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	<title>tradicionais Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>tradicionais Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Recursos precisam chegar a povos tradicionais, defende Fundo Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2026 12:57:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À frente da fundação filantrópica Fundo Brasil desde maio deste ano, a diretora executiva Allyne Andrade chegou à instituição para ajudar a repensar a luta por direitos humanos frente aos desafios que agravam a desigualdade social no país.   Carioca de Realengo, na Zona Oeste, e com origem na política de cotas da Universidade do Estado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>À frente da fundação filantrópica Fundo Brasil desde maio deste ano, a diretora executiva Allyne Andrade chegou à instituição para ajudar a repensar a luta por direitos humanos frente aos desafios que agravam a desigualdade social no país.  <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Recursos-precisam-chegar-a-povos-tradicionais-defende-Fundo-Brasil.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Carioca de Realengo, na Zona Oeste, e com origem na política de cotas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Allyne é advogada, doutora, especialista em Teoria Crítica e construiu a carreira em paralelo ao trabalho ativista no movimento social antirracista.</p>
<p>Em 2020, foi selecionada em um processo seletivo para ocupar o cargo de diretora executiva adjunta. </p>
<p>“Esse lugar me dá a oportunidade de juntar, de fazer pontes entre esses três mundos, o mundo ativista, o acadêmico e o meu trabalho em si”, diz.</p>
<p>Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ela avalia a readequação das iniciativas de filantropia em defesa dos direitos humanos, em um momento de crises globais.</p>
<p>Criado pelos ativistas sociais Abdias do Nascimento, Margarida Genevois, Rose Muraro e Dom Pedro Casaldáliga, o Fundo Brasil é uma fundação independente, que surgiu com o objetivo de financiar, por meio da filantropia, organizações da sociedade civil, protagonizadas por pessoas e comunidades diretamente afetadas por violações de direitos.</p>
<h2>Confira os principais trechos da entrevista</h2>
<p>Agência Brasil: Você assumiu a diretoria em um momento em que o mundo enfrenta o desafio sem precedentes das mudanças climáticas, que agravam também questões sociais. Eu queria saber como o Fundo Brasil tem trabalhado isso aqui no país?</p>
<p>Allyne Andrade: Além de a crise climática afetar desigualmente populações mais pobres da periferia e em comunidades tradicionais, vivemos um momento em que países importantes, poluidores, que agravam essa crise, decidiram não fazer parte das decisões e das negociações multilaterais.</p>
<p>Já havia um diagnóstico da sociedade civil de que, embora essas grandes rodadas internacionais tratassem de financiamento de soluções climáticas e adaptação, esses recursos não chegavam aos povos e comunidades tradicionais ─ aquelas pessoas que estão mais próximas do território, que sofrem os efeitos da crise climática mas que também são aquelas que mantêm os territórios mais preservados dentro do Brasil.</p>
<p>A gente trabalha muito a partir do que os movimentos sociais demandam à gente. O Fundo Brasil foi criado para atuar também nos <em>gaps</em> [lacunas] de financiamento, onde o dinheiro não está conseguindo chegar. Não só recurso, mas também apoio técnico, apoio programático.</p>
<p>O Fundo Brasil tem uma longa trajetória de apoio a povos e comunidades tradicionais desde que surgiu, e eles estavam pedindo que passássemos a atuar nessa área de forma mais concentrada. </p>
<p>Então, em 2023, a gente fez o [programa] Raízes, que é a nossa linha de justiça climática, para direcionar apoio financeiro para povos indígenas, quilombolas e todos os povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>Agência Brasil: E como funciona? Como os povos acessam esses recursos da filantropia?</p>
<p>Allyne Andrade: A ideia é direcionar doações estruturantes, por meio de editais públicos, nos quais as organizações sociais que atuam nos territórios podem se candidatar com projetos. A escolha dos projetos vem de processos participativos, por meio dos comitês externos com especialistas, que decidem quais são os projetos que mais necessitam de financiamento.</p>
