Política
Marcelo Ramos contraria o PT e decide não retirar pré-candidatura ao Senado: ‘é nosso direito de fala’
O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) decidiu contrariar a orientação do partido e anunciou que não vai retirar a pré-candidatura ao Senado, após ouvir da direção nacional da sigla que deveria desistir, após um pedido do senador Eduardo Braga (MDB).
Marcelo reuniu correligionários, militantes e apoiadores nesta sexta-feira (17), em Manaus, e disse que não retira a pré-candidatura por entender que o eleitor precisa de um nome da esquerda como alternativa. “Essa candidatura não é minha, ela é coletiva”, argumentou.
“Depois de ouvir a direção nacional do partido, de ouvir minha família, de receber muitas opiniões e manifestações nas redes sociais. O que tenho a dizer é que Eu não posso retirar a candidatura ao Senado porque essa candidatura não é minha. Ela é dessa militância e de milhares de pessoas que confiam no que eu represento na política e querem votar em um senador progressista. Então, vamos manter a chama a acesa, seguir conversando com povo, seguir reafirmando nosso compromisso com a unidade da base do presidente Lula no Amazonas e aguardar uma decisão oficial da direção do PT”.
Durante a semana, Marcelo Ramos revelou que foi chamado pela direção do PT e informado que o partido de Lula acolheu pedido de Braga para que ele não fosse o segundo nome oferecido ao Senado na chapa que deve ter o senador Omar Aziz (PSD) como candidato ao governo, com apoio do presidente.
Por trás do pedido estaria o receio de Braga de perder votos, numa disputa acirrada com Alberto Neto (PL), Wilson Lima (UB) e Plínio Valério (PSDB), nomes considerados mais fortes na corrida.
Resta saber agora como a decisão de Ramos vai repercutir nos ouvidos de Lula, de Braga e Omar.
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