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	<title>família Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>família Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Justiça condena estado de SP a indenizar família de homem morto por PM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 16:33:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Justiça condenou o estado de São Paulo ao pagamento de indenização de R$ 200 mil para a família de Gabriel Renan da Silva Soares, 26, morto por um policial militar (PM) que estava de folga. A vítima foi atingida por 11 disparos feitos pelo PM Vinicius de Lima Britto, em 3 de novembro de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Justiça condenou o estado de São Paulo ao pagamento de indenização de R$ 200 mil para a família de Gabriel Renan da Silva Soares, 26, morto por um policial militar (PM) que estava de folga. A vítima foi atingida por 11 disparos feitos pelo PM Vinicius de Lima Britto, em 3 de novembro de 2024, em frente a um mercado da zona sul da capital paulista.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Justica-condena-estado-de-SP-a-indenizar-familia-de-homem.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Na ocasião, Gabriel havia furtado produtos de limpeza no mercado e correu para fora do prédio, mas escorregou durante a fuga e caiu no chão, já na calçada, próximo à porta. A vítima se levantou e correu em direção à rua, mas foi alvejada pelo policial.</p>
<p>Imagens de câmeras de segurança do mercado mostram que o policial estava no caixa quando Gabriel passou pela porta de saída. O PM virou-se e caminhou na direção da saída, puxando a arma da cintura. Britto atirou diversas vezes pelas costas.</p>
<p>“A responsabilidade civil objetiva do Estado, pautada na Teoria do Risco Administrativo, alcança atos praticados por agentes públicos que, mesmo em seus períodos de descanso, se valham da condição de autoridade ou utilizem instrumentos e recursos colocados à sua disposição em razão do cargo para intervir em situações de conflito”, diz decisão do juiz Fabricio Figliuolo Fernandes.</p>
<p>De acordo com o juiz, é incontroverso que o policial militar utilizou uma arma de fogo pertencente à corporação e atuou sob o pretexto de exercer sua função ostensiva para interromper a prática de um suposto furto.</p>
<p>“Ao intervir em um evento delituoso valendo-se do poder de polícia que lhe é inerente e utilizando armamento fornecido pelo Estado, o agente atua, para todos os efeitos jurídicos, na qualidade de preposto estatal”, concluiu o magistrado.</p>
<p>No ano passado, o policial Vinicius de Lima Britto foi condenado a dois anos, um mês e 27 dias de detenção, em regime inicial semiaberto, além da perda de cargo público. O Ministério Público de São Paulo (MPSP), no entanto, recorreu e Britto deverá ser julgado novamente por júri popular.</p>
<p>A Procuradoria Geral Estado SP disse, em nota, que o Estado de São Paulo não foi notificado da decisão.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-04/justica-condena-estado-de-sp-indenizar-familia-de-homem-morto-por-pm" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Família e escola devem liderar luta antimachismo, dizem especialistas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 12:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2025, a cada 24 horas, ao menos 12 mulheres foram agredidas, em média, no Brasil, o que representa 4.558 vítimas de violência no ano, segundo pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança. O dado se refere a casos registrados em nove estados monitorados pela rede: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2025, a cada 24 horas, ao menos 12 mulheres foram agredidas, em média, no Brasil, o que representa 4.558 vítimas de violência no ano, segundo pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança. O dado se refere a casos registrados em nove estados monitorados pela rede: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O machismo estrutural faz com que esses casos se repitam, na avaliação de especialistas entrevistados pela Rádio Nacional. Por isso, eles defendem que é urgente a inclusão dos homens na construção de soluções que aumentem o engajamento masculino na luta contra a violência e mudem essa realidade.</p>
<p>Levantamento feito pela ONU Mulheres e pelo Instituto Papo de Homem mostra que 81% dos homens e 95% das mulheres avaliam que o Brasil é um país machista.</p>
<h2>Ouça na Radioagência Nacional</h2>
<p> </p>
<p>O psicólogo Flávio Urra, que trabalha na reeducação com foco na ressocialização de autores de violência, considera que, diferentemente dos homens, as mulheres mudaram o mundo legitimando uma série de pautas. No entanto, diz ele, “os homens continuam com a mesma cabeça de 30 anos atrás, de 50 anos atrás, querendo aquele modelo de família, aquele modelo de mulher que não existe mais.”</p>
<p>Existem exceções, como o engenheiro Carlos Augusto Carvalho, de 55 anos. Em conversas com outros homens, ele aprendeu que combater o machismo é uma luta diária. “Eu acho que o machismo é essa coisa que está enraizada e que a gente tem que diariamente combater. Realmente levantar uma bandeira forte para eliminar isso do nosso caminho.”</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 09/10/2023 - Alexandre Coimbra Amaral é o convidado do programa na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) - `DR com Demori´.&#13;&#10;Foto: Joédson Alves/Agência Brasil" title="Joédson Alves/Agência Brasil"/></p>
<p>Para o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, a questão de gênero deve ser obrigatória na grade escolar &#8211; Foto: Joédson Alves/Arquivo/Agência Brasil</p>
<h2>Família e masculinidades</h2>
<p>O psicólogo e terapeuta familiar Alexandre Coimbra Amaral avalia que as dinâmicas familiares influenciam a visão de mundo de crianças e adolescentes e têm um componente cultural. Ele compara a família a um país, com seus códigos. Quando o indivíduo nasce nesse país, aprende o certo, o errado, como se come e se veste, o que se pode ou não falar e como crianças e idosos devem ser tratados.</p>