<p>O Raízes também tem aportes emergenciais de resposta rápida para proteger as lideranças em territórios ameaçados. A gente sabe que o desmatamento atende a uma lógica de conflito territorial, que expõe lideranças a ameaças durante a proteção do território contra processos de grilagem, de avanço ilegal da fronteira agrícola, de desmatamento por mineração, madeireiras.</p>
<p>Para emergências de extremos climáticos, como foi a do Rio Grande do Sul, a gente tem uma linha para apoiar as comunidades a reagir rapidamente.</p>
<p>Agência Brasil: O Fundo Brasil completa 20 anos em 2026. O quanto já foi possível avançar até aqui?</p>
<p>Allyne Andrade: Nós somos uma fundação independente, o que significa que a gente tem um fundo de reserva e trabalha com recursos próprios. E aplica esses recursos próprios onde a gente vê falta de recursos de filantropia. Mas a gente também busca doadores.</p>
<p>Ao longo de 20 anos, o Fundo Brasil doou R$ 141 milhões à 2,5 mil iniciativas. Só em 2025, a gente doou R$ 32 milhões à sociedade civil organizada, o que foi um aumento de quase 20% em relação ao volume de doações de 2024.</p>
<p>Com o Raízes, a gente teve mais de R$ 6 milhões em doação direta desde 2023, para projetos e respostas emergenciais voltados aos povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>Agência Brasil: Além dessa correlação com a crise climática, quais outras frentes em que o Fundo Brasil atua no campo dos direitos humanos?</p>
<p>Allyne Andrade: A gente tem uma linha, o Labora, que é de apoio ao trabalho digno, por direitos dos trabalhadores e combate ao trabalho análogo à escravidão, e também apoia a organização de novas fronteiras de trabalho, como trabalhadores de aplicativo e do cuidado, além de empregados domésticos.</p>
<p>A gente tem como prioridade o fortalecimento da sociedade civil e da democracia brasileira, e pensa nisso através do fortalecimento da sociedade civil organizada e defesa dos direitos raciais. Então, a gente tem linhas de enfrentamento ao racismo e também ao racismo digital, e linhas de direitos digitais, pela defesa dos direitos humanos nesse campo, combate à violência e defesa das pessoas LGBTQIAPN+,</p>
<p>E a gente trabalha com uma linha de defensores de direitos humanos, em que a gente apoia as organizações a pensarem cultura e segurança, mas também a ter uma estrutura de resposta rápida em caso de ameaça a defensores de direitos humanos do Brasil.</p>
<p>A gente combate a violência de gênero como uma das nossas prioridades, pensando também em trabalhadoras, mulheres, e como a gente apoia essas trabalhadoras a se organizarem.</p>
<p>Por fim, tem uma linha de justiça criminal, em que a gente trabalha com diminuição de prisão provisória e combate à tortura no cárcere. A gente está também apoiando as organizações a incidirem no Plano Pena Justa, para transformar o estado de coisas inconstitucional, tentando fazer um sistema prisional brasileiro mais humanizado.</p>
<p>Agência Brasil: Qual a sua expectativa à frente da diretoria executiva do Fundo Brasil?</p>
<p>Allyne Andrade: Então, a ideia é estar mais próxima dos movimentos sociais, das organizações da sociedade civil, e também pensar uma comunicação estratégica junto com esse ecossistema, para essa reconquista da sociedade para a democracia, entendendo os direitos humanos como um valor reformulado pelo povo.</p>
<p>Não é um direito humano da carta da ONU [Organização das Nações Unidas] – que também é importante. Queremos tratar de direitos repensados para os desafios atuais, a partir de povos e comunidades tradicionais e de um movimento decolonial, antirracista, com diversidade, inclusão e que respeite as cosmovisões e cosmogonias dos povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>Além disso, nesses 20 anos, a gente vai ter uma conferência para reunir ativistas, movimentos sociais, pesquisadores e iniciativa privada, para juntos pensarmos os desafios do país no campo dos direitos humanos e os caminhos da filantropia nesse contexto. Então, a gente espera também, a partir dessa conferência, ter um olhar construído coletivamente para o que serão os próximos 20 anos.