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	<title>riscos Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Câncer: estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 10:47:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nem todo melanoma está relacionado ao câncer de pele, esclarece a Fundação do Câncer. Com origem nas células produtoras de melanina (melanócitos), o melanoma também pode se manifestar nas estruturas extracutâneas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e órgãos internos dos sistemas genital e digestório. Esse tipo de neoplasia maligna [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nem todo melanoma está relacionado ao câncer de pele, esclarece a Fundação do Câncer. Com origem nas células produtoras de melanina (melanócitos), o melanoma também pode se manifestar nas estruturas extracutâneas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e órgãos internos dos sistemas genital e digestório.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Esse tipo de neoplasia maligna é menos frequente, porém mais agressivo e letal porque tem maior possibilidade de provocar metástase e, com isso, se espalhar para tecidos e órgãos vizinhos.</p>
<p>A 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, lançado pela fundação nesse mês, foca no estudo do melanoma de pele e extracutâneo. Com o título <em>Melanoma: nem sempre na pele</em>, a publicação destaca que conhecer este tipo de câncer é o primeiro passo para enfrentá-lo.</p>
<p>“Para enfrentar o câncer, não basta tratar. É preciso conhecer. Conhecer para prevenir, diagnosticar mais cedo, planejar melhor os serviços de saúde e orientar políticas públicas capazes de salvar vidas”, diz o boletim.</p>
<p>Anualmente, as edições do boletim da Fundação do Câncer mostram um retrato epidemiológico da doença no Brasil e têm o objetivo de alertar a sociedade e orientar profissionais sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do combate ao câncer.</p>
<p>Os dados do boletim são da plataforma info.oncollect, sistema que integra a coleta, a organização e a análise de dados relativos a registros hospitalares de oncologia.</p>
<h2>Enfrentando o melanoma</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="09/09/2026 - Estudo da Fundação do Câncer destaca que melanoma nem sempre é na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel/ Divulgação" title="Hugo Vilarroel/ Divulgação"/></p>
<p>Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo &#8211; Foto: Hugo Vilarroel/ Divulgação</p>
<p>O estudo mostra também que o enfrentamento do melanoma de pele e extrapele no Brasil requer prevenção, diagnóstico precoce, qualificação dos registros, acesso oportuno ao tratamento e articulação entre atenção básica, dermatologia, oftalmologia, oncologia e demais especialidades médicas, como destaca o consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff.</p>
<p>“Controlar o câncer é realizar o diagnóstico da forma mais precoce possível, iniciar o tratamento da forma mais oportuna para que as pessoas se tratem e se curem do câncer. O câncer é uma doença que tem cura quando diagnosticado e tratado precocemente”, destaca.</p>
<p>Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o padrão do tratamento do melanoma é a cirurgia da lesão primária e a remoção dos linfonodos (gânglios linfáticos) envolvidos.</p>
<p>A partir dessas terapias, no Brasil, entre 2014 e 2023, a cirurgia foi o principal tratamento inicial para o melanoma de pele em todas as regiões do país, representando 84,7% de todos os procedimentos registrados.</p>
<p>A Região Sudeste lidera a realização de cirurgias como primeiro tratamento deste tipo de câncer, com 89,6% dos casos, enquanto o Norte apresentou o menor percentual (64,4%).</p>
<p>Quanto ao deslocamento entre localidades para tratamento oncológico, os pesquisadores observaram que a maior parte dos pacientes realizou o tratamento na própria região de residência. Exceto no Centro-Oeste, onde foi observada a maior necessidade de deslocamento para o tratamento oncológico (20,2%). Segundo a Fundação do Câncer, esse é um sinal de “um importante gargalo de acesso à assistência especializada.”</p>
<h2>Outros tratamentos</h2>
<p>O Instituto Nacional de Câncer (Inca) destaca que a quimioterapia é amplamente adotada no tratamento de melanomas.</p>
<p>Adicionalmente, em 2016, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no Brasil o uso dos medicamentos da classe chamada de anti-PD-1: nivolumabe, pembrolizumabe; e mais recentemente, o tebentafuspe (específico para melanoma ocular metastático/inoperável).</p>
<p>Em 2020, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou a primeira imunoterapia no SUS para o tratamento do melanoma metastático, com dois agentes anti-PD1 (nivolumabe e pembrolizumabe).</p>
<p>O consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, ressalta que a chegada dos medicamentos de ponta aumentou a taxa de resposta aos tratamentos oncológicos, elevando expressivamente a sobrevida de pacientes com melanoma avançado ou em fase metastática.</p>
<p>“Isso é um marco, já que a resposta clínica, ou seja, a melhora dos pacientes saltou de menos de 10% dos pacientes em quimioterapia para até 70% de melhora clínica dos pacientes em imunoterapia. Isso é revolucionário”, comemorou.</p>
<p>Porém, o coordenador de Assistência do Inca, Gélcio Mendes, aponta que, em relação ao tratamento do melanoma extracutâneo, as evidências para uso de imunoterapia são escassas. “Muitas sem nenhuma efetividade”, disse.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP), 09/09/2026. - O coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Gélcio Mendes. Foto: Carlos Leite/INCA" title="Carlos Leite/INCA"/></p>
<p>O coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Gélcio Mendes &#8211; Foto: Carlos Leite/Inca</p>
<p>O Inca explica que novas tecnologias no tratamento de neoplasias costumam somar-se às terapias antigas eficazes, e não substituí-las.</p>
<p>“É importante levar em conta a magnitude do benefício atingido nos estudos [eficácia], o desempenho dessa tecnologia no mundo real [efetividade], a relação entre custos e benefícios [custo-efetividade, eficiência], e a capacidade de financiamento, dados os custos elevados de aquisição e implantação. Outro aspecto é a estrutura do sistema para a incorporação de tecnologias dependentes de estruturas mais complexas”, acrescentou Mendes.</p>
<h2>O entrave do custo</h2>
<p>Mesmo com os avanços, os especialistas apontam que o alto custo desses medicamentos continua sendo uma grande barreira para que os pacientes dependentes do SUS tenham acesso à imunoterapia em tempo hábil.</p>
<p>Segundo Alfredo Scaff, a superação desse gargalo financeiro passa pela possibilidade da compra centralizada dos insumos por parte do Ministério da Saúde e órgãos ligados à pasta, articulada a uma política de industrialização da saúde com o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), com o objetivo final de conseguir produtos com valores mais acessíveis junto ao mercado farmacêutico.</p>
<p>“Usando o poder de compra do SUS para poder negociar preços e ampliar a produção nacional consegue-se baixar muito o custo desses medicamentos e ter a garantia da produção nacional”, disse o consultor da Fundação do Câncer.</p>
<p>O coordenador de Assistência do Inca admite o alto custo dessa terapia, que, por isso, é limitada a poucos pacientes do SUS. Gélcio Mendes explicou que, atualmente, encontram-se em tramitação as modificações no marco legal (portarias) que preveem a ampliação do programa de Assistência Farmacêutica em Oncologia no SUS (AF-Onco), e um dos focos é o acesso a esses agentes.</p>
<p>“Com a nova política de medicamentos oncológicos, expressa pelas portarias da Assistência Farmacêutica em Oncologia [AF-Onco], espera-se dar acesso aos pacientes com melanoma metastático à imunoterapia, dentro dos parâmetros aprovados e pactuados pela Conitec, assim como de diversas outras tecnologias.”</p>
<p>Alfredo Scaff ressaltou que, embora a legislação represente um avanço formal, o fluxo logístico para a distribuição dos remédios de alta tecnologia até a ponta do sistema de saúde ainda está sendo discutido e remodelada pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>“Todos esses mecanismos práticos de como vão se dar essa compra e o repasse aos hospitais ainda dependem de pactuação entre gestores. É esse processo que nós estamos acompanhando e que ainda está em construção”, explicou o coordenador do estudo.</p>