<p>Amaral entende que existem várias formas de ser homem. No entanto, quando a cultura familiar assume que ser homem é seguir o padrão tradicional, sem outros modelos de masculinidade, entrega para a criança e para o adolescente uma maneira de pensar que pode favorecer a violência.</p>
<p>“Essa biografia mais enrijecida ensina que homens têm que deter o poder, precisam dominar, precisam submeter e, quando as pessoas não são regidas por esse binômio, dominação e obediência, a violência precisa aparecer como uma espécie de cala boca.”</p>
<p>Para o psicólogo, o diálogo na família deve ser aberto não com a justificativa do homem de que foi essa a maneira como ele foi criado, mas que ele saiba questionar a criação que teve.</p>
<p>”Que ele possa se perguntar quais foram os prejuízos que eu tive na condição de homem por eu ter aprendido a ser homem dessa forma, com meu pai, com meu avô, com meu tio, com meu bisavô, vendo todos esses homens. Quais foram as coisas que eles perderam na vida?”</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Orientador familiar Peu Fonseca. Foto: Gustavo Minas/Divulgação" title="Gustavo Minas/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Orientador familiar Peu Fonseca defende a construção de uma nova identidade, pensada por homens e mulheres, que não leve à violência &#8211; Foto: Gustavo Minas/Divulgação</h6>
</p>
<p>Na opinião do educador parental Peu Fonseca, é preciso haver uma identidade nova, coletiva e social, pensada por homens e mulheres, que não leve à violência.</p>
<p>“É preciso que essa identidade se afaste do que nos trouxe aqui até hoje, porque o que nos trouxe aqui até hoje está matando mulheres. A gente não tem como admitir isso mais. Chega! É preciso ensinar os nossos meninos a gostar, e não odiar meninas. E não se sentirem ameaçados. O fato de as meninas ocuparem espaços que antes eram nossos não diz sobre as meninas quererem nos dominar. Diz sobre a gente não querer aprender coisas novas.”</p>
<p>Peu Fonseca é pai de João, Irene, Teresa e Joaquim. Para ele, o grande desafio dos pais e responsáveis é entender que o papel de cuidar não é sobre controlar quem serão essas crianças. Mas acolher, dialogar, orientar. “Indicar caminho, corrigir rotas, ser margem e, em outros momentos, ser fluxo, ser água corrente, para que elas se lancem mais ao mundo.”</p>
<p>O consultor de empresas Felipe Requião trabalha com o engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra as mulheres. Para ele, a família, além da  escola e das redes sociais, deve ser protagonista na formação da masculinidade – seja ela sadia, madura, benéfica ou tóxica.</p>
<p>Requião acredita que a família contribui quando não reforça estereótipos do tipo “homem não chora”, “não faz trabalho doméstico” e “não cozinha”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_867_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Jornalista e pesquisador em masculinidades Ismael dos Anjos. Foto: Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal" title="Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Pesquisador em masculinidades, Ismael dos Anjos diz que meninos devem ser estimulados a ter cuidado consigo e com o outro &#8211; Foto: Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal</p>
<p>O jornalista e pesquisador em masculinidades Ismael dos Anjos diz que, diferentemente das avós e mães, as meninas de hoje já aprendem que o lugar delas é onde quiserem. Agora é a vez de os meninos buscarem uma nova realidade em que cuidem de si e do outro.</p>
<p>Ele defende que, para um futuro mais igualitário, brincadeiras como polícia e ladrão e pega-pega, por exemplo, sejam substituídas por atividades lúdicas em que os meninos sejam estimulados a ter cuidado consigo, com o outro e também com o ambiente ao redor. “Se existe professor e aluna, mamãe e filhinha, por que a gente não ensina professor e aluno, papai e filhinho para os nossos meninos?”</p>
<p>Ismael dos Anjos acredita que “mudar a chavinha” para entender que o cuidado não deve ser algo compulsório apenas para as meninas, mas também seja algo estimulado entre os meninos desde cedo, provocará “uma mudança cultural e uma mudança desejável para uma sociedade de homens que, caso ascendam a posições de influência, de liderança, saibam a responsabilidade que carregam consigo nesses papéis.”</p>
<h2>Escola no letramento de gênero</h2>
<p>Sete em cada dez professores já presenciaram situações indesejadas de sexualização e silenciamento contra meninas, segundo um estudo da organização não governamental (ONG) Serenas. A ONG trabalha na prevenção de violências contra meninas e mulheres.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_0_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello. Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal" title="Valeska Zanello/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello avalia que as instituições de ensino têm papel fundamental na promoção do letramento de gênero &#8211; Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal</p>
<p>A psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello, referência em gênero e saúde mental, avalia que as instituições de ensino têm papel fundamental na promoção do letramento de gênero. Ela pontua que a tendência é reproduzir os valores aprendidos, como um ciclo de violência familiar. Por isso, vê na escola, na obrigatoriedade do ensino gratuito, público para todas as crianças e jovens, a chance de mudar essa realidade.</p>
<p>“Em muitas famílias a gente vai ter uma genealogia, uma repetição dessa violência por muitas gerações. Então, se minha bisavó apanhava, minha avó apanhava, minha mãe apanhava, o que eu como menina aprendo? É um direito desse homem quando se sente aborrecido, não obedecido, recorrer à violência. É importante então que isso seja problematizado.”</p>
<p>A coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, do Ministério da Educação (MEC), Thaís Luz, concorda que a escola deve ser um espaço de enfrentamento e não de risco.</p>