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-09/recursos-precisam-chegar-povos-tradicionais-defende-fundo-brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Natureza e saberes tradicionais guiam projeto premiado em escola rural</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/natureza-e-saberes-tradicionais-guiam-projeto-premiado-em-escola-rural/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:27:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir da transformação de quintais e áreas verdes em espaços de aprendizagem, a Escola Municipal do Campo Profª Andréa Ferraz de Oliveira, em Itararé, no interior paulista, abriu espaço para resgatar memórias, fortalecer vínculos comunitários e valorizar saberes que atravessam gerações. Vencedora do Prêmio Escolas Baseadas na Natureza, no ano passado, a escola desenvolveu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir da transformação de quintais e áreas verdes em espaços de aprendizagem, a Escola Municipal do Campo Profª Andréa Ferraz de Oliveira, em Itararé, no interior paulista, abriu espaço para resgatar memórias, fortalecer vínculos comunitários e valorizar saberes que atravessam gerações.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Natureza-e-saberes-tradicionais-guiam-projeto-premiado-em-escola-rural.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Vencedora do <em>Prêmio Escolas Baseadas na Natureza</em>, no ano passado, a escola desenvolveu o projeto <em>Salas Abertas: Reconectar com a Natureza</em>, que expandiu o processo educativo para além das paredes da escola e diversificou os locais para aulas ao ar livre. Além disso, a valorização das tradições locais e a oportunidade de repensar práticas para melhorar a qualidade de vida no território estão entre os principais objetivos da proposta.</p>
<p>Para isso, a iniciativa encontrou na história de Eusa Rodrigues Pereira, moradora da comunidade que foi cozinheira da unidade por mais de 30 anos, um elo entre os saberes tradicionais e o sentimento de pertencimento das novas gerações. </p>
<p>“Dona Eusa sempre teve em sua vida a prática da semente crioula e compartilhou com a escola esse conhecimento ancestral”, contou a professora Dynná Ferraz, que trabalha na escola municipal.</p>
<p>“A escola abraçou esse conhecimento, que é um dos importantes caminhos para mudar a forma de produzir alimentos, já que a segurança alimentar é um problema local e global que motiva esse projeto”, explicou. </p>
<p>A partir do projeto, os espaços educativos passaram a incluir, por exemplo, o Berçário das Plantas, formado por horta, pomar e casa de sementes, utilizando técnicas da comunidade quilombola da região.</p>
<p>“Temos a parceria com os moradores da Comunidade Quilombola Fazenda Silvério, cujo líder da comunidade carinhosamente chamamos de Tio Darci, que construíram uma casa barreada com a participação de estudantes. Essa casa se tornou a Casa de Sementes Eusa Rodrigues Pereira”, relatou a professora. Agora aposentada, Dona Eusa segue visitando a escola e participando dos eventos.</p>
<p>No Berçário das Plantas, as crianças podem pesquisar e experimentar os conhecimentos. </p>
<p>“Tem um pomar atrás da casinha barreada, que é a casinha de sementes, e ali fica o fogãozinho a lenha. As crianças brincam com as sementes na cozinha brincante, que fica debaixo do pomar, com o barro e com as plantas. Pertinho tem a horta, onde eles podem plantar e colher, e a gente trabalha com a questão da alimentação saudável.”</p>
<h2>Outros espaços </h2>
<p>O Canto da Calma, que conta com um jardim e um espaço para leitura, é outra das salas abertas do projeto. O local é usado atualmente tanto para a regulação emocional das crianças quanto para incentivar a leitura fora da sala de aula e em contato com a natureza.</p>
<p>“A gente fez uma biblioteca ligada a um redário e virou um cantinho da calma. As crianças pegam um livro, descem por um escorregador de madeira e vão para o redário. A área já era gramada e ficava livre, mas antes não tinha muito aproveitamento”, explicou Dynná.</p>
<p>As aulas ficaram mais práticas e interessantes para as crianças, que já gostavam dos espaços abertos da escola, e os professores tiveram mais estímulo para realizar atividades fora da sala de aula tradicional. Dynná ressalta que a proposta permite que os alunos fiquem mais sensíveis pelo contato com a natureza e percebam toda a importância dos recursos naturais.</p>
<p>“Temos ainda um laboratório que serve de investigação para os alunos fazerem os experimentos. Eles plantam e comparam um canteiro que tem cobertura morta e outro que não tem, por exemplo. Em um canteiro, colocamos húmus e no outro não, e eles observam o que acontece. Fazemos os defensivos orgânicos no laboratório”, mencionou a professora, sobre os processos educativos realizados na escola.</p>