<p>O repasse efetivo desses medicamentos às unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e aos centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) permanece sob negociação intergovernamental, segundo Scaff.</p>
<h2>Dados do estudo sobre melanoma extrapele</h2>
<p>Estudo epidemiológico com registros hospitalares no Brasil com avaliação de 42.255 casos aponta que 92,2% eram melanomas cutâneos; 5,7%, oculares e 2,5%, de mucosa.</p>
<p>Entre 1990 e 2021, considerando apenas os melanomas extrapele, foram registrados 1.324 novos casos no país, sendo 523 ocorrências em homens e 801, em mulheres.</p>
<p>O olho foi a principal localização primária (75%) dos casos extracutâneos, seguido pelos órgãos genitais (12,8%) e do sistema digestório (8,2%).</p>
<p>Nos 993 casos analisados de melanoma ocular, 447 (45%) foram em homens e 546 (55%), em mulheres.</p>
<p>Diante dos números, a Fundação do Câncer alerta que, diferentemente do melanoma cutâneo, o ocular pode permanecer assintomático nas fases iniciais e passar despercebido, sendo identificado apenas em exames de rotina.</p>
<p>Os sintomas são inespecíficos e, por isso, podem retardar o diagnóstico. São eles: visão embaçada, <em>flashes</em> luminosos, manchas no campo visual e perda visual. Por isso, o estudo alerta para necessidade do diagnóstico precoce.</p>
<h2>Melanoma de pele</h2>
<p>A exposição à radiação ultravioleta (UV) é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. O risco varia conforme o tipo de pele, sendo maior em indivíduos de pele clara, e depende da intensidade e do padrão de exposição solar.</p>
<p>Embora o câncer de pele seja a neoplasia maligna mais frequente no Brasil, o melanoma de pele representa apenas 4% dos tumores malignos desse órgão. Mesmo sendo menos frequente, esse tipo de tumor apresenta maior agressividade e potencial de disseminação.</p>
<p>Entre 1990 a 2021, a última edição do boletim info.oncollect da Fundação do Câncer também registrou 30.614 casos novos de melanoma de pele no Brasil, sendo mais frequentes em mulheres (15.714 ou 51,3% das ocorrências). Os dados indicam que 14,9 mil casos (48,7%) foram em pacientes homens.</p>
<p>No período analisado, os maiores percentuais ocorreram no tronco (22,4%), membros inferiores (19,1%) e membros superiores (13,8%). A entidade destaca que os homens apresentaram mais diagnósticos de melanoma na orelha, couro cabeludo, pescoço e tronco. Já as mulheres apresentaram mais diagnósticos de melanoma na face, membros inferiores e superiores, nesta ordem.</p>
<h2>Mortalidade</h2>
<p>Com relação à mortalidade no Brasil, o Inca registrou, em 2023, 2.047 mortes por melanoma de pele. Entre os homens, foram registrados 1.176 óbitos (1,14 por 100 mil homens) e, entre as mulheres, 871 (0,8 por 100 mil mulheres).</p>
<p>A taxa média para o período de 2020 a 2024 foi de seis óbitos a cada 1 milhão de habitantes no Brasil, com maiores registros entre homens (oito óbitos por 1 milhão) do que entre mulheres (cinco óbitos por 1 milhão).</p>
<h2>Por região</h2>
<p>A análise epidemiológica dos dados sobre melanoma cutâneo revela que as regiões com menor incidência e mortalidade apresentam uma maior letalidade, como é o caso do Norte do país. A Fundação do Câncer sugere que a situação se deve ao diagnóstico tardio e a barreiras de acesso à assistência especializada.</p>
<p>O Sul apresentou as maiores taxas de incidência do tumor de melanoma na pele, com 44,40 casos por 1 milhão — mais que o dobro da média nacional (19,20). No Sul, o melanoma de pele ocupa a sétima posição em incidência de cânceres em mulheres e a nona em homens.</p>
<h2>Incidência estimada</h2>
<p>O Inca projeta para este ano 9.360 novos casos de câncer de pele melanoma no Brasil. São esperados 19,2 casos novos a cada 1 milhão de habitantes, sendo o maior risco entre os homens (23,8 casos por 1 milhão) em comparação às mulheres (17,3 casos por 1 milhão).</p>
<p>Os números integram as últimas estimativas do instituto referentes ao triênio 2026/2028. Essas estimativas orientam o planejamento de políticas públicas e ações no SUS para o setor.</p>
<p>O estudo completo da Fundação do Câncer pode ser consultado neste <em>link</em>.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Prevenção ao suicídio: profissionais de saúde destacam riscos com bets</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 11:41:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diante do sofrimento psíquico provocado em pacientes que relatam dependência em apostas virtuais (as bets), profissionais de saúde mental defendem ações urgentes diante do momento preocupante.  Nesta quinta-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, especialistas afirmam que é necessário conversar abertamente sobre o tema durante os tratamentos. Para profissionais ouvidos pela Agência Brasil, há sinais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Diante do sofrimento psíquico provocado em pacientes que relatam dependência em apostas virtuais (as bets), profissionais de saúde mental defendem ações urgentes diante do momento preocupante. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prevencao-ao-suicidio-profissionais-de-saude-destacam-riscos-com-bets.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Nesta quinta-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, especialistas afirmam que é necessário conversar abertamente sobre o tema durante os tratamentos. Para profissionais ouvidos pela Agência Brasil, há sinais de risco que devem deixar pacientes, familiares e amigos atentos.</p>
<p>Esses sinais incluem desesperança, sensação de estar sem saída, afastamento das pessoas, aumento do uso de álcool ou mudanças importantes de comportamento. Falas relacionadas à morte ou a não querer mais viver devem ser motivo de atenção e procura de ajuda. </p>
<p>“A ideação suicida deve ser tratada de forma mais aberta tanto no consultório quanto nos grupos terapêuticos. Com manejo adequado, podemos reduzir o risco e tentar ajudar os pacientes”, afirma a psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno de controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo.</p>
<p>Ela lembra que os pacientes, quando buscam ajuda por causa da ludopatia (condição médica caracterizada pelo desejo incontrolável de continuar jogando.), na maioria das vezes já chegam com o humor deprimido. “Estão extremamente ansiosos em virtude dos prejuízos que têm por causa dos jogos. Há quem tenha pensamentos de morte e, no caso, os mais graves já com a ideação suicida em virtude dos prejuízos financeiros que têm”, explica.</p>
<h2>“Recompensa” perigosa</h2>
<p>O neurocirurgião Orlando Maia, que atua no Rio de Janeiro (RJ), explica que o mecanismo de dependência envolve condições orgânicas. Isso porque quando uma pessoa aposta, o cérebro pode liberar dopamina, diante da expectativa de ganhar, que seria uma recompensa. </p>
<p>Essa situação gera influência sobre regiões envolvidas no controle das decisões e do comportamento. O cérebro ficaria, então, estimulado por esse reforço intermitente. </p>
<p>“O sistema de recompensa pode começar a falar mais alto do que os mecanismos de controle das decisões”, diz o médico que trabalha no Hospital Quali Ipanema</p>
<p>O especialista alerta que a ideia suicida ocorre nos aprofundamentos de quadros depressivos e que levam a uma “frustração contínua”. Por isso, ele considera fundamental que, durante as campanhas por cuidados com a saúde mental, no “Setembro Amarelo”, se repita o papel do cuidado, inclusive a serviços como o Centro de Valorização da Vida (CVV). </p>
<p>“Os mecanismos de tratamento desse ato de estímulo contínuo das apostas e das frustrações envolvem um processo”. Esse processo faria parte de estratégias de diferentes campos de saberes, como a medicina, a psicologia, e a atividade física. “Envolve uma série de situações associadas para o processo de melhora contínua da saída desse quadro”.</p>
<h2>Ajuda </h2>
<p>O neurocirurgião Orlando Maia afirma que a pessoa com essa dependência tem a sensação de que a aposta faz parte do dia a dia. Ele explica que, muitas vezes, as pessoas não reconhecem o problema por si mesmas. “Precisam de pessoas da família ou de amigos que possam ajudar”.</p>
<p>Os familiares testemunham o adoecimento e também o endividamento em cascata: pessoas que perdem tudo e passam a ter agravamento de sintomas como depressão, ansiedade e ação suicida. “São transtornos ligados à saúde mental que aumentam muito em consequência disso. É algo que realmente nos preocupa”, diz a psiquiatra Kátia Branco.</p>