<p>Ela ressalta que essa luta exige a articulação da escola com as famílias, a comunidade, a rede de proteção, de assistência social, de saúde e o sistema de Justiça. Thaís Luz afirma que a educação básica é importante para a transformação da sociedade e também para desconstrução de padrões culturais machistas.</p>
<p>“Quando nós trabalhamos intencionalmente temas como respeito, equidade, empatia, resolução pacífica de conflitos, nós estamos contribuindo diretamente para a prevenção da violência, incluindo a violência contra meninas e mulheres.”</p>
<p>Para a coordenadora-geral, historicamente, não é um desafio simples. Esses são temas ausentes da formação inicial dos professores, se tornando um desafio estrutural, mas que não deve ser visto como limitador. Para mudar essa realidade, o programa Escola que Protege, do MEC, se soma a outras ações de capacitação nas redes de ensino no enfrentamento à violência.</p>
<p>Ela destaca o curso Escolas ON Violências OFF, em parceria com a ONG Serenas, e também cursos sobre cidadania, democracia e direitos humanos desde a escola, com o Instituto Auschwitz.</p>
<p>“Tudo isso com o objetivo de garantir que os profissionais tenham o repertório necessário, se sintam seguros e sensíveis para lidar com essas situações do cotidiano da escola.”</p>
<p>Thaís Luz defende que, na implementação das mudanças, é fundamental que gestores e entes federativos estejam comprometidos. Para ela, a escola é a parte mais importante dessa transformação, e os profissionais de educação são os protagonistas desse processo, por isso precisam ter apoio institucional.</p>
<p>“Então, é muito importante também reconhecer a responsabilidade dos entes federativos em garantir as condições para que essa agenda se concretize, oferecendo suporte, formação e a estrutura adequada para suas redes, para suas escolas.”</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_994_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Especialista em gênero e direito e professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Janaína Penalva. Foto: Janaína Penalva/Arquivo pessoal" title="Janaína Penalva/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Professora da Faculdade de Direito da UnB, Janaína Penalva diz que ensino emancipatório é muito poderoso na prevenção de várias formas de violência &#8211; Foto: Janaína Penalva/Arquivo pessoal</p>
<p>Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Janaína Penalva também acredita que a transformação social começa pela escola, com a formação de professores e professoras capazes de identificar os estereótipos de gênero presentes na sociedade e nos próprios livros produzidos para a educação.</p>
<p>Para Janaína, um ensino emancipatório é muito poderoso na prevenção de várias formas de violência, incluindo os casos de agressão a mulheres.</p>
<p>Recentemente, o governo lançou um pacote com ações que vão do ensino básico à educação superior e que inclui no currículo conteúdos relativos ao combate à violência contra meninas e mulheres.</p>
<p>O psicólogo Alexandre Coimbra Amaral concorda que a questão de gênero deve ser obrigatória na grade escolar. Ele critica a tentativa de movimentos conservadores de impedir esse avanço afirmando se tratar de ideologia de gênero.</p>
<p>“Essa expressão ideologia de gênero nem existe no campo científico. E, portanto, não existe uma construção de uma ideologia, o que existe é a possibilidade de se conversar abertamente. Toda a história da psicologia mostra o seguinte: onde a palavra não pode existir, há adoecimento psíquico.”</p>
<p>Para o psicólogo, não deve ser feita uma “patologização” do menino que comete uma ação inadequada, nem haver uma conduta punitivista como suspensão ou castigo, mas é necessário promover um diálogo que envolva também as meninas. “Aproveitar aquilo ali como ação educativa. Abrir uma roda de conversa e falar assim: ‘o que a gente pode aprender disso aqui? Quem já se sentiu no lugar dele e no lugar dela?’”</p>
<p>Amaral lembra que a própria criança que age de forma agressiva com outra pode ter sido a vítima em circunstâncias anteriores.</p>
<h2>Machismo: redes sociais</h2>
<p>Estudos revelam o crescimento de discursos misóginos e machistas nas redes sociais. Passaram a ser comuns, entre outros, os termos machosfera, para se referir a fóruns e grupos na internet que defendem a masculinidade tóxica, o ódio às mulheres e a oposição aos direitos femininos, ou <em>redpills</em>, como são chamados os homens que teriam “despertado” para uma suposta realidade em que as mulheres são exploradoras e manipuladoras.</p>
<p>Um levantamento atualizado este ano, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostra que 90% dos canais do YouTube identificados em 2024 com conteúdo misógino continuam ativos na plataforma. Mais de 130 perfis seguem disponíveis e publicando vídeos.</p>
<p>“As redes sociais estão claramente, neste momento, assumindo que promovem mais o tipo de masculinidade tóxica, perversa e violenta”, diz o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral. Para ele, não existe neutralidade uma vez que as redes são regidas pelas <em>big techs</em>.</p>
<p>Amaral avalia que a preferência tem sido pelo conteúdo que repete a mensagem masculina mais violenta, que tem mais alcance e engajamento. Ele alerta que as redes sociais são perigosas por serem uma espécie de TV em que os programas mais vistos, com mais audiência, não são os que o público escolhe, mas os que elas escolhem repetir várias vezes.</p>
<p>O psicólogo defende a construção de um diálogo fora e dentro das redes que questione “o malefício desse conteúdo para os meninos e os adolescentes, para a formação dos homens e para a construção de uma sociedade que não seja regida pela barbárie”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_89_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. O consultor de empresas Felipe Requião atua há sete anos como facilitador de grupos de homens. Foto: Felipe Requião/Arquivo pessoal" title="Felipe Requião/Arquivo pessoal"/></p>
<p>O consultor Felipe Requião trabalha com o engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra as mulheres &#8211; Foto: Felipe Requião/Arquivo pessoal</p>