<p>Segundo a educadora, o <em>Prêmio Escolas Baseadas na Natureza </em>permitiu que fossem realizadas melhorias significativas nos espaços abertos da escola.</p>
<p>“Nossa escola já era enriquecida de espaços naturalizados, mas o prêmio junto com as mentorias, os encontros, as visitas dos especialistas, tornou possível reorganizar os espaços como salas de aula abertas”, disse.</p>
<p>“Essas melhorias já foram realizadas e a equipe escolar vê nesse projeto o impulso que precisávamos para melhorar ainda mais nossas práticas, permitindo que aconteçam intervenções mais concretas no nosso currículo, com impacto direto na comunidade, abrindo a possibilidade de ampliar debates para além da nossa comunidade escolar”, avaliou Dynná.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Natureza-e-saberes-tradicionais-guiam-projeto-premiado-em-escola-rural.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP), 16/06/2026 - Projeto “Salas Abertas: Reconectar com a Natureza”. Foto: Lopes/Instituto Motiva" title="Lopes/Instituto Motiva"/></p>
<p><h6 class="meta rtecenter">Projeto “Salas Abertas: Reconectar com a Natureza”. Foto: Lopes/Instituto Motiva</h6>
</p>
<h2>Nova edição do prêmio</h2>
<p>A nova edição do Prêmio Escolas Baseadas na Natureza está com inscrições abertas até 29 de junho para apoiar projetos nessa temática em escolas públicas municipais. Ao todo, cinco escolas receberão R$ 100 mil cada para desenvolver seus projetos, além de um acompanhamento técnico nas áreas de arquitetura e educação. </p>
<p>As inscrições devem ser feitas pelo site do Programa.</p>
<p>Promovido pelo Instituto Motiva, com apoio técnico e pedagógico do Instituto Alana e do Instituto Crescer, o prêmio integra o <em>Programa Escolas Baseadas na Natureza</em>, iniciativa dedicada à formação de educadores com foco em um modelo no qual a natureza se torna elemento central na educação. O prêmio é voltado a escolas localizadas em 255 municípios de 13 estados onde a Motiva atua.</p>
<p>A arquiteta e urbanista Dayana Araújo, coordenadora do programa pelo Instituto Alana, defende o resgate de um vínculo das crianças com a natureza que, segundo ela, tem se perdido ao longo dos anos. “O desafio, nos últimos anos, está na nossa desconexão com a natureza”, disse.</p>
<p>“Os pedagogos e especialistas têm falado da importância do ‘desemparedamento’ das infâncias, porque as infâncias estão emparedadas nos seus quartos, nas suas casas, nas suas telas. Ao mesmo tempo, a Sociedade Brasileira de Pediatria tem anunciado o ‘Transtorno do Déficit de Natureza’. São muitas áreas do conhecimento nos convocando a pensar a importância de aprender na natureza”, mencionou Dayana.</p>
<p>Ela ressalta que a natureza promove desenvolvimento integral para crianças e jovens. “Quando você está aprendendo com a natureza, de alguma forma, você se desenvolve como um todo, como um sujeito cognitivo, social e físico.”</p>
<p>Segundo a presidente do Instituto Motiva, Renata Ruggiero, o prêmio é uma forma de estimular escolas públicas a fortalecerem práticas pedagógicas alinhadas aos desafios ambientais contemporâneos. Ela ressalta a importância de que essas iniciativas ocorram de maneira cada vez mais estruturada nas escolas.</p>
<p>“Quando os espaços escolares incorporam elementos naturais e passam a ser utilizados como ambientes de aprendizagem, os alunos desenvolvem novas formas de observar, investigar e compreender o mundo ao seu redor. O prêmio demonstrou o enorme potencial que existe nas escolas públicas brasileiras para desenvolver iniciativas criativas e transformadoras”, disse Renata.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-06/natureza-e-saberes-tradicionais-guiam-projeto-premiado-em-escola-rural" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Projeto fortalece defesa de populações indígenas e tradicionais do Amazonas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/projeto-fortalece-defesa-de-populacoes-indigenas-e-tradicionais-do-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 17:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No mês dos povos indígenas, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) reforça seu compromisso com populações originárias e tradicionais por meio do projeto “Mãe Terra”. A iniciativa, desenvolvida pelo Núcleo de Moradia e Atendimento Fundiário (Numaf), busca garantir direitos territoriais em Manaus e na Região Metropolitana. Além disso, o projeto atua de forma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No mês dos povos indígenas, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) reforça seu compromisso com populações originárias e tradicionais por meio do projeto “Mãe Terra”. A iniciativa, desenvolvida pelo Núcleo de Moradia e Atendimento Fundiário (Numaf), busca garantir direitos territoriais em Manaus e na Região Metropolitana.</p>