<h2>Socorro</h2>
<p>A psicóloga Claudia Feres, que atua em Centro de Apoio Psicossocial (Caps) no Distrito Federal, recomenda que pacientes dependentes e suas famílias procurem ajuda profissional o quanto antes. “Eu trabalho em Caps. Chegam para nós pessoas que tiveram pensamentos e fizeram, por exemplo, tentativa de autoextermínio. É um pedido de socorro desesperado, como se falasse que precisa se ausentar da vida naquele momento”.</p>
<p>Para ela, não significa que quer morrer, mas está perdida naquele momento. “A  gente faz o acolhimento e pede para trazer a família junto. Pensar em estratégias que façam sentido para todos”. </p>
<p>A especialista entende que é necessário compreender que o problema é muito maior do que a questão de um indivíduo e do celular dele. ”A solução tem que ser no âmbito coletivo também”. </p>
<h2>O caminho do risco</h2>
<p>A psiquiatra Giovanna Quinet, que trabalha no Rio de Janeiro, destaca que não se pode dizer que apostar vai necessariamente causar depressão ou que toda pessoa que aposta terá pensamentos suicidas. </p>
<p>“O problema está principalmente quando o jogo deixa de ser uma atividade eventual e passa a ocupar espaço central na vida da pessoa, com perda de controle e consequências negativas”, afirma a profissional que atua na Clínica Revitalis, na cidade do Rio</p>
<p>O problema, segundo os especialistas, é que as apostas online trazem uma característica nova: elas estão no bolso da pessoa, disponíveis praticamente 24 horas por dia. “Existe uma exposição muito grande, inclusive associada ao esporte, à publicidade e às redes sociais”, alerta.</p>
<p>Essa circunstância facilitaria a normalização do comportamento e também dificultaria que a pessoa perceba quando ultrapassou o limite entre uma atividade recreativa e um comportamento problemático. Um ciclo que precisa ser observado é que a pessoa começa apostando em busca de entretenimento ou até de uma possibilidade de ganho. </p>
<p>“Em determinado momento, pode começar a perder mais dinheiro, aumentar as apostas na tentativa de recuperar o que perdeu e esconder da família o tamanho do problema”, afirma Giovanna Quinet. Seguem dívidas, conflitos familiares, prejuízo no trabalho, insônia, ansiedade, culpa, vergonha e isolamento.</p>
<p>“Esse estado de desesperança pode estar associado à depressão e aumentar o risco de pensamentos e comportamentos suicidas”, diz a especialista. Para os estudiosos, é necessário não esperar que a pessoa chegue ao fundo do poço para procurar ajuda.</p>
<p>Os profissionais entendem que o tratamento psiquiátrico e o uso de medicação podem ser necessários. “Perguntar não significa induzir o suicídio. Pelo contrário, pode abrir uma oportunidade para que aquela pessoa fale sobre algo que estava vivendo em silêncio”, acrescenta a psiquiatra. </p>
<p>Para os pesquisadores, falar de prevenção ao suicídio é tratar de tudo o que pode levar uma pessoa a um estado de sofrimento e desesperança. “Hoje, precisamos olhar com atenção para o jogo problemático, porque as consequências podem ultrapassar muito a questão financeira”.</p>
<h2>“Atuação coordenada”</h2>
<p>O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) considera muito importante reconhecer a importância do debate sobre a prevenção ao jogo problemático e à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade. </p>
<p>A entidade pondera que, desde o início do mercado federal regulado, em janeiro de 2025, as empresas autorizadas passaram a operar sob um conjunto de regras e controles específicos de proteção ao consumidor e jogo responsável.</p>
<p>“A entidade entende que o jogo problemático é uma questão séria e seu enfrentamento exige atuação coordenada entre poder público, reguladores, empresas, entidades e sociedade”.</p>
<p>Em relação à publicidade, o setor ressalta que, com a regulamentação, as ações de comunicação passaram a estar submetidas a regras específicas e rigorosas.</p>
<h2>Serviços</h2>
<p>Os profissionais indicam que, se houver risco de suicídio, essa pessoa não deve ficar sozinha. </p>
<p>O atendimento de urgência ou Samu atende pelo telefone 192. </p>
<p>Para quem está em sofrimento emocional e precisa conversar, o CVV oferece atendimento gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia.</p>
<p>Rede de atenção Psicossocial do SUS &#8211; Saiba onde encontrar um Caps</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/prevencao-ao-suicidio-profissionais-de-saude-destacam-riscos-com-bets" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/prevencao-ao-suicidio-profissionais-de-saude-destacam-riscos-com-bets/">Prevenção ao suicídio: profissionais de saúde destacam riscos com bets</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Trabalhadores denunciam riscos em obras de hospital municipal de SP</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/trabalhadores-denunciam-riscos-em-obras-de-hospital-municipal-de-sp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:39:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalhadores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), na capital paulista, denunciam falta de segurança e riscos à saúde de pacientes e empregados por obrar feitas &#8220;sem as proteções necessárias&#8221;. Entre as situações denunciadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) está o isolamento de áreas críticas apenas por plástico [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/trabalhadores-denunciam-riscos-em-obras-de-hospital-municipal-de-sp/">Trabalhadores denunciam riscos em obras de hospital municipal de SP</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhadores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), na capital paulista, denunciam falta de segurança e riscos à saúde de pacientes e empregados por obrar feitas &#8220;sem as proteções necessárias&#8221;.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Trabalhadores-denunciam-riscos-em-obras-de-hospital-municipal-de-SP.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Entre as situações denunciadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) está o isolamento de áreas críticas apenas por plástico preto e fita crepe.</p>
<p>Segundo o sindicato, a segurança e o gerenciamento de riscos ocupacionais não estão sendo considerados em nove intervenções feitas nas instalações do hospital.</p>
<p>“Há meses, o hospital é um canteiro de obras, sem que se tenha estabelecido um diálogo com os trabalhadores, uma pactuação de cronograma ou mesmo ajustes nos fluxos assistenciais à revelia das normas internas do próprio hospital”, divulgou o sindicato, em nota.</p>
<h2>Planejamento</h2>
<p>A entidade ressalta que qualquer intervenção na infraestrutura em serviços de saúde exige planejamento rigoroso para não interferir no processo de trabalho nem prejudicar o atendimento. “A obra iniciada no meio do centro cirúrgico está delimitada apenas por plásticos pretos presos com fita crepe, dois meses após a primeira denúncia”, relatou o Sindsep.</p>
<p>A secretária de Trabalhadores da Saúde do Sindsep, Flávia Anunciação, destacou que a representação dos trabalhadores não é contrária à reforma do hospital, mas sim à maneira como ela está sendo feita.</p>
<p>“Qualquer outro empreendimento que tocasse as obras do jeito que o Hospital do Servidor está fazendo, qualquer hospital do setor privado, estaria fechado”, disse, em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>“Em hospital privado, quando você olha o plano de contingência para obras, você vê o deslocamento de um setor para um determinado espaço, então você reforma e só depois retorna [para o espaço original]”, disse. “A gente também questiona fazer isso tudo de uma vez só, sem um plano de contingência muito bem estruturado.”</p>
<h2>Contaminação</h2>
<p>Um dos riscos apontados éo  de contaminação pelo resíduo gerado na obra, um pó fino que pode causar problemas respiratórios e maior risco de infecção. “O próprio instrumental do hospital prevê o uso de <em>drywall</em> dependendo do setor. Se precisar fazer corte de peças de cerâmica pode ser usada uma makita [serra elétrica] que solte água, para reduzir o pó produzido no local. Mas o  que tem é plástico, madeirite e fita crepe”, relatou Flávia.</p>
<p>O sindicato avalia que a situação é extremamente grave, já que &#8211; sem as barreiras adequadas e sem organização conforme a agenda de procedimentos &#8211; a obra pode contaminar o ambiente hospitalar, as superfícies e os materiais estéreis.</p>