<p>O consultor Felipe Requião concorda que as redes sociais amplificam conteúdos misóginos, com comunidades de validação. Para ele, a internet acaba tendo um papel de educar mais os meninos, na comparação com a formação oferecida por adultos.</p>
<p>“Às vezes, eu dou o celular na mão de um jovem, de um menino, achando que eu estou ocupando o espaço dele, ocupando o tempo dele, fazendo com que ele tenha acesso à tecnologia. Mas, na verdade, eu estou dando uma forma de educação por algo, por alguém com quem eu não concordo, que eu não conheço e que eu não tenho controle sobre o que está sendo falado. O desafio é ocupar esse espaço com alternativas reais, verdadeiras, de pertencimento masculino saudável.”</p>
<p>Para a psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello, a internet tem um lado negativo e um positivo. Como exemplo de mau uso, as redes sociais amplificam a violência digital com o cometimento de novos tipos de crimes. “A gente vai ter o uso da IA [inteligência artificial], por exemplo, para divulgar fotos montadas de mulheres nuas, então, um novo tipo de nude, mas que nunca existiu, mas o fato de nunca ter existido não impede que afete a honra, as relações sociais das meninas e mulheres.”</p>
<p>No entanto, as novas tecnologias podem se tornar poderosas aliadas quando amplificam o letramento de gênero, a compreensão, a desconstrução e a crítica das normas sociais e estereótipos impostos a homens e mulheres.</p>
<p>As redes sociais, no seu bom uso, combatem a violência digital, com conteúdo educativos, além de possibilitar uma rede apoio e o alcance das denúncias. As campanhas de mobilização podem ser citadas como exemplo. Uma das estratégias é o uso de <em>hashtags</em>. Criado pela ONU Mulheres, o movimento #ElesPorElas (HeForShe) busca engajar homens e meninos na promoção da igualdade de gênero e no empoderamento feminino. Movimentos como o #Metoo, contra o assédio sexual, e o #MexeuComUmaMexeuComTodas evidenciam a importância de dar voz aos movimentos de mulheres.</p>
<p><em>*Colaborou Luciene Cruz</em></p>
<h2>+ Ouça também:</h2>
<p>Escola, espaço de enfrentamento ao machismo e não de risco às meninas</p>
<p>Crescem discursos misóginos e machistas nas redes sociais</p>
<p>Legislação contra violência de gênero avança, mas crimes seguem altos</p>
<p>Iniciativas engajam homens no combate à violência contra a mulher</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas/">Família e escola devem liderar luta antimachismo, dizem especialistas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Seis pessoas da mesma família morrem em acidente na BR-251 em MG</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/seis-pessoas-da-mesma-familia-morrem-em-acidente-na-br-251-em-mg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 21:44:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um acidente na madrugada desta terça-feira (21), por volta das 3h20, matou seis pessoas de uma mesma família na BR-251, na região de Salinas (MG), no norte do estado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve uma colisão frontal entre uma carreta e um automóvel Fiat/Palio, na altura do Km 263. As seis vítimas, além [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um acidente na madrugada desta terça-feira (21), por volta das 3h20, matou seis pessoas de uma mesma família na BR-251, na região de Salinas (MG), no norte do estado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Seis-pessoas-da-mesma-familia-morrem-em-acidente-na-BR-251.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve uma colisão frontal entre uma carreta e um automóvel Fiat/Palio, na altura do Km 263. As seis vítimas, além de um cachorro, estavam no automóvel. </p>
<p>O carro seguia de São Paulo (SP) para Nova Canaã (BA), enquanto a carreta viajava de Lauro de Freitas (BA) para Imbituba (SC), carregada com produtos diversos de uma empresa de vendas on-line. O condutor da carreta, de 36 anos, não sofreu ferimentos.</p>
<p>Segundo a PRF, as vítimas eram um homem de 49 anos, que conduzia o veículo e uma mulher de 39 anos, além dos três filhos do casal com 3, 10 e 15 anos. Também estava no carro a avó materna das crianças, de 59 anos. </p>
<p>Houve apoio do SAMU e do Corpo de Bombeiros Militar na ocorrência. Os corpos das vítimas foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Taiobeira. A perícia técnica da Polícia Civil e a PRF trabalham para identificar as causas do acidente. </p>
<p>A rodovia foi totalmente liberada às 8h30.</p>
<h2>BR-116</h2>
<p>Outro acidente foi registrado na Zona da Mata mineira, na tarde de segunda-feira (20). O servidor Robson Rodrigues de Lima morreu após bater em uma carreta em trecho da BR-116 no município de Divino (MG). Ele dirigia uma ambulância da prefeitura e estava sozinho no veículo.</p>
<p>&#8220;Profissional dedicado, Robson construiu uma trajetória marcada pelo compromisso, responsabilidade e cuidado com a população, sendo reconhecido pelo importante serviço prestado ao município&#8221;, informou em nota a prefeitura da cidade. </p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/seis-pessoas-da-mesma-familia-morrem-em-acidente-na-br-251-em-mg" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Réus são condenados a 1,2 mil anos por chacina contra família no DF</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/reus-sao-condenados-a-12-mil-anos-por-chacina-contra-familia-no-df/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 18:29:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Tribunal do Júri de Planaltina condenou cinco réus denunciados pelo assassinato de dez pessoas da mesma família, no caso que ficou conhecido como &#8220;a maior chacina da história do Distrito Federal&#8221;. A decisão foi proferida na noite de sábado (18). Os crimes ocorreram entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal do Júri de Planaltina condenou cinco réus denunciados pelo assassinato de dez pessoas da mesma família, no caso que ficou conhecido como &#8220;a maior chacina da história do Distrito Federal&#8221;. A decisão foi proferida na noite de sábado (18).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Reus-sao-condenados-a-12-mil-anos-por-chacina-contra.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os crimes ocorreram entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023.</p>