<p>Além disso, o projeto atua de forma abrangente. Dessa forma, a instituição assegura não apenas a regularização fundiária, mas também amplia o acesso à saúde e ao registro civil.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Regularização fundiária garante permanência</h2>
<p>Nesse contexto, a atuação do “Mãe Terra” na comunidade Sateré-Mawé do Tarumã, na zona oeste da capital, mostra resultados concretos. Após mediar o conflito, a Defensoria Pública firmou um acordo que garantiu às famílias um novo local de moradia em área próxima à anterior, antes ocupada irregularmente.</p>
<p>A cacica Suzana Lima explica que a comunidade surgiu há 52 anos, quando os avós do marido se estabeleceram no local. No entanto, em 2025, a Justiça determinou uma reintegração de posse, o que deixaria seis famílias sem moradia.</p>
<p>Diante desse cenário, a Defensoria Pública articulou uma solução: a empresa proprietária do terreno adquiriu um novo lote (que mede 50×100) para a comunidade. Assim, os indígenas mantiveram o vínculo com a região onde vivem.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Continuidade de serviços essenciais</h2>
<p>Com a mudança, realizada em março deste ano, as crianças continuaram na mesma escola. Além disso, um dos moradores manteve a rotina de tratamento em um hospital próximo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a comunidade Sateré-Mawé acessou uma série de serviços jurídicos por meio do projeto “Mãe Terra”, incluindo consultas com médicos especialistas.</p>
<p>“Com a ajuda da Defensoria, nós corrigimos erros nas certidões e incluímos o nome da nossa etnia no registro civil. Também conseguimos atendimento médico e consultas para as crianças autistas e pessoas com deficiência”, listou a cacica.</p>
<p>“Nós, povos originários, sempre existimos, mas agora, graças à Defensoria, fomos vistos, assistidos e ajudados. O meu sentimento é de gratidão, porque a Defensoria nos ajudou em muitos aspectos”, declarou a líder indígena.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atuação institucional e dívida histórica</h2>
<p>Para acompanhar o acordo e prestar assistência jurídica, o defensor público geral do Amazonas, Rafael Barbosa, e o defensor Thiago Rosas, coordenador do Numaf, visitaram a comunidade.</p>
<p>“O trabalho da Defensoria por meio do projeto ‘Mãe Terra’ deu garantia fundiária a essas famílias, assegurando a elas um espaço digno para criarem seus filhos e cuidarem dos seus idosos, para poderem fincar raízes sem medo de serem perturbados por qualquer disputa fundiária”, ressaltou Barbosa.</p>
<p>Por sua vez, Thiago Rosas destacou a dívida histórica do Estado brasileiro com essas populações.</p>
<p>“Durante muitos anos, eles foram perseguidos pela colonização portuguesa e não tiveram mais acesso às terras dos seus ancestrais”, observou.</p>
<p>“Quando a Defensoria Pública consegue atuar dessa forma, assegurando o acesso à segurança jurídica da terra, nós estamos dando uma resposta da Constituição Federal a esses povos, que há muito tempo desejam ter o direito à territorialidade”, acrescentou Rosas.</p>
<p>Atualmente, a comunidade Sateré-Mawé do Tarumã reúne 37 pessoas, entre elas 17 crianças e adolescentes e cinco idosos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Núcleo especializado amplia atendimento</h2>
<p>Desde 2024, a Defensoria Pública do Amazonas mantém o Núcleo Especializado na Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (NUDCIT).</p>
<p>Além disso, o núcleo reúne quatro Defensorias Especializadas e atua em regiões estratégicas. Entre elas estão Alto Rio Negro (São Gabriel da Cachoeira), Baixo Amazonas (Maués), Purus (Lábrea) e Alto Solimões (Tabatinga).</p>
<p>Leia mais:</p>
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