<h2>Poeira e fungo</h2>
<p>A denúncia do Sindsep detalha que a poeira no ambiente hospitalar pode carregar o <em>Aspergillus</em>, um gênero de fungo muito comum no ambiente, cujos esporos podem causar infecções respiratórias graves, conhecidas como aspergilose. Segundo informações do Ministério da Saúde, o ambiente hospitalar está relacionado com a transmissão da aspergilose nos indivíduos imunocomprometidos, podendo causar inclusive o óbito.</p>
<p>“A transmissão ocorre pela inalação de esporos do fungo presentes no sistema de ventilação contaminado, uso de chuveiros, contato direto com roupas ou objetos contaminados e ar contaminado por obras ou reformas no ambiente hospitalar”, diz material informativo no site da pasta.</p>
<p>As reclamações incluem ainda ruído excessivo. “Não tem nenhuma contenção para ruído. [Tem] ruído em áreas onde os pacientes estão internados, em enfermaria. Tem fotos em que a obra está acontecendo e no fundo está a pediatria e a UTI pediátrica. E os trabalhadores reclamando: tem pó, tem ruído, o pó chega aqui. Você imagina alguém dentro de uma UTI e a poeira, o risco é de contaminação”, disse Flávia.</p>
<h2>Situações reincidentes</h2>
<p>Em abril, o Sindsep já havia divulgado imagens denunciando tais situações na obra do Hospital do Servidor. Na ocasião, foi registrado um grande vazamento de água descendo pelo teto de um dos andares e pelos elevadores.</p>
<p>“O terceiro andar alagado, trabalhadores da reforma sem saber o que fazer, pacientes tentando desviar, servidores do andar puxando água com rodos, tirando mobiliário e buscando reduzir danos aos pacientes. Macas sendo transportadas com pacientes no meio da água. Quatro dos sete elevadores paralisados”, denunciou o sindicato na época.</p>
<p>Segundo o sindicato, uma denúncia sobre a situação foi feita ao Centro de Vigilância Sanitária (CVS), ainda em abril. “A RDC 50/2002 orienta como tem que ser feito as reformas dentro das unidades de saúde. Muito me entristece que a gestão que está sendo feita abdique da principal coisa: o cuidado com a segurança de quem não tem alternativa a não ser recorrer ao hospital do servidor”, lamentou Flávia.</p>
<p>A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 50/2002 é uma norma técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelece os requisitos obrigatórios para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) do país. Em salas de cirurgia, por exemplo, seria necessária uma barreira hermética, de acordo com a Norma Brasileira Regulamentadora (NBR- 7256, da ABNT), citada na resolução da Anvisa.</p>
<p>O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo informou, em nota, que a inspeção feita no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) identificou que as obras em andamento na unidade ocorrem em áreas de circulação interna.</p>
<p>“Durante a vistoria, foram observadas medidas de controle para mitigação de riscos já adotadas pela instituição. Também foram feitas novas recomendações para o reforço das ações de controle de poeira, isolamento das áreas em obras, sinalização de segurança, limpeza e gerenciamento de riscos, com o objetivo de garantir a segurança de pacientes, profissionais e demais usuários”, diz a nota.</p>
<p>Além disso, a vigilância sanitária recomenda o acompanhamento das intervenções pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), para monitoramento dos riscos ocupacionais durante a execução das obras.</p>
<p>A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou, em nota, que “o Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) passa atualmente por um amplo conjunto de obras para a modernização de suas antigas instalações, previstas para serem concluídas até o final deste ano”.</p>
<p>“Os serviços são constantemente acompanhados pelas equipes de Engenharia, Segurança do Trabalho e Controle de Infecção Hospitalar do HSPM”, finaliza a nota.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-06/trabalhadores-denunciam-riscos-em-obras-de-hospital-municipal-de-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Exploração de animais em passeios turísticos no AM provoca estresse e riscos à fauna, diz biólogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 23:24:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cobranças extras para fotos com jacarés, preguiças e cobras transformaram animais silvestres em atrações turísticas na região do lago do Janauari, em Iranduba, município localizado a menos de 30 km de Manaus. Os passeios, divulgados como experiências de contato com a natureza amazônica, incluem a manipulação direta dos animais e o pagamento de valores adicionais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Cobranças extras para fotos com jacarés, preguiças e cobras transformaram animais silvestres em atrações turísticas na região do lago do Janauari, em Iranduba, município localizado a menos de 30 km de Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os passeios, divulgados como experiências de contato com a natureza amazônica, incluem a manipulação direta dos animais e o pagamento de valores adicionais para fotografias. Segundo investigações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), alguns dos animais utilizados nessas interações podem ter sido sedados para aparentarem comportamento dócil durante o contato com visitantes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As suspeitas levaram à realização da Operação Anhangá 2, deflagrada em maio de 2026 pela polícia em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Durante a ação, quatro homens foram presos no lago, dois jacarés e uma preguiça foram resgatados e multas que totalizaram R$ 10,5 mil foram aplicadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os agentes, os animais estavam amarrados com cordas e eram mantidos em jaulas pequenas. Após o resgate, eles foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, na zona Sul.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Crescimento do turismo e fiscalização</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Dados do Ministério do Turismo, Embratur e Polícia Federal mostram que o Estado recebeu 28,4 mil turistas internacionais em 2024, crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Foto: Lucas Silva/Amazonastur</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com a expansão do chamado turismo de experiência, aumentaram os passeios oferecidos em hotéis de selva, flutuantes e comunidades ribeirinhas que prometem interação direta com animais amazônicos. Parte dessas atividades, no entanto, ocorre sem autorização ambiental.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) é clara em proibir a utilização de animais silvestres sem licença e prevê pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa, para quem utiliza, mantém ou explora espécies silvestres de forma irregular. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Já o Decreto Federal 6.514/2008 estabelece sanções para a exploração comercial da imagem de animais mantidos ilegalmente em cativeiro, incluindo publicações em redes sociais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, a legislação é abrangente, mas a fiscalização enfrenta limitações concretas. “Todos os órgãos têm deficiência no número de servidores e na estrutura logística para construir operações de inteligência”, afirma, acrescentando que os próprios infratores adotam estratégias para ocultar as práticas ilegais e dificultar a identificação dos envolvidos. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Joel destacou ainda que a pauta da fauna compete internamente com temas considerados de maior impacto imediato, como desmatamento e garimpo, embora o Ibama mantenha operações específicas voltadas à proteção de animais silvestres.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Impactos à saúde dos animais</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="555" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780183475_688_Exploracao-de-animais-em-passeios-turisticos-no-AM-provoca-estresse.jpeg?resize=740%2C555&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-469675"  />Foto: Beatriz Sampaio/PC-AM</p>
<p class="wp-block-paragraph">O biólogo Marcelo Gordo explicou que o contato frequente com turistas pode causar uma série de danos físicos e comportamentais aos animais. Segundo ele, o manuseio constante provoca estresse prolongado, que pode resultar em queda de imunidade e maior vulnerabilidade a doenças. </p>