<p>Conforme nota do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o conselho de sentença do tribunal do júri, formado por sete jurados sorteados, condenou os réus por homicídios qualificados, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor.</p>
<p>Os crimes foram motivados pela posse de uma chácara na região administrativa do Paranoá, à época avaliada em R$ 2 milhões. Os criminosos acreditavam que com a eliminação das vítimas poderiam assumir a propriedade e revendê-la.</p>
<h2>Vítimas</h2>
<p>Entre as vítimas estão a cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos; seu marido, Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos; e os filhos do casal, Rafael da Silva, de 6 anos; Rafaela da Silva, também de 6 anos; e Gabriel da Silva, de 7 anos.</p>
<p>Além deles, foram assassinados Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, pai de Thiago e sogro de Elizamar; Renata Juliene Belchior, de 52 anos, mãe de Thiago e sogra de Elizamar; e Gabriela Belchior, de 25 anos, irmã de Thiago e cunhada de Elizamar.</p>
<p>Também foram mortas Cláudia Regina Marques de Oliveira, de 54 anos, ex-mulher de Marcos Antônio; e Ana Beatriz Marques de Oliveira, 19 anos, filha de Cláudia e Marcos Antônio.</p>
<h2>Penas dos réus</h2>
<p>As condenações somam mais de 1.200 anos. Veja detalhes abaixo:</p>
<ul>
<li>Gideon Batista de Menezes: condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção anterior ao julgamento. Crimes: extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.</li>
<li>Carlomam dos Santos Nogueira: sentenciado por 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, além de 11 meses de detenção. Crimes: extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.</li>
<li>Horácio Carlos Ferreira Barbosa: pena atribuída por 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, além de um ano de detenção. Crimes: extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.</li>
<li>Fabrício Silva Canhedo: condenado a 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, além de um ano de detenção. Crimes: extorsão qualificada, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.</li>
<li>Carlos Henrique Alves da Silva: sentenciado por dois anos de reclusão pelo crime de cárcere privado. O único dos réus que deverá cumprir a pena em semiaberto – mesmo na condição de preso pode trabalhar ou estudar fora da unidade prisional, mediante autorização do juiz, sendo obrigado ao retorno à unidade de noite e a permanência em finais de semana e feriados.</li>
</ul>
<p>Segundo nota do TJDFT, o juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, que presidiu o caso, disse aos familiares que “a Justiça entregou, nos limites constitucionais do processo penal, a resposta que lhe cabia, sem ignorar a dimensão irreparável da dor vivida pelas famílias.”</p>
<p>O julgamento dos cinco réus durou seis dias e teve a participação de 18 testemunhas. Os réus condenados e presos têm o direito de recorrer da sentença.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-04/reus-sao-condenados-12-mil-anos-por-chacina-contra-familia-no-df" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Saiba o que é a interdição judicial, medida adotada por família de FHC</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/saiba-o-que-e-a-interdicao-judicial-medida-adotada-por-familia-de-fhc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 18:20:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A interdição judicial ou curatela de uma pessoa é uma medida excepcional, baseada em laudos médicos, que reconhece a incapacidade cognitiva para a gestão da própria vida, especialmente em casos de doenças como o Alzheimer.  O assunto veio à tona nesta semana, com a notícia de que a Justiça de São Paulo determinou, na última [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A interdição judicial ou curatela de uma pessoa é uma medida excepcional, baseada em laudos médicos, que reconhece a incapacidade cognitiva para a gestão da própria vida, especialmente em casos de doenças como o Alzheimer. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Saiba-o-que-e-a-interdicao-judicial-medida-adotada-por.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O assunto veio à tona nesta semana, com a notícia de que a Justiça de São Paulo determinou, na última quarta-feira (15), a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após pedido feito pelos filhos. FHC sofre de Alzheimer em estágio avançado e com a decisão não será mais responsável por seus atos civis, vida financeira e patrimonial.</p>
<p>Segundo a advogada Fabiana Longhi Vieira Franz, especialista em gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), o tema é presente na realidade de muitas famílias, principalmente por chamar a atenção para a capacidade civil de pessoas idosas e os limites entre autonomia e proteção. </p>
<p>“Trata-se do reconhecimento judicial da incapacidade cognitiva de uma pessoa, para a gestão de seu patrimônio e bem-estar, com a nomeação de um responsável para esses cuidados”, explicou.</p>
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<p>Fabiana ressalta que a medida não implica, necessariamente, na perda total de autonomia, pois a curatela é definida de forma proporcional às necessidades do caso e, em geral, se restringe a atos patrimoniais, sem atingir os direitos existenciais, como ir e vir ou votar, por exemplo.</p>
<p>“A intervenção legal passa a ser necessária quando há risco à própria pessoa ou a terceiros, ou ainda em situações de negligência de autocuidado. Nesse cenário, o envolvimento da família é fundamental. A interdição deve ser compreendida como uma forma de proteção. O processo também prevê prestação de contas ao Judiciário, o que ajuda a evitar abusos e garantir o bem-estar da pessoa curatelada”, destacou.</p>
<p>A especialista reforçou ainda que, para famílias que enfrentam essa realidade, a orientação é buscar avaliação médica diante de sinais de comprometimento cognitivo e conduzir o processo com diálogo e respeito. “O objetivo é preservar a dignidade, garantindo segurança sem violar direitos”.</p>
<h2>Casos em que pode ser aplicada</h2>
<p>A interdição judicial é um processo judicial no qual se declara que a pessoa não tem capacidade total ou parcial de tomar decisões sobre a própria vida civil, como administrar bens ou assinar contratos. O objetivo é garantir que ela não seja prejudicada por não conseguir expressar sua vontade ou entender as consequências de seus atos.</p>
<p>Segundo o Código Civil, a medida pode ser aplicada a pessoas que se enquadrem nos seguintes perfis: </p>
<ul>
<li>Pessoas impossibilitadas de exprimir sua vontade, por causa transitória ou permanente como coma, paralisia cerebral grave ou doenças degenerativas em estágio avançado; </li>
<li>Pessoas com doenças mentais ou limitações cognitivas, como o Alzheimer, demência ou esquizofrenia, dificultando a administração do próprio patrimônio;</li>
<li>Ébrios habituais e viciados em tóxicos; </li>
<li>Pessoas com dependência química ou alcoolismo grave que comprometa sua capacidade de tomar decisões civis e financeiras de forma lúcida; </li>
<li>Indivíduos que gastam seus bens de forma compulsiva e descontrolada, a ponto de colocar em risco a própria subsistência e de sua família.</li>
</ul>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-04/saiba-o-que-e-interdicao-judicial-medida-adotada-por-familia-de-fhc" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>VÍDEOS: Incêndio destrói casa e deixa família desabrigada em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/videos-incendio-destroi-casa-e-deixa-familia-desabrigada-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 03:17:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Um incêndio de grandes proporções atingiu duas casas no Beco Santa Terezinha, no bairro São Jorge, zona Oeste da capital, na noite desta terça-feira (7). As chamas destruíram completamente uma das residências e mobilizaram moradores e equipes do Corpo de Bombeiros. Casa de madeira foi destruída Um dos imóveis, construído em madeira, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Um incêndio de grandes proporções atingiu duas casas no Beco Santa Terezinha, no bairro São Jorge, zona Oeste da capital, na noite desta terça-feira (7). As chamas destruíram completamente uma das residências e mobilizaram moradores e equipes do Corpo de Bombeiros.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Casa de madeira foi destruída</h2>
<p>Um dos imóveis, construído em madeira, foi totalmente consumido pelo fogo. A residência pertencia a uma mulher de 32 anos, que não estava no local no momento do incêndio. Ela e o marido foram avisados por vizinhos, mas ao chegarem encontraram a casa destruída. O casal perdeu todos os bens materiais.</p>
<p><video height="480" style="aspect-ratio: 848 / 480;" width="848" controls="" src="https://emtempo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-07-at-20.22.29.mp4"/></p>
<h2 class="wp-block-heading">Moradores ajudaram a conter as chamas</h2>
<p>A segunda casa atingida sofreu danos parciais. Antes da chegada dos bombeiros, moradores da área se mobilizaram e tentaram controlar o fogo com baldes de água. A ação ajudou a impedir que as chamas se espalhassem para outros imóveis próximos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Ação dos bombeiros evitou tragédia maior</h2>
<p>O Corpo de Bombeiros atuou rapidamente e conseguiu controlar o incêndio, evitando que outras residências fossem atingidas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Dificuldade de acesso complicou operação</h2>
<p>O combate às chamas foi dificultado pela localização do beco, que tem acesso limitado para viaturas. Para conter o fogo, os militares precisaram montar uma linha de aproximadamente 300 metros de mangueiras.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Estrutura mobilizada na ocorrência</h2>
<p>A operação contou com cerca de 24 militares e cinco viaturas, entre elas uma ambulância e quatro veículos de combate a incêndio. Foram utilizados entre 15 mil e 20 mil litros de água durante o trabalho.</p>
<p>As causas do incêndio ainda devem ser investigadas.</p>
<p>VEJA MAIS UM VÍDEO</p>
<p><video height="850" style="aspect-ratio: 474 / 850;" width="474" controls="" src="https://emtempo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-07-at-21.36.10.mp4"/></p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Incêndio atinge subestação de energia em Embu-Guaçu</p>
<p>VÍDEO: incêndio atinge restaurante Velho Monge no Parque 10</p>
<p>Incêndio atinge fábrica na Avenida do Turismo, em Manaus</p>
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		<item>
		<title>Família busca motorista que atropelou mulher em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/familia-busca-motorista-que-atropelou-mulher-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 13:11:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Familiares de Vera Lúcia Paixão da Silva pedem ajuda para identificar o motorista responsável pelo atropelamento ocorrido na madrugada do dia 25 de março, na avenida Lóris Cordovil, no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus. Na ocasião, a vítima seguia para o trabalho quando um carro a atingiu de forma repentina. Após o impacto, câmeras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Familiares de Vera Lúcia Paixão da Silva pedem ajuda para identificar o motorista responsável pelo atropelamento ocorrido na madrugada do dia 25 de março, na avenida Lóris Cordovil, no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus.</p>
<p>Na ocasião, a vítima seguia para o trabalho quando um carro a atingiu de forma repentina.</p>
<p>Após o impacto, câmeras de segurança registraram que o motorista chegou a parar o veículo. No entanto, ele não prestou socorro e deixou o local em seguida.</p>
<p>Enquanto isso, populares socorreram Vera Lúcia e a encaminharam ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona Leste da capital.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Vítima não resistiu aos ferimentos</h2>
<p>Apesar do atendimento médico, Vera Lúcia Paixão da Silva não resistiu aos ferimentos e morreu na última quinta-feira, 1º de abril.</p>
<p>O enterro ocorreu no dia seguinte, 2 de abril.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Contato para informações</h2>
<p>Diante disso, a família reforça o apelo para que testemunhas ou qualquer pessoa com informações sobre o motorista procurem os parentes da vítima.</p>
<p>As informações podem ser repassadas pelo telefone: (97) 9162-1279, falar com Raimundo Lila, irmão da vítima.</p>
<h2 class="wp-block-heading">VÍDEO:</h2>
<p><video height="474" style="aspect-ratio: 848 / 474;" width="848" controls="" src="https://emtempo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-03-at-08.48.27.mp4"/></p>
<p>Leia mais: </p>
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		<item>
		<title>VÍDEO: Família encontra corpo boiando no Rio Negro próximo ao antigo hotel de selva</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/video-familia-encontra-corpo-boiando-no-rio-negro-proximo-ao-antigo-hotel-de-selva/</link>
		
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:40:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma família que navegava pelo Rio Negro encontrou um corpo em avançado estado de decomposição boiando nas águas, nas proximidades das ruínas do antigo hotel de selva Ariaú Amazon Tower, na quarta-feira (25/03). Em vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver o corpo próximo à vegetação, sendo levado lentamente pela correnteza. Os ocupantes da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma família que navegava pelo Rio Negro encontrou um corpo em avançado estado de decomposição boiando nas águas, nas proximidades das ruínas do antigo hotel de selva Ariaú Amazon Tower, na quarta-feira (25/03). </p>
<p>Em vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver o corpo próximo à vegetação, sendo levado lentamente pela correnteza. Os ocupantes da embarcação demonstram choque com a cena ao perceberem a presença do cadáver no rio. A identidade da vítima e as circunstâncias da morte ainda são desconhecidas. </p>
<p>A equipe do Portal Em Tempo entrou em contato com a Polícia Civil para obter informações sobre o resgate e a possível identificação da vítima, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.</p>
<p>Veja vídeo:</p>
<p><video height="642" style="aspect-ratio: 476 / 642;" width="476" controls="" src="https://emtempo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Video-2026-03-25-at-16.45.18.mp4"/></p>
<p>Leia mais</p>
<p>Criminoso mata vigilante a facadas dentro de creche em Manaus</p>
<p>VÍDEO: Moradores são resgatados em bote por bombeiros em rua alagada por chuva em Manaus</p>
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		<title>Família procura adolescente de 15 anos desaparecida em Manaus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 00:10:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Uma adolescente identificada como Emily Vitória Meireles Pinto, de 15 anos, está desaparecida. Ela foi vista pela última vez na terça-feira (24), na rua Coreau, bairro São José Operário, zona leste de Manaus. Desaparecimento e ação da polícia A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Uma adolescente identificada como Emily Vitória Meireles Pinto, de 15 anos, está desaparecida. Ela foi vista pela última vez na terça-feira (24), na rua Coreau, bairro São José Operário, zona leste de Manaus.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Desaparecimento e ação da polícia</h2>
<p>A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), divulgou a imagem de Emily para auxiliar na localização da jovem.</p>
<p>A PC-AM reforça que, em casos de desaparecimento, não é necessário esperar 24 horas para registrar a ocorrência. Basta comparecer a qualquer delegacia com documentos pessoais e fornecer informações detalhadas, como:</p>
<li>Último local onde a pessoa foi vista</li>
<li>Características físicas</li>
<li>Fotografia recente</li>
<h2 class="wp-block-heading">📞 Como colaborar</h2>
<p>A polícia solicita que qualquer informação sobre Emily Vitória Meireles Pinto seja repassada imediatamente pelos seguintes contatos:</p>
<li>Depca: (92) 99962-2441</li>
<li>PC-AM: (92) 3667-7575 ou 197</li>
<li>SSP-AM: 181</li>
<p>Leia mais:</p>
<p>Vídeo revela prisão no Japão de jovem desaparecida em Manaus</p>
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		<title>Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulher</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fome-recua-mais-em-lares-com-bolsa-familia-chefiados-por-mulher/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 21:30:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De 2023 para 2024, a fome no Brasil registrou redução em casas de família beneficiária do Bolsa Família chefiadas por mulher. Por outro ponto de vista, entre os domicílios com pessoas que recebem o programa assistencial e alcançaram a segurança alimentar, 71% têm mulher como responsável pelo lar. As constatações fazem parte do estudo Mulheres [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De 2023 para 2024, a fome no Brasil registrou redução em casas de família beneficiária do Bolsa Família chefiadas por mulher. Por outro ponto de vista, entre os domicílios com pessoas que recebem o programa assistencial e alcançaram a segurança alimentar, 71% têm mulher como responsável pelo lar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Fome-recua-mais-em-lares-com-Bolsa-Familia-chefiados-por.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As constatações fazem parte do estudo <em>Mulheres no centro da redução da insegurança alimentar no Brasil</em>, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta sexta-feira (20), na sede da instituição, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O levantamento compara dados dos últimos trimestres dos dois anos pesquisados. Em 2023, 9,6% dos domicílios beneficiados pelo Bolsa Família que eram chefiados por mulher enfrentavam insegurança alimentar grave.</p>
<p>No ano seguinte, a marca foi reduzida para 7,2%, ou seja, diminuição de 2,4 pontos percentuais (p.p.).</p>
<p>Já entre os lares recebedores do Bolsa Família chefiados por homem, a proporção na insegurança alimentar grave passou de 8,6% para 6,8%, queda de 1,8 ponto percentual.</p>
<p>De acordo com a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), insegurança alimentar grave é a condição em que há redução ou falta de comida para adultos e crianças no lar, em outras palavras, a fome passa a ser uma experiência enfrentada no domicílio.</p>
<p>Já em situação de segurança alimentar, há acesso suficiente ao alimento, sem a família precisar comprometer outras necessidades.</p>
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<h2>Mulher</h2>
<p>A pesquisadora Janaína Rodrigues Feijó, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, atribui o resultado à maior capacidade da mulher de administrar a renda do Bolsa Família.</p>
<p>“Elas gastam melhor os recursos dentro do lar, especialmente quando tem crianças”, diz Janaína.</p>
<p>O levantamento detalha que no intervalo de um ano, 946,6 mil domicílios assistidos pelo Bolsa Família deixaram a fome e chegaram à segurança alimentar. Desses, quase 670 mil eram chefiados por mulher.</p>
<p>Janaína escreve na pesquisa que estudos acadêmicos mostram que “quando mulheres controlam uma parcela maior dos recursos do domicílio, a composição do gasto tende a se deslocar para bens mais associados ao bem-estar infantil e familiar, como alimentação, saúde, educação e itens de consumo da criança”.</p>
<h2>O programa</h2>
<p>O Bolsa Família, pago pelo governo federal, é o principal programa de transferência de renda do país.</p>
<p>O critério inicial para uma pessoa ser assistida é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (quanto a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas).</p>
<p>O benefício base é R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo. O valor médio do benefício está em R$ 683,75.</p>
<p>Segundo o Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), agora em março, o programa alcançará 18,73 milhões de famílias cadastradas, com gasto de R$ 12,77 bilhões. </p>
<h2>Pessoa de referência</h2>
<p>O estudo cita números de janeiro de 2026 que indicam que, das famílias atendidas pelo Bolsa Família, 84,4% tinham a mulher como responsável.</p>
<p>Janaína Feijó considera que programas de transferência de renda podem “fortalecer o empoderamento feminino e o poder de barganha dentro do lar”. </p>
<p>“Especialmente ao ampliar a participação das mulheres em decisões de gastos, consumo e outros aspectos da vida doméstica”, sustenta.</p>
<h2>Negras</h2>
<p>Ao destacar que 70,8% dos lares de beneficiários do Bolsa Família que alcançaram a segurança alimentar eram chefiados por mulher, o levantamento assinala que 61,4% (581 mil) tinham como responsável mulher preta ou parda.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Fome-recua-mais-em-lares-com-Bolsa-Familia-chefiados-por.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 20/03/2026 – A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco durante seminário que debate a saída do Brasil do Mapa da Fome, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou o fato de a renda chegar diretamente às mulheres em condições de vulnerabilidade alimentar.. Foto-arquivo: Tomaz Silva/Agência Brasil &#8211; Tomaz Silva/Agência Brasil</p>
<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, acompanhou a divulgação do resultado do estudo.</p>
<p>Ela enalteceu o fato de a renda chegar diretamente às mãos de mulheres em condições de vulnerabilidade, além de relacionar o combate da fome à desigualdade racial.</p>
<p>“Não tem como pensar em combate à fome sem pensar em raça”, disse ela, associando a segurança alimentar ao desenvolvimento educacional.</p>
<p>“Ninguém estuda de barriga vazia”, declarou a ministra.</p>
<p>O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, chamou de “estratégica” a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorizar mulheres como recebedoras.</p>
<p>“Foi dele a ideia de que tinha que colocar o cartão nas mãos das mulheres”, lembrou.</p>
<p>“A pesquisa mostra o efeito extraordinário que isso tem, tanto em relação à saúde, à educação, às condicionalidades e mesmo em relação à renda. Além de tirar da fome, que é, na verdade, um primeiro passo, a gente trabalha a superação da pobreza”, comentou em conversa com jornalistas.</p>
<h2>Mapa da Fome</h2>
<p>O evento na FGV reuniu especialistas e autoridades que atuam no combate à fome. Um dos pontos abordados foi a saída do Brasil do chamado Mapa da Fome.</p>
<p>Em 2025, o Brasil deixou, pela segunda vez, o Mapa da Fome – um indicador da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que identifica países em que mais de 2,5% da população sofrem de subalimentação grave (insegurança alimentar crônica).</p>
<p>O Brasil já tinha alcançado esse patamar em 2014, mas retornou ao Mapa da Fome em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (2019-2022), com 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave.</p>
<p>No biênio 2023-2024, 26,5 milhões de pessoas deixaram a fome no país, segundo o MDS.</p>
<p>O estudo da FGV projeta que, caso não houvesse o programa Bolsa Família, a segurança alimentar no país cairia de 53 para 50,2% entre os beneficiários. Já a forma mais grave da fome subiria de 7,1% para 8,1%.</p>
<p>“Os resultados reforçam a importância de políticas públicas de transferência de renda para a redução da insegurança alimentar no Brasil, especialmente quando voltadas aos domicílios em maior vulnerabilidade social”, conclui a pesquisa da FGV.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/fome-recua-mais-em-lares-com-bolsa-familia-chefiados-por-mulher" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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