi causada pelo Governo do Estado do Amazonas. A paralisação tem outra motivação”, disse.

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