<p class="wp-block-paragraph">A proximidade entre humanos e animais silvestres também favorece a transmissão de patógenos em ambas as direções, representando risco tanto para os animais quanto para os visitantes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro problema apontado é a alimentação artificial oferecida durante alguns passeios turísticos para atrair espécies como botos. De acordo com o biólogo, a prática pode provocar dependência alimentar e comprometer a saúde dos animais quando os alimentos fornecidos não fazem parte da dieta natural.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Em atividades sustentáveis, não ocorre a manipulação dos animais e as distâncias de fuga são respeitadas. Os turistas são orientados a manter distância suficiente para evitar estresse”, pontuou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, uma operação conjunta do Ibama e do Ipaam em um hotel de Novo Airão resultou na apreensão de 26 animais silvestres mantidos irregularmente. Entre as espécies encontradas estavam araras, jiboias, sucuris, jabutis, macacos-prego, papagaios e pirarucus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Treze desses animais estavam incluídos na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), que reúne espécies ameaçadas com comércio controlado internacionalmente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O proprietário do estabelecimento foi multado em R$ 234,5 mil e obrigado a remover das redes sociais conteúdos que mostravam turistas interagindo com os animais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o Ipaam informou ao Em tempo que qualquer interação turística não autorizada com fauna silvestre é considerada irregular. O órgão afirmou ainda que as fiscalizações têm sido intensificadas, especialmente em áreas onde esse tipo de prática é mais frequente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o único modelo de interação regulamentado no Amazonas envolve a observação de botos, disciplinada pela Resolução CEMAAM nº 28/2018. A norma estabelece regras de bem-estar animal, distância mínima entre estruturas flutuantes e sistema de rodízio de funcionamento, além de proibir o toque e o nado com os animais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Experiência do turista</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="496" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Exploracao-de-animais-em-passeios-turisticos-no-AM-provoca-estresse.jpg?resize=740%2C496&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-469680" style="aspect-ratio:1.49258082383465;width:840px;height:auto"  />Foto: Leo Albuquerque/ICMBio</p>
<p class="wp-block-paragraph">A maquiadora Cláudia Maria participou de um passeio turístico nas proximidades de Manaus que incluía contato com preguiças, botos e cobras, além de plantas aquáticas como vitórias-régias. Ela conta que a motivação inicial era proporcionar aos filhos uma experiência com a natureza amazônica, mas que durante o passeio surgiram dúvidas sobre as condições em que os animais eram mantidos. </p>
<p class="wp-block-paragraph">“Havia uma cobrança adicional por animal, com valores diferenciados, e a comercialização daquilo me causou estranheza. Eu questionava a qualidade dos cuidados, a alimentação adequada, a legalidade da presença dos animais no local”, relatou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A experiência da maquiadora ilustra uma lacuna apontada pelos especialistas: muitos turistas desconhecem os critérios que diferenciam uma atividade ambientalmente regular de uma prática ilegal, e nem sempre recebem orientação adequada dos operadores antes de embarcar nos passeios.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="493" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780183476_690_Exploracao-de-animais-em-passeios-turisticos-no-AM-provoca-estresse.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-469678"  />Foto: Divulgação</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse mercado ilegal tem dimensões expressivas no Brasil: segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), cerca de 38 milhões de animais são traficados por ano no país, e de cada dez, nove morrem antes de chegar ao consumidor final. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O país também responde por aproximadamente 15% do comércio ilegal global de fauna, cerca de US$ 1 bilhão por ano, e o tráfico de animais é considerado o terceiro maior crime de contrabando do mundo, segundo relatório de 2024 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).</p>
<h2 class="wp-block-heading">Alternativas ao contato direto</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Caio Vieira, gerente de receptivo da Iguana Tour, operadora de turismo de Manaus, observa uma mudança gradual no perfil dos visitantes. Para ele, muitos turistas chegam hoje mais informados sobre as questões ambientais e buscam experiências de observação da fauna em vez de interação direta, embora a demanda por contato físico com os animais ainda persista entre parte dos visitantes. </p>
<p class="wp-block-paragraph">“O foco deve ser a contemplação. A Amazônia já é grandiosa naturalmente e não é necessário forçar interações para criar experiências memoráveis”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Caio também defendeu que a floresta, os rios, a cultura dos povos tradicionais, a gastronomia regional e a observação responsável da fauna já oferecem experiências suficientes para atrair e satisfazer visitantes sem que seja necessário submeter animais a situações desgastantes. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Denúncias sobre maus-tratos ou manutenção ilegal de animais silvestres podem ser feitas ao Ibama pela Linha Verde: 0800 61 8080, ou diretamente à delegacia mais próxima para registro de boletim de ocorrência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Inscrições do Minha Casa, Minha Vida são prorrogadas em Manaus; veja como participar</p>
<p class="wp-block-paragraph">Guaraná Tuchaua exalta o orgulho nortista em latas comemorativas para o Festival de Parintins</p>
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		<title>INCA alerta para os riscos de cigarros com sabor e aroma entre jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 13:31:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil não vive mais apenas uma luta contra o vício em tabaco, mas contra toda a indústria da nicotina, onde as maiores vítimas são os adolescentes e jovens. Essa posição foi defendida pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento na última quinta-feira (28) sobre o Dia Mundial sem Tabaco, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil não vive mais apenas uma luta contra o vício em tabaco, mas contra toda a indústria da nicotina, onde as maiores vítimas são os adolescentes e jovens. Essa posição foi defendida pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento na última quinta-feira (28) sobre o Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/INCA-alerta-para-os-riscos-de-cigarros-com-sabor-e.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Me impressiona a desinformação que a gente ainda tem, porque um produto que mata um em cada dois usuários, isso não é um produto que podia existir”, declarou Roberto Gil. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/INCA-alerta-para-os-riscos-de-cigarros-com-sabor-e.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 28/05/2026 - Roberto Gil, diretor-geral do INCA, fala durante evento promovido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) no Dia Mundial sem Tabaco para alertar sobre as tentativas da indústria do tabaco de retardar a aplicação da Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2012 (RDC 14/2012), que proíbe o uso de aditivos de sabor e aroma em produtos de tabaco, no  Teatro Assist, no centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Rio de Janeiro (RJ), 28/05/2026 &#8211; Roberto Gil defende que STF deve proibir os aditivos que facilitam a iniciação no tabagismo &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>O Ministério da Saúde vem acendendo um alerta para uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos, que tornam mais “atrativa e palatável” a iniciação ao tabaco. São os cigarros aromáticos e os chamados DEF (dispositivos eletrônicos para fumar), como vapes e pods, que adicionam sabores doces, refrescantes, cheiros e cores à experiência de consumo.</p>
