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Política

White Martins cobra do Governo do AM mais de R$ 20 milhões em fornecimento de gases; veja

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White Martins cobra do Governo do AM mais de R$ 20 milhões em fornecimento de gases; veja

A empresa White Martins está cobrando formalmente o Governo do Amazonas um valor que chega a R$ 20,7 milhões, pelo não pagamento do fornecimento de gases à rede hospitalar público do Estado. A dívida começou na gestão Wilson Lima e segue na gestão Roberto Cidade.

Mesmo após a crise de oxigênio que matou pacientes vítimas de Covid no Estado, o fornecimento de gases vitais para doentes segue um problema no Governo do Amazonas. O valor refere-se aos anos de 2024, 2025 e 2026. No documento, endereçado a Roberto Cidade, a empresa deixa claro que prefere entrar em acordo, mas que segue levando calote.

“Todavia, apesar do amplo esforço institucional empreendido pelas partes, não houve, até a presente data, definição de programação financeira, cronograma de pagamento ou qualquer encaminhamento objetivo apto a conferir previsibilidade à liquidação do passivo existente. Ao longo das tratativas, a companhia foi reiteradamente informada acerca de limitações orçamentárias e financeiras, sem que, contudo, fossem apresentadas medidas efetivas destinadas à superação do problema”.

SITUAÇÃO GRAVE

No documento a empresa aponta a gravidade da situação, e fala até mesmo que a dívida pode tornar insustentável o serviço prestado pela White Martins, criando o receio de que uma nova onda de falta de oxigênio abale a rede de saúde pública do Amazonas.

“Não obstante a relevância dos serviços prestados e a regular execução contratual, atualmente encontram-se em tramitação diversos processos administrativos relativos a fornecimentos devidamente realizados, recebidos e atestados pela Administração Pública, cujo montante consolidado alcança aproximadamente R$ 20.779.376,21 (vinte milhões, setecentos e setenta e nove mil, trezentos e setenta e seis reais e vinte e um centavos). Trata-se de situação que ultrapassa os limites ordinários da execução contratual e compromete significativamente a equação econômico-financeira originalmente pactuada, impondo à fornecedora expressivo ônus financeiro decorrente da prolongada ausência de contraprestação pelos produtos efetivamente disponibilizados à rede pública de saúde”.

Nem Wilson Lima, nem Roberto Cidade, comentaram o caso. Ambos seguem em campanha na rede social e nas ruas. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) também não emitiu resposta até o momento.

Veja o documento da cobrança abaixo: