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	<title>riscos Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Trabalhadores denunciam riscos em obras de hospital municipal de SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:39:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalhadores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), na capital paulista, denunciam falta de segurança e riscos à saúde de pacientes e empregados por obrar feitas &#8220;sem as proteções necessárias&#8221;. Entre as situações denunciadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) está o isolamento de áreas críticas apenas por plástico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhadores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), na capital paulista, denunciam falta de segurança e riscos à saúde de pacientes e empregados por obrar feitas &#8220;sem as proteções necessárias&#8221;.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Trabalhadores-denunciam-riscos-em-obras-de-hospital-municipal-de-SP.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Entre as situações denunciadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) está o isolamento de áreas críticas apenas por plástico preto e fita crepe.</p>
<p>Segundo o sindicato, a segurança e o gerenciamento de riscos ocupacionais não estão sendo considerados em nove intervenções feitas nas instalações do hospital.</p>
<p>“Há meses, o hospital é um canteiro de obras, sem que se tenha estabelecido um diálogo com os trabalhadores, uma pactuação de cronograma ou mesmo ajustes nos fluxos assistenciais à revelia das normas internas do próprio hospital”, divulgou o sindicato, em nota.</p>
<h2>Planejamento</h2>
<p>A entidade ressalta que qualquer intervenção na infraestrutura em serviços de saúde exige planejamento rigoroso para não interferir no processo de trabalho nem prejudicar o atendimento. “A obra iniciada no meio do centro cirúrgico está delimitada apenas por plásticos pretos presos com fita crepe, dois meses após a primeira denúncia”, relatou o Sindsep.</p>
<p>A secretária de Trabalhadores da Saúde do Sindsep, Flávia Anunciação, destacou que a representação dos trabalhadores não é contrária à reforma do hospital, mas sim à maneira como ela está sendo feita.</p>
<p>“Qualquer outro empreendimento que tocasse as obras do jeito que o Hospital do Servidor está fazendo, qualquer hospital do setor privado, estaria fechado”, disse, em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>“Em hospital privado, quando você olha o plano de contingência para obras, você vê o deslocamento de um setor para um determinado espaço, então você reforma e só depois retorna [para o espaço original]”, disse. “A gente também questiona fazer isso tudo de uma vez só, sem um plano de contingência muito bem estruturado.”</p>
<h2>Contaminação</h2>
<p>Um dos riscos apontados éo  de contaminação pelo resíduo gerado na obra, um pó fino que pode causar problemas respiratórios e maior risco de infecção. “O próprio instrumental do hospital prevê o uso de <em>drywall</em> dependendo do setor. Se precisar fazer corte de peças de cerâmica pode ser usada uma makita [serra elétrica] que solte água, para reduzir o pó produzido no local. Mas o  que tem é plástico, madeirite e fita crepe”, relatou Flávia.</p>
<p>O sindicato avalia que a situação é extremamente grave, já que &#8211; sem as barreiras adequadas e sem organização conforme a agenda de procedimentos &#8211; a obra pode contaminar o ambiente hospitalar, as superfícies e os materiais estéreis.</p>
<h2>Poeira e fungo</h2>
<p>A denúncia do Sindsep detalha que a poeira no ambiente hospitalar pode carregar o <em>Aspergillus</em>, um gênero de fungo muito comum no ambiente, cujos esporos podem causar infecções respiratórias graves, conhecidas como aspergilose. Segundo informações do Ministério da Saúde, o ambiente hospitalar está relacionado com a transmissão da aspergilose nos indivíduos imunocomprometidos, podendo causar inclusive o óbito.</p>
<p>“A transmissão ocorre pela inalação de esporos do fungo presentes no sistema de ventilação contaminado, uso de chuveiros, contato direto com roupas ou objetos contaminados e ar contaminado por obras ou reformas no ambiente hospitalar”, diz material informativo no site da pasta.</p>
<p>As reclamações incluem ainda ruído excessivo. “Não tem nenhuma contenção para ruído. [Tem] ruído em áreas onde os pacientes estão internados, em enfermaria. Tem fotos em que a obra está acontecendo e no fundo está a pediatria e a UTI pediátrica. E os trabalhadores reclamando: tem pó, tem ruído, o pó chega aqui. Você imagina alguém dentro de uma UTI e a poeira, o risco é de contaminação”, disse Flávia.</p>
<h2>Situações reincidentes</h2>
<p>Em abril, o Sindsep já havia divulgado imagens denunciando tais situações na obra do Hospital do Servidor. Na ocasião, foi registrado um grande vazamento de água descendo pelo teto de um dos andares e pelos elevadores.</p>
<p>“O terceiro andar alagado, trabalhadores da reforma sem saber o que fazer, pacientes tentando desviar, servidores do andar puxando água com rodos, tirando mobiliário e buscando reduzir danos aos pacientes. Macas sendo transportadas com pacientes no meio da água. Quatro dos sete elevadores paralisados”, denunciou o sindicato na época.</p>
<p>Segundo o sindicato, uma denúncia sobre a situação foi feita ao Centro de Vigilância Sanitária (CVS), ainda em abril. “A RDC 50/2002 orienta como tem que ser feito as reformas dentro das unidades de saúde. Muito me entristece que a gestão que está sendo feita abdique da principal coisa: o cuidado com a segurança de quem não tem alternativa a não ser recorrer ao hospital do servidor”, lamentou Flávia.</p>
<p>A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 50/2002 é uma norma técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelece os requisitos obrigatórios para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) do país. Em salas de cirurgia, por exemplo, seria necessária uma barreira hermética, de acordo com a Norma Brasileira Regulamentadora (NBR- 7256, da ABNT), citada na resolução da Anvisa.</p>
<p>O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo informou, em nota, que a inspeção feita no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) identificou que as obras em andamento na unidade ocorrem em áreas de circulação interna.</p>
<p>“Durante a vistoria, foram observadas medidas de controle para mitigação de riscos já adotadas pela instituição. Também foram feitas novas recomendações para o reforço das ações de controle de poeira, isolamento das áreas em obras, sinalização de segurança, limpeza e gerenciamento de riscos, com o objetivo de garantir a segurança de pacientes, profissionais e demais usuários”, diz a nota.</p>
<p>Além disso, a vigilância sanitária recomenda o acompanhamento das intervenções pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), para monitoramento dos riscos ocupacionais durante a execução das obras.</p>
<p>A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou, em nota, que “o Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) passa atualmente por um amplo conjunto de obras para a modernização de suas antigas instalações, previstas para serem concluídas até o final deste ano”.</p>
<p>“Os serviços são constantemente acompanhados pelas equipes de Engenharia, Segurança do Trabalho e Controle de Infecção Hospitalar do HSPM”, finaliza a nota.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-06/trabalhadores-denunciam-riscos-em-obras-de-hospital-municipal-de-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Exploração de animais em passeios turísticos no AM provoca estresse e riscos à fauna, diz biólogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 23:24:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cobranças extras para fotos com jacarés, preguiças e cobras transformaram animais silvestres em atrações turísticas na região do lago do Janauari, em Iranduba, município localizado a menos de 30 km de Manaus. Os passeios, divulgados como experiências de contato com a natureza amazônica, incluem a manipulação direta dos animais e o pagamento de valores adicionais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Cobranças extras para fotos com jacarés, preguiças e cobras transformaram animais silvestres em atrações turísticas na região do lago do Janauari, em Iranduba, município localizado a menos de 30 km de Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os passeios, divulgados como experiências de contato com a natureza amazônica, incluem a manipulação direta dos animais e o pagamento de valores adicionais para fotografias. Segundo investigações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), alguns dos animais utilizados nessas interações podem ter sido sedados para aparentarem comportamento dócil durante o contato com visitantes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As suspeitas levaram à realização da Operação Anhangá 2, deflagrada em maio de 2026 pela polícia em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Durante a ação, quatro homens foram presos no lago, dois jacarés e uma preguiça foram resgatados e multas que totalizaram R$ 10,5 mil foram aplicadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os agentes, os animais estavam amarrados com cordas e eram mantidos em jaulas pequenas. Após o resgate, eles foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, na zona Sul.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Crescimento do turismo e fiscalização</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Dados do Ministério do Turismo, Embratur e Polícia Federal mostram que o Estado recebeu 28,4 mil turistas internacionais em 2024, crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Foto: Lucas Silva/Amazonastur</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com a expansão do chamado turismo de experiência, aumentaram os passeios oferecidos em hotéis de selva, flutuantes e comunidades ribeirinhas que prometem interação direta com animais amazônicos. Parte dessas atividades, no entanto, ocorre sem autorização ambiental.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) é clara em proibir a utilização de animais silvestres sem licença e prevê pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa, para quem utiliza, mantém ou explora espécies silvestres de forma irregular. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Já o Decreto Federal 6.514/2008 estabelece sanções para a exploração comercial da imagem de animais mantidos ilegalmente em cativeiro, incluindo publicações em redes sociais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, a legislação é abrangente, mas a fiscalização enfrenta limitações concretas. “Todos os órgãos têm deficiência no número de servidores e na estrutura logística para construir operações de inteligência”, afirma, acrescentando que os próprios infratores adotam estratégias para ocultar as práticas ilegais e dificultar a identificação dos envolvidos. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Joel destacou ainda que a pauta da fauna compete internamente com temas considerados de maior impacto imediato, como desmatamento e garimpo, embora o Ibama mantenha operações específicas voltadas à proteção de animais silvestres.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Impactos à saúde dos animais</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="555" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780183475_688_Exploracao-de-animais-em-passeios-turisticos-no-AM-provoca-estresse.jpeg?resize=740%2C555&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-469675"  />Foto: Beatriz Sampaio/PC-AM</p>
<p class="wp-block-paragraph">O biólogo Marcelo Gordo explicou que o contato frequente com turistas pode causar uma série de danos físicos e comportamentais aos animais. Segundo ele, o manuseio constante provoca estresse prolongado, que pode resultar em queda de imunidade e maior vulnerabilidade a doenças. </p>
<p class="wp-block-paragraph">A proximidade entre humanos e animais silvestres também favorece a transmissão de patógenos em ambas as direções, representando risco tanto para os animais quanto para os visitantes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro problema apontado é a alimentação artificial oferecida durante alguns passeios turísticos para atrair espécies como botos. De acordo com o biólogo, a prática pode provocar dependência alimentar e comprometer a saúde dos animais quando os alimentos fornecidos não fazem parte da dieta natural.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Em atividades sustentáveis, não ocorre a manipulação dos animais e as distâncias de fuga são respeitadas. Os turistas são orientados a manter distância suficiente para evitar estresse”, pontuou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, uma operação conjunta do Ibama e do Ipaam em um hotel de Novo Airão resultou na apreensão de 26 animais silvestres mantidos irregularmente. Entre as espécies encontradas estavam araras, jiboias, sucuris, jabutis, macacos-prego, papagaios e pirarucus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Treze desses animais estavam incluídos na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), que reúne espécies ameaçadas com comércio controlado internacionalmente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O proprietário do estabelecimento foi multado em R$ 234,5 mil e obrigado a remover das redes sociais conteúdos que mostravam turistas interagindo com os animais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o Ipaam informou ao Em tempo que qualquer interação turística não autorizada com fauna silvestre é considerada irregular. O órgão afirmou ainda que as fiscalizações têm sido intensificadas, especialmente em áreas onde esse tipo de prática é mais frequente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o único modelo de interação regulamentado no Amazonas envolve a observação de botos, disciplinada pela Resolução CEMAAM nº 28/2018. A norma estabelece regras de bem-estar animal, distância mínima entre estruturas flutuantes e sistema de rodízio de funcionamento, além de proibir o toque e o nado com os animais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Experiência do turista</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="496" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Exploracao-de-animais-em-passeios-turisticos-no-AM-provoca-estresse.jpg?resize=740%2C496&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-469680" style="aspect-ratio:1.49258082383465;width:840px;height:auto"  />Foto: Leo Albuquerque/ICMBio</p>
<p class="wp-block-paragraph">A maquiadora Cláudia Maria participou de um passeio turístico nas proximidades de Manaus que incluía contato com preguiças, botos e cobras, além de plantas aquáticas como vitórias-régias. Ela conta que a motivação inicial era proporcionar aos filhos uma experiência com a natureza amazônica, mas que durante o passeio surgiram dúvidas sobre as condições em que os animais eram mantidos. </p>
<p class="wp-block-paragraph">“Havia uma cobrança adicional por animal, com valores diferenciados, e a comercialização daquilo me causou estranheza. Eu questionava a qualidade dos cuidados, a alimentação adequada, a legalidade da presença dos animais no local”, relatou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A experiência da maquiadora ilustra uma lacuna apontada pelos especialistas: muitos turistas desconhecem os critérios que diferenciam uma atividade ambientalmente regular de uma prática ilegal, e nem sempre recebem orientação adequada dos operadores antes de embarcar nos passeios.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="493" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780183476_690_Exploracao-de-animais-em-passeios-turisticos-no-AM-provoca-estresse.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-469678"  />Foto: Divulgação</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse mercado ilegal tem dimensões expressivas no Brasil: segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), cerca de 38 milhões de animais são traficados por ano no país, e de cada dez, nove morrem antes de chegar ao consumidor final. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O país também responde por aproximadamente 15% do comércio ilegal global de fauna, cerca de US$ 1 bilhão por ano, e o tráfico de animais é considerado o terceiro maior crime de contrabando do mundo, segundo relatório de 2024 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).</p>
<h2 class="wp-block-heading">Alternativas ao contato direto</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Caio Vieira, gerente de receptivo da Iguana Tour, operadora de turismo de Manaus, observa uma mudança gradual no perfil dos visitantes. Para ele, muitos turistas chegam hoje mais informados sobre as questões ambientais e buscam experiências de observação da fauna em vez de interação direta, embora a demanda por contato físico com os animais ainda persista entre parte dos visitantes. </p>
<p class="wp-block-paragraph">“O foco deve ser a contemplação. A Amazônia já é grandiosa naturalmente e não é necessário forçar interações para criar experiências memoráveis”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Caio também defendeu que a floresta, os rios, a cultura dos povos tradicionais, a gastronomia regional e a observação responsável da fauna já oferecem experiências suficientes para atrair e satisfazer visitantes sem que seja necessário submeter animais a situações desgastantes. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Denúncias sobre maus-tratos ou manutenção ilegal de animais silvestres podem ser feitas ao Ibama pela Linha Verde: 0800 61 8080, ou diretamente à delegacia mais próxima para registro de boletim de ocorrência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Inscrições do Minha Casa, Minha Vida são prorrogadas em Manaus; veja como participar</p>
<p class="wp-block-paragraph">Guaraná Tuchaua exalta o orgulho nortista em latas comemorativas para o Festival de Parintins</p>
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		<title>INCA alerta para os riscos de cigarros com sabor e aroma entre jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 13:31:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil não vive mais apenas uma luta contra o vício em tabaco, mas contra toda a indústria da nicotina, onde as maiores vítimas são os adolescentes e jovens. Essa posição foi defendida pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento na última quinta-feira (28) sobre o Dia Mundial sem Tabaco, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil não vive mais apenas uma luta contra o vício em tabaco, mas contra toda a indústria da nicotina, onde as maiores vítimas são os adolescentes e jovens. Essa posição foi defendida pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento na última quinta-feira (28) sobre o Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/INCA-alerta-para-os-riscos-de-cigarros-com-sabor-e.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Me impressiona a desinformação que a gente ainda tem, porque um produto que mata um em cada dois usuários, isso não é um produto que podia existir”, declarou Roberto Gil. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/INCA-alerta-para-os-riscos-de-cigarros-com-sabor-e.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 28/05/2026 - Roberto Gil, diretor-geral do INCA, fala durante evento promovido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) no Dia Mundial sem Tabaco para alertar sobre as tentativas da indústria do tabaco de retardar a aplicação da Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2012 (RDC 14/2012), que proíbe o uso de aditivos de sabor e aroma em produtos de tabaco, no  Teatro Assist, no centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Rio de Janeiro (RJ), 28/05/2026 &#8211; Roberto Gil defende que STF deve proibir os aditivos que facilitam a iniciação no tabagismo &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>O Ministério da Saúde vem acendendo um alerta para uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos, que tornam mais “atrativa e palatável” a iniciação ao tabaco. São os cigarros aromáticos e os chamados DEF (dispositivos eletrônicos para fumar), como vapes e pods, que adicionam sabores doces, refrescantes, cheiros e cores à experiência de consumo.</p>
<p>Com o tema <em>Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco</em>, a campanha desse ano traz como debate as estratégias utilizadas pela indústria fumageira para atrair novos consumidores, especialmente crianças, adolescentes e jovens. </p>
<p>Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), cerca de 2,6 milhões de adolescentes de 13 à 15 anos consomem tabaco no continente americano, e dois milhões utilizam cigarros eletrônicos. Um estudo apresentado pelo INCA em 2025 aponta que o Brasil pode gastar até R$ 153 bilhões por ano com doenças relacionadas ao tabagismo. </p>
<p>“O que a gente tem é um transicionamento, isso acontece no mundo inteiro, dos cigarros para drogas com mais tecnologia, para nicotina sintética, para sais de nicotina, para produtos cognitivos e a gente tem, a partir daí, uma atratividade muito aumentada para que nossas futuras gerações sejam captadas pela indústria da nicotina e se tornem uma geração de dependentes da nicotina”, afirmou a secretária-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, Vera Luiza da Costa e Silva </p>
<h2>Regulamentação</h2>
<p>Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012, que proíbe o uso de aditivos que conferem sabor, aroma, cores, propriedades estimulantes ou que aumentem a palatabilidade em produtos naturais ou sintéticos derivados do tabaco. A medida tem o objetivo de reduzir o apelo ou a atratividade. </p>
<p>Em contrapartida, a indústria fumageira vem constantemente questionando a legalidade da norma em instâncias inferiores do Judiciário, argumentando que a proibição dos aditivos inviabilizaria praticamente toda a produção nacional de cigarros. </p>
<p>Um artigo publicado este ano pela revista científica Tobacco Control, lançado pelo INCA durante o evento, refuta o argumento. Baseada em dados da própria Anvisa, a pesquisa mostra que cerca de metade das marcas de cigarros manufaturados registradas no Brasil em 2025 não continha os aditivos vetados pela resolução . </p>
<p>“O que a gente tá mostrando é que há viabilidade logística, e há viabilidade de produção, o que não há é interesse mercadológico das indústrias de tabaco de colocar um produto que não tem esses aromas e sabores que favorecem a iniciação [ao fumo]”, defende o pesquisador André Zsklo, um dos autores do estudo em conjunto com o especialista em regulação e vigilância sanitária da Anvisa, Andre Luiz Oliveira da Silva.  </p>
<p>Roberto Gil alerta que é preciso que o STF proíba a produção desses aditivos,  para consolidar a validade nacional da norma e impedir novas contestações judiciais. </p>
<p>“O tabagismo se torna cada vez mais uma doença pediátrica, que atinge pessoas numa faixa de menos de 20 anos. Então, a gente hoje tem que ter um olhar atento para isso e todos os pediatras também têm que estar atentos para isso, porque é uma necessidade que a gente tem para evitar”, finalizou. </p>
<h2>Riscos </h2>
<p>A coordenadora da Política de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil do Ministério da Saúde, Suyanne Camille Caldeira Monteiro, defendeu que prevenir a iniciação é uma prioridade no combate ao vício em nicotina. </p>
<p>“Não há dispositivo eletrônico para fumar seguro. Esse é um ponto especialmente sensível quando falamos de adolescentes e adultos jovens. Trata-se de uma fase da vida marcada por construção de identidade, pertencimento social, experimentação e grande exposição nas redes sociais”, disse. </p>
<p>O tabaco é um fator de risco em comum para as principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, e doenças respiratórias crônicas. </p>
<p>No Brasil, o Ministério da Saúde, por meio do INCA, coordena as ações do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), responsável por articular políticas de prevenção, promoção da cessação do tabagismo e proteção da população contra a exposição à fumaça do tabaco. </p>
<p>Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia* </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/inca-alerta-para-os-riscos-de-cigarros-com-sabor-e-aroma-entre-jovens" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/inca-alerta-para-os-riscos-de-cigarros-com-sabor-e-aroma-entre-jovens/">INCA alerta para os riscos de cigarros com sabor e aroma entre jovens</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Anvisa e PF alertam para riscos e crime no uso de “canetas emagrecedoras” irregulares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 15:28:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) divulgaram nesta quarta-feira (06/05) uma nota técnica conjunta para orientar ações no combate à produção, importação e venda irregular de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. O documento reforça a atuação integrada entre os órgãos para conter riscos à saúde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) divulgaram nesta quarta-feira (06/05) uma nota técnica conjunta para orientar ações no combate à produção, importação e venda irregular de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.</p>
<p>O documento reforça a atuação integrada entre os órgãos para conter riscos à saúde pública e desarticular redes criminosas envolvidas na comercialização desses produtos. Segundo a Anvisa, medicamentos apreendidos serão analisados para identificar as substâncias presentes e avaliar possíveis danos à população.</p>
<p>De acordo com os órgãos, as principais irregularidades incluem contrabando de produtos sem registro no Brasil e manipulação em condições inadequadas, o que pode comprometer a eficácia e causar contaminações. A comercialização desses medicamentos é considerada crime, conforme o Código Penal.</p>
<p>Dados da Anvisa indicam aumento expressivo de efeitos adversos associados ao uso das canetas emagrecedoras. Entre 2018 e 2026, foram registradas cerca de 3 mil notificações, sendo quase metade apenas em 2025, incluindo casos graves e mortes sob investigação.</p>
<p>As apurações da Polícia Federal apontam para esquemas organizados, com atuação interestadual e uso de plataformas digitais para venda em larga escala. Em 2026, fiscalizações resultaram em 8 interdições entre 26 estabelecimentos vistoriados, além da apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades irregulares.</p>
<p>Em operação conjunta realizada em abril, foram identificadas transações de R$ 4,8 milhões envolvendo substâncias como tirzepatida, além da apreensão de milhares de frascos manipulados ilegalmente. Também foi detectada a presença de compostos ainda não autorizados para uso.</p>
<p>Leia mais</p>
<p>VÍDEO: Homem que exibiu pênis em supermercado de Manaus é punido pelo ‘tribunal do crime’</p>
<p>Operação destrói 50 dragas do garimpo ilegal no interior do Amazonas</p>
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		<title>Uso indiscriminado de canetas emagrecedoras traz riscos graves à saúde</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/uso-indiscriminado-de-canetas-emagrecedoras-traz-riscos-graves-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 11:57:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute esta semana uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A popularização das canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos, incluindo a semaglutida, a tirzepatida e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute esta semana uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Uso-indiscriminado-de-canetas-emagrecedoras-traz-riscos-graves-a-saude.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A popularização das canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos, incluindo a semaglutida, a tirzepatida e a liraglutida, ampliou o uso indiscriminado e o mercado ilegal desse tipo de medicamento que, atualmente, só pode ser adquirido por meio de receita médica.</p>
<p>Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa vem tomando uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização. A agência também criou grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes.</p>
<p>Também este mês, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF), junto à própria Anvisa, assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.</p>
<p>A proposta é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.</p>
<p>“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Neuton Dornelas, avaliou que o uso de canetas emagrecedoras para tratar a obesidade e o diabetes figura como uma espécie de revolução, mas que o uso indiscriminado do medicamento preocupa.</p>
<p>“São medicamentos muito bons, eficazes, potentes, que abriram realmente um grande horizonte para o tratamento, sobretudo para pessoas que vivem com obesidade. São medicamentos que revolucionaram sob essa perspectiva. Tudo o que a gente já teve pra tratar obesidade tinha resultado menos potente, menos eficaz e eu diria até menos seguro.”</p>
<p>“Pra quem vive com uma doença que é crônica, ter a promessa, a expectativa, a esperança de um tratamento, a longo prazo que seja, mas que funcione abriu um horizonte. Esses medicamentos são importantes, ajudam muito não apenas na perda de peso e no controle da glicose, mas, sobretudo, para diminuir o risco cardiovascular”, completou.</p>
<p>Dornelas destacou levantamento recente feito pela Anvisa, segundo o qual a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação de canetas emagrecedoras tem sido incompatível com o mercado nacional. Os dados mostram que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos, quantidade suficiente para a preparação de aproximadamente 20 milhões de doses.</p>
<p>“Quando se fala em 20 milhões de doses, é um número chamativo, mas mais do que isso: eles apreenderam 1,3 milhão de medicamentos por algum grau de ilegalidade ou irregularidade, seja pelo transporte, pelo armazenamento”, lembrou.</p>
<p>“Isso é estarrecedor. É assustador. A Sbem já vem alertando há muito tempo sobre isso. Para que as pessoas não consumam medicamentos de fontes que não são legais, medicamentos que não são registrados. Isso é altamente preocupante. Além disso, ter uma medicação que é aprovada para duas doenças crônicas, diabetes e obesidade, e as pessoas usarem de maneira indiscriminada realmente é condenatório.”</p>
<h2>Bloqueio da manipulação</h2>
<p>Dornelas destacou ainda que apoiou, junto a outras entidades, a decisão da Anvisa para que farmácias e drogarias passassem a reter as receitas de canetas emagrecedoras desde junho do ano passado. “O consumo desenfreado, eu diria, vem do mercado paralelo”.</p>
<p>“Hoje, diante desse boom, desse exagero que estamos vendo, talvez valesse a pena a Anvisa bloquear por três meses, por seis meses ou até por um ano qualquer manipulação de qualquer uma dessas drogas injetáveis para o tratamento da obesidade”, defendeu.</p>
<p>“Não se tem estrutura, na agência, suficiente para fiscalizar e fazer tudo isso com um volume de 20 milhões de doses. Então, num ponto crítico como esse, eu defenderia o bloqueio da manipulação, nem que seja por um período transitório, até que se tenha outras medidas mais cabíveis pra isso.”</p>
<h2>Benefícios x riscos</h2>
<p>Ao comentar os benefícios das canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade e diabetes, o médico explicou que os medicamentos atuam por meio de três mecanismos de ação: ajudam no controle da glicose; retardam o esvaziamento do estômago ou esvaziamento gástrico, fazendo com que a pessoa mantenha uma plenitude alimentar mais prolongada; e atuam no cérebro, reduzindo o apetite por meio do aumento da saciedade.</p>
<p>“Com isso, eles promovem uma menor ingesta de alimentos e, por meio de mecanismos fisiológicos e da interrelação com outros hormônios, eles promovem uma perda de peso bastante substancial. A semaglutida, por exemplo, tem uma média de 15% de perda de peso e a tirzepatida pode chegar a 22% ou 25%, variando de pessoa para pessoa, dependendo da dose, do acompanhamento de um profissional, além da adesão a outras medidas, como mudança de estilo de vida e melhoras na alimentação.”</p>
<p>Dornelas destacou que todo medicamento pode apresentar efeitos colaterais e que, no caso das canetas, os principais efeitos são náuseas, vômitos e demais sintomas gastrointestinais.</p>
<p>“Com o uso indiscriminado, comprando de fontes não seguras medicamentos não bem armazenados ou transportados, esses riscos aumentam muito”.</p>
<p>“A Anvisa começou a registrar efeitos colaterais mais severos, como a pancreatite. A gente que é médico, que avalia, sabe que a pancreatite já é uma doença, infelizmente, muito frequente. No Brasil, são em torno de 40 mil internações por ano. Mas ela habitualmente é causada por dois grandes fatores: bebida alcoólica em exagero ou pedras na vesícula.”</p>
<p>“Esses medicamentos, por si só, quando se faz o retardo do esvaziamento gástrico, eles promovem uma maior parada do líquido que fica dentro da vesícula biliar. E o fato desse líquido, utilizado no processo da digestão, ficar mais tempo parado dentro vesícula pode facilitar a formação de cálculos. Isso poderia aumentar o risco, para algumas pessoas, de pancreatite. Esse é o maior risco hoje.”</p>
<h2>Pilares da segurança</h2>
<p>O presidente da Sbem descreveu ainda o que os médicos chamam de quatro pilares da segurança e da responsabilidade em meio ao uso de medicamentos:</p>
<ul>
<li>Utilizar um produtor seguro e legal, com registro no Brasil;</li>
<li>Ter a prescrição de um médico com registro e que faça, inclusive, o acompanhamento adequado, desde o diagnóstico;</li>
<li>Saber quem está vendendo, preferencialmente farmácias e drogarias em que a compra possa ser feita com segurança;</li>
<li>Usar doses corretas, seguindo a orientação médica, além de nunca comprar em mercados paralelos.</li>
</ul>
<p>“Quando a gente fala de efeitos colaterais, não significa que é pra pessoa sentir isso. Náuseas, por exemplo, podem ocorrer entre 30% e 40% dos casos, mas, em tese, não é para acontecer. Então, se a pessoa está usando a medicação e não há efeito colateral, isso é muito bom. Não significa que a medicação não esteja atuando. Entre 60% e 70% das pessoas não sentem nada.”</p>
<p>“Mas náuseas mais intensas, vômitos e, principalmente, dor abdominal importante que não melhora – a dor é o sinal de alerta. Se há dor importante na parte superior do abdômen, temos que pensar na possibilidade, ainda que rara, de uma pancreatite. A dor é o mais preocupante”, concluiu.   </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/canetas-emagrecedoras-entenda-quando-o-uso-pode-fazer-mal-a-saude" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Violência sexual aumenta riscos cardiovasculares em mulheres</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/violencia-sexual-aumenta-riscos-cardiovasculares-em-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 19:36:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As meninas e mulheres vítimas de violência sexual não sofrem apenas os danos físicos e psicológicos imediatos. Esses eventos podem aumentar em 74% a chance de que elas desenvolvam problemas cardíacos, de acordo com um estudo baseado em dados oficiais brasileiros.  A pesquisa foi publicada na revista Cadernos de Saúde Pública e traz também uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As meninas e mulheres vítimas de violência sexual não sofrem apenas os danos físicos e psicológicos imediatos. Esses eventos podem aumentar em 74% a chance de que elas desenvolvam problemas cardíacos, de acordo com um estudo baseado em dados oficiais brasileiros. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-sexual-aumenta-riscos-cardiovasculares-em-mulheres.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A pesquisa foi publicada na revista Cadernos de Saúde Pública e traz também uma análise por doenças de forma individualizada. Mulheres que sofreram violência sexual apresentaram maiores níveis de infarto do miocárdio e arritmias, em comparação com mulheres que não sofreram. Já nos casos de angina e insuficiência cardíaca não houve discrepâncias significativas. </p>
<p>O pesquisador do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Paixão, explica que as conclusões foram obtidas aplicando ferramentas estatísticas aos dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019. </p>
<p>A Pesquisa Nacional de Saúde é o principal levantamento oficial sobre a saúde da população brasileira, feito a partir de mais de 70 mil entrevistas que são representativas da população brasileira. Entre os diversos assuntos, investigou tanto a ocorrência de violência sexual, quanto de doenças cardíacas, o que possibilitou o cruzamento dessas duas variáveis. </p>
<p>Como diversas questões podem influenciar a ocorrência de doenças cardiovasculares, a equipe de pesquisa também usou ferramentas estatísticas para bloquear a interferência da idade, cor da pele, orientação sexual, escolaridade e região de habitação. Assim, foi possível ter certeza de que o aumento observado foi provocado pela violência sofrida. </p>
<h2>Impactos</h2>
<p>Eduardo Paixão diz que, na maioria das vezes, as pessoas pensam apenas na saúde mental, quando querem investigar os efeitos da violência sexual, mas o trauma pode repercutir em outras áreas.</p>
<p>“A gente sempre pensa em explicações biológicas para as doenças, mas a saúde humana perpassa por muitas interações sociais que impactam o nosso bem-estar. Estudo em outros países já vinham mostrando uma associação muito forte,  especialmente quando essa violência ocorre na infância e adolescência, às vezes com repercussões ao longo da vida”, explica Paixão. </p>
<p>A hipótese do grupo de pesquisa é que a violência aumente o risco cardiovascular por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais, a começar pelos quadros de ansiedade e depressão, comuns em vítimas, e que têm relação com males cardíacos. Esse estresse também causa efeitos fisiológicos. </p>
<p>“Ele aumenta a inflamação do nosso organismo, com a ativação de toxinas que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Experiências traumáticas também podem alterar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica o pesquisador.  </p>
<p>Paixão também relata que quem vivencia experiências de violência, sejam de forma isolada ou repetitiva, pode ter maior chance de desenvolver atos danosos para a saúde, como tabagismo, alcoolismo, uso de entorpecentes, alimentação inadequada, sedentarismo, que também aumenta os. riscos cardiovasculares.</p>
<p>O pesquisador ressalta que a violência sexual, em si, se revela um problema de saúde pública no Brasil. À PNS, por exemplo, 8,61% das mulheres relataram ter sofrido ao menos alguma violência do tipo ao longo da vida, contra 2,1% dos homens. </p>
<p>Mas esse tipo de violência ainda é bastante subnotificada, especialmente entre homens, porque nem todas as pessoas reconhecem o que sofreram ou se sentem confortáveis para admitir, ele ressalva. Essa é a principal razão para a pesquisa não ter identificado aumento na ocorrência de doenças cardiovasculares também em homens vítimas, na opinião do pesquisador.</p>
<p>Para ele, o grande benefício da pesquisa é apontar um fator que merece a atenção tanto de quem trabalha com vítimas de violência, quanto dos profissionais que atendem pessoas com doenças cardiovasculares.</p>
<p>“E essas são as doenças com a maior carga global. São muitas internações e gastos com procedimentos. Talvez, se a gente conseguir intervir em fatores de vida modificáveis, a gente consiga diminuir essa incidência”, conclui o pesquisador. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/violencia-sexual-aumenta-riscos-cardiovasculares-em-mulheres" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Defensoria alerta sobre riscos digitais para crianças e adolescentes</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/defensoria-alerta-sobre-riscos-digitais-para-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 21:02:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uso excessivo de telas, conteúdos impróprios e falta de monitoramento tornam o ambiente digital cada vez mais perigoso para crianças e adolescentes. Por isso, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) alerta sobre os riscos da violência online. Além disso, acompanha as mudanças promovidas pelo ECA Digital. A Lei nº 15.211/25, em vigor desde [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uso excessivo de telas, conteúdos impróprios e falta de monitoramento tornam o ambiente digital cada vez mais perigoso para crianças e adolescentes. Por isso, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) alerta sobre os riscos da violência online. Além disso, acompanha as mudanças promovidas pelo ECA Digital.</p>
<p>A Lei nº 15.211/25, em vigor desde 17 de março, protege crianças e adolescentes em todos os meios digitais, incluindo softwares, lojas online e jogos eletrônicos.</p>
<p>Segundo a defensora pública Hélvia Castro, não basta apenas criar leis. É necessário que pais, responsáveis, comunidade e poder público atuem juntos para garantir o cumprimento das regras. Ela reforça que o público infantil e adolescente está especialmente vulnerável no ambiente online.</p>
<p>“Os crimes cibernéticos atingem as crianças e adolescentes de forma direta quando elas são vítimas de práticas criminosas, como abuso, exploração, uso indevido de imagem e indiretamente quando expostas a conteúdos inadequados, violentos, e isso pode afetar a saúde mental, queda no rendimento escolar e o isolamento social”, alertou Hélvia Castro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Violência sexual online</h2>
<p>No Brasil, uma em cada cinco crianças sofreu exploração ou abuso sexual facilitados pelo uso da tecnologia em apenas um ano. Isso representa cerca de 3 milhões de meninas e meninos. O dado consta no relatório <em>Disrupting Harm in Brazil</em>, do UNICEF Innocenti, em parceria com a ECPAT International e a INTERPOL.</p>
<p>Para prevenir riscos, pais e responsáveis devem manter diálogo constante sobre perfis falsos, pedidos de fotos íntimas e solicitações de informações pessoais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Aliciamento e influência de grupos online</h2>
<p>O acesso sem monitoramento a sites, fóruns e chats aumenta a vulnerabilidade de menores. Isso inclui a possibilidade de cooptação para atos infracionais ou exposição a discursos de ódio.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, a operação nacional <em>Server Out II</em>, com participação da Polícia Civil do Amazonas, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão. A ação visou combater crimes como disseminação de conteúdo extremista, automutilação de menores e abuso sexual infantojuvenil.</p>
<p>“Os grupos online criam falsa sensação de pertencimento e acolhimento. Crianças e adolescentes, em processo de formação de identidade, ficam suscetíveis a discursos de ódio, que naturalizam violência e práticas discriminatórias, podendo levar à prática de atos infracionais”, explicou Hélvia Castro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Principais mudanças com o ECA Digital</h2>
<p>Supervisão parental: pais ou responsáveis devem acessar sistemas de monitoramento e controle. Esses sistemas permitem limitar o tempo de uso de aplicativos e serviços digitais.</p>
<p>Verificação de idade: produtos e serviços digitais direcionados a menores devem comprovar a faixa etária do usuário. Não é suficiente confiar apenas na autodeclaração de idade.</p>
<p>Publicidade digital: é proibida a coleta de dados de crianças para publicidade. Também não é permitido monetizar ou impulsionar conteúdos que explorem sexualmente menores.</p>
<p>Agendamento e contato: o atendimento pode ser feito presencialmente nos núcleos, pelo Disk 129 ou pelo WhatsApp da Defensoria (92) 98559-1599.</p>
<p>Leia mais: </p>
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		<title>Caminhos da Reportagem aborda riscos do consumo de ultraprocessados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 10:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O consumo de ultraprocessados pelos brasileiros mais do que dobrou desde os anos de 1980, passando de 10% para 23% do total de calorias ingeridas na alimentação. Um fenômeno que não acontece apenas no Brasil. Dados internacionais foram publicados em uma série de artigos na revista científica The Lancet por mais de 40 pesquisadores do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo de ultraprocessados pelos brasileiros mais do que dobrou desde os anos de 1980, passando de 10% para 23% do total de calorias ingeridas na alimentação. Um fenômeno que não acontece apenas no Brasil. Dados internacionais foram publicados em uma série de artigos na revista científica <em>The Lancet </em>por mais de 40 pesquisadores do mundo todo, liderados por cientistas da Universidade de São Paulo (USP).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Caminhos-da-Reportagem-aborda-riscos-do-consumo-de-ultraprocessados.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Foi justamente na USP que o conceito de ultraprocessados foi criado. Naquele momento, em 2009, o pesquisador Carlos Monteiro, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), estava preocupado com o aumento de obesidade, sobrepeso e doenças crônicas associadas ao consumo de alimentos com alto nível de processamento.</p>
<p>O pesquisador e sua equipe, então, desenvolveram a classificação NOVA, que organiza os alimentos em quatro grupos: (1) alimentos <em>in natura</em> ou minimamente processados, como frutas, arroz ensacado, feijão ensacado; (2) ingredientes culinários processados, como azeite, manteiga, sal; (3) alimentos processados, a exemplo de milho em lata, sardinha em lata, pão de padaria; e (4) alimentos e bebidas ultraprocessados, como bolachas recheadas, achocolatados de caixinha, refrigerantes e bebidas açucaradas.</p>
<p>De acordo com Carlos Monteiro, antes da classificação NOVA, as explicações para o aumento de obesidade, sobrepeso e doenças crônicas eram muito relacionadas à escolha individual das pessoas. Segundo ele, era como se as pessoas comessem muito açúcar, sal e muita gordura por um “defeito de força de vontade”.</p>
<p>“Não existe uma epidemia de falta de força de vontade, as pessoas são as mesmas. O que mudou foi o sistema alimentar. O sistema alimentar hoje é muito não saudável e acaba estimulando as pessoas a quase compulsoriamente consumir alimentos ultraprocessados”, afirma o pesquisador.</p>
<p>O programa <em>Caminhos da Reportagem</em> exibe o episódio <em>Ultraprocessados na Mesa dos Brasileiros</em> nesta segunda-feira (30), a partir das 23h, na TV Brasil. O programa apresenta como e por que foi criado o conceito de ultraprocessado, explica como identificar se um produto é resultado de alto nível de processamento e discute as consequências sociais e para a saúde do consumo desses produtos.</p>
<p>Também serão apresentados exemplos de quem mudou hábitos alimentares com foco em diminuir o consumo desses produtos e de uma escola em Águas Lindas de Goiás que investe em comida de verdade e em educação, como parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar, uma política pública mundialmente reconhecida.</p>
<p>Um levantamento conduzido pela Fiocruz Brasília e pelo Nupens indica que o consumo de produtos ultraprocessados é responsável por um custo de mais de R$ 10 bilhões à saúde e à economia no Brasil. Segundo o pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz Brasília, estudos mostraram que até 57 mil mortes ao ano poderiam ser evitadas se o consumo de ultraprocessados fosse eliminado.</p>
<p>Estudos como esse são um alerta e preocupam cientistas brasileiros, organizações da sociedade civil e todos que defendem “comida de verdade” e reivindicam uma política fiscal mais agressiva para os produtos ultraprocessados. A última reforma tributária foi publicada em dezembro de 2023, mas a transição começou neste ano de 2026 e vai até 2033.</p>
<p>Os produtos ultraprocessados ficaram de fora do imposto seletivo e não estarão sujeitos à cobrança criada para desestimular o consumo de itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente. Apenas as bebidas açucaradas, como os refrigerantes, receberam a taxa extra na reforma.</p>
<p>A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição na Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Kelly Santos, explica que, no novo desenho fiscal do Brasil, um conjunto importante de alimentos saudáveis terá alíquotas zero de imposto, e os alimentos considerados não saudáveis terão alíquotas de imposto maior.</p>
<p>Sobre as bebidas açucaradas, a coordenadora explica que o país precisa ainda aprovar uma lei complementar para definir a alíquota de imposto que tornará o refrigerante mais caro. “É uma medida já aplicada em outros países, como México e Chile, que nos inspiram a desenvolvê-la aqui no Brasil também”, diz.</p>
<p>Outras medidas para tentar frear o crescimento do consumo de ultraprocessados são educação e estratégias regulatórias de publicidade. A diretora executiva da organização ACT Promoção da Saúde, Paula Johns, lembra que impor limites na publicidade do cigarro foi uma estratégia bem-sucedida.</p>
<p>“Você vê aqueles biscoitos recheados com várias alegações de que eles têm vitaminas. Então, tem todo um contexto de promoção desses alimentos que cria uma impressão de que eles são muito bons”, afirma. “É mais importante você ter um marcador que indique que aquilo é um alimento ultraprocessado”, defende.</p>
<p>A chefe da área de Saúde e Nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo, ressalta que o problema é ainda maior na vida de uma criança, que está em pleno desenvolvimento.</p>
<p>“Desenvolvimento do sistema nervoso, do sistema imunológico, do sistema digestivo, enfim, de todo o corpo, das suas dinâmicas. Ser desde cedo afetado por ultraprocessado vai levar esse corpo a muitas outras doenças crônicas”, alerta Luciana.</p>
<p>O estudante Luan Bernardo Marques Gama tem 13 anos. Por conviver com asma, ele faz acompanhamento no Hospital da Criança em Brasília. Há dois anos, Luan desenvolveu pré-diabetes e foi encaminhado ao Programa de Atenção à Criança e ao Adolescente com Sobrepeso ou Obesidade do hospital.</p>
<p>“Eu era tipo uma formiga. Era bala, chocolate, presunto, suco de caixinha, refrigerante, aqueles biscoitos.” A mãe de Luan, Cecília Marques, conta que ficou em alerta quando ele desenvolveu pré-diabetes, ela se sentiu mal com hipertensão e o pai do adolescente quase teve um infarto. Cecília conseguiu ficar mais tempo em casa para cuidar da alimentação da família e contou com a ajuda da nutricionista do Hospital da Criança.</p>
<p>“As compras são um processo dessa educação nutricional, leitura de rótulo, ver também que a criança consegue fazer esporte. O Luan aderiu supercerto. Ele demorou apenas um ano dentro do programa e recebeu alta”, conta a nutricionista Ana Rosa da Costa.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/caminhos-da-reportagem-aborda-riscos-do-consumo-de-ultraprocessados" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Anvisa alerta para riscos de uso indevido de preenchedores dérmicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 00:14:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p> A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta quinta-feira (12) para os riscos à saúde do uso indevido de preenchedores de pele, como a hidroxiapatita de cálcio, o ácido hialurônico, o poli-L-ácido lático (PLLA) e os preenchedores permanentes à base de polimetilmetacrilato (PMMA).  As substâncias são injetáveis e regularizadas como dispositivos médicos de risco alto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p> A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta quinta-feira (12) para os riscos à saúde do uso indevido de preenchedores de pele, como a hidroxiapatita de cálcio, o ácido hialurônico, o poli-L-ácido lático (PLLA) e os preenchedores permanentes à base de polimetilmetacrilato (PMMA). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Anvisa-alerta-para-riscos-de-uso-indevido-de-preenchedores-dermicos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As substâncias são injetáveis e regularizadas como dispositivos médicos de risco alto e máximo. Esses produtos só podem ser comercializados se possuírem registro na Anvisa. </p>
<p>“A aplicação de preenchedores dérmicos em regiões anatômicas não indicadas e em quantidades não previstas nas instruções de uso dos produtos, conforme as especificações estabelecidas pelos fabricantes, pode causar danos à saúde com consequências clínicas incapacitantes ou de difícil manejo”, diz a Anvisa, em nota.</p>