<p>Com o tema <em>Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco</em>, a campanha desse ano traz como debate as estratégias utilizadas pela indústria fumageira para atrair novos consumidores, especialmente crianças, adolescentes e jovens. </p>
<p>Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), cerca de 2,6 milhões de adolescentes de 13 à 15 anos consomem tabaco no continente americano, e dois milhões utilizam cigarros eletrônicos. Um estudo apresentado pelo INCA em 2025 aponta que o Brasil pode gastar até R$ 153 bilhões por ano com doenças relacionadas ao tabagismo. </p>
<p>“O que a gente tem é um transicionamento, isso acontece no mundo inteiro, dos cigarros para drogas com mais tecnologia, para nicotina sintética, para sais de nicotina, para produtos cognitivos e a gente tem, a partir daí, uma atratividade muito aumentada para que nossas futuras gerações sejam captadas pela indústria da nicotina e se tornem uma geração de dependentes da nicotina”, afirmou a secretária-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, Vera Luiza da Costa e Silva </p>
<h2>Regulamentação</h2>
<p>Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012, que proíbe o uso de aditivos que conferem sabor, aroma, cores, propriedades estimulantes ou que aumentem a palatabilidade em produtos naturais ou sintéticos derivados do tabaco. A medida tem o objetivo de reduzir o apelo ou a atratividade. </p>
<p>Em contrapartida, a indústria fumageira vem constantemente questionando a legalidade da norma em instâncias inferiores do Judiciário, argumentando que a proibição dos aditivos inviabilizaria praticamente toda a produção nacional de cigarros. </p>
<p>Um artigo publicado este ano pela revista científica Tobacco Control, lançado pelo INCA durante o evento, refuta o argumento. Baseada em dados da própria Anvisa, a pesquisa mostra que cerca de metade das marcas de cigarros manufaturados registradas no Brasil em 2025 não continha os aditivos vetados pela resolução . </p>
<p>“O que a gente tá mostrando é que há viabilidade logística, e há viabilidade de produção, o que não há é interesse mercadológico das indústrias de tabaco de colocar um produto que não tem esses aromas e sabores que favorecem a iniciação [ao fumo]”, defende o pesquisador André Zsklo, um dos autores do estudo em conjunto com o especialista em regulação e vigilância sanitária da Anvisa, Andre Luiz Oliveira da Silva.  </p>
<p>Roberto Gil alerta que é preciso que o STF proíba a produção desses aditivos,  para consolidar a validade nacional da norma e impedir novas contestações judiciais. </p>
<p>“O tabagismo se torna cada vez mais uma doença pediátrica, que atinge pessoas numa faixa de menos de 20 anos. Então, a gente hoje tem que ter um olhar atento para isso e todos os pediatras também têm que estar atentos para isso, porque é uma necessidade que a gente tem para evitar”, finalizou. </p>
<h2>Riscos </h2>
<p>A coordenadora da Política de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil do Ministério da Saúde, Suyanne Camille Caldeira Monteiro, defendeu que prevenir a iniciação é uma prioridade no combate ao vício em nicotina. </p>
<p>“Não há dispositivo eletrônico para fumar seguro. Esse é um ponto especialmente sensível quando falamos de adolescentes e adultos jovens. Trata-se de uma fase da vida marcada por construção de identidade, pertencimento social, experimentação e grande exposição nas redes sociais”, disse. </p>
<p>O tabaco é um fator de risco em comum para as principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, e doenças respiratórias crônicas. </p>
<p>No Brasil, o Ministério da Saúde, por meio do INCA, coordena as ações do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), responsável por articular políticas de prevenção, promoção da cessação do tabagismo e proteção da população contra a exposição à fumaça do tabaco. </p>
<p>Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia* </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/inca-alerta-para-os-riscos-de-cigarros-com-sabor-e-aroma-entre-jovens" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Uso indiscriminado de canetas emagrecedoras traz riscos graves à saúde</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/uso-indiscriminado-de-canetas-emagrecedoras-traz-riscos-graves-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 11:57:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute esta semana uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A popularização das canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos, incluindo a semaglutida, a tirzepatida e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute esta semana uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Uso-indiscriminado-de-canetas-emagrecedoras-traz-riscos-graves-a-saude.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A popularização das canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos, incluindo a semaglutida, a tirzepatida e a liraglutida, ampliou o uso indiscriminado e o mercado ilegal desse tipo de medicamento que, atualmente, só pode ser adquirido por meio de receita médica.</p>
<p>Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa vem tomando uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização. A agência também criou grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes.</p>
<p>Também este mês, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF), junto à própria Anvisa, assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.</p>
<p>A proposta é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.</p>
<p>“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Neuton Dornelas, avaliou que o uso de canetas emagrecedoras para tratar a obesidade e o diabetes figura como uma espécie de revolução, mas que o uso indiscriminado do medicamento preocupa.</p>
<p>“São medicamentos muito bons, eficazes, potentes, que abriram realmente um grande horizonte para o tratamento, sobretudo para pessoas que vivem com obesidade. São medicamentos que revolucionaram sob essa perspectiva. Tudo o que a gente já teve pra tratar obesidade tinha resultado menos potente, menos eficaz e eu diria até menos seguro.”</p>
<p>“Pra quem vive com uma doença que é crônica, ter a promessa, a expectativa, a esperança de um tratamento, a longo prazo que seja, mas que funcione abriu um horizonte. Esses medicamentos são importantes, ajudam muito não apenas na perda de peso e no controle da glicose, mas, sobretudo, para diminuir o risco cardiovascular”, completou.</p>
<p>Dornelas destacou levantamento recente feito pela Anvisa, segundo o qual a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação de canetas emagrecedoras tem sido incompatível com o mercado nacional. Os dados mostram que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos, quantidade suficiente para a preparação de aproximadamente 20 milhões de doses.</p>
<p>“Quando se fala em 20 milhões de doses, é um número chamativo, mas mais do que isso: eles apreenderam 1,3 milhão de medicamentos por algum grau de ilegalidade ou irregularidade, seja pelo transporte, pelo armazenamento”, lembrou.</p>
<p>“Isso é estarrecedor. É assustador. A Sbem já vem alertando há muito tempo sobre isso. Para que as pessoas não consumam medicamentos de fontes que não são legais, medicamentos que não são registrados. Isso é altamente preocupante. Além disso, ter uma medicação que é aprovada para duas doenças crônicas, diabetes e obesidade, e as pessoas usarem de maneira indiscriminada realmente é condenatório.”</p>
<h2>Bloqueio da manipulação</h2>
<p>Dornelas destacou ainda que apoiou, junto a outras entidades, a decisão da Anvisa para que farmácias e drogarias passassem a reter as receitas de canetas emagrecedoras desde junho do ano passado. “O consumo desenfreado, eu diria, vem do mercado paralelo”.</p>
<p>“Hoje, diante desse boom, desse exagero que estamos vendo, talvez valesse a pena a Anvisa bloquear por três meses, por seis meses ou até por um ano qualquer manipulação de qualquer uma dessas drogas injetáveis para o tratamento da obesidade”, defendeu.</p>
<p>“Não se tem estrutura, na agência, suficiente para fiscalizar e fazer tudo isso com um volume de 20 milhões de doses. Então, num ponto crítico como esse, eu defenderia o bloqueio da manipulação, nem que seja por um período transitório, até que se tenha outras medidas mais cabíveis pra isso.”</p>
<h2>Benefícios x riscos</h2>
<p>Ao comentar os benefícios das canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade e diabetes, o médico explicou que os medicamentos atuam por meio de três mecanismos de ação: ajudam no controle da glicose; retardam o esvaziamento do estômago ou esvaziamento gástrico, fazendo com que a pessoa mantenha uma plenitude alimentar mais prolongada; e atuam no cérebro, reduzindo o apetite por meio do aumento da saciedade.</p>
<p>“Com isso, eles promovem uma menor ingesta de alimentos e, por meio de mecanismos fisiológicos e da interrelação com outros hormônios, eles promovem uma perda de peso bastante substancial. A semaglutida, por exemplo, tem uma média de 15% de perda de peso e a tirzepatida pode chegar a 22% ou 25%, variando de pessoa para pessoa, dependendo da dose, do acompanhamento de um profissional, além da adesão a outras medidas, como mudança de estilo de vida e melhoras na alimentação.”</p>
<p>Dornelas destacou que todo medicamento pode apresentar efeitos colaterais e que, no caso das canetas, os principais efeitos são náuseas, vômitos e demais sintomas gastrointestinais.</p>
<p>“Com o uso indiscriminado, comprando de fontes não seguras medicamentos não bem armazenados ou transportados, esses riscos aumentam muito”.</p>
<p>“A Anvisa começou a registrar efeitos colaterais mais severos, como a pancreatite. A gente que é médico, que avalia, sabe que a pancreatite já é uma doença, infelizmente, muito frequente. No Brasil, são em torno de 40 mil internações por ano. Mas ela habitualmente é causada por dois grandes fatores: bebida alcoólica em exagero ou pedras na vesícula.”</p>
<p>“Esses medicamentos, por si só, quando se faz o retardo do esvaziamento gástrico, eles promovem uma maior parada do líquido que fica dentro da vesícula biliar. E o fato desse líquido, utilizado no processo da digestão, ficar mais tempo parado dentro vesícula pode facilitar a formação de cálculos. Isso poderia aumentar o risco, para algumas pessoas, de pancreatite. Esse é o maior risco hoje.”</p>
<h2>Pilares da segurança</h2>
<p>O presidente da Sbem descreveu ainda o que os médicos chamam de quatro pilares da segurança e da responsabilidade em meio ao uso de medicamentos:</p>
<ul>
<li>Utilizar um produtor seguro e legal, com registro no Brasil;</li>
<li>Ter a prescrição de um médico com registro e que faça, inclusive, o acompanhamento adequado, desde o diagnóstico;</li>
<li>Saber quem está vendendo, preferencialmente farmácias e drogarias em que a compra possa ser feita com segurança;</li>
<li>Usar doses corretas, seguindo a orientação médica, além de nunca comprar em mercados paralelos.</li>
</ul>
<p>“Quando a gente fala de efeitos colaterais, não significa que é pra pessoa sentir isso. Náuseas, por exemplo, podem ocorrer entre 30% e 40% dos casos, mas, em tese, não é para acontecer. Então, se a pessoa está usando a medicação e não há efeito colateral, isso é muito bom. Não significa que a medicação não esteja atuando. Entre 60% e 70% das pessoas não sentem nada.”</p>
<p>“Mas náuseas mais intensas, vômitos e, principalmente, dor abdominal importante que não melhora – a dor é o sinal de alerta. Se há dor importante na parte superior do abdômen, temos que pensar na possibilidade, ainda que rara, de uma pancreatite. A dor é o mais preocupante”, concluiu.   </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/canetas-emagrecedoras-entenda-quando-o-uso-pode-fazer-mal-a-saude" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Violência sexual aumenta riscos cardiovasculares em mulheres</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/violencia-sexual-aumenta-riscos-cardiovasculares-em-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 19:36:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As meninas e mulheres vítimas de violência sexual não sofrem apenas os danos físicos e psicológicos imediatos. Esses eventos podem aumentar em 74% a chance de que elas desenvolvam problemas cardíacos, de acordo com um estudo baseado em dados oficiais brasileiros.  A pesquisa foi publicada na revista Cadernos de Saúde Pública e traz também uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As meninas e mulheres vítimas de violência sexual não sofrem apenas os danos físicos e psicológicos imediatos. Esses eventos podem aumentar em 74% a chance de que elas desenvolvam problemas cardíacos, de acordo com um estudo baseado em dados oficiais brasileiros. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-sexual-aumenta-riscos-cardiovasculares-em-mulheres.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A pesquisa foi publicada na revista Cadernos de Saúde Pública e traz também uma análise por doenças de forma individualizada. Mulheres que sofreram violência sexual apresentaram maiores níveis de infarto do miocárdio e arritmias, em comparação com mulheres que não sofreram. Já nos casos de angina e insuficiência cardíaca não houve discrepâncias significativas. </p>
<p>O pesquisador do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Paixão, explica que as conclusões foram obtidas aplicando ferramentas estatísticas aos dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019. </p>
<p>A Pesquisa Nacional de Saúde é o principal levantamento oficial sobre a saúde da população brasileira, feito a partir de mais de 70 mil entrevistas que são representativas da população brasileira. Entre os diversos assuntos, investigou tanto a ocorrência de violência sexual, quanto de doenças cardíacas, o que possibilitou o cruzamento dessas duas variáveis. </p>
<p>Como diversas questões podem influenciar a ocorrência de doenças cardiovasculares, a equipe de pesquisa também usou ferramentas estatísticas para bloquear a interferência da idade, cor da pele, orientação sexual, escolaridade e região de habitação. Assim, foi possível ter certeza de que o aumento observado foi provocado pela violência sofrida. </p>
<h2>Impactos</h2>
<p>Eduardo Paixão diz que, na maioria das vezes, as pessoas pensam apenas na saúde mental, quando querem investigar os efeitos da violência sexual, mas o trauma pode repercutir em outras áreas.</p>
<p>“A gente sempre pensa em explicações biológicas para as doenças, mas a saúde humana perpassa por muitas interações sociais que impactam o nosso bem-estar. Estudo em outros países já vinham mostrando uma associação muito forte,  especialmente quando essa violência ocorre na infância e adolescência, às vezes com repercussões ao longo da vida”, explica Paixão. </p>
<p>A hipótese do grupo de pesquisa é que a violência aumente o risco cardiovascular por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais, a começar pelos quadros de ansiedade e depressão, comuns em vítimas, e que têm relação com males cardíacos. Esse estresse também causa efeitos fisiológicos. </p>
<p>“Ele aumenta a inflamação do nosso organismo, com a ativação de toxinas que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Experiências traumáticas também podem alterar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica o pesquisador.  </p>
<p>Paixão também relata que quem vivencia experiências de violência, sejam de forma isolada ou repetitiva, pode ter maior chance de desenvolver atos danosos para a saúde, como tabagismo, alcoolismo, uso de entorpecentes, alimentação inadequada, sedentarismo, que também aumenta os. riscos cardiovasculares.</p>
<p>O pesquisador ressalta que a violência sexual, em si, se revela um problema de saúde pública no Brasil. À PNS, por exemplo, 8,61% das mulheres relataram ter sofrido ao menos alguma violência do tipo ao longo da vida, contra 2,1% dos homens. </p>
<p>Mas esse tipo de violência ainda é bastante subnotificada, especialmente entre homens, porque nem todas as pessoas reconhecem o que sofreram ou se sentem confortáveis para admitir, ele ressalva. Essa é a principal razão para a pesquisa não ter identificado aumento na ocorrência de doenças cardiovasculares também em homens vítimas, na opinião do pesquisador.</p>
<p>Para ele, o grande benefício da pesquisa é apontar um fator que merece a atenção tanto de quem trabalha com vítimas de violência, quanto dos profissionais que atendem pessoas com doenças cardiovasculares.</p>
<p>“E essas são as doenças com a maior carga global. São muitas internações e gastos com procedimentos. Talvez, se a gente conseguir intervir em fatores de vida modificáveis, a gente consiga diminuir essa incidência”, conclui o pesquisador. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/violencia-sexual-aumenta-riscos-cardiovasculares-em-mulheres" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Defensoria alerta sobre riscos digitais para crianças e adolescentes</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/defensoria-alerta-sobre-riscos-digitais-para-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 21:02:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uso excessivo de telas, conteúdos impróprios e falta de monitoramento tornam o ambiente digital cada vez mais perigoso para crianças e adolescentes. Por isso, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) alerta sobre os riscos da violência online. Além disso, acompanha as mudanças promovidas pelo ECA Digital. A Lei nº 15.211/25, em vigor desde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uso excessivo de telas, conteúdos impróprios e falta de monitoramento tornam o ambiente digital cada vez mais perigoso para crianças e adolescentes. Por isso, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) alerta sobre os riscos da violência online. Além disso, acompanha as mudanças promovidas pelo ECA Digital.</p>
<p>A Lei nº 15.211/25, em vigor desde 17 de março, protege crianças e adolescentes em todos os meios digitais, incluindo softwares, lojas online e jogos eletrônicos.</p>
<p>Segundo a defensora pública Hélvia Castro, não basta apenas criar leis. É necessário que pais, responsáveis, comunidade e poder público atuem juntos para garantir o cumprimento das regras. Ela reforça que o público infantil e adolescente está especialmente vulnerável no ambiente online.</p>
<p>“Os crimes cibernéticos atingem as crianças e adolescentes de forma direta quando elas são vítimas de práticas criminosas, como abuso, exploração, uso indevido de imagem e indiretamente quando expostas a conteúdos inadequados, violentos, e isso pode afetar a saúde mental, queda no rendimento escolar e o isolamento social”, alertou Hélvia Castro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Violência sexual online</h2>
<p>No Brasil, uma em cada cinco crianças sofreu exploração ou abuso sexual facilitados pelo uso da tecnologia em apenas um ano. Isso representa cerca de 3 milhões de meninas e meninos. O dado consta no relatório <em>Disrupting Harm in Brazil</em>, do UNICEF Innocenti, em parceria com a ECPAT International e a INTERPOL.</p>
<p>Para prevenir riscos, pais e responsáveis devem manter diálogo constante sobre perfis falsos, pedidos de fotos íntimas e solicitações de informações pessoais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Aliciamento e influência de grupos online</h2>
<p>O acesso sem monitoramento a sites, fóruns e chats aumenta a vulnerabilidade de menores. Isso inclui a possibilidade de cooptação para atos infracionais ou exposição a discursos de ódio.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, a operação nacional <em>Server Out II</em>, com participação da Polícia Civil do Amazonas, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão. A ação visou combater crimes como disseminação de conteúdo extremista, automutilação de menores e abuso sexual infantojuvenil.</p>
<p>“Os grupos online criam falsa sensação de pertencimento e acolhimento. Crianças e adolescentes, em processo de formação de identidade, ficam suscetíveis a discursos de ódio, que naturalizam violência e práticas discriminatórias, podendo levar à prática de atos infracionais”, explicou Hélvia Castro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Principais mudanças com o ECA Digital</h2>
<p>Supervisão parental: pais ou responsáveis devem acessar sistemas de monitoramento e controle. Esses sistemas permitem limitar o tempo de uso de aplicativos e serviços digitais.</p>
<p>Verificação de idade: produtos e serviços digitais direcionados a menores devem comprovar a faixa etária do usuário. Não é suficiente confiar apenas na autodeclaração de idade.</p>
<p>Publicidade digital: é proibida a coleta de dados de crianças para publicidade. Também não é permitido monetizar ou impulsionar conteúdos que explorem sexualmente menores.</p>
<p>Agendamento e contato: o atendimento pode ser feito presencialmente nos núcleos, pelo Disk 129 ou pelo WhatsApp da Defensoria (92) 98559-1599.</p>
<p>Leia mais: </p>
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		<title>Exposição a multidões no carnaval traz riscos à saúde dos animais</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/exposicao-a-multidoes-no-carnaval-traz-riscos-a-saude-dos-animais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Feb 2026 13:26:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estresse, desconforto e até problemas graves de saúde podem acometer animais levados a participar de blocos de rua e outros ambientes com grande concentração de pessoas e música alta. O alerta foi dado pelo presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estresse, desconforto e até problemas graves de saúde podem acometer animais levados a participar de blocos de rua e outros ambientes com grande concentração de pessoas e música alta.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Exposicao-a-multidoes-no-carnaval-traz-riscos-a-saude-dos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O alerta foi dado pelo presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Alexandre Guerra, em entrevista à Agência Brasil .</p>
<p>Para Guerra, o mais sensato é o tutor não expor o animal a aglomerações e lembrar que folia é para o ser humano. O médico veterinário lembrou que os cães possuem uma audição muito mais apurada que a dos humanos, captando sons intensos.</p>
<p>“Para nós, já não é saudável, imagine para eles”.</p>
<h2>Barulho excessivo</h2>
<p>Por isso, barulhos como fogos de artifício, apitos, caixas de som e gritos de multidões podem gerar medo, estresse e crises de ansiedade nos animais.</p>
<p>Como consequência, ele podem apresentar comportamentos agressivos ou tentar fugir, expondo-se ao risco de atropelamento, especialmente no caso de cães pequenos.</p>
<p>“Nos blocos, aumenta também a chance de contato com outro animal, e a agressividade e o estresse podem estar presentes em qualquer raça”, alertou Alexandre Guerra.</p>
<h2>Temperaturas elevadas</h2>
<p>A temperatura elevada também é um fator de risco. Diferentemente dos humanos, os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, e a exposição ao calor e ao sol pode causar hipertermia, levando a desmaios e, inclusive, a óbito.</p>
<p>Outro ponto destacado pelo médico veterinário é a alimentação. “É preciso ter cuidado na rua. Muitas pessoas comem alimentos comprados em barracas e dão para seus cães. É arriscado”.</p>
<p>O olfato canino também é extremamente apurado, e o contato com perfumes fortes, fumaça e cheiros intensos pode ser desconfortável para os cães, que não conseguem simplesmente se afastar quando se sentem incomodados.</p>
<p>“Cuidado também com produtos químicos, como espumas e gliter, presentes em fantasias, porque os animais são muito curiosos e podem ingerir ou tentar ingerir pequenos adereços e fios”, advertiu o médico veterinário.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Exposicao-a-multidoes-no-carnaval-traz-riscos-a-saude-dos.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 01/03/2025 - Foliões se divertem no 106º desfile do Cordão da Bola Preta, no centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Foliões se divertem no desfile do Cordão da Bola Preta, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Espumas de carnaval, por exemplo, podem provocar irritações na pele e mucosas dos animais, aumentando os riscos.</p>
<p>Alexandre Guerra ainda considera as fantasias para pets prejudiciais, porque dificultam a regulação térmica e podem causar alergias ou intoxicação, se ingeridas.</p>
<p>“Ele pode se sentir incomodado com aquilo, tentar se desfazer da fantasia e acabar ingerindo pequenos pedaços”. Destacou também que</p>
<p>Na avaliação de Guerra, o bem-estar dos animais deve ser priorizado.</p>
<p>&#8220;Os donos devem considerar que o Carnaval é repleto de estímulos que podem ser prejudiciais à saúde física e psicológica dos animais. A melhor opção é mantê-los em um ambiente seguro e tranquilo em casa&#8221;, recomendou.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/exposicao-multidoes-no-carnaval-traz-riscos-saude-dos-animais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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