<p>Entre os efeitos considerados graves, há relatos de embolia pulmonar, deficiência visual temporária e permanente por oclusão vascular. Além disso, há relatos de complicações sistêmicas como inflamação granulomatosa (tipo crônico de resposta imune), nível elevado de cálcio no sangue, cálculo renal, e insuficiência renal com necessidade de hemodiálise.</p>
<p>A Anvisa recomenda que, antes de realizar o procedimento, os pacientes devem verificar as áreas do corpo e os volumes permitidos para a aplicação adequada, descrita nas instruções de uso do produto. </p>
<p>É indicado, ainda, procurar a orientação de um profissional de saúde, antes de iniciar o plano de tratamento. Em caso de sinal ou sintoma de complicação, o paciente deve procurar assistência profissional qualificada. </p>
<p>“É indispensável verificar se o produto está regularizado, o serviço autorizado e o profissional qualificado. É fundamental entregar o cartão de rastreabilidade do produto utilizado ao paciente e manter uma cópia no prontuário. Em caso de suspeita de evento adverso associado ao uso do produto, o problema pode ser relatado à Anvisa&#8221;, diz a agência. </p>
<p>Para denunciar produtos irregulares ou produzidos por empresas não licenciadas pela agência, basta acessar o sistema Fala.BR da Ouvidoria da Anvisa.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/anvisa-alerta-para-riscos-de-uso-indevido-de-preenchedores-dermicos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Associação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsito</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/associacao-alerta-para-riscos-apos-alteracao-nas-regras-de-transito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 10:11:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aumentar a velocidade permitida em uma via em apenas 5% pode elevar em até 20% o número de mortes entre usuários que circulam por ela. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e serviram de base para a nova diretriz Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária. O documento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aumentar a velocidade permitida em uma via em apenas 5% pode elevar em até 20% o número de mortes entre usuários que circulam por ela. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e serviram de base para a nova diretriz Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Associacao-alerta-para-riscos-apos-alteracao-nas-regras-de-transito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O documento surge em meio à recente vigência da medida provisória que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a necessidade de fazer exames de aptidão física e mental.</p>
<p>Em nota, a Abramet avalia que a diretriz consolida dados científicos que reforçam que decisões administrativas no trânsito precisam considerar os limites biomecânicos do corpo humano e o impacto direto da velocidade na gravidade dos sinistros.</p>
<p>“A diretriz parte de um princípio central: o corpo humano possui limites biomecânicos inegociáveis e eles devem ser o ponto de partida das políticas públicas de trânsito”, destacou o comunicado.</p>
<p>Em suma, o documento demonstra que a energia liberada em um sinistro cresce exponencialmente com a velocidade e rapidamente ultrapassa a capacidade fisiológica de absorção do impacto, sobretudo entre usuários vulneráveis das vias, como pedestres, ciclistas e motociclistas.</p>
<p> “A diretriz evidencia que não estamos lidando apenas com comportamento ou engenharia, mas com limites biológicos. Quando esses limites são ignorados, o resultado é o aumento de mortes e sequelas graves, mesmo em velocidades consideradas legais”, avaliou o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.</p>
<h2>Dados</h2>
<p>O documento mostra que pequenas reduções de velocidade geram quedas expressivas no risco de morte, enquanto acréscimos aparentemente modestos elevam de forma desproporcional a gravidade dos sinistros.</p>
<p>A diretriz também chama atenção para o impacto crescente da expansão da frota de SUVs e de veículos com frente elevada, associados a maior risco de lesões fatais em pedestres e ciclistas, mesmo em velocidades moderadas.</p>
<p>A norma evidencia ainda que, em colisões com usuários fora do veículo, a velocidade responde por cerca de 90% da energia transferida ao corpo da vítima.</p>
<p>A diretiva cita que dados recentes do DataSUS mostram que pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por mais de três quartos das internações hospitalares relacionadas ao trânsito, “cenário agravado pela combinação entre alta velocidade, infraestrutura inadequada e baixa proteção física”.</p>
<h2>Renovação da CNH</h2>
<p>A diretriz aborda ainda implicações para a atuação de médicos do tráfego, tema avaliado pela Abramet como “especialmente sensível” diante do cenário de renovação automática da CNH.</p>
<p>“O documento reforça que condições clínicas como envelhecimento, doenças neurológicas e cardiovasculares, distúrbios do sono, osteoporose e sequelas de traumatismos reduzem significativamente a tolerância humana a impactos e à desaceleração, exigindo avaliação periódica e individualizada pelo médico do tráfego.”</p>
<p>A diretriz demostra, portanto, que a aptidão para dirigir não é um estado permanente, mas varia conforme a condição de saúde, a idade e o contexto de exposição ao risco.</p>
<h2>Recomendações</h2>
<p>A norma também apresenta recomendações para gestores públicos, instituições de ensino e sociedade, defendendo a adoção de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana, além de políticas permanentes de gestão da velocidade e campanhas educativas.</p>
<p>“Ao reunir dados epidemiológicos, biomecânicos e clínicos, a Abramet reforça que decisões sobre trânsito não podem se apoiar apenas na fluidez ou na conveniência administrativa”, destacou a Abramet.</p>
<h2>Entenda</h2>
<p>O programa de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), regulamentado pela Medida Provisória 1327/2025, beneficiou 323.459 condutores na primeira semana de validade.</p>
<p>A medida inclui motoristas que estão no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) e economizou R$ 226 milhões, que seriam pagos em taxas, exames e custos administrativos.</p>
<p>A maior parte dos beneficiados são motoristas com a CNH de categoria B, exclusiva para carros, com 52% de renovações automáticas.</p>
<p>Condutores com a licença AB, que permite dirigir carros e motocicletas, foram 45% dos beneficiados e aqueles que dirigem somente motocicletas (categoria A) somaram 3% das renovações automáticas.</p>
<p>Os demais são condutores profissionais (categorias C e D).</p>
<p>Para fazer parte do RNPC, o condutor não pode ter tido registro de infrações de trânsito nos últimos 12 meses e deve realizar o cadastro no aplicativo por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).</p>
<h2>Exceções</h2>
<p>Alguns grupos de motoristas não terão direito ao processo automático e devem continuar procurando os Detrans estaduais. É o caso de motoristas com 70 anos ou mais, que precisam renovar o documento a cada três anos.</p>
<p>Também é o caso daqueles que tiveram a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que demandem acompanhamento contínuo de saúde, além daqueles com o documento vencido há mais de 30 dias.</p>
<p>Para os motoristas com mais de 50 anos, que precisam renovar a CNH a cada cinco anos, o processo automático será permitido uma única vez.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-03/associacao-alerta-para-riscos-apos-alteracao-nas-regras-de-transito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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